sábado, 30 de maio de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
G-20 apoia redução de carbono, mas frustra ambientalistas
LONDRES - A cúpula do G20 em Londres frustrou nesta quinta-feira, 2, os grupos ambientalistas que se queixaram do caráter vago do compromisso dos líderes mundiais no combate ao aquecimento global.
Os participantes da cúpula reafirmaram um compromisso anterior de assinar ainda neste ano um novo tratado climático da ONU, algo que o chefe de questões climáticas da entidade global, Yvo de Boer, disse ser útil, embora ele ache que o ideal fosse a adoção de ações concretas.
O objetivo principal da cúpula é buscar saídas para a crise global, o que resultou na promessa de um pacote de 1 trilhão de dólares para salvar a economia mundial e estimular a confiança dos consumidores e empresários.
A respeito das questões ambientais, os líderes reafirmaram um compromisso de 15 meses atrás, relativo à aprovação de um novo tratado que substitua o Protocolo de Kyoto, e resolveram "acelerar a transição" para um modelo econômico de baixa emissão de carbono.
"Ao mobilizar as economias do mundo para reagirem à recessão, estamos resolvidos a ... promover um crescimento com baixo carbono e criar empregos 'verdes', dos quais depende a nossa prosperidade futura", disse o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, na qualidade de anfitrião do encontro.
"Estamos comprometidos a ... trabalharmos juntos para buscar um acordo sobre um regime de mudança climática pós-2012 na conferência da ONU em Copenhague, em dezembro."
Ambientalistas desejavam sinais mais firmes na direção de uma economia mais enxuta, alimentada à base de energia solar e eólica, de modo a evitar uma futura crise climática e uma escassez energética com efeitos ainda piores que os da crise financeira.
"Para fazer a transição para uma economia 'verde' não há dinheiro sobre a mesa, apenas vagas aspirações", disse o diretor-executivo da ONG Greenpeace, John Sauven.
De Boer, da ONU, disse à Reuters que "é sempre útil reiterar o compromisso, melhor (seria) realmente fazê-lo." Ainda assim, qualificou como "bom" o resultado da cúpula. "Este é um bom exemplo das grandes economias do mundo se unindo e desenvolvendo uma compreensão comum."
A cúpula não se destinava a assumir metas para os gastos com o meio ambiente, estimados em até 15% dos atuais planos de recuperação - mas que, segundo os analistas ligados ao setor, deveriam representar 20-50% do total.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Documentos da ONU com princípios para sustentabilidade
Para orientar as transformações sociais, culturais, políticas, econômicas, institucionais, tecnológicas que permitam pessoas, comunidades e povos ter um mundo ambientalmente saudável, pacifico, justo e seguro, ocorreram nas últimas décadas vários encontros da ONU – Organização das Nações Unidas nos quais seus participantes aprovaram declarações de princípios, acordos internacionais e planos de ações. Entre eles citamos:
- Declaração da ONU sobre Direitos Humanos (1948)
- Declaração da ONU sobre o Ambiente Humano (1972)
- Declaração da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992)
- Agenda 21
- Declaração de Joanesburgo e Plano de Implementação (2002).
No âmbito da sociedade civil surgiram também documentos importantes, como os citados abaixo:
- Agenda Ya Wananchi (1991)
- Tratados das ONGs (1992).
Faça um dowload destes documentos no formato PDF:
- Carta da Terra (2000)
Faça um dowload deste documento no formato PDF [65,1KB]
Rio, Seattle, Davos, Porto Alegre e Joanesburgo: rumos da sociedade civil e globalização
Autor: Rubens H. Born – Vitae Civilis
Ano: 2001Versão resumida do texto do autor sobre o processo da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, que busca mostrar que a realização da mesma, ocorida em setembro de 2002 em Joanesburgo, é um acontecimento que não pode ser negligenciado pelas lideranças e pelas organizações da sociedade civil. Isso significa variadas posturas: da mera atenção passiva, passando pelo monitoramento sistemático até a participação crítica em mais um processo das Nações Unidas, deflagrado para uma avaliação global e re-afirmação dos compromissos em torno dos princípios e ações do desenvolvimento sustentável.
