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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cerca de 300 estrangeiros combatem governo da Somália, diz ONU

NAIRÓBI - Centenas de estrangeiros, tanto africanos como de fora do continente, estão lutando contra o governo da Somália (que tem apoio do Ocidente), no pior confronto dos últimos meses, disse na sexta-feira o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao país situado no Chifre da África.

Uma das preocupações das agências de inteligência é de que a Somália - com suas fronteiras porosas, grupos islâmicos ligados à Al Qaeda e o governo fraco -- torne-se uma cabeça-de-ponte para militantes que tentam ampliar sua influência na região e além.

Alguns observadores minimizam o risco, dizendo que a maioria dos somalis segue uma forma moderada do Islã e nutre forte desconfiança pelos estrangeiros e pela interpretação rigorosa da lei islâmica defendida por grupos como o Al Shabaab.

"Não há dúvida de que há um número significativo de combatentes estrangeiros na Somália provenientes do próprio continente e de fora", disse o enviado da ONU Ahmedou Ould-Abdallah a jornalistas na capital do Quênia.

"Vi os números constando em documentos do Conselho de Segurança da ONU apresentados pelos EUA, nos quais eles estimam que sejam entre 280 e 300", afirmou ele.

Os combates entre militantes do Al Shabaab - que admitem contar com estrangeiros em suas fileiras - e combatentes pró-governo mataram ao menos 139 pessoas e provocaram a fuga de cerca de 27 mil pessoas da capital desde o fim da semana passada.

Pelo menos 16 pessoas morreram na região central da Somália na sexta-feira em confrontos entre soldados do Shabaab e combatentes do grupo islâmico moderado Ahlu Sunna Waljamaca nas cidades de Mahas e Wabho, informaram moradores e um porta-voz do Ahlu Sunna.

A organização multinacional independente International Crisis Group disse que havia "uma batalha se avolumando entre muçulmanos ditos moderados e extremistas, como o Al Shabaab".

sexta-feira, 22 de maio de 2009

ONU aponta Brasil como um dos maiores devedores da organização

Nações Unidas, 21 mai (EFE).- A ONU informou hoje que o Brasil está entre as nove nações que mais devem à organização e que apenas 16 de seus 192 países-membros pagaram integralmente e dentro do prazo estabelecido as cotas referentes ao ano de 2009.

"O secretário-geral (da ONU, Ban Ki-moon) e todos nós estamos cientes da difícil situação econômica internacional que muitos países enfrentam, mas a saúde financeira desta organização depende de seus membros", disse a diretora do Departamento Administrativo da ONU, a alemã Angela Kane.

Segundo Kane, no que se refere ao orçamento regular das Nações Unidas, que é de US$ 4,171 bilhões para o biênio 2008-2009, 76 países pagaram sua cota dentro do prazo, que venceu em 7 de maio.

Entretanto, apenas 16 honraram todos os seus compromissos com a organização, que incluem ainda o financiamento de missões de paz e de tribunais internacionais.

Por conta do atraso no pagamento das cotas, a ONU trabalha atualmente com um rombo de US$ 1,5 bilhão em suas contas. E os maiores responsáveis por isso são Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Irã, Coreia do Sul, China, Noruega e México.

"Esta situação nos deixa com um panorama financeiro obscuro", disse a funcionária da ONU.

Com o orçamento regular, a organização cobre suas despesas gerais, como a manutenção de instalações e os salários do pessoal de seus quatro sedes, que ficam em Nova York, Genebra, Viena e Nairóbi.

Quanto ao financiamento das missões de paz, Kane disse "que a situação melhorou em relação ao ano passado". Porém, não apresentou números específicos. EFE

terça-feira, 19 de maio de 2009

ONU nomeia Bill Clinton como enviado especial para o Haiti

GENEBRA - O chefe da Organização das Nações Unidas disse nesta terça-feira ter nomeado o ex-presidente norte-americano Bill Clinton como seu enviado especial para o Haiti, o país mais pobre do Ocidente, que sofreu com a passagem de quatro furacões e revoltas no ano passado.

Clinton, que tem se esforçado para ajudar a recuperar a empobrecida nação caribenha, acompanhou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em uma visita ao Haiti em março.

- Não haverá mudanças no compromisso da ONU em ajudar o Haiti através das forças de estabilização da ONU no Haiti - disse Ban em uma coletiva de imprensa. Ele disse que os 9 mil soldados da ONU têm papel fundamental na reconstrução da estabilidade do país.

Diplomatas dizem que a esperada nomeação de Clinton pode atrair investimentos para o Haiti e ajudar a estabilizar o país, onde revoltas provocadas pelo grande aumento no preço de alimentos causaram a queda do governo no ano passado.

A ONU diz que a mão-de-obra barata, a proximidade com os EUA e o Canadá, e o acesso livre de impostos que o Haiti pode ter ao mercado americano nos próximos nove anos podem impulsionar um futuro crescimento econômico ao país.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

EUA defendem reforma do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Nações Unidas, 12 mai (EFE).- Os Estados Unidos passaram a fazer parte, pela primeira vez, do Conselho de Direitos Humanos da ONU (CDH), e estabeleceram como objetivo reformar, a partir de dentro, o órgão, responsável por zelar pelos direitos fundamentais no mundo, afirmou hoje a diplomacia americana.


