domingo, 31 de agosto de 2008

Obama's DNC

Para todos aqueles que não puderam ver ao vivo, segue o discurso de candidatura de Obama na DNC.
Divirtam-se.







http://www.youtube.com/watch?v=yZCrIeRkMhA&eurl=http://
www.google.com/reader/view/?tab=my

MIRINFO 2









MIRINFO 1

sábado, 30 de agosto de 2008

A História de uma idéia...

A História

Foi na Batalha de Solferino, em 1859, quando surgiu a idéia de criar uma organização que com o tempo, se converteria no Movimento Internacional de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Os primeiros voluntários foram os mobilizados, no princípio, pelo nosso fundador Henry Dunant. Eram residentes da região, ou turistas que visitavam Castiglione, uma cidade próxima, no norte da Itália. A função desses primeiros voluntários foi prestar assistência a todas as vítimas da batalha.

Os horrores da guerra mudaram o curso da vida de Dunant. De regresso a Genebra, escreveu o livro “Uma recordação de Solferino”, onde pedia que se criassem sociedades beneficentes de socorro que servissem de complemento aos serviços médicos do exercito, em tempo de guerra. Henry Dunant também propôs que os feridos e todas as pessoas que os atendiam fossem considerados como neutras, inclusive no campo de batalha, pois participam, ou haviam deixado de participar na luta. Seu livro comoveu a consciência dos representantes governamentais em todo o mundo.

Esta foi a origem da rede mundial de Sociedades Nacionais de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, cujas atividades ultrapassam amplamente a idéia original do fundador do Movimento.

Em 1864, de conformidade com a segunda proposta de Henry Dunant, foi firmado a Primeira Convenção de Genebra, onde 12 governos se comprometiam a prestar assistência aos militares feridos ou enfermos, hospitais militares, assim como ao pessoal médico em tempo de guerra.

Essas normas se aperfeiçoaram posteriormente com o fim de assegurarem também a proteção de outras categorias de vítimas dos conflitos armados. Atualmente figuram nas Quatro Convenções de Genebra de 12 de agosto de 1949 e em seus Protocolos Adicionais de 1977.

O que é o Comitê Internacional da Cruz Vermelha?

É uma instituição privada, independente e apolítica.
A função do CICV durante os conflitos está definida nos Quatro Convênios de Genebra de 1949 e em seus Protocolos Adicionais de 1977.
As quatro Convenções de Genebra são as seguintes:
I. Convenção de Genebra para proteger os feridos e os enfermos das forças armadas em campanha.

II. Convenção de Genebra para proteger os feridos, os enfermos e os náufragos das forças armadas no mar.
III. Convênio de Genebra para proteção aos prisioneiros de guerra.

IV. Convênio de Genebra para a proteção às pessoas civis em tempo de guerra.


Estes acordos internacionais se atualizaram e se desenvolveram posteriormente em Genebra, onde representantes de mais de uma centena de países, reunidos em uma Conferência Diplomática, aprovaram em 1977 os textos dos Protocolos adicionais.

- Protocolo adicional I aos Convênios de genebra de 12 de agosto de 1949 relativo à
proteção as vítimas dos conflitos armados internacionais.

- Protocolo adicional II aos Convênios de genebra de 12 de agosto de 1949 relativo a proteção de vítimas dos conflitos armados sem caráter internacional.
O Comitê, que é o promotor e o guardião desses tratados internacionais, trabalha para seu desenvolvimento e sua difusão mundial.

O CICV atua como intermediário neutro em assuntos humanitários durante conflitos armados internacionais, em distúrbios internos.

Proporciona proteção e assistência tato às vítimas militares como civis dos conflitos sejam feridos, enfermos ou náufragos, prisioneiros de guerra e população civil em território ocupado ou inimigo.

O CICV pode adotar qualquer iniciativa de índole humanitária que corresponda a sua função de instituição especificamente neutra e independente.

Além de suas atividades convencionais, o CICV também visita às pessoas presas por motivos de segurança.

Cabe ao CICV o reconhecimento das novas Sociedades Nacionais.

Fundação 1863

Sede Genebra – Suíça

Financiamento Contribuições voluntárias dos governos, das Sociedades Nacionais e outras instituições internacionais, assim como doações privadas

Nota: A Oitava Assembléia Geral da Liga das Sociedades de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho decidiu por votação, em 27 de novembro de 1991, trocar o nome de Liga para o de “Federação Internacional de Sociedades de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho”.

Myanmar



Birmânia










Resenha: O AMERICANO TRANQÜILO

Em 1952 Saigon está em plena guerra, envolvida na luta pela libertação do local do domínio francês. É nesta época que chega Alden Pyle (Brendan Fraser), um americano idealista que é enviado para ajudar as forças locais. Lá, ele conhece Thomas Fowler (Michael Caine), um veterano correspondente do jornal London Times, que lhe apresenta Phuong (Do Thi Hai Yen), uma bela vietnamita com quem está envolvido. Logo, as intensões de Pyle com Phuong e com o próprio país ficam claras e percebemos que nem tudo é o que parece. Adaptado do livro de mesmo nome de Graham Greene.



A Extrema Pobreza é uma Violação de Direitos Humanos

Eu tenho um sonho...

O famoso discurso do Dr. Martin Luther King Jr. :


video

Resenha de Filme: Gandhi

Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido como "Mahatma" (grande alma) Gandhi, liderou mais de 250 milhões de hindus.

Mohandas Karamchand Gandhi nasceu no dia 2 de outubro de 1869 na Índia ocidental. Seu pai era um político local, e a mãe dele era uma Vaishnavite religiosa.

Como era costume em sua cultura nesta época, com a idade de 13 anos Mohandas foi casado através de um acordo entre as respectivas famílias com uma menina da mesma idade.

Formação na Inglaterra

Depois de um pouco de educação indistinta foi decidido que ele deveria ir para a Inglaterra para estudar Direito. Ele ganhou a permissão da mãe, prometendo se conter de vinho, mulheres e carne, mas ele desafiou os regulamentos de sua casta que proibiam a viagem para a Inglaterra. Cursou a faculdade de Direito em Londres. Procurando um restaurante vegetariano, havia descoberto na filosofia de Henry Salt um argumento para o vegetarianismo e se tornou convencido. Ele organizou um clube vegetariano e as pessoas se encontravam com teósofos e interesses altruísticos. Sua primeira leitura do Bhagavad-Gita estava em Edwin Arnold, a tradução poética: "A Canção Celestial". Esta escritura hindu e o Sermão da Montanha, se tornaram mais tarde as suas bíblias e guias de viagens espirituais. Ele memorizou o Gita em suas meditações diárias, logo após escovar os dentes e freqüentemente recitou seu sânscrito original em suas orações.

A vida na África do Sul

Gandhi em seu escritório de advocacia na África do Sul.Quando Gandhi voltou à Índia em 1891 a mãe dele houvera falecido, e ele não obteve êxito a exercer na Índia sua profissão legal como advogado devido sua timidez. Assim ele aproveitou a oportunidade de ir para África do Sul durante um ano, representando uma firma hindu em Natal durante um processo judicial naquela terra .