Palavras Chave: Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (WSSD), Governança, Rio+10, Rio-92 e sustentabilidade.
Rapid Assessment of Brazilian Response to the IPF Plan of Action
Autores: Vitae Civilis – Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz
Ano: 2000Este documento em Inglês é parte de uma grande iniciativa de um grupo de ONGs que trabalham com o tema floresta, particularmente com as negociações internacionais. Esta iniciativa atual lida com o monitoramento e a implementação do Plano de Ação (PA) elaborado pelo Painel Intergovernamental de Florestas (PIF), e aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável em 1997. Além do mais, essa iniciativa objetiva contribuir para a 4ª Sessão Intergovernamental do Fórum de Florestas (FIF), que substitui a PIF, com a função de promover diálogo internacional e ações para conservar globalmente florestas, enquanto monitora a implementação do PA e identifica acordos e mecanismos institucionais internacionais.
Palavras Chave: Florestas e desenvolvimento sustentável.
Reportagens Rio+10 - Cúpula planetária para o desenvolvimento sustentável dez anos após a Eco-92Matérias publicadas no site Carta Maior em parceria com o FBOMS e o Vitae Civilis, no período de 22 de agosto a 4 de setembro de 2002, sobre a Cúpula de Joanesburgo (Rio+10).
Palavras chave: desenvolvimento sustentável, Agenda 21, Rio+10
quinta-feira, 9 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Ritmo de negociações climáticas desagrada países emergentes
GERARD WYNN - REUTERS
BONN, ALEMANHA - Os países em desenvolvimento disseram nesta quarta-feira estar decepcionados com a falta de uma definição sobre as metas de cortes nas emissões de gases estufa dos países industrializados, após 11 dias de conversas patrocinadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a mudança climática.
As conversações envolvendo 175 países, que se encerram em Bonn, na Alemanha, nesta quarta-feira, 8, foram as mais recentes em uma série de encontros prévios com o intuito de estabelecer as bases para um acordo em Copenhague, em dezembro, que substitua ou amplie o Protocolo de Kyoto.
As conversas em Bonn devem levar apenas a novas negociações sobre o texto de um pacto sobre o clima, um resultado decepcionante para os países em desenvolvimento, que terão de esperar pelo menos até junho para um comprometimento dos países ricos.
"Estamos muito decepcionados neste ponto dos acontecimentos", disse à Reuters o embaixador da China para o clima, Yu Qingtai.
"Viemos a Bonn desta vez esperando que finalmente fôssemos focar no mandato central deste grupo de trabalho", afirmou ele, referindo-se à observação das variações dos futuros cortes dos países desenvolvidos. "Há uma falta de interesse muito consistente em se comprometer."
Os países em desenvolvimento esperavam que o encontro de Bonn definisse metas de redução nas emissões para o grupo de países industrializados como um todo.
Mas os países ricos preferiram aguardar os resultados de um debate maior, por exemplo, sobre o quanto suas emissões podem ser compensadas e como contabilizar o efeito do plantio de árvores.
O ritmo das negociações em Bonn também decepcionou ambientalistas e organizações verdes.
"O nível de ambição proveniente de todos os países está muito distante do exigido para limitar o aquecimento a 2 graus Celsius", disse William Hare, do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre o Impacto Climático, referindo-se ao nível de aquecimento considerado pela União Européia como um possível gatilho para uma mudança "perigosa".