"Embora saibamos que o CDH é um órgão com falhas, que não cumpriu totalmente com seu papel, temos a intenção de colaborar com outros países para reformá-lo a partir de dentro", disse hoje a embaixadora dos EUA perante a ONU, Susan Rice.


Os Estados Unidos, junto com nações como México ou Cuba, foram um dos 18 países eleitos hoje pelos 192 membros da Assembleia Geral para integrar o Conselho, com sede em Genebra e formado por Estados.


Os outros países escolhidos junto com os EUA no grupo da Europa Ocidental foram Noruega e Bélgica, enquanto Cuba, México e Uruguai foram reeleitos no bloco da América Latina e do Caribe.


Rússia e Hungria conquistaram os dois lugares disponíveis para o Leste Europeu, enquanto China, Bangladesh, Jordânia, Arábia Saudita e Quirguistão ocuparam as vagas asiáticas.


Da mesma forma, Senegal, Nigéria, Mauricio, Djibuti e Camarões obtiveram as cinco cadeiras disponíveis no grupo regional africano.


A entrada dos EUA no CDH representa uma mudança brusca em relação à política de George W. Bush, que se recusou a participar do órgão e votou contra a criação do mesmo por considerá-lo dominado por países que violavam os direitos humanos.


Rice explicou que a mudança faz parte da vontade da nova Administração para que os Estados Unidos voltem a desempenhar um papel significativo na esfera multilateral.


A diplomata americana reconheceu as críticas de algumas organizações de direitos humanos e vozes conservadoras dentro do país, que afirmam que o Conselho tem entre seus membros algumas das nações com pior histórico na questão.


As ONG Freedom House e UN Watch lembraram em um relatório divulgado dias antes da votação que as violações dos direitos humanos cometidas por Governos de Azerbaijão, Camarões, China, Cuba, Djibuti, Rússia e Arábia Saudita deveriam impedi-los de concorrer a uma vaga em um órgão que zela pelos direitos fundamentais.


Rice, que ressaltou que os Estados Unidos têm consciência de que o CDH "não cumpriu totalmente sua incumbência", lembrou que os países são eleitos para períodos de três anos, e que, portanto, os escolhidos poderão participar do processo de revisão da estrutura e procedimentos do órgão que acontecerá em 2011.


"Apresentamos nossa candidatura ao Conselho de Direitos Humanos porque esta Administração e, de fato o povo americano, têm um profundo compromisso com a defesa e o respeito aos direitos humanos de cada indivíduo", acrescentou a embaixadora dos Estados Unidos.


O representante da Human Rights Watch (HRW) na ONU, Steve Crawshaw, elogiou a eleição dos EUA ao CDH, depois que a "autoridade moral" do país começou a ser questionada pela atuação do Governo Bush em matéria de detenções ilegais e tortura.


"Os EUA podem desempenhar um papel importante como um agente de peso dentro do Conselho de Direitos Humanos", afirmou Crawshaw, que lamentou que, nesta eleição, não tenha havido uma maior competição pelas vagas disponíveis.


Para ele, isso afeta a credibilidade do órgão e atrapalha que sejam oferecidas alternativas na cédula de votação aos países com históricos questionáveis.


O CDH foi criado em 15 de março de 2006 pela Assembleia Geral da ONU para substituir a Comissão de Direitos Humanos, que deixou de existir após 60 anos de trabalhos devido à crise de legitimidade na qual tinha caído por decisões que eram vistas como parciais, politizadas e desequilibradas.


O Conselho é um órgão intergovernamental que faz parte do sistema das Nações Unidas e que é formado por 47 Estados-membros, que ficam responsáveis por fortalecer a promoção e a proteção dos direitos humanos no mundo.


Uma das incumbências do órgão é fazer um exame periódico universal em cada um dos 192 países-membros das Nações Unidas, além de realizar várias sessões ordinárias ao ano e as extraordinárias que os integrantes decidirem para abordar assuntos concretos.


A próxima reunião do órgão da ONU ocorrerá em Genebra de 2 a 18 de junho. EFE

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Documentos da ONU com princípios para sustentabilidade

Para orientar as transformações sociais, culturais, políticas, econômicas, institucionais, tecnológicas que permitam pessoas, comunidades e povos ter um mundo ambientalmente saudável, pacifico, justo e seguro, ocorreram nas últimas décadas vários encontros da ONU – Organização das Nações Unidas nos quais seus participantes aprovaram declarações de princípios, acordos internacionais e planos de ações. Entre eles citamos:

  • Declaração da ONU sobre Direitos Humanos (1948)

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  • Declaração da ONU sobre o Ambiente Humano (1972)

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  • Declaração da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992)

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  • Agenda 21

Global

Brasileira

  • Declaração de Joanesburgo e Plano de Implementação (2002).

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No âmbito da sociedade civil surgiram também documentos importantes, como os citados abaixo:

  • Agenda Ya Wananchi (1991)

Acesse o site Oikoumene.net

  • Tratados das ONGs (1992).