África do Sul, local notório para discriminação racial, deu para Gandhi os insultos que despertaram sua consciência social. Como advogado Gandhi fez o melhor para descobrir os fatos.

Depois de resolver um caso difícil, ele passou deste modo a ser "visto" e comentado. Segundo ele: "eu tive um aprendizado que me levou a descobrir o lado melhor da natureza humana e entrar nos corações dos homens. Eu percebi que a verdadeira função de um advogado era unir rivais de festas a parte".

Ele também teimou em receber a verdade dos clientes dele, e se ele descobrisse que eles tivessem mentido, ele derrubaria os casos de seus clientes. Acreditava que o dever do advogado era ajudar o tribunal a descobrir a verdade, não tentar provar o culpado inocente. Ao término do ano durante uma festa de adeus antes que ele fosse viajar para a Índia, Gandhi notou no jornal que uma lei estava sendo proposta e que privaria os hindus do voto.

Os amigos dele o insistiram: "fique e conduza a briga para os direitos de nossos compatriotas na África do Sul." Gandhi fundou em Natal o Congresso hindu em 1894, e seus esforços eram uma vigorosa advertência para a imprensa.

Gandhi e sua esposa Kasturba Gandhi em foto de 1902.Quando Gandhi retornou à África, após buscar a esposa e filhos na Índia em janeiro de 1897, os sul-africanos tentaram interromper suas atividades de maneiras sórdidas. Uma delas foi a tentativa de subornar e ameaçar o agropecuário Dada Abdulla Sheth; mas Dada Abdulla era cliente de Gandhi, e finalmente depois de um período de quarentena, Gandhi recebeu permissão para aterrissar. A turba de espera reconheceu Gandhi, e alguns brancos começaram a espancá-lo até que a esposa do Superintendente Policial veio ao salvamento dele. A turba ameaçou linchá-lo, mas Gandhi escapou usando um disfarce.

Gandhi com o "Indian Ambulance Corps" durante a "Segunda Guerra dos Boers" 1899-1900.Depois ele se recusou processar os que haviam lhe espancado, permanecendo firme ao principio de ego-restrição com respeito a uma pessoa infratora; além de que, tinha sido os líderes da comunidade e do governo de Natal que haviam causado o problema. Não obstante o acontecido Gandhi sentia o dever de apoiar o povo britânico durante a Guerra dos Boers, organizando e conduzindo um Corpo médico hindu para alimentar os feridos no campo de batalha. Quando trezentos hindus e oitocentos criados foram contratados, os brancos foram surpreendidos.

Gandhi acabou permanecendo vinte anos na África do Sul defendendo a minoria hindu, liderando a luta de seu povo pelos seus direitos. Ele experimentou o celibato durante trinta anos de sua vida, e em 1906 levou o juramento de Brahmacharya para o resto da vida dele.

Satyagraha, a força da verdade Caricatura de Gandhi representando o potencial explosivo junto à opinião pública mundial de sua desobediência civil contra o registro imposto pelo governo sul-africano.O primeiro uso de desobediência civil em massa ocorreu em setembro de 1906. O Governo de Transvaal quis registrar a população hindu inteira. Os hindus formaram uma massa que se encontrou no Teatro Imperial de Joanesburgo; eles estavam furiosos com a ordem humilhante, e alguns ameaçaram exercer uma resposta violenta a ordem injusta.

Porém, eles decidiram em grupo a se recusarem a obedecer as providências de inscrição; havia unanimidade completa, apenas alguns se registraram. Ainda, Gandhi sugeriu aos indianos que levassem um penhor em nome de Deus; embora eles fossem hindus e muçulmanos, todos acreditavam em um e no mesmo Deus. Gandhi decidiu chamar esta técnica de recusar submeter a injustiça de Satyagraha que quer dizer literalmente: "força da verdade" . Uma semana depois de desobediência, as mulheres Asiáticas foram dispensadas do registro. Quando o governo de Transvaal finalmente pôs em pratica o "Ato de Inscrição Asiático" em 1907, Gandhi e vários outros hindus foram presos.

A pena dele foi de só dois meses sem trabalho duro, dedicando-se durante esse período à leitura.

Durante a vida, Gandhi passaria um total de mais de seis anos como prisioneiro. Enquanto lendo em prisão Gandhi descobriu a "Desobediência Civil" de Thoreau e os trabalhos de Tolstoy. Logo ele começou a perceber cada vez mais as possibilidades infinitas do "amor universal".

O movimento de protesto para a conquista dos direitos indianos na África do Sul continuou crescendo; em um certo ponto foram presos 2.500 indianos dos 13,000 existentes na província, enquanto 6,000 tinham fugido de Transvaal.

Sendo civil aos oponentes durante a desobediência, Gandhi desenvolveu o uso de ahimsa que significa "sem dor" e normalmente é traduzido "não violência". Gandhi seguiu o Ódio de preceito "o pecado e não o pecador. Desde que nós vivemos espiritualmente, ferir ou atacar outra pessoa são atacar a si mesmo. Embora nós possamos atacar um sistema injusto, nós sempre temos que amar as pessoas envolvidas. Assim ahimsa é a base da procura para verdade".

Gandhi também foi atraído a vida agrícola simples. Ele começou duas comunidades rurais em Satyagrahis: "Phoenix Farm" e "Tolstoy Farm". Escreveu e editou o diário "Opinião indiana", para elucidar os princípios e a prática de Satyagraha. Três assuntos foram apontados: a indagação para direitos dos hindus na África do Sul; sobre a proibição de imigrantes Asiáticos; e por fim, sobre o invalidamento de todos casamentos não Cristãos.

Em novembro de 1913 Gandhi conduziu uma marcha com mais de duas mil pessoas. Gandhi foi preso e solto após pagar fiança. Logo após o prenderam novamente e o libertaram, e novamente foi preso depois de quatro dias de liberdade. Foi então condenado ao trabalho forçado durante três meses, mas as greves continuaram, envolvendo aproximadamente 50.000 operários e milhares de índianos foram escravizados na prisão.

Alguns missionários Cristãos doaram todo seu dinheiro para o movimento. Foram libertados Gandhi e outros líderes, e foi anunciada outra marcha. Porém, Gandhi recusou tirar proveito através de uma greve em uma estrada de ferro dos "brancos" (já que certa vez Mohandas
Gandhi havia sido expulso de um compartimento de primeira classe de um trem, ao se recusar a "ceder" o seu lugar à um branco e se mover para a terceira classe), sendo que Gandhi cancelou a marcha, apesar de estar "quebrando" o penhor de Sujeira (1908). "Perdão é o ornamento do valente", Gandhi explicou.

Finalmente através de negociação os assuntos estavam resolvidos. Todos os matrimônios independente da religião eram válidos; os impostos em atraso foram cancelados e inclusive os operários contratados; e foi concedida mais liberdade aos indianos.

Gandhi constatou o poder do método de Satyagraha e profetizou como poderia transformar a civilização moderna. "É uma força que, se ficasse universal, revolucionaria ideais sociais e anularia despotismos e o militarismo."

Enquanto isso a Índia ainda estava sofrendo debaixo de regra colonial britânica. Gandhi sugere que a Índia pode ganhar sua independência por meios não violentos e por via da ego-confianca. Ele rejeita a força bruta e sua opressão e declara que a força da alma ou amor e que se mantém a unidade das pessoas em paz e harmonia.

