sexta-feira, 29 de maio de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
WWF critica posição de países ricos em Bonn
A Rede WWF critica a lentidão que marca a reunião preparatória sobre clima, em Bonn, na Alemanha. Para a organização, é preciso estabelecer estímulos econômicos que ajudem na conclusão de um acordo global sobre clima, em dezembro, em Copenhague. A organização entende que um pacote de recuperação, que incluísse o financiamento dos esforços para redução de emissões e a adoção de medidas urgentes de adaptação nos países em desenvolvimento, poderia acabar com o impasse entre as nações que participam das negociações.
"Se as negociações climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) envolvessem um banco em perigo, os bilhões, provavelmente, já estariam sendo despejados no mercado", afirma Kim Carstensen, representante da Iniciativa Global de Clima da WWF. "No entanto, embora as negociações estejam prestes a fracassar, o dinheiro necessário para financiar um novo acordo global de clima ainda não está a caminho. Para garantir o êxito em Copenhague, é preciso obter agora um pacote de recuperação do clima."
Para a WWF, cada país industrializado deve se comprometer com uma parcela anual de um volume total de 145 bilhões de euros, para financiar medidas de adaptação e de redução dos impactos do aquecimento global nos países em desenvolvimento. No cálculo dos ambientalistas, por ano, 100 bilhões de euros seriam destinados à mitigação (inclusive para medidas de redução de emissões oriundas do desmatamento e da degradação florestal), 40 bilhões para ações de adaptação e 5 bilhões para mecanismos de risco e seguro.
sábado, 18 de abril de 2009
Ambientalistas, empresas e governo selam pacto para recuperar Mata Atlântica
Hoje, restam apenas 7,26% da mata no país. Com a restauração pretendida, essa parcela saltaria para aproximadamente 30%.
Nosso pensamento é todo baseado no econômico. Só assim nós vamos engajar milhares de produtores. Nós estamos trabalhando na lógica de serviços ambientais, água e carbono. Hoje está claro que existe um grande potencial de alavancar recursos de empresas que têm interesse de negócio na água, por exemplo, defendeu o coordenador geral do Conselho de Coordenação do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, Miguel Calmon.
Uma das intenções dos signatários do pacto é incentivar os proprietários de áreas degradadas da Mata Atlântica, e sem potencial econômico, a executar projetos de recuperação da vegetação que poderiam trazer retorno econômico.
Foi a economia que destruiu e será a economia que fará restaurar Os grandes protagonistas desse pacto são os proprietários rurais. 90% das propriedades da Mata Atlântica pertencem aos proprietários rurais. A gente precisa convencê-los a fazer a restauração. Atingir milhares e milhares de proprietários de forma efetiva para engajá-los na restauração é o desafio que nós temos do pacto, ressaltou Calmon.
Durante dois anos, especialistas de algumas das principais organizações que atuam no bioma da Mata Atlântica fizeram um mapeamento que identificou a localização dos mais de 15 milhões de hectares de áreas degradadas potenciais para recuperação. A meta, no entanto, esbarra em fatores econômico-financeiros. Em valores atuais, a restauração de toda essa área custaria US$ 15 bilhões.
Nós temos que criar a economia florestal da Mata Atlântica. Vamos ter de alavancar, mobilizar e captar recursos. Você tendo uma iniciativa que mostre resultado, com certeza você atrai o dinheiro. E não é dinheiro de doações, é investimento, disse Calmon.
O pacto foi assinado por organizações não-governamentais como SOS Mata Atlântica, Care Brasil, Associação Mico Leão Dourado, TNH (The Nature Conservacy), WWF-Brasil; pelo governo federal, tendo como representante o Ministério do Meio Ambiente; pelos governos estaduais do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Espírito Santo; pela academia, com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e por empresas como a mineradora Vale.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Documentos da ONU com princípios para sustentabilidade
Para orientar as transformações sociais, culturais, políticas, econômicas, institucionais, tecnológicas que permitam pessoas, comunidades e povos ter um mundo ambientalmente saudável, pacifico, justo e seguro, ocorreram nas últimas décadas vários encontros da ONU – Organização das Nações Unidas nos quais seus participantes aprovaram declarações de princípios, acordos internacionais e planos de ações. Entre eles citamos:
- Declaração da ONU sobre Direitos Humanos (1948)
- Declaração da ONU sobre o Ambiente Humano (1972)
- Declaração da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992)
- Agenda 21
- Declaração de Joanesburgo e Plano de Implementação (2002).