Faça um dowload destes documentos no formato PDF:

  • Carta da Terra (2000)

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Rio, Seattle, Davos, Porto Alegre e Joanesburgo: rumos da sociedade civil e globalização
Autor: Rubens H. Born – Vitae Civilis
Ano: 2001

Versão resumida do texto do autor sobre o processo da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, que busca mostrar que a realização da mesma, ocorida em setembro de 2002 em Joanesburgo, é um acontecimento que não pode ser negligenciado pelas lideranças e pelas organizações da sociedade civil. Isso significa variadas posturas: da mera atenção passiva, passando pelo monitoramento sistemático até a participação crítica em mais um processo das Nações Unidas, deflagrado para uma avaliação global e re-afirmação dos compromissos em torno dos princípios e ações do desenvolvimento sustentável.

Palavras Chave: Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (WSSD), Governança, Rio+10, Rio-92 e sustentabilidade.

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Rapid Assessment of Brazilian Response to the IPF Plan of Action
Autores: Vitae Civilis – Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz
Ano: 2000

Este documento em Inglês é parte de uma grande iniciativa de um grupo de ONGs que trabalham com o tema floresta, particularmente com as negociações internacionais. Esta iniciativa atual lida com o monitoramento e a implementação do Plano de Ação (PA) elaborado pelo Painel Intergovernamental de Florestas (PIF), e aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável em 1997. Além do mais, essa iniciativa objetiva contribuir para a 4ª Sessão Intergovernamental do Fórum de Florestas (FIF), que substitui a PIF, com a função de promover diálogo internacional e ações para conservar globalmente florestas, enquanto monitora a implementação do PA e identifica acordos e mecanismos institucionais internacionais.

Palavras Chave: Florestas e desenvolvimento sustentável.

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Reportagens Rio+10 - Cúpula planetária para o desenvolvimento sustentável dez anos após a Eco-92

Matérias publicadas no site Carta Maior em parceria com o FBOMS e o Vitae Civilis, no período de 22 de agosto a 4 de setembro de 2002, sobre a Cúpula de Joanesburgo (Rio+10).

Palavras chave: desenvolvimento sustentável, Agenda 21, Rio+10

Clique para ler todas as reportagens

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Coréia do Norte ameaça tomar "severas medidas"


Um diplomata Norte Coreano avisou que "severas medidas" seriam tomadas caso a ONU exercesse algum tipo de ação contra o seu país depois do lançamento de um satélite no domingo.

O Conselho de Segurança da ONU tem debatido sobre o cabimento ou não de uma punição à Coréia do Norte pelo lançamento.

Os EUA, Japão e as grandes potências européias disseram que o lançamento foi um teste de míssil balístico, em clara violação à resolução da ONU.

China e a Rússia foram mais cautelosas, dizendo que elas ainda não estão convencidas de que Pyongyang quebrou as regras.

Pyongyang disse que o teste do foguete Taepodong-2, de três estágios, foi um sucesso, pondo em órbita um satélite que agora transmite informações e músicas revolucionárias.

Os EUA afirmam que a tentativa falhou.

Próximos passos?

O embaixador da Coréia do Norte na ONU, Pak Tok-hun, avisou ao conselho contra a tentativa de punir pyongyang, insistindo que seu país lançou apenas um satélite- ao invés de um míssil- nesse fim de semana.

Se os 15 membros do CS tomarem "qualquer tipo de ação, nós vamos considerar-la como uma infração sobre a soberania de um país," ele disse, ameaçando tomar "medidas severas e necessárias".

Ele não especificou o tipo de medidas que seriam tomadas

"Todo país tem o direito inalienável de usar o espaço pacificamente," ele adicionou.

Os EUA, Coréia do Sul e Japão disseram que o lançamento viola a resolução do CS nº 1718, adotada em outubro de 2006, que proíbe a Coréia do Norte de conduzir atividades relacionadas a mísseis balísticos.

O Japão e os EUA estão pressionando por uma resolução do CS que iria reforçar a possibilidade de extender as sanções existentes contra a Coréia do Norte, aplicadas após o teste nuclear do país em 2006.

Sanções financeiras e uma proibição de viagens para os Norte Coreanos envolvidos em programas de armamentos nunca foram de fato aplicadas.

E é questionavel o quão efetivo o embargo de armas foi, diz a correspondente da BBC na ONU, Laura Trevelyan, já que a Coréia do Norte tem a tecnologia de lançar um satélite.

Moscou afirma que o teste de Domingo foi causa para preocupação, mas alertou contra "conclusões precipitadas", enquanto a China disse que Pyongyang tem o direito de possuir um programa espacial pacífico.

Aliada de longa data da Coréia do Norte, Pequim se opõe a mais sanções, dizendo que elas seriam contraproducentes.

A China pode considerar até a declaração de repetição das sanções existentes como provocativo.

Pode até ser que tudo que as grandes potências irão concordar sera uma declaração, ao invés de uma resolução, que é uma forma muito mais forte e legal de ação, afirma nossa correspondente.

A Inglaterra ainda não pediu por uma resolução, reinterando a necessidade de uma forte resposta do Conselho, provavelmente para se safar caso uma declaração seja tudo que aconteça, ela diz.

As discussões na ONU continuam.

Fonte: BBC News


Nota do tradutor: guerra fria 2 está a caminho!

sábado, 21 de março de 2009

Para ONU, anúncio do nascimento de clone não será aceito como fato

da France Presse, em Nova York (EUA)

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, "não enviará flores" aos raelianos, disse hoje o porta-voz da ONU, Fred Eckhard, após o anúncio do nascimento do primeiro bebê clonado, feito pela empresa Clonaid.