De volta a Índia em 1915, Gandhi passou a exercer o papel de conscientizador da sociedade hindu e muçulmana na luta pacífica pela independência indiana, baseada no uso da não violência. O uso da não violência baseava-se no uso da desobediência civil.

Gandhi estava pronto para morar nas ruas sujas com os intocáveis se necessário, mas um benfeitor anônimo doou bastante dinheiro que duraria um ano. Passa a ajudar os necessitados e as crianças carentes.

Em 1917 Gandhi ajudou as pessoas que trabalhavam em tecelagens, diante exploração injusta dos proprietários sobre esses trabalhadores. Ele foi detido, mas logo perceberam que o Mahatma era o único que poderia controlar as multidões.

Reformas foram ganhas novamente por meio da desobediência civil. Os trabalhadores têxteis de Ahmedabad também eram economicamente oprimidos. Gandhi sugeriu uma greve, e como os trabalhadores temiam as conseqüências dela, ele faz um jejum para encorajar que eles continuem a greve. Gandhi explicou que ele não jejuou para coagir o oponente, mas fortalecer ou reformar esses que o amaram. Ele não acreditou que jejuando resultaria em salários mais altos.

O primeiro desafio de Gandhi contra o governo britânico na Índia estava em resposta contra os poderes arbitrários do "Rowlatt Act" em 1919. A Índia tinha cooperado com a Inglaterra durante a guerra, no entanto estavam sendo reduzidas as liberdades civis.

Guiado por um sonho ou experiência interna Gandhi decidiu pedir um dia de greve geral. Porém, a filosofia de Mahatma não foi bem entendida pelas massas, e violências estouraram em vários lugares. O Mahatma se arrependeu declarando que tinha feito "um erro de cálculo", e ele cancelou a campanha.

Gandhi fundou e publicou dois semanários sem anúncios - a "Índia Jovem" em inglês e o "Navajivan" em Gujarati. Em 1920 Gandhi iniciou uma campanha de âmbito nacional de não cooperação com o governo britânico que para o camponês significou o não pagamento de impostos e nenhuma compra de bebida alcóolica, desde que o governo ganhou toda a renda de sua venda.

Gandhi realizou várias viagens ao longo de todo território hindu, com a função de conseguir a conscientização em massa de todas as pessoas, mostrando a necessidade da prática da desobediência civil e do uso da não violência. Durante finais dos anos 20, Gandhi escreve uma auto-biografia retratando suas experiências vividas. Ele é bastante sincero nesse livro, chegando ao ponto de se humilhar pelos erros cometidos, mostrando o esforço de os superar.

Apelo de Gandhi ao povo de Bombaim, publicado em 1919 no semanário "Índia Jovem" ("Young India").Em suas falas ele exibe através dos dedos da mão seu programa de cinco pontos:

igualdade;
nenhum uso de álcool ou droga;
unidade hindu-muçulmano;
amizade;
e igualdade para as mulheres.


Esses cinco pontos, os cinco dedos representando o sistema, estavam conectados ao pulso, simbolizando a não-violência. Finalmente em 1928, ele anunciou uma campanha de Satyagraha em Bardoli contra o aumento de 22% em impostos britânicos. As pessoas se recusaram a pagar os impostos, sendo repreendidas pelo governo britânico. No entanto os indianos continuavam não violentos. Finalmente, após vários meses, os britânicos cancelaram os aumentos, libertaram os prisioneiros, e devolveram as terras e propriedades confiscadas; e os camponeses voltaram a pagar seus tributos.

Ainda nesse ano, o congresso indiano quis a autonomia da Índia e considerou guerra aos ingleses para conseguir esse fim. Gandhi recusou a apoiar uma atitude como esta, porém declarou que se a Índia não se tornasse um Estado independente ao final de 1929, então ele exigiria sua independência.

A "Marcha do Sal"

Por conseguinte em 1930, Mahatma Gandhi informou ao vice-rei, de que a desobediência civil em massa iniciaria no dia 11 de março. "Minha ambição é nada menos que converter as pessoas britânicas à não violência, e assim lhe faz ver o mal que fizeram para a Índia. Eu não busco danificar as pessoas.". Gandhi decidiu desobedecer as "Leis do Sal" que proibiram os hindus de fazer seu próprio sal; este monopólio britânico golpeou especialmente aos pobres. Começando com setenta e oito participantes, Gandhi iniciou uma marcha de 200 milhas para o mar que duraria mais de vinte e quatro dias. Milhares tinham se juntado no começo, e vários milhares uniram-se durante a marcha. Primeiro Gandhi e, então outros juntaram um pouco de água salgada na beira-mar em panelas, deixando ao sol para secar. Em Bombaim o Congresso teve panelas no telhado; 60.000 pessoas juntaram-se ao movimento, e foram presas centenas delas.

Em Karachi onde 50.000 assistiram o sal sendo feito, a multidão era tão espessa que impedia a polícia de efetuar alguma apreensão. As prisões estavam lotadas com pelo menos 60,000 ofensores. Incrivelmente lá "não havia praticamente nenhuma violência por parte da população; as pessoas não queriam que Gandhi cancelasse o movimento.

A "Marcha do Sal" em 1930.

Gandhi foi preso antes de que pudesse invadir os "Trabalhos Dharasana Sal", mas o amigo dele Sr. Sarojini Naidu conduziu 2.500 voluntários e os advertiu a não resistir às interferências da polícia. De acordo com uma testemunha ocular, o repórter Miller de Webb, eles continuaram marchando até serem detidos abaixo do aco-shod lathis, por quatrocentos policiais, mas eles não tentaram lutar.

Tagore declarou que a Europa tinha perdido a moral e o prestígio na Ásia. Logo, mais de 100.000 hindus estavam na prisão, incluindo quase todos líderes.

Gandhi foi chamado à uma reunião com o Vice-rei Irwin em 1931, e eles firmaram um acordo em março. A Desobediência civil foi cancelada; foram libertados os prisioneiros; a fabricação de sal foi permitida na costa; e os líderes do Congresso assistiriam à próxima Conferência de Mesa Redonda em Londres. Para participar desta conferência, Gandhi viajou novamente a Londres, onde conheceu Charlie Chaplin, George Bernard Shaw, e Maria Montessori, entre outros. Em transmissão de rádio para os Estados Unidos, ele falou que a força não violenta é um modo mais consistente, humano e digno. Discutindo relações com os britânicos, ele disse que ele não quis somente a independência, mas também a interdependência voluntária baseada no amor.

Chaplin e Gandhi. Enquanto, preso em 1932, Gandhi entrou em um jejum em nome dos Harijans porque a eles tinha sido determinado um eleitorado separado. Poderia ser um jejum até morte, a menos que ele pudesse despertar a consciência hindu. O assunto estava resolvido, e até mesmo templos hindus intocáveis eram abertos pela primeira vez. No próximo ano, Gandhi fez um jejum de vinte e um dias para purificação, e os funcionários britânicos, amedrontados de que ele pudesse morrer, colocaram-no na prisão. Gandhi anunciou que não se ocuparia da desobediência civil até que sua oração fosse completada.