Já o Greenpeace qualificou como inadmissível o resultado do encontro sobre o clima e apelou "aos chefes de estado de todo o mundo que se assumam pessoalmente a responsabilidade sobre as negociações pelo clima." A ONG qualificou ainda o papel do Brasil nas negociações como fundamental, pedindo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressione os países desenvolvidos a adotarem metas de redução de emissão.
domingo, 5 de abril de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
Em protesto em alto-mar, Greenpeace alerta: “Lula: ABRa os OLHOS”

Abrolhos (BA), 02 de março de 2009 – Ativistas do Greenpeace utilizaram hoje uma placa flutuante para sinalizar, no meio do oceano, a ameaça climática representada pela exploração das reservas de óleo e gás localizadas no entorno do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia. A exploração de petróleo é uma ameaça direta à biodiversidade marinha da região e uma das principais causas do aquecimento global. Com a mensagem “Lula: ABRa os OLHOS.
A região tem a maior biodiversidade do Atlântico Sul, com um mosaico de ambientes marinhos e costeiros margeados por remanescentes de Mata Atlântica, incluindo recifes de coral, fundos de algas, manguezais, praias e restingas. Lá podem ser encontradas várias espécies endêmicas (que só existem na região), incluindo o coral-cérebro, crustáceos e moluscos, além de tartarugas e mamíferos marinhos ameaçados, como as baleias jubarte.
A Zona de Amortecimento, quando criada, impedirá atividades econômicas como a instalação de plataformas de petróleo e fazendas de camarão na região. Em 2003, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) chegou a ofertar 243 blocos de exploração de óleo e gás no entorno do Parque de Abrolhos em rodada de licitação. Na época, a sociedade civil se mobilizou, a ANP retrocedeu e o Ibama editou a portaria 39 criando a ZA, mas a medida foi suspensa pela justiça em 2007.
“Em plena crise climática, Abrolhos, região mais rica em biodiversidade marinha e recifes de corais do Atlântico Sul, continua vulnerável à exploração de petróleo”, disse Leandra Gonçalves, da campanha de oceanos do Greenpeace. “Ou seja, a região está duplamente ameaçada – pelos vetores e pelos impactos do aquecimento global”.
Entre os impactos do aquecimento global que afetam os oceanos estão a elevação do nível do mar, o branqueamento dos corais, a acidificação das águas e a perda da biodiversidade. Na região de Abrolhos, especificamente, a exploração de petróleo e a carcinicultura ameaçam uma grande área de algas calcáreas, que funcionam como depósitos de carbono. São organismos como estes que tornam os oceanos os maiores sumidouros de carbono do planeta. “Os mares retiram cerca de 90% do CO2 lançado na atmosfera. No entanto, as águas cada vez mais ácidas por conta do aumento da temperatura e a degradação ambiental fazem com que os oceanos percam gradativamente sua função de reguladores climáticos do planeta”, afirma Leandra.
A ameaça da exploração de petróleo e gás em Abrolhos está ligada ao aumento da participação de combustíveis fósseis na matriz energética brasileira. Em dezembro de 2008, o governo brasileiro lançou o Plano Decenal de Energia Elétrica (PDEE), atualmente em consulta pública. Na contramão dos esforços globais de combate às mudanças climáticas, o plano prevê a instalação de 68 novas usinas termelétricas fósseis no país, das quais 41 utilizarão óleo combustível, um derivado do petróleo. A conseqüência será um crescimento de 172% das emissões de gases de efeito estufa do setor elétrico. As emissões do setor, que hoje somam 14,4 milhões de toneladas, saltarão para 39,3 milhões de toneladas em 2017.
O Greenpeace defende que uma das formas de o Brasil combater as mudanças climáticas é aumentar a participação de energias renováveis na matriz energética dos atuais 2% para 20%, até 2020, conforme consta de sua crítica ao PDEE apresentada em audiência pública realizada em Brasília em fevereiro. “As fontes limpas e renováveis de energia, como o vento, a biomassa e o sol, podem atender a demanda elétrica do país e gerar emprego e renda, além de desenvolvimento tecnológico. O que falta é uma lei nacional de incentivo às renováveis para que este mercado se desenvolva no Brasil com a mesma força com que vem crescendo em nível mundial, de cerca de 30% ao ano”, disse Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia do Greenpeace.