No âmbito da sociedade civil surgiram também documentos importantes, como os citados abaixo:
- Agenda Ya Wananchi (1991)
- Tratados das ONGs (1992).
Faça um dowload destes documentos no formato PDF:
- Carta da Terra (2000)
Faça um dowload deste documento no formato PDF [65,1KB]
Rio, Seattle, Davos, Porto Alegre e Joanesburgo: rumos da sociedade civil e globalização
Autor: Rubens H. Born – Vitae Civilis
Ano: 2001Versão resumida do texto do autor sobre o processo da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, que busca mostrar que a realização da mesma, ocorida em setembro de 2002 em Joanesburgo, é um acontecimento que não pode ser negligenciado pelas lideranças e pelas organizações da sociedade civil. Isso significa variadas posturas: da mera atenção passiva, passando pelo monitoramento sistemático até a participação crítica em mais um processo das Nações Unidas, deflagrado para uma avaliação global e re-afirmação dos compromissos em torno dos princípios e ações do desenvolvimento sustentável.
Palavras Chave: Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (WSSD), Governança, Rio+10, Rio-92 e sustentabilidade.
Rapid Assessment of Brazilian Response to the IPF Plan of Action
Autores: Vitae Civilis – Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz
Ano: 2000Este documento em Inglês é parte de uma grande iniciativa de um grupo de ONGs que trabalham com o tema floresta, particularmente com as negociações internacionais. Esta iniciativa atual lida com o monitoramento e a implementação do Plano de Ação (PA) elaborado pelo Painel Intergovernamental de Florestas (PIF), e aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável em 1997. Além do mais, essa iniciativa objetiva contribuir para a 4ª Sessão Intergovernamental do Fórum de Florestas (FIF), que substitui a PIF, com a função de promover diálogo internacional e ações para conservar globalmente florestas, enquanto monitora a implementação do PA e identifica acordos e mecanismos institucionais internacionais.
Palavras Chave: Florestas e desenvolvimento sustentável.
Reportagens Rio+10 - Cúpula planetária para o desenvolvimento sustentável dez anos após a Eco-92Matérias publicadas no site Carta Maior em parceria com o FBOMS e o Vitae Civilis, no período de 22 de agosto a 4 de setembro de 2002, sobre a Cúpula de Joanesburgo (Rio+10).
Palavras chave: desenvolvimento sustentável, Agenda 21, Rio+10
sexta-feira, 10 de abril de 2009
G-20 não apresenta planos para meio ambiente
As ações anunciadas para enfrentar a crise financeira foram inovadoras, ambiciosas e aplaudidas mundo afora, já para combater o aquecimento global sobrou apenas um discurso breve, vago e sem objetivos.
Ambientalistas previam que o encontro das maiores economias mundiais seria totalmente voltado para a crise financeira. E os líderes reunidos em Londres não desapontaram, realmente foi isso que aconteceu, uma grande estratégia de US$ 1 trilhão para salvar a economia foi anunciada e apenas umas poucas frases perdidas foram dedicadas ao aquecimento global.
O documento final do encontro possui nove páginas e apenas na penúltima delas, em dois itens, aparecem intenções com relação a uma economia de baixas emissões e às mudanças climáticas.
“Nós reafirmamos nosso compromisso para combater a ameaça de uma mudança climática irreversível, baseado no princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas e também para alcançar um acordo na conferência de mudanças climáticas em Copenhague em dezembro”, afirma a declaração final do evento.
O Secretário Executivo da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCC), Yvo de Boer, comentou que as palavras são bonitas, mas ações seriam mais bem vindas. “É sempre útil reiterar um compromisso, mas muito melhor é realmente colocar em prática.”
Já o diretor da ONG WWF, David Norman, disse que uma decisão mais concreta em relação ao clima era altamente improvável, mas mesmo assim havia esperança de que algo fosse anunciado.