Mesmo com a Segunda Guerra Mundial se aproximando, Gandhi havia confirmado seus princípios pacifistas. Ele mostrou como a Abissínia (Etiópia) poderia ter usado a não violência contra Mussolini, e ele recomendou isto para os Tchecos e para os chineses. "Se é valente, como é, para morrer a um homem que luta contra preconceitos, é ainda bravo para recusar briga e ainda recusar se render ao usurpador"

Gandhi oferecendo 15 minutos de massagem diária a um leproso no "Sevagram Ashram" em 1940.Já em 1938 ele exortou os judeus para defender os direitos deles e se necessário morrer como mártires. "Um manhunt degradante pode ser transformado em um posto tranqüilo e determinado, oferecendo aos homens e mulheres desarmados, a força dada a eles por Jehovah." Mahatma recomenda o uso de Métodos não violentos aos britânicos para combater Hitler; já que não podia dar seu apoio a qualquer tipo de guerra ou matança.

O Congresso prometeu a Gandhi que ele ficaria fora da prisão, mas outros 23.223 indianos foram presos, inclusive Vinoba Bhave, Jawaharlal Nehru, e Patel. Em 1942, Gandhi sugeriu modos para resistir não violentamente aos japoneses. Ele propôs uma atração às pessoas japonesas, a causa da "federação mundial da fraternidade sem a qual não poderia haver nenhuma esperança para a humanidade".

Porém, Gandhi continuou exercendo uma revolução não violenta para a Índia, e em 1942 ele e outros lideres foram presos. Ele decidiu jejuar novamente, sendo que apenas ele sobreviveu. Quando a guerra terminou, ele afirmou da necessidade de "uma paz real baseada na liberdade e igualdade de todas as raças e nações". Nos últimos anos de sua vida, se tornou mais do que um socialista. Ele havia dito, "Violência é criada por desigualdade, a não violência pela igualdade".

Ele foi a uma peregrinação para Noakhali para ajudar aos pobres. Independência para a Índia era agora iminente, mas Jinnah o Líder muçulmano estava exigindo a criação de um estado separado: o Paquistão. Gandhi prega para unidade e tolerância, até mesmo lendo às reuniões um Alcorão de orações.

Os hindus o atacaram porque pensaram que ele era a favor dos muçulmanos, e os muçulmanos exigindo dele a criação do Paquistão. Gandhi foi para Calcutá para acalmar a discussão e a violência entre hindus e muçulmanos. Mais uma vez ele jejuou até que os lideres da comunidade assinaram um acordo para manter a paz. Antes de que eles assinassem, ele os advertiu de que se rebelassem ele jejuaria até a morte. Gandhi também, em janeiro de 1948 fez muito para acalmar os conflitos entre hindus e muçulmanos, permitindo a divisão da Índia em dois países.

O movimento pela independência indiana Caricatura de Gandhi sendo preso por Lord Willingdon, do início da década de 1930. O desenho representa a compreensão de que colocá-lo tantas vezes na prisão terminou por ser uma forma de multiplicar seus ensinamentos.Após a guerra, Gandhi se envolveu com o Congresso Nacional Indiano e com o movimento pela independência. Ganhou notoriedade internacional pela sua política de desobediência civil e pelo uso do jejum como forma de protesto.

Por esses motivos sua prisão foi decretada diversas vezes pelas autoridades inglesas, prisões às quais sempre se seguiram protestos pela sua libertação (por exemplo, em 18 de março de 1922, quando foi sentenciado a seis anos de prisão por desobediência civil, mas cumpriu apenas dois anos).

Outra estratégia eficiente de Gandhi pela independência foi a política do swadeshi - o boicote a todos os produtos importados, especialmente os produzidos na Inglaterra. Aliada a esta estratégia estava sua proposta de que todos os indianos deveriam vestir o khadi - vestimentas caseiras - ao invés de comprar os produtos têxteis britânicos.

Gandhi declarava que toda mulher indiana, rica ou pobre, deveria gastar parte do seu dia fabricando o khadi em apoio ao movimento de independência. Esta era uma estratégia para incluir as mulheres no movimento, em um período em que pensava-se que tais atividades não eram apropriadas às mulheres.

Sua posição pró-independência endureceu após o Massacre de Amritsar em 1920, quando soldados britânicos abriram fogo matando centenas de indianos que protestavam pacificamente contra medidas autoritárias do governo britânico e contra a prisão de líderes nacionalistas indianos.

Uma de suas mais eficientes ações foi a marcha do sal, conhecida como Marcha Dândi, que começou em 12 de março de 1930 e terminou em 5 de abril, quando Gandhi levou milhares de pessoas ao mar a fim de coletarem seu próprio sal ao invés de pagar a taxa prevista sobre o sal comprado.

Em 8 de Maio de 1933, Gandhi começou um jejum que duraria 21 dias em protesto à opressão Britânica contra a Índia. Em Bombaim, no dia 3 de março de 1939, Gandhi jejuou novamente em protesto às regras autoritárias e autocráticas para a Índia.

Segunda Guerra Mundial Mahadev Desai lendo para Gandhi uma carta do vice-rei, em Birla House, Mumbai, em 1939.Gandhi passou cada vez mais a pregar a independência durante a II Guerra Mundial, através de uma campanha clamando pela saída dos britânicos da Índia (Quit Índia, literalmente Saiam da Índia), que em pouco tempo se tornou o maior movimento pela independência indiana, ocasionando prisões em massa e violência em uma escala inédita.

Gandhi e seus partidários deixaram claro que não apoiariam a causa britânica na guerra a não ser que fosse garantida à Índia independência imediata.

Durante este tempo, ele até mesmo cogitou um fim do seu apelo à não-violência, de outra forma um princípio intocável, alegando que a "anarquia ordenada" ao redor dele era "pior do que a anarquia real". Foi então preso em Bombaim pelas forças britânicas em 9 de agosto de 1942 e mantido em cárcere por dois anos.

A divisão da Índia entre hindus e muçulmanos

Gandhi teve grande influência entre as comunidades hindu e muçulmana da Índia. Costuma-se dizer que ele terminava rixas comunais apenas com sua presença. Gandhi posicionou-se veementemente contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois estados, o que efetivamente aconteceu, criando a Índia - predominantemente hindu - e o Paquistão - predominantemente muçulmano.

No dia da transferência de poder, Gandhi não celebrou a independência com o restante da Índia, mas ao contrário, lamentou sozinho a partilha do país em Calcutá.

Gandhi havia iniciado um jejum no dia 13 de janeiro de 1948 em protesto contra as violênicas cometidas por indianos e paquistaneses. No dia 20 daquele mês, ele sofreu um atentado: uma bomba foi lançada em sua direção, mas ninguém ficou ferido.

Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e enforcado, a despeito de que o último pedido de Gandhi ter sido justamente a não-punição de seu assassino.

O corpo do Mahatma foi cremado e suas cinzas foram jogadas no rio Ganges.
É significativo sobre a longa busca de Gandhi por seu deus o fato de suas últimas palavras serem um mantra popular na concepção hindu de um deus conhecido como Rama: "Hai Ram!" Este mantra é visto como um sinal de inspiração tanto para o espírito quanto para o idealismo político, relacionado a uma possibilidade de paz na unificação.