A ação na Bahia faz parte da expedição do navio do Greenpeace, Arctic Sunrise “Salvar o Planeta. É agora ou agora”, que desde o início de janeiro está pressionando o governo brasileiro a assumir a liderança nas negociações da ONU sobre clima, marcada para dezembro em Copenhagen, na Dinamarca. A COP 15, que reunirá mais de 200 países, deverá chegar a um compromisso internacional para a redução efetiva de emissões de gases do efeito estufa.
Para cumprir seu papel na COP 15, o governo brasileiro deve se comprometer com o desmatamento zero da Amazônia, o apoio às energias renováveis e a proteção dos oceanos. “Criar a Zona de Amortecimento em Abrolhos seria uma forte demonstração de compromisso com o clima do planeta”, conclui Rebeca Lerer.
Após Abrolhos, o navio Arctic Sunrise, que já esteve em Manaus, Belém, Fortaleza e Recife, segue para Salvador, Rio de Janeiro e Santos.
Abrolhos – Por sua biodiversidade ímpar, a região de Abrolhos recebeu, em 1983, o primeiro parque nacional marinho da América do Sul. São mais de 56 mil quilômetros quadrados na costa sul da Bahia compostos pelas ilhas: Siriba, Redonda, Guarita, Sueste e Santa Bárbara, que pertence à Marinha. Além do arquipélago, o Parque inclui dois grandes blocos de recifes de corais: o Parcel dos Abrolhos e o Recife das Timbebas.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Navio do Greenpeace atraca no Mucuripe
O navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, atracou no fim da tarde desta quinta-feira, 5, no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. Vem cumprir mais uma etapa da expedição "Salvar o Planeta. É Agora ou Agora". O objetivo da expedição é alertar a população sobre a gravidade das mudanças climáticas e pressionar o governo federal a adotar soluções para enfrentar o aquecimento global.
Na capital cearense, o principal evento reunirá representantes do governo do Ceará, parlamentares, integrantes do Greenpeace e do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e Biodiversidade das 13 às 19 horas desta sexta-feira, no Seminário Energias Renováveis: Potencial, Limitações e Relevância no Atual Cenário de Mudanças Climáticas, que ocorrerá a bordo do navio Arctic Sunrise(Armazém 2 do terminal de passageiros).
Durante o seminário, o Greenpeace apresentará o documento "Lei de Energias Renováveis: Propostas para a sustentabilidade energética brasileira", que inclui o projeto de lei 4550/08, proposto pelo deputado federal Edson Duarte (PV-BA). Esse projeto incentiva as energias renováveis baseado no mecanismo tarifário feed-in, modelo que garante acesso dos geradores à rede e determina um preço justo e fixo pela venda dessa energia em contratos de longo prazo.
O seminário desta sexta-feira contará com a participação do governador em exercício do Ceará, Francisco Pinheiro; do presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, do diretor de campanhas do Greenpeace Brasil, Sérgio Leitão; do secretário-executivo do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), Steve Sawyer; do representante da Associação Brasileira de Energia Eólica, Adão Linhares; dos deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP) e Paulo Lustosa (PMDB-CE); e de representantes da Universidade Federal do Ceará e do governo do Estado.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Entenda as mudanças climátícas - o que você pode fazer
Deixe o carro na garagem e utilize o transporte coletivo e a bicicleta, quando possível. Dê preferência a combustíveis como o álcool e o biodiesel. Faça revisões periódicas no seu veículo para reduzir as emissões de poluentes.
Evite o desperdício de água. Feche sempre a torneira quando não estiver em uso. Em áreas sujeitas a secas prolongadas, armazene água.