Eckhard afirmou que "na ausência de dados científicos, este anúncio não pode ser aceito automaticamente como um fato".

A aprovação de um texto proibindo a clonagem humana com fins reprodutivos, levantado por França e Alemanha, foi adiada há alguns meses na ONU, por causa da pressão dos Estados Unidos e do Vaticano.

Os Estados Unidos querem incluir na proposta, além da clonagem reprodutiva, restrições também à chamada clonagem terapêutica, isto é, à utilização de técnicas de clonagem para obter células em princípio capazes de proporcionar novos tratamentos para uma série de moléstias.

Ontem, a química Brigitte Boisselier, 46, diretora da empresa Clonaid, anunciou o nascimento do primeiro clone humano, uma menina chamada Eve. Os esforços dos raelianos para clonar um ser humano foram realizados em completo segredo, o que não permite confirmar a veracidade da informação.

quinta-feira, 19 de março de 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Política doméstica pode afetar luta climática, alerta ONU

Por Krittivas Mukherjee

NOVA DÉLHI (Reuters) - Um novo tratado climático global pode ser impossível caso os políticos não deixem de lado suas preocupações eleitorais domésticas, disse na quinta-feira o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, para quem a crise econômica mundial deve dificultar a adoção de medidas impopulares.

"A primeira prioridade (dos políticos) talvez seja antes de mais nada se eleger, seja qual for o caso", disse Ban numa conferência sobre desenvolvimento sustentável em Nova Délhi. "Mas eles devem superar isso e olhar além dessa liderança política pessoal. Têm de demonstrar sua liderança como líder global."

"Para os líderes políticos, sempre há claramente alguns riscos políticos que eles querem evitar", acrescentou o sul-coreano.

Muitos países -- ricos e pobres -- estão revendo suas metas de redução das emissões de gases do efeito estufa, num momento em que as preocupações econômicas imediatas ofuscam a luta contra a mudança climática.

Em países como a Índia, quarto maior poluidor do mundo, a mudança climática mal aparece nos programas partidários e nas campanhas eleitorais.

Em dezembro, em Copenhague, cerca de 190 países devem se reunir para tentar aprovar um novo tratado climático internacional, para vigorar a partir de 2013, substituindo o atual Protocolo de Kyoto.

"Temos de examinar todas as questões geracionais. Portanto, por favor, olhem além das suas preocupações domésticas e olhem para o futuro", disse Ban, acrescentando que o sucesso de Copenhague depende de como as lideranças políticas reagirão a três importantes desafios.

"Primeiro, Copenhague deve esclarecer os compromissos dos países desenvolvidos em reduzirem suas emissões, mas estabelecendo metas intermediárias ambiciosas, com bases críveis."

"Devemos também ter clareza sobre quais ações de mitigação os países em desenvolvimento estarão preparados para realizar. Terceiro, os governos e também o sistema da ONU devem criar soluções críveis para a administração dos novos fundos (para o combate às mudanças climáticas), e sua resposta em termos de implementação."

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Conheça... O UN CYBERSCHOOL BUS



Esse post foi em homenagem ao nosso Vice-Secretário Acadêmico, Thiago Scot, que é um super fã dessa ferramenta. Considerando um dos trabalhos mais importantes do Departamento de Informação Pública da ONU, quiçá de toda a organização.






Se  você está lendo isso, você está conectado, está interessado em paz e procura na web por informações. Ativistas de direitos humanos sabem disso, e – cada vez mais – as Nações Unidas também. Bem-vindo ao universo dos materiais para ensino gratuitos e disponíveis para download, voltados para educadores e estudantes de todo o planeta, sobre os temas mais em voga no mundo.


Nesse contexto, nasceu o site Cyberschoolbus, um portal da ONU descrito como um projeto de ensino e aprendizado global, que oferece currículos para professores sobre uma série de assuntos, como educação para a paz, direitos humanos, a fome no mundo, controle de armas e desarmamento, entre outros.


O portal foi lançado recentemente, coincidindo propositadamente com a 3ª Reunião Bienal de Estados para avaliação do Programa de Ação da ONU sobre Armas Pequenas e Leves, em Nova York. Com ele, a ONU lançou seu novo currículo sobre desarmamento, criado pelo professor Peter Lucas, da Universidade de Nova York, e um currículo sobre não-proliferação de armas nucleares, criado por Kathleen Sullivan, uma educadora para a paz ativa nos EUA e no Japão. O material dará apoio a educadores – do ensino fundamental aos primeiros anos da faculdade. Não se deve esperar, entretanto, encontrar toneladas de papel para imprimir. A educação online é, antes de mais nada, interativa e informativa.


E educação online também significa tráfego pesado: de acordo com o autor do currículo de Desarmamento – Peter Lucas –, ambos os currículos tiveram uma média de 500 mil visitantes por mês. Visitantes que, segundo Lucas, conectam-se e permanecem no site por mais tempo, fazendo diversas atividades. “Os visitantes vêm de todo o mundo: Europa, África do Sul, do Hemisfério Sul”, diz Lucas.


O portal originou-se no Departamento de Assuntos de Desarmamento da ONU, que deve promover atividades educacionais como parte do seu mandato. A idéia geral nas Nações Unidas, contudo, é cada vez mais injetar essas atividades em todas as partes da ONU.