Princípios Mahatma Gandhi, continuou a transmitir seus ensinamentos de manifestação não-violenta até seus últimos anos de vida.A filosofia de Gandhi e suas idéias sobre o satya e o ahimsa foram influenciadas pelo Bhagavad Gita e por crenças hindus e da religião jainista. O conceito de 'não-violência' (ahimsa) permaneceu por muito tempo no pensamento religioso da Índia e pode ser encontrado em diversas passagens do textos hindus, budistas e jainistas. Gandhi explica sua filosofia como um modo de vida em sua autobiografia A História de meus Experimentos com a Verdade (As Minhas Experiências com a Verdade, em Portugal) - (The Story of my Experiments with Truth).


Estritamente vegetariano, escreveu livros sobre o vegetarianismo enquanto estudava direito em Londres (aonde encontrou um entusiasta do vegetarianismo, Henry Salt, nos encontros da chamada Sociedade Vegetariana). Ser vegetariano fazia parte das tradições hindus e jainistas. A maioria dos hindus no estado de Gujarat eram-no, efetivamente. Gandhi experimentou diversos tipos de alimentação e concluiu que uma dieta deve ser suficiente apenas para satisfazer as necessidades do corpo humano. Jejuava muito, e usava o jejum frequentemente como estratégia política.

Gandhi renunciou ao sexo quando tinha 36 anos de idade e ainda era casado, uma decisão que foi profundamente influenciada pela crença hindu do brachmacharya, ou pureza espiritual e prática, largamente associada ao celibato. Também passava um dia da semana em silêncio. Abster-se de falar, segundo acreditava, lhe trazia paz interior. A mudez tinha origens nas crenças do mouna e do shanti. Nesses dias ele se comunicava com os outros apenas escrevendo.

O título de Mahatma atribuído a Gandhi representa um reconhecimento de seu papel como líder espiritual.Depois de retornar à Índia de sua bem-sucedida carreira de advogado na África do Sul, ele deixou de usar as roupas que representavam riqueza e sucesso. Passou a usar um tipo de roupa que costumava ser usada pelos mais pobres entre os indianos. Promovia o uso de roupas feitas em casas (khadi). Gandhi e seus seguidores fabricavam artesanalmente os tecidos da própria roupa e usavam esses tecidos em suas vestes; também incentivava os outros a fazer isso, o que representava uma ameaça ao negócio britânico - apesar dos indianos estarem desempregados, em grande parte pela decadência da indústria têxtil, eles eram forçados a comprar roupas feitas em indústrias inglesas. Se os indianos fizessem suas próprias roupas, isso arruinaria a indústria têxtil britânica, ao invés de fortalecê-la.

O tear manual, símbolo desse ato de afirmação, viria a ser incorporado à bandeira do Congresso Nacional Indiano e à própria bandeira indiana.

Também era contra o sistema convencional de educação em escolas, preferindo acreditar que as crianças aprenderiam mais com seus pais e com a sociedade. Na África do Sul, Gandhi e outros homens mais velhos formaram um grupo de professores que lecionava diretamente e livremente às crianças.

Dentro do ideal de paz e não-violência que ele defendia, uma de suas frases foi: "Não existe um caminho para paz! A paz é o caminho!".




Acordo Estratégico entre FRANÇA-BRASIL

20h32 Nesta quarta-feira, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu os dois últimos aviões Mirage 2000, de um total de 12 já em uso, comprados da França. A entrega ocorreu na Base Aérea de Anápolis (GO).

Esses aviões farão a ponte até a chegada dos novos modelos que serão adquiridos através do projeto FX2 e que têm entrega prevista para 2015.

Durante o evento, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou que em dezembro os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy irão assinar um acordo estratégico que vai permitir a ampliação da base industrial de defesa do Brasil.

Depois de voar por cerca de 50 minutos num Mirage, o ministro afirmou que o Brasil não vai mais realizar compras de prateleira e que as novas aquisições serão feitas com a garantia de transferência de tecnologia por parte dos fabricantes.

“Significa a importância de nós encerrarmos um ciclo, que é o ciclo do Brasil comprador. Agora nós deveremos começar um novo ciclo, que é o ciclo do Brasil Parceiro”, afirmou.

Jobim explicou que o Brasil deverá adquirir um pequeno lote inicial do avião escolhido e passar a desenvolver uma plataforma que participe da produção das unidades seguintes.

Segundo ele, “a nova estratégia de Defesa significa que nós seremos produtores”.

Participam da disputa do FX2 as empresas norte-americanas Boeing (F/A-18 E/F Super Hornet) e Lockheed Martin (F-35 Lightning II), a francesa Dassault (Rafale), a russa Rosoboronexport (Sukhoi SU-35), a sueca Saab (Gripen) e o consórcio europeu Eurofighter (Typhoon).

O ministro deixou claro que a transferência de tecnologia será fundamental na definição do modelo que vai operar no Brasil e lembrou que recentemente o governo dos Estados Unidos dificultou a remessa de componentes adquiridos para o Super Tucano, da Embraer.

Nelson Jobim elogiou a transparência da França e sua disposição de avançar neste projeto da mesma maneira que avançou no acordo para a transferência de tecnologia destinada à produção de um submarino brasileiro de propulsão nuclear.

No entanto, negou que haja decisão tomada em relação aos franceses para a aquisição dos novos aviões. “A partir de janeiro nós vamos abrir a discussão em relação ao FX. Evidentemente os franceses estão na concorrência, agora, tudo vai depender das conveniências ao Brasil”, afirmou.

Para o ministro, é fundamental que o Brasil tenha autonomia tecnológica e industrial para a consolidação da defesa. “O país que tem a capacitação nacional tem poder dissuasório real”, destacou.

Ele também fez questão de esclarecer que o fortalecimento da defesa do país não tem nenhuma causa específica.
“Não estamos organizando e transformando as Forças Armadas pela perspectiva de um inimigo ou de uma ameaça. Estamos transformando na perspectiva da capacitação”, afirmou.

O ministro lembrou que o país tem muitas riquezas a defender, como as áreas juridicionais de sua plataforma marítima, que somam 3,5 milhões de km2, e que deverão subir para 4,5 milhões. “São grandes riquezas. Só os leigos é que acreditam que não precisam estar capacitados para responder a qualquer ameaça”.

IV Frota

Nesta quinta-feira, Nelson Jobim participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional do Senado, sobre a reativação da IV Frota da Marinha dos Estados Unidos.

Ele fez questão de afirmar que não há qualquer vínculo entre o fortalecimento da Defesa brasileira e a criação da IV Frota.

“Não vamos nos conduzir da perspectiva de que os Estados Unidos estejam nos conduzindo. Nós vamos nos conduzir dentro das nossas condições e da nossa perspectiva de capacitação”, ressaltou o ministro.

Ele explicou que a decisão do governo norte-americano não preocupa.

