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quarta-feira, 22 de julho de 2009

GLOBAL: IPCC to help prepare for short-term climate extremes

JOHANNESBURG, 21 July 2009 (IRIN) - In a significant move, the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), an international body of climate change experts, is set to produce a "how to" manual for policy-makers and disaster officials on managing the risks of extreme weather events and bolstering resilience, to promote adaptation to global warming.

"Years of lobbying the IPCC have finally paid off," said Maarten van Aalst, leading climate specialist at the Climate Centre of the International Federation of the Red Cross and Red Crescent Societies (IFRC).

The IPCC has assessed the long-term impact of climate change. The panel has now acknowledged that measures and policies identified as adaptation in their previous reports had not taken into account the full range of activities that need to be undertaken to reduce the risks of extreme events and disasters.

The special IPCC report, Managing the Risks of Extreme Events and Disasters to Advance Climate Change Adaptation, will provide methods and tools to manage climate risks. It will also provide 25 case studies to show how extreme events and vulnerability interact to result in disasters, with lessons learnt from vulnerable countries such as Bangladesh in Southeast Asia, and others in Southern Africa.

The report is expected to be released in 2011.

Besides integrating adaptation and disaster risk reduction (DRR), which both "aim to reduce the impacts of shocks by anticipating risks and addressing vulnerabilities", van Aalst told IRIN, the IPCC's special report would help agencies like IFRC, which are trying to draw up plans to help communities prepare for extreme weather events, especially in areas where climate change forecasts are uncertain.

He cited IFRC's experience in West Africa, where various climate change projections have predicted increasingly uncertain rainfall. "As forecasts give only probabilities, not certainties", it leaves IFRC disaster managers like those based in Dakar, Senegal's capital, to make "judgement calls to utilize seasonal forecasts to apportion scarce resources".

Countries attending the United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC) conference in Bali, Indonesia, in 2007 recognised the relevance of disaster-risk reduction to advance adaptation.

The IPCC special report is a response to their calls for "enhanced action on risk management and risk reduction strategies, including risk transfer mechanisms such as insurance ... to lessen the impact of disasters on developing countries", said a scoping paper on the forthcoming report by IPCC officials.

Integrating disaster risk reduction and adaptation

"There is significant overlap between DRR and climate change adaptation. However, these agendas have evolved independently until now," wrote van Aalst in a paper he co-authored with Tom Mitchell, a researcher at the Climate Change and Development Centre of the UK-based Institute of Development Studies.


''Some of the world's least developed countries and small island states... view a distinction between adaptation and DRR as "problematic, given their experience of the increased magnitude and frequency of disasters impacting their countries''


DRR deals with the short-term changes in climate variables, such as temperature, but "can be the first-line defence against climate change" and become an essential part of adaptation, which has tended to focus on long-term impacts, van Aalst and Mitchell argued in their paper.

It is a point often made by the DRR community as well as some of the world's least developed countries and small island states, which view a distinction between adaptation and DRR as "problematic, given their experience of the increased magnitude and frequency of disasters impacting their countries".

These nations have regularly asked what "portion of disasters can be attributed to anthropogenic climate change [caused by man] compared to existing climatic variability?, said van Aalst and Mitchell.

In the IPCC scoping paper, the panel's officials acknowledged that reducing vulnerability to climatic variables could improve resilience to the increased hazards associated with climate change.

jk/he

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Carro movido a vento quebra recorde mundial de velocidade

Redação do Site Inovação Tecnológica 03/04/2009

GreenBird, veículo a vela que quebrou o recorde mundial de velocidade entre veículos movidos a vento.

Uma equipe inglesa e o seu GreendBird (pássaro verde) quebraram o recorde mundial de velocidade para carros movidos a vela.

A velocidade máxima alcançada pelo GreenBird foi de 202,9 km/h, pilotado por Richard Jenkins, um dos seus idealizadores. O recorde anterior, pertencente ao norte-americano Bob Schumacher, era de 186 km/h.

Vela sólida

O carro a vela de Jenkins levou 10 anos para ser construído e foi fabricado totalmente em fibra de carbono, pesando 600 quilogramas. As únicas partes metálicas do GreenBird estão nos rolamentos de controle da vela e nas rodas.

Sua única forma de propulsão é uma enorme vela sólida, mais parecida com uma asa de avião na vertical do que com a vela tradicional usada pelos barcos.