“Foi outra oportunidade perdida pelos países mais ricos do mundo. Eles falharam, de novo, em colocar a sustentabilidade no centro dos esforços da reestruturação da economia mundial. Infelizmente os resultados dessa reunião de Londres foram vagos”, afirmou.
Economia verde
Os líderes parecem ao menos estarem chegando à conclusão que uma economia baseada em baixas emissões e em tecnologias limpas pode ser uma saída para a crise.
“Para lutar contra a recessão nós estamos decididos a promover um crescimento baseado em baixas emissões e criar empregos verdes, ações das quais depende nossa prosperidade no futuro”, disse em discurso o Primeiro-Ministro britânico, Gordon Brown.
Segundo o presidente Barack Obama está na hora dos Estados Unidos liderar pelo exemplo, e assim convencer a China, a Índia e outros países em desenvolvimento a se comprometer a assinar o tratado climático que substituirá Quioto em 2012.
“É muito importante que os EUA reduzam suas emissões para que os outros países também o façam. Entendemos o discurso daqueles que dizem que não querem comprometer seu desenvolvimento por causa de problemas gerados pelos ricos e faremos tudo para ajudá-los”, afirmou Obama.
Porém para a WWF já passou da hora dos países pararem de especular sobre as baixas emissões e realmente buscarem esse novo modelo econômico. “Já deveria estar bem claro que as crises climáticas e financeiras estão ligadas, e tentar resolver uma e deixar a outra para depois não tem como dar certo”, disse Norman.
“Nos próximos meses teremos outras oportunidades, por exemplo, a reunião do G8, para concretizar os estímulos financeiros e de comércio para a criação de uma economia verde. O mundo não pode deixar passar essas últimas chances”, concluiu o ambientalista.
(Envolverde/CarbonoBrasil)
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Entenda os protestos marcados para o G20
A reunião está marcada para quinta-feira, em Londres. No sábado passado, uma marcha batizada de Put People First (Coloquem as Pessoas em Primeiro Lugar, em tradução livre) reuniu dezenas de milhares de pessoas no centro da capital britânica e marcou o início do que promete ser uma temporada de manifestações.
Veja abaixo os principais protestos programados, os grupos envolvidos na organização e o que eles querem dos líderes mundiais.
PUT PEOPLE FIRST (Coloquem as Pessoas em Primeiro Lugar, em tradução livre) - As principais reivindicações desse movimento são governança democrática da economia global, empregos decentes e serviços públicos para todos, o fim da pobreza global e da desigualdade e o estabelecimento de uma economia verde. Seu principal protesto foi uma marcha realizada no sábado.
ActionAid: "Os líderes do G20 que se reunirão em Londres têm uma oportunidade única de criar um sistema novo, mais justo, que coloque as pessoas em primeiro lugar. Uma maneira de começar é reformar os paraísos fiscais."
"Nós queremos que o G20 acabe com o véu de sigilo que permite que as empresas soneguem impostos. Isso permitiria que os países em desenvolvimento reivindicassem o dinheiro a que têm direito e usassem esse dinheiro para construir hospitais, cavar poços e empregar professores."
TUC (Trades Union Congress, a central sindical britânica): "Nós precisamos de um novo começo por parte de Barack Obama, Gordon Brown e os outros líderes mundiais que virão a Londres para o encontro do G20."
"Eles precisam reconhecer os erros do passado mas, mais importante do que isso, construir um futuro diferente, que combata a recessão ao fazer do mundo um lugar mais justo e mais verde."
Save the Children: "O encontro do G20 deve fazer mais do que resgatar o sistema bancário. Precisa estar também preocupado em proteger os mais pobres das graves consequências de uma crise econômica e financeira que não foi criada por eles."
"Em primeiro lugar, um pacote de estímulo econômico global deve oferecer algo muito tangível aos países mais pobres do mundo, principalmente recursos adicionais para lidar com os efeitos da crise econômica. Em segundo lugar, as propostas de reformas na governança econômica global devem incluir mais voz para os países mais pobres do mundo. Em terceiro lugar, precisa haver um novo foco em ajudar as comunidades mais pobres."