Segundo Jobim, “isso é uma decisão americana. O americano toma as decisões que bem quer. Nós não gostaríamos que as decisões que o Brasil está tomando agora no Plano de Defesa fossem objeto de objeções americanas. A autodeterminação dos povos é vital, e eu não vejo nenhuma dificuldade em relação à IV Frota. Fica nítido e claro que as relações com o Brasil continuarão sendo amistosas”.

Pré-sal

Nelson Jobim explicou que as Forças Armadas devem estar preparadas para defender a área do pré-sal, mas que não há preocupação exclusiva da Defesa com as reservas.

“Nós temos que nos lembrar que a América do Sul é a maior reserva de energia do mundo hoje, é a maior reserva de produção de alimentos e a maior reserva de água doce. Nós temos a Amazônia e o aqüífero Guarani. Isto basta para que nós tenhamos capacitação”, esclareceu.


"É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte"
Fonte: www.inforel.org

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Enquanto isso, na Bolívia...

Oposição boliviana pede resistência e denuncia ditadura de Morales

1 hora, 51 minutos atrás

La Paz, 29 ago (EFE).- A oposição na Bolívia pediu hoje a resistência civil e denunciou que o presidente Evo Morales atua como um "ditador" por ter convocado mediante um excesso de decretos dois referendos sobre o projeto de nova Carta Magna e três eleições para 7 de dezembro.

Os opositores bolivianos reagiram dessa forma ao decreto que o governante esquerdista promulgou ontem à noite no Palácio do Governo de La Paz, junto a dirigentes sindicais e sociais, para organizar as cinco votações simultâneas.

Com essa decisão, Morales pretende levar adiante o projeto de nova Carta Magna aprovado, de forma polêmica e em meio a graves distúrbios, pela Assembléia Constituinte em 2007.

O texto conta com a rejeição das forças conservadoras da Bolívia e dos líderes políticos e cívicos autonomistas de cinco das nove regiões do país.

O projeto foi aprovado em novembro do ano passado em primeira instância em uma sessão dos participantes da assembléia convocada em um recinto militar da cidade de Sucre e à revelia da oposição, com graves desordens que causaram três mortos e centenas de feridos.

No mês seguinte, o texto foi ratificado na cidade de Oruro.

Em uma das consultas de 7 de dezembro, os bolivianos votarão sobre o texto completo de 447 artigos aprovado em Oruro com a qual Morales deseja voltar a fundar seu país, além de enterrar a lei que considera "neoliberal", e na outra devem definir a área de um latifúndio improdutivo que pudesse ser expropriado.

O ex-presidente Jorge Quiroga (2001-2002), líder da aliança conservadora e opositora Podemos, que controla o Senado, pediu uma resistência civil contra o que apelidou de "decretaço ditatorial" de Morales, ao apontar que o Congresso foi esquecido nessa ocasião.

Quiroga advertiu em entrevista coletiva que o decreto é um "golpe na democracia, um pedido de guerra civil e está produzindo a cisão da Bolívia", acrescentando que Morales "está agora cumprindo a função de um ditador, não de presidente constitucional".

O governador departamental da próspera região de Santa Cruz, Rubén Costas, também convocou a desobediência civil e disse que a decisão do Governo "sepultou por decreto a democracia boliviana".

"Está demonstrando seu talento autoritário, buscando a eternização no poder e legislando por decretos, tal como fizeram o ditador (Luis) García Meza e o (ex-presidente) neoliberal Gonzalo Sánchez de Lozada", apontou Costas, segundo um boletim divulgado pela Prefeitura de Santa Cruz.

Costas e seus colegas de Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca anunciaram que frearão as consultas nesses departamentos, embora o Governo acredite que no final não poderão se opor, porque, segundo sua opinião, nesses lugares também há respaldo a Morales como mostrou o referendo de 10 de agosto que aprovou seu mandato.

Nessa consulta, Morales obteve um apoio de 67,4% para a continuidade de seu mandato, mas também foram ratificados os governadores departamentais autonomistas de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, os mais firmes opositores ao presidente boliviano.

Frente às criticas sobre a suposta ilegalidade do decreto, o Governo disse hoje que a lei estabeleceu uma data para as votações, mas usa como base a lei de convocação aos referendos que foi aprovada no Congresso em fevereiro passado, com a previsão de que ocorressem em 4 de maio.

Essa lei foi aprovada com os votos governistas em uma sessão realizada em meio a um violento cerco instalado pelos sindicatos favoráveis a Morales que fustigaram deputados opositores.

Dias depois, a Corte Nacional Eleitoral (CNE) resolveu suspender essa convocação, porque, argumentou, não existiam "as condições técnicas, operacionais, legais e políticas", para levar adiante a consulta constitucional.

O ministro da Defesa, Wálker San Miguel, um dos principais assessores jurídicos de Morales, explicou que a lei emitida em fevereiro na primeira convocação tem vigência legal e disse que a CNE suspendeu as consultas naquele momento porque tinha problemas de tempo para organizá-las.

San Miguel também minimizou os pedidos da oposição de resistência e defendeu que também fizeram essas convocações antes do referendo sobre mandatos de 10 de agosto.

"Não sei até que ponto haverá resistência. Houve também resistência para o referendo revogatório, mas aqui estão os resultados e a grande maioria do país votou pelo processo de mudança", concluiu.

Copyright © 2008 Agencia Efe - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agencia Efe S/A.

Pobres Ursos Polares

Canadá convoca mesa redonda com os inuit sobre situação dos ursos polares

Sex, 29 Ago, 01h48

OTTAWA (AFP) - O Canadá anunciou que manterá conversações sobre a situação dos ursos polares com representantes dos Inuit, adiando por ora uma decisão sobre a proteção deste animal convertido em símbolo da luta contra o aquecimento global no Ártico.

A decisão anunciada pelo ministro do Meio Ambiente John Baird ocorre no dia da entrega, por parte de uma comissão científica, de seu informe final confirmando que considera "preocupante" a situação do urso polar, mas sem classificá-lo como espécie ameaçada ou em perigo de extinção.

Os líderes Inuit, a grande nação indígena esquimó canadense, se opõe que o urso polar seja considerado uma espécie ameaçada, insistindo na importância desse animal para a economia local, principalmente a caça.

Cerca de 15.000 ursos brancos vivem no Grande Norte canadense dos 20.000 a 25.000 que povoam o planeta.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Enquanto isso, em Moscou...

Ameaçada de sofrer sanções, Rússia provoca os Estados Unidos

33 minutos atrás

MOSCOU (AFP) - O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, acusou nesta quinta-feira os Estados Unidos de terem fabricado o conflito na Geórgia, com o objetivo de favorecer sua política interna, no momento em que possíveis sanções contra Moscou são mencionadas pela União Européia.

O primeiro-ministro russo Vladimir Putin afirmou que o conflito desencadeado pela Geórgia na república separatista da Ossétia do Sul havia sido orquestrado por Washington.

"O fato é que os cidadãos americanos estavam realmente na área de conflito durante o período de hostilidades. Deveriam admitir que só poderiam fazê-lo seguindo as ordens diretas de seus líderes", disse Putin.

"Então, atuaram seguindo estas ordens, fazendo o que lhes foi recomendado, e a única pessoa que pode ter dado estas ordens foi seu líder", acrescentou.