Informe-se sobre as habitações ambientalmente corretas, que aproveitam a água da chuva, usam energia do sol para iluminação e aquecimento, e têm climatização natural.
Ajude a recuperar o verde de sua cidade. Plante árvores no seu quintal, na sua propriedade rural e até mesmo em áreas públicas.
Apóie e participe de ações contra a destruição de nossas florestas.
Exija da sua prefeitura sistemas eficientes de drenagem urbana, coleta e tratamento de esgotos.
Informe-se e procure entender as causas das mudanças climáticas e suas conseqüências. Divulgue na sua comunidade estas informações e cobre dos governantes medidas para combater o problema e seus impactos
Pressione empresas e governos a substituírem as energias sujas, perigosas e ultrapassadas (combustíveis fósseis, nuclear, grandes hidrelétricas) pelas energias positivas (solar, eólica, pequenas hidrelétricas).
Compre móveis de madeira certificada e pressione a prefeitura do seu município a aderir ao programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Entenda as mudanças climáticas - o que não é solução
Ao contrário do que defende equivocadamente a indústria nuclear, a energia nuclear não é solução para barrar as mudanças climáticas. Em algumas décadas, essa energia não apresentará vantagem em relação a, por exemplo, usinas movidas a gás natural. Além do altíssimo custo de construção e operação de uma usina atômica, o lixo radioativo não possui solução e permanece uma ameaça por milhares de anos. Qualquer projeto de construção de nova usina atômica, como o de Angra 3, deve ser definitivamente descartado. E todas as usinas em operação devem parar suas atividades, pondo fim à ameaça nuclear.A geração de energia de grandes usinas hidrelétricas, que já foi considerada energia limpa, também não deve ser a alternativa para ampliar a nossa matriz energética. As grandes barragens geram graves problemas socioambientais, além de emitirem grandes quantidades de metano. Projetos como as usinas de Belo Monte e Altamira, no rio Xingu, e de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, expulsam populações tradicionais e devem ser interrompidos e engavetados.
A geração de energia a carvão mineral tem altíssimos custos socioambientais e de saúde pública. Em uma das áreas com as maiores jazidas de carvão mineral do Brasil, na região de Criciúma (SC), a paisagem já foi irremediavelmente alterada pela mineração e deposição de resíduos do carvão. Algumas áreas estão hoje entre as mais poluídas de todo o Brasil. Além disso, as emissões de gases de efeito estufa das usinas termelétricas a carvão desestabilizam o clima do planeta.Impedir a destruição de nossas florestas é a principal contribuição do Brasil para reduzir o aquecimento global. E a eficiência energética deve ser prioridade.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Entenda as mudanças climáticas - Soluções
As grandes hidrelétricas, que inundam imensas áreas de florestas, emitem grandes quantidades de metano para a atmosfera e expulsam comunidades inteiras de suas áreas tradicionais. As usinas a carvão mineral causam grande impacto ecológico e são grande fonte de gás carbônico. A energia nuclear também deve ser banida, pois ela é suja, cara, perigosa e ultrapassada. Estas não são soluções para o Brasil.
A eficiência energética é uma das formas mais limpas, baratas e rápidas de diminuir as emissões de gases de efeito estufa. Investindo em eficiência energética, o Brasil poderá economizar 25% da energia que consome. O Brasil já tem 45% da sua matriz energética baseada em fontes renováveis, mas tem um imenso potencial eólico e solar que precisa ser explorado. Pequenas centrais hidrelétricas sem barragem e o biogás gerado nos aterros sanitários e nas estações de tratamento de esgotos são também alternativas importantes para a geração de energia no País.Nas grandes cidades brasileiras, a queima de combustíveis fósseis provoca sérios danos à saúde e contribui para o aquecimento global. Combustíveis de transição, como o álcool e o biodiesel, devem ser amplamente utilizados por veículos particulares e coletivos. Nas metrópoles deve haver prioridade para o transporte coletivo de qualidade, com investimentos em sistemas mais eficientes e baratos. Os bondes elétricos e os trens metropolitanos são uma alternativa crucial. Ciclovias seguras devem ser implantadas e a malha ferroviária revitalizada e ampliada.