Stop Climate Chaos Coalition: "Os líderes mundiais devem aproveitar a oportunidade de combater as mudanças climáticas e a crise econômica conjuntamente."
"Somente investindo em empregos verdes e economias com baixa emissão de carbono será possível assegurar um modo de vida sustentável para as gerações futuras."
Plan: "Enquanto as pessoas estão sentindo o problema aqui na Grã-Bretanha, são os mais pobres entre os mais pobres do mundo em desenvolvimento que enfrentam as piores dificuldades, até mesmo a morte."
"Crianças e jovens representam metade da população no mundo em desenvolvimento, mas apesar disso suas vozes são raramente ouvidas. Nós acreditamos que é vital que os líderes mundiais presentes neste encontro do G20 em Londres ouçam o que os jovens têm a dizer."
Salvation Army (Exército de Salvação): "O culto religioso e a manifestação em Londres são uma oportunidade perfeita de pedir aos membros do G20 que levem em consideração o bem-estar das pessoas mais vulneráveis do mundo."
"O Exército de Salvação é um movimento internacional, parte da Igreja cristã universal, comprometido com as necessidades humanas e com o trabalho pela justiça social, sem discriminação. É um privilégio nos unirmos às vozes de tantos outros para pedir ações contra a pobreza e as mudanças climáticas."
WWF: "Nós acreditamos que a resposta dos líderes do G20 à crise econômica precisa nos levar adiante, para um novo sistema econômico e que um retorno à ideia de que tudo continuará normalmente apesar dos contratempos simplesmente não é mais uma opção."
"Medidas para reformar a economia global para alcançar segurança econômica só serão bem-sucedidas se tiverem sustentabilidade ambiental e igualdade em sua essência."
YES WE CAN (Sim, Nós Podemos, em tradução livre), coalizão com protesto marcado para a tarde de 1° de abril, quarta-feira, no centro de Londres
CND (Campaign for Nuclear Disarmament, ou Campanha para o Desarmamento Nuclear): "Nós queremos enviar ao líderes do G20 uma mensagem clara sobre guerra e paz. Eles não conseguirão combater a crise econômica corretamente sem abordar as causas fundamentais da instabilidade entre as nações - por exemplo, a desconfiança entre Estados Unidos e Rússia sobre a expansão da Otan e o sistema de defesa anti-mísseis, que impede a cooperação em outras áreas."
"Nós queremos especialmente dar as boas-vindas ao presidente Obama e dizer que a agenda de paz, e não de guerra, de trabalhar em direção a um mundo livre de armas nucleares e de criar empregos, não bombas, é uma agenda popular na maior parte do mundo."
Stop the War Coalition: "Esta é a nossa primeira oportunidade de pedir uma mudança em relação às políticas de guerra do governo Bush."
"Nossa mensagem será: Sim, Nós Podemos... encerrar o cerco a Gaza e libertar a Palestina, retirar as tropas do Iraque e do Afeganistão, criar empregos, e não bombas, abolir as armas nucleares e parar de armar Israel."
British Muslim Initiative: "Enquanto o mundo vê com horror centenas de bilhões de libras sendo despejadas para resgatar estabelecimentos financeiros fajutos e cobrir bônus milionários para seus executivos, pouca menção é feita às centenas de bilhões de libras que continuam a ser despejadas na máquina de guerra global, que tira milhares de vidas a cada dia."
"A menos que a ocupação, em todas as suas formas, seja vista como uma manifestação repugnante da ambição humana e desejo de subjugar... e a menos que cuidemos para que a pobreza, a doença, o analfabetismo e a injustiça social sejam combatidos corretamente e de maneira responsável, nós jamais seremos capazes de solucionar a crise na qual o mundo está mergulhado pelo fracasso de suas principais políticas econômicas e instituições."
CLIMATE CAMP
"Nós temos como alvo a mais séria tentativa no curto prazo por parte de líderes mundiais de colocar a ideologia econômica à frente da realidade física, o uso de complexos mercados de carbono para tentar solucionar as mudanças climáticas."
"Além disso, este ano verá um novo acordo global para limitar as emissões o qual, sem grande polêmica, será um desastre ao estilo europeu e baseado no mercado."