Da sua parte, Lucas é claro quanto ao objetivo do seu currículo: “Não queremos fazer a cabeça de ninguém. O que nós de fato oferecemos aos educadores e estudantes são ferramentas para que eles mesmos possam reunir e utilizar a informação”, explica.


O professor acrescenta que, além da missão de informar, a sua tarefa como educador é estar à altura do desafio de atrair uma geração que está crescendo já acostumada com as novas mídias. “Devemos nos lembrar do papel dos meios de comunicação. Penso que, hoje, a consciência crítica e a transformação social dependem do acesso às novas tecnologias midiáticas, do livre intercâmbio de idéias e informação, de um pleno acesso ao conhecimento. Hoje, nós cada vez mais acessamos o conhecimento através da tecnologia e novas mídias... Também se trata de atrair os jovens esteticamente”, diz Lucas.

Escreva para um Hibakusha, elabore um ‘mapa de opinião’


O portal da ONU oferece um “kit” de ferramentas para educadores, como atividades em sala de aula que mostram aos professores como elaborar, por exemplo, um “mapa de opinião” entre os estudantes de uma classe, oferecendo aos estudantes a chance de aprender a ouvir não apenas opiniões divergentes, mas também variadas intensidades de emoção. Existem até workshops com fotos para impressão, com material cedido através de uma parceria com a agência Magnum Photos.


A seção do portal dedicada à não-proliferação de armas nucleares oferece – além de informação – uma ligação com um grupo de pessoas de que raramente se ouve falar: os “Hibakusha” – ou sobreviventes do bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki.


Paz não é sempre um tópico fácil de se tratar em sala de aula, mas isso está previsto no “kit” de ferramentas do portal. Os criadores dos currículos não visam a um consenso; em vez disso, o objetivo é ampliar o conhecimento sobre as questões em jogo.


Em relação à questão das armas pequenas e leves, por exemplo, os três planos de ensino abrangem o porquê de existir um desejo por armas, como elas são estocadas e transferidas – num total de quinze lições que atravessam o currículo num período estimado de um mês.


“Nosso foco são os educadores, não os alunos, mas aqueles são encorajados a escolher livremente quais os elementos que melhor se adequam”, diz Lucas, enfatizando que o objetivo do currículo não é impor opiniões. “Se houver um jovem que, antes de começarem as aulas, sinta que ele ou ela tem o direito de ter armas, ele pode cumprir todo o currículo e, no final, continuar com as mesmas posições sobre o assunto. É possível, entretanto, que o jovem pense diferente sobre o tráfico ilegal de armas e a violência associada a ele”, exemplifica.


Desde os anos noventa, o inglês é a língua das ONGs


“O inglês tem se tornado o idioma da sociedade civil”, acredita Lucas. “Desde a Eco Rio 92 - quando um número sem precedentes de chefes de estado e membros de ONGs se reuniram -, o inglês se tornou a lingua franca dos ativistas de paz e direitos humanos”, explica ele, observando que foi somente nos anos 90 que os direitos humanos começaram a sair do círculo das escolas de Direito, e também que o uso de filmes, fotografias e novas mídias ganhou importância na educação.


“Já que é imperativo que pensemos no futuro – e a ONU tem essa preocupação -, é necessário alcançar os educadores. Devemos ajudar as pessoas a entender – por exemplo – a diferença entre fazer paz, construir a paz e manter a paz”, afirma o educador.


Tradução: Bernardo Tonasse


No Comunidade Segura:

Paz positiva, uma revolução da mente

Leia mais:

The United Nation's Cyberschoolbus (em várias línguas)

The Disarmament and Non Proliferaton Portal (em inglês)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Resenha de Filme - A Intérprete

Intérprete das Nações Unidas, Silvia Broome ouve, por acaso, uma ameaça de morte a um chefe de estado africano, planejada para acontecer na Assembléia Geral das Nações Unidas. A conversa é ouvida num raro dialeto que poucas pessoas além de Silvia, nascida na África, podem entender. A frase "O professor nunca sairá da sala dele vivo" tem o poder, de um instante para o outro, de virar a vida de Silvia de cabeça para baixo.

Sob a proteção do agente federal Tobin Keller, o mundo de Silvia transforma-se num verdadeiro pesadelo. À medida que mergulha no passado de sua testemunha e em seu mundo secreto de conexões internacionais, Keller só encontra razões para desconfiar dela, e passa a suspeitar que a intérprete esteja envolvida na conspiração. Silvia é uma vítima? Uma suspeita? Ou será algo muito diferente disso? E Tobin poderá protegê-la com toda essa desconfiança?

Apesar de precisarem um do outro para deter uma terrível crise internacional, Silvia e Tobin são pessoas totalmente diferentes. A força dela está nas palavras, na diplomacia e nas sutilezas do significado, enquanto Tobin é pura ação e instinto.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O que é um Secretário-Geral?

Não... Não é desse Secretário-Geral que estamos falando. Esse é o Fernando Malta, Secretário-Geral do VI MIRIN. O atual Secretário-Geral das Nações Unidas é o sul-coreano Ban-Ki Moon e esse artigo mostra quais as funções de um secretário-geral.