Práticas agrícolas sustentáveis precisam ser disseminadas entre os agricultores que já estão sofrendo as anomalias climáticas, principalmente na região Sul. Novos estudos precisam ser feitos para possíveis adaptações ao zoneamento agrícola e redução de riscos no campo. A expansão da agricultura deve ocorrer através da recuperação de áreas já desmatadas e não sobre nossos biomas tão ameaçados.
Uma Política Nacional de Mudanças Climáticas é urgente para integrar ações isoladas que hoje são implementadas por instituições de pesquisa, universidades e pela sociedade civil. Estudos devem ser feitos sobre as conseqüências do aquecimento global no País. O assunto não pode virar prioridade apenas durante os desastres. É preciso que o governo federal coordene a elaboração de um Mapa de Vulnerabilidade e Riscos às Mudanças Climáticas, além de um Plano Nacional de Adaptação para reduzir as vulnerabilidades e um Plano Nacional de Mitigação para combater as causas do aquecimento global.No semi-árido, as ações do Plano Nacional de Combate à Desertificação devem ser implementadas e integradas a uma Política Nacional de Mudanças Climáticas. A recuperação de áreas degradadas, de matas ciliares, a implementação de barragens subterrâneas e expansão do número de cisternas é fundamental para a população da região.
Os sistemas públicos de saúde precisam considerar a tendência de aumento de doenças infecciosas, assim como a redistribuição geográfica de doenças como a malária e a dengue. Estiagens prolongadas causarão também problemas de nutrição e até de más condições de higiene devido à falta de água, tanto no campo, como nas cidades.
O governo brasileiro precisa ainda lutar nos fóruns internacionais para fortalecer o regime global sobre mudanças climáticas, o Protocolo de Kyoto, para garantir que o aumento médio da temperatura permaneça o máximo possível abaixo de 2º C, o que poderá ser obtido se as concentrações de gás carbônico não ultrapassarem os 400 ppm (partes por milhão). Para que isso ocorra, os países industrializados terão que reduzir os seus níveis de emissões em curto prazo. E os países em desenvolvimento não devem reproduzir o modelo de crescimento dos países desenvolvidos, baseado em utilização intensiva de combustíveis fósseis. Suas necessidades de desenvolvimento devem ser atendidas utilizando energias renováveis modernas. O Brasil pode e deve dar exemplo ao mundo no setor energético.
PROTOCOLO DE KYOTO
A preocupação com o aquecimento global levou à criação, em 1988, do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), com os principais cientistas do clima e representantes de governos de todo o mundo. Em 1992, a ONU aprovou no Rio de Janeiro a Convenção sobre Mudanças Climáticas, que levou ao Protocolo de Kyoto, o mais ambicioso tratado ambiental. A primeira meta do Protocolo (2008-2012) é uma redução média de 5,2% em relação às emissões de gases de efeito estufa em 1990, para países desenvolvidos. Mas isso é pouco. Cientistas consideram que a redução tem que ser de 50% das emissões globais até 2050, para que o aumento de temperatura da Terra não ultrapasse o limite de 2º C, considerado o ponto de colapso do clima.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Entenda as mudanças climáticas - os Impactos
Veja os impactos que as mudanças climáticas já estão causando no Brasil e no mundo e o que pode acontecer em cada região se não barrarmos já o aquecimento.
![]() http://www.greenpeace.org.br/clima/flash/pop_brasil.html |
sábado, 24 de janeiro de 2009
Entenda as mudanças climáticas - o que são?