"Colocar a sociedade em um novo rumo vai exigir um movimento social de escala global para mudar as ideias econômicas dominantes e implementar soluções que funcionem e ao mesmo tempo sejam socialmente justas. O dia 1º de abril (data do encontro do G20) será mais um passo importante nesta direção."
G20 MELTDOWN - Os principais objetivos desse movimento são tirar os banqueiros do poder, livrar o mundo de políticos corruptos, garantir emprego, moradia e um futuro para todos, tornar as pessoas patriotas pelo planeta, e não por países, acabar com o caos climático e fazer com que o capitalismo vire história. A coalizão planeja um protesto para o meio-dia na quarta-feira na City, o centro financeiro da capital britânica.
"Nós pedimos aos ministros do G20 que confessem seus erros e admitam que seu domínio global - o domínio do capitalismo financeiro - é o problema, não a solução para a atual crise econômica, ecológica e política."
"Enquanto neste momento há 2 milhões de desempregados somente na Grã-Bretanha, os ministros do G20 ainda resistem em nacionalizar os bancos e continuam a despejar trilhões no buraco sem fundo das dívidas podres dos banqueiros."
"Esses ministros devem dar lugar a governos pelo povo, para o povo e do povo ao redor do planeta."
"Sejamos patriotas pelo único país que temos: o Planeta Terra. Somente assim poderemos responder adequadamente à mensagem dos cientistas do clima sobre o perigo para a nossa biosfera, investindo em vida para nossos netos, não em morte e em guerras por petróleo."
segunda-feira, 30 de março de 2009
Resumo do Relatório sobre o Impacto do Carbono na Economia Mundial
sábado, 28 de março de 2009
WWF prepara kits com dicas de como participar da Hora do Planeta
Para incentivar a participação de cidadãos empresas, governos e ONGs na Hora do Planeta neste sábado (28), a WWF, ONG ambientalista responsável por trazer o movimento ao país, preparou kits de mobilização com orientações sobre como as pessoas podem contribuir para o ato. Cada um tem um papel importante no combate às mudanças climáticas e pode fazer a diferença.
O material traz informações e dicas para cada setor da sociedade participar. Clique nos links e veja como contribuir para o evento:
- Cidadão
- Empresas - Poder Público
- Mídia
sexta-feira, 20 de março de 2009
O mundo dá voltas - Campanha da WWF
quinta-feira, 5 de março de 2009
WWF-Brasil traz ao País evento mundial de alerta contra mudanças climáticas
Rio de Janeiro é a primeira cidade brasileira a aderir ao movimento

O WWF-Brasil e a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciaram hoje (28) o lançamento da Hora do Planeta e a participação da cidade no evento, marcando a entrada do Brasil no movimento mundial para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global.
Conhecido mundialmente como Earth Hour, o movimento é promovido no País pela primeira vez pelo WWF-Brasil e conta com a adesão e apoio do Rio de Janeiro, a primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa. Durante o lançamento, Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, anunciou que irá apagar as luzes de ícones cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pelas autoridades competentes. A comunidade do Morro Dona Marta e o Jockey Club também confirmaram sua participação.
"A mobilização da comunidade Dona Marta, por exemplo, é um sinal claro que todos podem participar no combate ao aquecimento global. A participação do Rio de Janeiro na Hora do Planeta será show de bola!", garante o prefeito Eduardo Paes, citando que o evento será o primeiro ato de uma série de movimentos que a cidade irá realizar para reassumir o protagonismo em questões ambientais.
Além da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Ministério do Meio Ambiente, a Hora do Planeta recebeu a adesão de autoridades e representantes de diversos segmentos sociais, que estiveram presentes ao lançamento. Entre eles os atores Camila Pitanga, Victor Fasano e Cynthia Howlett.
"O governo brasileiro começou a fazer a sua parte com a nova agenda sobre mudanças climáticas, mas não podemos discutir esse assunto sem pensar na mudança de comportamento da nossa sociedade, e para isso o movimento Hora do Planeta é muito importante", afirma Izabella Teixeira, Secretária Executiva do Ministério do Meio Ambiente, que representou o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc no lançamento da Hora do Planeta, que também apóia o movimento.
Um ato simbólico pelo futuro do planeta
A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas, O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.
Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Hoje, além do Rio de Janeiro foi anunciada a participação de outras grandes cidades mundiais, como Atenas, Buenos Aires, Edimburgo e Nova Iorque. Até o momento, mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta.
Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008 o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.
"A Hora do Planeta não é um ato de economia de energia, mas um gesto de engajamento social, no qual cada um deve fazer a sua parte para um futuro melhor. Será uma demonstração da nossa paixão pelas pessoas, pela união, pela solução, pela conservação do planeta, e principalmente, pelo futuro e pela vida", afirma Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil.
Para mobilizar a população pela Hora do Planeta, o WWF-Brasil lançará a campanha publicitária criada pela DM9DDB e espera contar com a adesão de empresas, entidades, ONGs, associações de bairro e demais movimentos da sociedade civil. Os cidadãos serão convidados a se cadastrar no site www.horadoplaneta.org.br.
Cenário Ambiental
O ano de 2009 é crucial para o futuro do planeta, pois os países precisam assinar um acordo internacional com medidas para que se mantenha o aquecimento global abaixo dos 2º C. Será um ano de mobilização para que os países finalmente assinem, na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, na Dinamarca, um acordo para reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa
No Brasil, o desmatamento das nossas florestas - principalmente Amazônia e Cerrado -, é responsável por 75% das emissões de CO2, o principal causador do aquecimento global. No entanto, as emissões de outras fontes, como agricultura, energia elétrica, entre outras, não devem ser menosprezadas dentro de um caminho de desenvolvimento limpo.
Sobre o WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Sobre a Hora do Planeta
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças climáticas. No sábado, dia 28 de março de 2009, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, a Hora do Planeta pretende atingir 1 bilhão de pessoas em mil cidades.
Faça parte deste movimento! Cadastre-se no site www.horadoplaneta.org.br
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Saiba mais sobre Mudanças Climáticas
O que é aquecimento global?
O aquecimento global é resultado do lançamento excessivo de gases de efeito estufa (GEEs), sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez mais quente e não permite a saída de radiação solar.
O que é efeito estufa?
O efeito estufa é um fenômeno natural para manter o planeta aquecido. Desta forma é possível a vida na Terra. O problema é que, ao lançar muitos gases de efeito estufa (GEEs) na atmosfera, o planeta se torna quente cada vez mais, podendo levar à extinção da vida na Terra.
Quais as causas das mudanças climáticas?
As mudanças climáticas, outro nome para o aquecimento global, acontecem quando são lançados mais gases de efeito estufa (GEEs) do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver.
Como são lançados os gases de efeito estufa?
Isso acontece de diversas maneiras. As principais são: a queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) e o desmatamento (no Brasil, o desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de GEEs).
Quais os efeitos do aquecimento global?
São várias as conseqüências do aquecimento global. Algumas delas já podem ser sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca ou deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do nível do mar por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta em 0,8º C desde a Revolução Industrial. Acima de 2º C, efeitos potencialmente catastróficos poderiam acontecer, comprometendo seriamente os esforços de desenvolvimento dos países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser engolidos pelo aumento do nível do mar e comunidades terão que migrar devido ao aumento das regiões áridas.
Como o desmatamento influencia na mudança do clima?
Ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial. O gás carbônico (CO2) contido na fumaça oriunda desse incêndio sobe para a atmosfera e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa. No Brasil, 75% das emissões são provenientes do desmatamento.
Quais as soluções para combater o aumento do efeito estufa?
Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não-convencionais, eficiência energética e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são algumas das possibilidades.
O que é eficiência energética?
Eficiência energética é nada mais que aproveitar melhor a energia sem desperdiçá-la. Por exemplo, quando se diz que uma lâmpada é eficiente, isso quer dizer que ela ilumina o mesmo que as outras, consumindo menos energia. Ou seja, mesma iluminação, com menos gasto de energia.
O que são energias renováveis não-convencionais?
São energias que não vêm de combustíveis fósseis (como petróleo e gás natural) e também não inclui a hidroeletricidade. As energias renováveis não-convencionais mais conhecidas são a solar, onde se aproveita a luz e o calor do sol para gerar energia, a biomassa, oriunda mais comumente do bagaço da cana-de-açúcar e a eólica, dos ventos.