"Se eu entendi bem, isso permite pensar que alguém nos Estados Unidos criou esse conflito especialmente para que a situação piore e para dar uma vantagem em favor de um dos candidatos (...) à eleição presidencial (americana)", acrescentou em referência velada ao republicano John McCain.

A Casa Branca rechaçou a acusação de Putin, considerando-a "não racional".

Um alto funcionário militar russo acusou a Geórgia de continuar a "enviar" forças militares para a Ossétia do Sul e de restabelecer a capacidade de combate de suas forças com a ajuda de países estrangeiros.

Os Estados Unidos, que anunciaram uma revisão des suas relações com a Rússia, evocaram uma possível anulação de seu acordo bilateral de cooperação nuclear civil, considerando qualquer anúncio como prematuro.

Já a presidência francesa da União Européia mencionou pela primeira vez desde o início da crise georgiana a possibilidade de sanções contra a Rússia, na perspectiva da reunião extraordinária da UE que será realizada na segunda-feira em Bruxelas.

"Sanções serão discutidas, assim como outros meios", declarou o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner. A UE, entretanto, parece dividida em relação a essa questão e suas opções são limitadas.

Essas ameaças, ao que parece, impressionaram pouco o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, que ironizou afirmando que a União Européia estava "simplesmente irritada" com as decepções da Geórgia, "queridinha" do Ocidente.

Ele fez essa declaração durante a reunião de cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), em Douchanbé, onde a Rússia recebeu um apoio não muito firme da China e de outros aliados asiáticos, após a sua decisão de reconhecer as repúblicas separatistas georgianas.

Os seis países da OCS - Rússia, China, Cazaquistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Quirguistão - declararam que apóiam "o papel ativo da Rússia nas operações de paz e cooperação na região".

A Organização de Xangai se manteve muda em relação à questão da independência dos dois territórios pró-russos e insistiu sobre a necessidade de se "preservar a unidade dos Estados e sua integridade territorial", já que a própria China enfrenta ameaças separatistas.

Já o presidente bielo-russo Alexandre Loukachenko, fiel aliado de Moscou, declarou que a Rússia "não tinha outra escolha" a não ser reconhecer as duas repúblicas, com seu embaixador em Moscou levando a crer que Minsk poderá fazer o mesmo em breve.

Belarus se tornaria então o primeiro país, depois da Rússia, a reconhecer a Ossétia do Sul e a Abkházia.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, muito criticado pelos ocidentais, se disse "seguro" de que a "posição unida dos Estados-membros da OCS teria uma repercussão internacional".

Em um novo desafio aos Estados Unidos e a seu projeto de escudo antimísseis, a Rússia anunciou a realização bem-sucedida de um teste com um míssil Topol, capaz de enganar uma defesa antimísseis.

Por sua vez, o presidente George W. Bush anunciou nesta quinta-feira que entregará 5,75 milhões de dólares para ajudar a Geórgia a arcar com as "necessidades mais básicas dos refugiados" do conflito com a Rússia.

Ainda nesta quinta-feira, o Parlamento da Geórgia conclamou o governo a cortar relações diplomáticas com a Rússia por sua "ocupação do território georgiano".

Pobres ursos polares

Gelo ártico atinge segundo menor nível da história

Qua, 27 Ago, 05h11

Por Deborah Zabarenko

WASHINGTON (Reuters) - O gelo do oceano Ártico recuou ao segundo menor nível já registrado, disseram cientistas dos EUA na quarta-feira. A situação é particularmente grave no mar de Chukchi, onde ursos polares foram recentemente vistos nadando ao largo da costa do Alasca.

O degelo das próximas semanas pode superar o nível recorde de 16 de setembro de 2007, segundo o Centro Nacional de Dados da Neve e do Gelo dos EUA. Mesmo que o recorde não seja batido, há uma clara tendência de que o verão no Ártico tenha cada vez menos gelo.

"Não importa onde estejamos ao final da temporada do degelo, [a notícia] só reforça esta noção de que o gelo ártico está em sua espiral de morte", disse Mark Serreze, cientista do Centro.

Em entrevista por telefone, ele disse que até 2030 o Ártico pode ter um verão totalmente sem gelo.

O mar de Chukchi, onde o degelo foi mais intenso neste ano, tem uma das maiores populações de ursos polares, e inclui também uma vasta área onde no ano passado os EUA venderam direitos de exploração de petróleo e gás numa transação de 2,66 bilhões de dólares.

Na terça-feira, o Ártico estava coberto por 5,26 milhões de quilômetros quadrados de gelo, ultrapassando a segunda menor extensão, 5,32 milhões de quilômetros quadrados, anotados em 21 de setembro de 2005.

Em 2007, o mínimo foi de 4,1 milhões de quilômetros quadrados. Pela primeira vez desde que se tem lembrança, a mítica Passagem do Noroeste se abriu.

Cientistas do governo norte-americano disseram ter visto pelo menos nove ursos polares nadando em mar aberto ao longo de seis horas em 16 de agosto. Um deles estava a 80 quilômetros da costa, segundo a entidade WWF.

Entre 1987 e 2003, 12 ursos polares foram observados em alto mar. Em 2004, quatro foram encontrados afogados.

"Infelizmente, é isso que devemos esperar ver se os ursos são forçados a nadar distâncias maiores. O Ártico é gigante. Quando você tem nove ursos avistados numa rota, pode-se imaginar que deva haver muito mais ursos nadando em mar aberto".

Injustiça social mata, denuncia a Organização Mundial da Saúde

Injustiça social mata, denuncia a Organização Mundial da Saúde

Qui, 28 Ago, 03h05

GENEBRA (AFP) - A riqueza de um país não determina de maneira exclusiva o estado de saúde de sua população, enquanto que as desigualdades sociais "matam em grande escala", segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

"As desigualdades sociais matam em grande escala", segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que defende a adoção de sistemas de saúde financiados com dinheiro público pelos países.

"Reduzir as desigualdades em matéria de saúde é um imperativo ético. A injustiça social mata as pessoas em grande escala", afirmou Michael Marmot, presidente da comissão da OMS sobre as causas sociais em matéria de saúde.

"Uma criança nascida na periferia de Glasgow, na Escócia, terá uma expectativa de vida inferior em 28 anos à de outra nascida a 13 km dali", lembra a OMS.

"Não existe uma boa razão biológica para explicar isso", disse Marmot.

Em seu relatório, os especialistas da comissão indicam que as diferenças de nível de saúde entre os países, e dentro do mesmo país, se devem "ao entorno social no qual as pessoas nascem, vivem, crescem, trabalham e envelhecem".

A OMS considera que as políticas que são aplicadas em diversos países não estão suficientemente adaptadas.

"Os sistemas de saúde não tendem naturalmente à igualdade. É necessário fazer um esforço sem precedentes para levar todos os atores, inclusive os de fora do setor de saúde, a examinarem os efeitos sobre a saúde", ressaltou Margaret Chan, diretora da OMS.

A organização, que se pronuncia a favor de "um sistema de saúde financiado com o dinheiro público", defende "um imposto geral e/ou um seguro universal obrigatório".

Enquanto "virtualmente" todos os países desenvolvidos possuem um sistema assim, não há razões para que os países pobres se vejam privados dele, segundo Marmot. O objetivo é alcançável com vontade política e um sistema de saúde financiado por um imposto progressivo, indicou.