Só que desde a revolução industrial, começamos a usar intensivamente o carbono estocado durante milhões de anos em forma de carvão mineral, petróleo e gás natural, para gerar energia, para as indústrias e para os veículos. As florestas, grandes depósitos de carbono, começaram a ser destruídas e queimadas cada vez mais rápido. Com isso, imensas quantidades de dióxido de carbono, metano e outros gases começaram a ser despejadas na atmosfera, tornando a camada que retém o calor mais espessa. Isso intensifica o efeito estufa. E nosso planeta, agora, já mostra sinais de febre. Por isso, o aquecimento do planeta é o maior desafio ambiental do século 21.
Somente no último século, a temperatura da Terra aumentou em 0,7º C. Parece pouco, mas esse aquecimento já está alterando o clima em todo o planeta. As grandes massas de gelo começam a derreter, aumentando o nível médio do mar, ameaçando as ilhas oceânicas e as zonas costeiras. Furacões, tufões e ciclones ficam mais intensos e destrutivos. Temperaturas mínimas ficam mais altas, enxurradas e secas mais fortes e regiões com escassez de água, como o semi-árido, viram desertos. A vida na Terra fica ameaçada.Quando o aquecimento global foi detectado, alguns cientistas ainda acreditavam que o fenômeno poderia ser causado por eventos naturais, como a erupção de vulcões, aumento ou diminuição da atividade solar e movimento dos continentes. Porém, com o avanço da ciência, ficou provado que as atividades humanas são as principais responsáveis pelas mudanças climáticas que já vêm deixando vítimas por todo o planeta. Hoje não resta dúvida. O homem é o principal responsável por este problema. E é ele que precisa encontrar soluções urgentes para evitar grandes catástrofes.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Navio do Greenpeace faz tour em protesto contra aquecimento
Um navio da organização não-governamental (ONG) Greenpeace vai percorrer parte da Amazônia e da costa brasileira para cobrar medidas contra o aquecimento global. O navio ficará atracado no porto da capital baiana nos dias 07 e 08 de março. Durante a expedição, a ONG vai discutir questões como desmatamento, energias renováveis e a contribuição brasileira no enfrentamento ao aquecimento global. A programação inclui debates sobre os temas com a população, especialistas e ativistas ambientais.
O navio MY Arctic Sunrise do Greenpeace chegou na Amazônia
(Foto: Alberto César)
A ação, batizada de 'Salvar o Planeta. É agora ou Agora', começou esta semana em Manaus. O navio Artic Sunrise ficará aberto para a visitação pública até domingo (11), quando recomeça a viagem pelo país. Além de Manaus, até março o navio vai passar por seis cidades brasileiras: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos. Em todas as paradas, o barco será aberto a visitantes.

O navio passa pelo “Encontro das Águas” entre os rios
Negro e Solimões (Foto: Rodrigo Baleia)
A expedição em águas brasileiras termina dos dias 28 e 29 de março em Santos (SP). O tour do Artic Sunrise pelo Brasil é uma das atividades que o Greenpeace organiza este ano para pressionar decisões mundiais em relação à redução de emissões de gases de efeito estufa e ao combate às mudanças climáticas. A ONG defende a estabilização das emissões globais de gás carbônico em 2015 e a construção da chamada economia de carbono zero até 2050.

A campanha brasileira faz parte do esforço global da organização para
salvar o clima (Foto: Alberto César)
'Temos que mostrar a necessidade de o Brasil assumir papel de liderança global no combate às mudanças climáticas. O país é o quarto emissor mundial de gases de efeito estufa, principalmente por causa do desmatamento', ressaltou Paulo Adário, coordenador da campanha do Greenpeace.
Em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, a Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, que reúne 192 países, deve definir o substituto do Protocolo de Quioto, cujo primeiro período de compromissos vence em 2012.
'Está chegando um momento crítico. Se não chegarmos a um acordo agora, não haverá mais tempo para elaborar um novo regime de emissões até 2013. É agora ou agora', frisou Adário.
(Com informações da Agência Brasil e Greenpeace)