O que é Convenção do Clima?
É uma reunião anual da Organização das Nações Unidas (ONU) onde os países membros discutem as questões mais importantes sobre mudanças climáticas. A primeira convenção mundial aconteceu em 1992. O nome oficial do evento é Convenção-Quadro da Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCC, sigla em inglês).
O que é Protocolo de Quioto?
É o único tratado internacional que estipula reduções obrigatórias de emissões causadoras do efeito estufa. O documento foi ratificado por 168 países. Os Estados Unidos, maiores emissores mundiais, e a Austrália não fazem parte do Protocolo de Quioto.
O que é Fundo de Adaptação?
Um mecanismo financiado pelos países desenvolvidos para que os países em desenvolvimento possam lidar com os efeitos das mudanças climáticas. Hoje, cada projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) paga 2% do seu valor para este Fundo, mas o dinheiro ainda não está sendo empregado.
O que é MDL?
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é um instrumento criado para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas, para compreender melhor o que isso significa é preciso voltar ao ano de 1997, quando a comunidade internacional fechou um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, o Protocolo de Quioto. Neste mecanismo da Convenção do Clima, os países desenvolvidos têm até 2012 para reduzir suas emissões em 5,2% tomando como base o ano de 1990. Além de cortar localmente suas emissões, os países desenvolvidos podem também comprar uma parcela de suas metas em créditos de carbono gerados em projetos em outros países. A Implementação Conjunta garante créditos obtidos de países desenvolvidos e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite que estes créditos venham de países em desenvolvimento, como o Brasil.
Fonte: ttp://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/meio_ambiente_brasil/clima/mudancas_climaticas/
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
WWF-Brasil traz oficialmente a Hora do Planeta para o País
Poznan, Polônia, 10 de Dezembro, 2008 - Diversos eventos ao redor do mundo, sendo o principal deles hoje na 14ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada na cidade de Poznan (Polônia), marcam o lançamento mundial da Hora do Planeta 2009. Conhecida globalmente como Earth Hour, a Hora do Planeta é uma iniciativa da Rede WWF para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global, realizada desde 2007. No próximo ano, o Brasil também vai participar. No dia 28 de março de 2009, às 20h30, o WWF-Brasil irá convidar pessoas, empresas e governos a apagarem as luzes por uma hora.
O principal objetivo é mobilizar a sociedade para influenciar os líderes mundiais que irão se encontrar em Copenhagen (Dinamarca), em dezembro de 2009, a assinar um novo acordo global sobre mudanças climáticas. A ação, que espera atingir mais de 1 bilhão de pessoas, em 1.000 cidades ao redor do mundo, já conta com a adesão oficial de 74 cidades, em 62 países.
O diretor-geral da Rede WWF, Jim Leape, afirma que "quando os líderes globais se encontrarem em Copenhagen em dezembro de 2009 para negociar um novo acordo de clima eles estarão, certamente, influenciados pela mobilização da Hora do Planeta". Para ele a ação é uma "oportunidade poderosa para mandarmos um sinal que todos estamos atentos e aguardando soluções".
Para chamar a atenção, as cidades participantes apagam ícones reconhecidos internacionalmente. O Coliseu, em Roma (Itália), a ponte Golden Gate, em São Francisco (Estados Unidos), e a Sidney Opera House, em Sidney (Austrália) foram alguns dos ícones globais que tiveram suas luzes desligadas na edição de 2008, quando 50 milhões de pessoas de 35 países e mais de 400 cidades apagaram as luzes por uma hora.
O ano de 2009 será crucial para o futuro do planeta. Espera-se que os países finalmente assinem, na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá em dezembro do próximo ano, em Copenhagen, um acordo para reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa."Por isso iremos trazer a Hora do Planeta oficialmente para o País. Precisamos mostrar que a sociedade brasileira também está atenta e preocupada com o futuro do nosso planeta", explica a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.
Sobre o WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Sobre a Hora do Planeta
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças climáticas. No sábado, dia 28 de março de 2009, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, a Hora do Planeta pretende atingir 1 bilhão de pessoas em mil cidades.