O Secretário-Geral é o símbolo dos ideais das Nações Unidas e porta-voz dos interesses dos povos do mundo, principalmente dos mais pobres e vulneráveis. De acordo com a Carta das Nações Unidas, o Secretário-Geral é o “chefe administrativo” da Organização e deve cumprir “outras funções que lhe são confiadas” pelo Conselho de Segurança, Assembléia Geral, Conselho Econômico e Social e outros órgãos das Nações Unidas. A Carta também diz que o Secretário-Geral tem o dever de “levar a atenção do Conselho de Segurança qualquer assunto que em sua opinião possa ameaçar a manutenção da paz e segurança internacional”.

Os dias de trabalho do Secretário-Geral da ONU incluem sua presença nas reuniões dos diversos órgãos das Nações Unidas, consultas com líderes mundiais, e viagens pelo mundo. Estas viagens permitem o contato direto com as pessoas que vivem nos 192 Estados-Membros da Organização e fazem que ele esteja informado sobre a vasta lista de problemas internacionais que estão na agenda da ONU.


Um dos papéis mais importantes do Secretário-Geral é o uso de “bons ofícios” – passos dados pública ou privadamente - para impedir que as disputas internacionais cresçam, se elevem ou se espalhem.


Cada Secretário-Geral também define, ao assumir o cargo, sua própria agenda de prioridades.


O atual Secretário-Geral das Nações Unidas


Ban Ki-moon (República da Coréia) – 2007


O atual Secretário-Geral das Nações Unidas é o sul-coreano Ban Ki-moon, que assumiu suas funções no dia 1º de janeiro de 2007.


Ban Ki-moon, nasceu em 1944, na República da Coréia, e é o oitavo Secretário-Geral das Nações Unidas. Ele traz para o cargo 37 anos de experiência adquirida ao longo de uma extensa carreira no governo de seu país e na cena mundial. É formado em Relações Internacionais pela Universidade Nacional de Seul, e em 1985, obteve o Mestrado em Administração Pública da Kennedy School of Government da Universidade de Harvard (EUA).


No momento de sua eleição como Secretário-Geral, Ban era Ministro das Relações Exteriores e do Comércio da República da Coréia, onde ocupou diversos cargos – Assessor Principal do Presidente em assuntos de política externa, Vice-Ministro do Planejamento de Políticas e Diretor-Geral de Assuntos Norte-americanos. Ao longo de sua carreira, norteou-o sempre a visão de uma península coreana pacífica, capaz de desempenhar um papel cada vez mais importante em prol da paz e da prosperidade na região e no mundo.


Suas relações com a Organização das Nações Unidas remontam a 1975, quando foi funcionário da Divisão das Nações Unidas do Ministério das Relações Exteriores de seu país. Seu trabalho foi ganhando maior dimensão ao longo dos anos, tendo desempenhado os cargos de Primeiro-Secretário da Missão Permanente da República da Coréia junto à ONU em Nova York (EUA), Diretor da Divisão das Nações Unidas no Ministério em Seoul (Coréia do Sul) e Embaixador em Viena (Áustria), em 1999, quando desempenhou as funções de Presidente da Comissão Preparatória da Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares.


Em 2001-2002, como Chefe de Gabinete do Presidente da Assembléia Geral, facilitou a rápida adoção da primeira resolução da sessão, que condenou os atentados terroristas de 11 de setembro, e tomou algumas iniciativas que visavam melhorar o funcionamento da Assembléia. Contribuiu, assim, para que uma sessão que começou em um ambiente de crise acabasse por ser marcada pela adoção de algumas reformas importantes.


As prioridades de Ban Ki-moon como Secretário-Geral da ONU

Paz e Segurança: Devemos fortalecer a habilidade da ONU de desenvolver um papel importante na prevenção de conflitos, no restabelecimento, na manutenção e na construção da paz. Nossa abordagem deve ser integrada, coordenada e ampla. Através da melhoria de nossa capacidade de promover a diplomacia preventiva e de apoiar um processo de paz sustentável, construiremos soluções de longo prazo e responderemos mais efetivamente ao conflito.


África: Em torno de 65% do orçamento das Missões de Manutenção da Paz da ONU é dedicado à África. Mas, para lidar com os conflitos na África, precisamos analisar suas raízes. A manutenção da paz deve ser acompanhada pelo processo político de resolução de conflitos, e o desenvolvimento deve assegurar uma paz duradoura.


O Sudão requer atenção especial. A implementação do acordo de 2005 que deu fim à guerra civil entre o Norte e o Sul deve ser acelerado, incluindo a preparação para eleições em 2009. Para acabar com a tragédia de Darfur, agora que conseguimos selar um acordo quanto à força híbrida União Africana-ONU, devemos agir rápido. Temos que lidar com as causas do conflito, e as partes devem promover negociações amplas. As negociações iniciadas em Sirte (Líbia), reunindo o governo sudanês, os grupos rebeldes, a sociedade civil e os países da região devem chegar a um acordo de paz.


Oriente Médio: A região é frágil e perigosa como sempre foi, porém existem oportunidades de reconciliação a serem alcançadas. Apesar da profunda desconfiança entre Palestinos e Israelenses, que dificulta o processo de paz, um papel construtivo da ONU com o Quarteto e apoiando à Iniciativa de Paz Árabe irá encorajar um movimento rumo uma paz justa, duradoura e ampla.