"A igualdade em matéria de saúde deve ser um objetivo fundamental do desenvolvimento", indica a OMS, ressaltando que "os cuidados de saúde são um bem público e não uma mercadoria comercial".

As comparações entre os países mostram também que a riqueza de qualquer um deles não determina por si só o estado de saúde de uma população.

"Cuba, Costa Rica, China, o Estado de Kerala na Índia e o Sri Lanka atingiram níveis de saúde satisfatórios, apesar de investimentos nacionais relativamente pequenos", ressalta a comissão da OMS.

Em outros países, ações bem desenvolvidas provaram que é possível progredir, considera a organização.

Dessa forma no Egito foi registrada uma queda espetacular da mortalidade infantil, que foi reduzida de 235 para 33 por 1.000 em 30 anos, segundo o informe da OMS.

Em Grécia e Portugal, as taxas de mortalidade infantil foram derrubadas de 50 por 1.000 para níveis quase tão baixos como os de Japão, Suécia e Islândia.

A OMS considera que os países nórdicos continuam sendo os melhores exemplos a seguir: "eles seguiram políticas que estimulam a igualdade em matéria de vantagens e serviços, o pleno emprego, a paridade entre os sexos e os baixos níveis de exclusão social".

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Adote um Povo!

Parece brincadeira, mas existem diversas populações no mundo que reinvidicam seu Estado. Esses povos se agrupam em um foro chamado UNPO - Unrepresented Nations and Peoples Organization. Fizemos uma pequena lista para vocês conhecerem um pouquinho mais sobre eles:

Na África

Povo

Localização

Entidade(s) representativa(s)

Cabinda

Angola

Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC)

Camarões do Sul

Camarões

Southern Cameroons National Council (SCNC)

Maasai

Quênia

Maasai Women for Education and Economic Development (MAWEED), Mainyoto Pastoralist Integrated Development Organization (MPIDO), Kitengela Ilparakuo Land Owners Association

Ogoni

Nigéria

Movement for the Survival of Ogoni People (MOSOP)

Oromo

Etiópia

Oromo Liberation Front (OLF)

Pigmeus Batwa

Ruanda

Community of Indigenous Peoples of Rwanda (CAURWA)

Somalilândia

Somália

Governo da República da Somalilândia

Vhavenda

África do Sul

Pension Forum (Dabalorivhuwa)

Zanzibar

Tanzânia

Zanzibar Democratic Alternative (ZADA), Civic United Front (CUF)

Nas Américas

Povo

Localização

Entidade(s) representativa(s)

Mapuche

Chile, Argentina

Mapuche International Link (MIL),

www.mapuche-nation.org

Nação Dene do Rio Buffalo

Canadá

Buffalo River Dene Nation NGO

Nahua

México

Consejo de los Nahuas del Alto Balsas

Nuxalk

Canadá

Nuxalk Nation House of Smayusta

Sioux Lakota

Estados Unidos

Lakota Nation Human Rights Organization

Na Ásia

Povo

Localização

Entidade(s) representativa(s)

Aceh

Indonésia

Gerakan Aceh Merdeka ou Movimento Aceh Livre (GAM)

Assíria

Iraque, Turquia, Síria

Assyrian Universal Alliance (AUA)

Baluchistão Ocidental

Irã

Balochistan People's Party (BPP)

Buriácia

Rússia

Governo da República da Buriácia

Chin

Myanmar (antiga Birmânia)

Chin National Front

Chittagong Hill Tracts

Bangladesh

Jana Sanghati Samiti (JSS)

Cordillera

Filipinas

Cordillera People's Alliance (CPA)

Curdistão Iraquiano

Iraque

Partido Democrático do Curdistão (KDP) e União Patriótica do Curdistão (PUK)

Karen

Myanmar (antiga Birmânia)

Karenni Independence through Education (KITE)

Khmer Krom

Vietnã

Khmer Kampuchea Krom Federation (KKF)

Khuzistão

Irã

Democratic Solidarity Party of Ahwaz (DSPA)

Molucas do Sul

Indonésia

Governo das Molucas do Sul no Exílio (RMS)

Mon

Myanmar (antiga Birmânia)

Mon Unity League (MUL)

Montagnard

Vietnã

Montagnard Foundation Incorporation (MFI)

Nagalândia

Índia, Myanmar (antiga Birmânia)

National Socialist Council of Nagaland (NSCN)

Turquestão Oriental

República Popular da China

Eastern Turkestan National Congress

Shan

Myanmar (antiga Birmânia)

Shan States Organization (SSO)

Sindis

Paquistão

World Sindhi Congress (WSC)

Taiwan

reclamado pela República Popular da China

Partido Progressista Democrático (DPP)

Talysh

Azerbaijão, Irã

Talysh National Movement

Tibete

República Popular da China

Governo do Tibete no Exílio

Turcomenos do Iraque

Iraque

Iraqi National Turkmen Party (INTP)

Tuva

Rússia

Governo da República de Tuva

Na Europa

Povo

Localização

Entidade(s) representativa(s)

Abhkásia

Geórgia

Governo da República da Abhkásia

Minoria Albanesa na Macedônia

Macedônia

Party for Democratic Prosperity (PPD), Party for Democracy of Albanians in Macedonia (PPDSH)

Bascortostão

Rússia

Governo da República do Bascortostão

Gagaúzia

Moldova

Parlamento da República da Gagaúzia

Minoria Grega na Albânia

Albânia

Demokratic Union of the Greek Ethnic Minority in Albania (OMONIA)

Inkeri

Rússia

Inkeri Liitto

Inguchétia

Rússia

Governo da República da Inguchétia

Komi

Rússia

Komi National Revival Committee

Tártaros da Criméia

Ucrânia

Milli Mejlis (Parlamento)

Calmúquia

Rússia

Movimento do Povo Calmuque (Tenglik)

Mari El

Rússia

Mari Ushem

Rutênia

Ucrânia

Governo Provisório dos Rus' Subcarpatianos

Sandzak

Sérvia, Montenegro

Muslim National Council of Sanjak (MNCS)

Scânia

Suécia

Stiftelsen Skansk Framtid (SSF)

Tatarstão

Rússia

Governo da República do Tatarstão

Circássia

Rússia

International Circassian Association

Chechênia

Rússia

Governo da República Chechena da Ichkéria

Chuváchia

Rússia

Congresso Nacional Chuvache (CNC)

Udmurtia

Rússia

Udmurt Kenesh

Minoria Húngara na Romênia

Romênia

União Democrática dos Húngaros na Romênia (UDMR)

Na Oceania

Povo

Localização

Entidade(s) representativa(s)

Aborígenes da Austrália

Austrália

National Committee to Defend Black Rights (NCDBR)

Bougainville

Papua-Nova Guiné

Governo Autônomo de Bougainville

Havaí

Estados Unidos

Ka Lahui Hawai'i

Maori

Polinésia Francesa

Hiti Tau

Papua Ocidental

Indonésia

Organisasi Papua Merdeka (OPM) e West Papua People's Front (WPPF)




Mais informações: http://www.unpo.org/