Da mesma forma que uma asa de avião é projetada para ter totalmente eficiência no trabalho de forçar o avião para cima, a asa do GreenBird foi projetada para empurrá-lo para a frente, utilizando os mais modernos princípios de aeronáutica e navegação a vela.

Velejando mais rápido do que o vento

Ao contrário dos carros movidos por motores, no caso de um carro a vela uma maior potência não significa maior velocidade. Ou seja, por mais contraintuitivo que possa parecer, o recorde de velocidade do carro movido a vela não é um resultado direto da velocidade do vento.

Nos recordes de veículos a vela, rodando sobre a terra ou sobre o gelo, os fatores mais importantes serão a maximização da sustentação e a minimização do arrasto. Um carro a vela mais eficiente será capaz de passar para o solo a maior força possível do vento a que ele está sujeito.

O resultado é que o GreenBird pode viajar de 3 a 5 vezes mais rápido do que a velocidade do vento, graças à exploração da resultante da velocidade do "vento real" e do movimento do veículo, um fenômeno conhecido como vento aparente.

Links desta notícia

GreenBird
http://www.greenbird.co.uk/

quarta-feira, 27 de maio de 2009

ONU divulga textos para negociação de tratado climático

OSLO - A Organização das Nações Unidas (ONU) avançou em direção a um novo tratado climático nesta sexta-feira, 15, ao divulgar os primeiros textos para discussão a fim de superar as diferenças entre os países ricos com relação à redução nas emissões de gases estufa.

Dois documentos com 68 páginas no total também dispuseram opções sobre assuntos controversos, como energia nuclear, comercialização de emissões, florestas, navegação ou aviação sob um novo pacto da ONU contra o aquecimento global, previsto para ser aprovado em Copenhague em dezembro.

"Isso tem como objetivo fazer avançar o processo de negociação", disse à Reuters por telefone John Ashe, embaixador de Antígua e Barbuda na ONU. Ashe foi quem reuniu os textos como chefe de um grupo da ONU que analisa os futuros cortes nas emissões dos países ricos.

"Há uma diferença enorme entre os diversos números apresentados pelas partes", afirmou ele. "Não será possível agradar a todos. Todos ficarão insatisfeitos com o resultado de Copenhague, mas minha esperança é de que o resultado disso seja bom para o planeta."

Os países em desenvolvimento, que culpam os ricos de provocar o aquecimento global por queimar combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial, pedem por cortes muito maiores do que os planejados pelos governos dos países desenvolvidos, agora atingidos pela recessão.

Uma das sugestões mais radicais pede que os países ricos cortem suas emissões em mais da metade do que era registrado em 1990 até 2018-2022 a fim de deter o aquecimento global, que, segundo o Painel Climático da ONU, provocará o aumento no nível dos oceanos, ondas de calor, enchentes e secas.

O presidente Barack Obama, por exemplo, visa reduzir as emissões dos EUA para os níveis de 1990 até 2020, aproximadamente 14% abaixo dos níveis de 2007.

Um outro texto da ONU - que contará com metas para as emissões mundiais até 2050 e possíveis ações dos países em desenvolvimento liderados por China e Índia - será publicado no dia 18 de maio. Todos os textos serão discutidos na próxima conferência sobre mudança climática da ONU que ocorrerá em Bonn entre 1o e 12 de junho.

terça-feira, 19 de maio de 2009

COP15: Human Health is at Stake

The agreement on greenhouse gas (GHG) emissions in Copenhagen this December will be a pivotal decision determining global public health in the 21st century. Let us not forget that the ultimate impact of all climate change threats to environment, economy and security will be on human health.

Dr Margaret Chan, Director-General of World Health Organization (WHO)
02/04/2009 15:00

I am concerned, however, that policy makers in all sectors are not giving enough attention to these health impacts in their current discussions to curb climate change. Let me be very clear. Business-as-usual decisions would result in far reaching and devastating health consequences, particularly for the poor. Equally important is the fact that placing a strong and equitably distributed cap on GHG emissions will bring major and lasting global health improvements.

The scientific evidence is overwhelming. The warming of the planet will be gradual, but the increasing frequency and severity of extreme weather events – intense storms, heat waves, droughts, and floods – will be abrupt and the consequences are being felt already. Climate scientists once again emphasized at a recent meeting in Copenhagen that the longer we delay in addressing climate change, the greater the risks become. If we delay too long, we risk progressive and unstoppable climate instability that would blight humanity for millennia.