O Iraque é um problema mundial. Conhecemos os fatos que nos levaram a atual situação, mas a ONU pode ser um instrumento no desenvolvimento de um processo político inclusivo para promover a reconciliação nacional, cultivando um ambiente regional mais estável e levando assistência humanitária a civis inocentes, incluindo os cerca de quatro milhões de iraquianos refugiados e deslocados internamente.


Não-proliferação: O risco da proliferação nuclear e de outras armas de destruição em massa paira como a espada de Dâmocles sobre nossas cabeças. O Conselho de Segurança tem tomado passos significativos no sentido da não-proliferação na Coréia do Norte e no Irã. Na Coréia do Norte, estou pessoalmente comprometido a facilitar o progresso dos diálogos entre as Seis Partes, e a encorajar a “desnuclearização” da Península Coreana.


Desenvolvimento: Ao mesmo tempo em que lidamos com as ameaças à paz, devemos nos preocupar com os homens, mulheres e crianças que lutam para terem suas necessidades satisfeitas – é intolerável que quase um bilhão de pessoas viva com menos de um dólar por dia. Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) são um projeto para assegurar que, no século XX, tão rico em tecnologia e tão próspero, nenhum ser humano morra de desnutrição ou de doenças que poderiam ser prevenidas, ou seja privado de educação ou acesso básico ao serviço de saúde.


Tratamento, prevenção, cuidado e apoio para vítimas de HIV devem estar ao alcance de todos e a epidemia deve ser detida. Não devemos poupar nenhum esforço para alcançarmos os ODMs, particularmente na África. Mobilizaremos vontade política e apoiaremos líderes em seu compromisso de alocar recursos e desenvolver auxílio - e lidar com as disparidades no regime global de comércio, que algema tantas nações em desenvolvimento.


Mudanças climáticas: Se nos importamos com o legado que deixaremos para as futuras gerações, esse é o movimento decisivo para uma ação global. A ONU é um foro natural para a construção de consenso e para a negociação de uma ação global futura – todas as nações devem tomar medidas para neutralizarem suas emissões de carbono. A Conferência de Bali deve ser o ponto de partida para as negociações sobre como substituir os compromissos presentes no Protocolo de Kioto, que expira em 2012. Devemos juntar esforços políticos com as nações em desenvolvimento e com aquelas industrializadas para assegurar que as negociações tragam resultados.


Direitos Humanos: Se a segurança e o desenvolvimento são dois pilares do trabalho da ONU, os direitos humanos são o terceiro. As premissas contidas na Declaração Universal de Direitos Humanos, que faz 60 anos em 2008, devem ser implementadas através de ações concretas. O Conselho de Direitos Humanos ocupar seu espaço como líder em questões ligadas aos direitos humanos em todo o mundo. A expressão “nunca mais” deve ganhar significado real. Vou me esforçar para traduzir o conceito de Responsabilidade de Proteger de palavras em ações, de forma a assegurar a proteção de povos que podem enfrentar o genocídio, a limpeza étnica ou crimes contra a humanidade.


Reforma da ONU: Efetividade e racionalização devem ser as bases da Organização para enfrentar novos desafios. Devemos simplificar e modernizar nossas regras, políticas e processos, e a alinhar nossas práticas com o melhor dos setores público e privado. A reforma é necessária porque a ONU e seus funcionários devem se adaptar para atender a novas necessidades – e, enquanto fazemos mais com menos, devemos trabalhar com todos os stakeholders a obter os recursos e o apoio necessários para reformas gerenciais. Ao assegurar os mais altos padrões de ética, de integridade e de responsabilidade, devemos mostrar que estamos respondendo a todos os Estados-Membros e ao público mundial.


Problemas globais demandam soluções globais – soluções unilaterais não são mais viáveis. Alguns dirão que isso é olhar o mundo através de “lentes cor-de-rosa”. Eu, como otimista que sou, acredito que demos uma volta completa desde aquele momento mágico em São Francisco há pouco mais de 60 anos. A ONU está mais exigente do que nunca, pois as expectativas sobre ela são tão altas que as possibilidades de desapontamento são igualmente altas. Eu não acredito em milagres, mas tenho fé na decência, diligência e no progresso humanos. Acima de tudo, acredito em resultados, não em retórica. Os propósitos e princípios fundamentais dessa Organização são inspiradores e duradouros – precisamos renovar nossa promessa de viver sob eles. Meus parceiros nessa nobre empreitada são os Estados-Membros e a sociedade civil. Seu comprometimento, ação e perseverança servirão para que sempre possamos cumprir as promessas feitas ao mundo em 1945. Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU

Ex-Secretários-Gerais das Nações Unidas

Kofi Annan (Gana) – 1997/2006


Kofi Annan nasceu em Gana em 1937, e foi o sétimo Secretário-Geral das Nações Unidas. Annan ocupou o cargo por dez anos, em dois mandatos consecutivos. Quando foi nomeado, ocupava o cargo de Sub-Secretário-Geral do Departamento de Operações de Manutenção da Paz das Nações Unidas.


Ele também foi Representante Especial do Secretário-Geral na antiga Iugoslávia e Enviado Especial da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Antes de desempenhar estas funções, Annan serviu às Nações Unidas em outros postos e dedicou mais de 30 anos de sua vida às Nações Unidas, trabalhando em lugares tão diferentes como Adis Abeba, Cairo, Genebra, Ismailia (Egito) e Nova York.

Boutros Boutros-Ghali (Egito) – 1992/1996


O egípcio Boutros Boutros-Ghali foi o sexto Secretário-Geral das Nações Unidas.

Antes de ocupar o posto, foi Primeiro-Ministro Adjunto de Relações Exteriores e anteriormente, Ministro das Relações Exteriores de seu país. Ele também foi membro do Parlamento egípcio e participou da secretaria do Partido Nacional Democrático em 1980. Até sua posse como Secretário-Geral da ONU, foi também vice-presidente da Internacional Socialista.


Durante quatro décadas, Boutros-Ghali participou de várias reuniões sobre direito internacional, direitos humanos, desenvolvimento econômico e social, descolonização, a questão do Oriente Médio, direito internacional humanitário, direitos das minorias étnicas e de outras minorias, sobre os não-alinhados, desenvolvimento na região do Mediterrâneo e sobre a cooperação afro-árabe. Em 1978, Boutros-Ghali participou da negociação dos acordos de Camp David entre Egito e Israel, assinados em 1979.


Javier Pérez de Cuéllar (Peru) – 1982/1991


O Secretário-Geral Javier Pérez de Cuéllar serviu na função por dois mandatos consecutivos. Ele começou a trabalhar no Ministério das Relações Exteriores do Peru em 1940 e iniciou sua carreira diplomática em 1944, servindo nas embaixadas do Peru na França, Reino Unido, Bolívia, União Soviética, Suíça, Polônia, Venezuela e Brasil.


Na ONU, foi membro da delegação peruana na primeira sessão da Assembléia Geral, em 1946 e durante quase uma década Representante Permanente do Peru nas Nações Unidas, representando seu país no Conselho de Segurança. Também foi Representante Especial do Secretário-Geral em Chipre, Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Políticos Especiais e Representante Pessoal do Secretário-Geral para o Afeganistão.


Kurt Waldheim (Áustria) – 1972/1981


Kurt Waldheim foi o quarto Secretário-Geral da ONU e também ocupou o cargo durante 10 anos. Waldheim iniciou sua carreira diplomática na Áustria em 1945 quando foi chefe do Departamento Pessoal do Ministério de Relações Exteriores e Observador Permanente das Nações Unidas para a Áustria. Mais tarde tornou-se chefe da missão austríaca, quando a Áustria foi admitida na ONU.


Waldheim foi Representante Permanente da Áustria na ONU e Presidente do Comitê sobre Usos Pacíficos do Espaço Sideral e ocupou o posto de Ministro Federal de Relações Exteriores da Áustria. Depois de deixar o Governo, foi eleito, por unanimidade, Presidente do Comitê de Salvaguarda da Agência Internacional de Energia Atômica, e tornou-se Representante Permanente da Áustria na ONU, cargo que manteve até ser eleito Secretário-Geral da ONU.

U Thant (Mianmar) – 1961/1971

U Thant, foi escolhido para liderar o organismo internacional quando o Secretário-Geral Dag Hammarskjold morreu durante um acidente aéreo em setembro de 1961.


Antes de ser eleito para o cargo, ele ocupou diversos cargos na área de educação e foi Diretor de Imprensa do Governo da Birmânia (hoje Mianmar) e Secretário para o Governo da Birmânia no Ministério da Informação.


Na época de sua nomeação como Secretário-Geral Interino das Nações Unidas, U Thant era Representante Permanente da Birmânia nas Nações Unidas, com o status de Embaixador. Durante sua carreira diplomática, U Thant serviu várias vezes como conselheiro de primeiros-ministros da Birmânia.


Dag Hammarskjöld (Suécia) – 1953/1961


Dag Hjalmar Agne Carl Hammarskjöld foi o segundo Secretário-Geral da ONU e ficou no cargo entre abril de 1953 e setembro de 1961, quando morreu num acidente aéreo durante uma missão de paz no Congo.


Antes de iniciar sua carreira na ONU, foi conselheiro do Gabinete de Problemas Econômicos e Financeiros e trabalhou no Ministério das Relações Exteriores da Suécia onde era responsável por todas as questões econômicas, no cargo de Sub-Secretário, tornado-se Vice-Ministro das Relações Exteriores. Foi também delegado da Conferência de Paris, em 1947, quando o Plano Marshall foi estabelecido.


Foi Vice-Presidente da Delegação sueca na Sexta Sessão da Assembléia Geral da ONU em Paris, e Presidente interino da delegação de seu país na Sétima Assembléia Geral em Nova York.


Trygve Halvdan Lie (Noruega) – 1946/1952


Trygve Halvdan Lie foi o primeiro Secretário-Geral das Nações Unidas, cargo que ocupou de 1946 até 1952, quando deixou o cargo.


Na sua juventude, foi Secretário Nacional do Partido Trabalhista, Ministro da Justiça, Ministro de Comércio e Indústrias e Ministro de Abastecimento e Navegação de seu país. Durante a II Guerra Mundial, foi Ministro das Relações Exteriores da Noruega, cargo que ocupou diversas vezes.

Lie liderou a delegação da Noruega na Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional em San Francisco, em abril de 1945, e foi eleito presidente da Comissão que elaborou as provisões do Conselho de Segurança na Carta. Ele também foi Presidente da delegação da Noruega na Assembléia Geral da ONU em Londres, em janeiro de 1946.


Fonte parcial: UNIC Rio