Feasible improvements in environmental conditions could reduce the global disease burden by more than 25%. Reducing GHG from energy consumption and transport systems, for example, would have the added benefit of addressing some major public health issues, including outdoor air pollution (800 000 annual global deaths); traffic accidents (1.2 million annual deaths); physical inactivity (1.9 million deaths); and indoor air pollution (1.5 million annual deaths).

In countries where cars are the predominant means of transport, shifting to more walking and cycling will lower carbon emissions, increase physical activity (which will reduce obesity, heart disease and cancer), reduce traffic-related injuries and deaths and result in less pollution and noise. In countries where solid fuels are the predominant form of household heating and cooking energy, changing to cleaner fuels and getting more efficient stoves will lead to fewer illnesses and deaths related to indoor air pollution.

WHO's Member States highlighted the importance of action to protect health from climate change and realise the benefits to health from reduced emissions in WHA resolution 61.19 2008 and again at the Executive Board meeting in January this year. Countries are seeking greater WHO support in their efforts to assess and address the implications of climate change for health and health systems.

Based on WHO estimates around 150,000 additional deaths now occur in low-income countries each year due to climate change from four climate-sensitive health outcomes – crop failure and malnutrition, diarrhoeal disease, malaria and flooding. Almost 85% of these excess deaths are in young children

WHO and Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) projections indicate that business-as-usual scenarios will affect, in profoundly adverse ways, some of the most fundamental determinants of health: food, air, water. This is what concerns me the most. The earliest and most severe threats from these impacts are to developing countries, where undernutrition is already widespread and health system infrastructures are weak. Climate-sensitive risk factors and illnesses are currently among the most important contributors to the global burden of disease; these include 3.5 million deaths from undernutrition, 2.2 million from diarrhoea, 0.9 million from malaria.

Of major concern to us is the fact that climate change threatens to reverse progress made towards the Millennium Development Goals (MDGs). Poverty cannot be eliminated while climate change exacerbates malnutrition, disease and injury.

The Stern Review (2006) and other economic projections estimate that the costs of unconstrained business-as-usual paths for emissions will be 5% of GDP per year by 2050. Current estimates indicate that, when the costs of the direct and indirect health impacts of climate change are added, costs rise to 11-20% GDP.

Effective measures to reduce greenhouse gas emissions need not prevent substantial economic growth. Importantly, they can save money from not having to cover the health-care costs of climate change related environmental health risks (e.g. respiratory problems caused by air pollution) and lost work time. These savings often match or exceed the costs of tackling the hazard itself.

As we debate these issues let us not forget that, even if greenhouse gas emissions were to stop today, the consequences will be felt throughout this century and beyond. To adapt to these threats health systems will need to be strengthened. All the major studies reach the same conclusion. Countries with robust and inclusive health systems will be best able to withstand the added shocks and stresses of climate change.

Activities that strengthen health capacities in fundamental ways become especially important at a time of global financial crisis and economic downturn. They signal the need to step up health protection, rather than cut it back, as the smartest possible response.

I strongly urge you to use these health arguments as you make policy and investment decisions in the run-up to COP15. The post-Kyoto agreement must ensure that all can share in the health and economic benefits of clean energy, poverty reduction and equitable human development.

Dr Margaret Chan is Director-General, World Health Organization (WHO).

domingo, 17 de maio de 2009

MILÉSIMO POST do BLOG!!!

Esse é o nosso milésimo post, e não poderia ter vindo de uma melhor fonte. Direto do Open Democracy:


Climate Change: politics v reality

Brian Davey

Anthony Giddens' new book The Politics of Climate Change manages the politics and ignores the challenge.

There's a lot of material in Anthony Giddens "The Politics of Climate Change". (Polity Press, Cambridge) Rather than attempting to cover it all, comprehensively, I take up just a few key points.

First of all the overall project is obviously to do a hatchet job on the Green movement. For years green thinkers have been banging on about the limits to growth, about resource depletion, about pumping toxicity into the earth's sinks, about the patent inadequacy and absurdity of GNP as an indicator of welfare, particularly in developed countries. Now, with the rocketing oil and gas prices, at least when the economy is going up, as well as the climate crisis, the world is looking increasingly like the greens said it would.

This creates something of a legitimacy crisis for establishment politicians and compels them to think about what they are going to do about these issues. Enter Lord Giddens.

With breathtaking insouciance Giddens comes along, co-opts great swathes of Green ideas, declares that the study "Limits to Growth" has an "overall emphasis that is now widely accepted", endorses "polluter pay" as a principle while, at the very same time, having the bare-faced cheek to declare the Green movement and its ideas to be quite inadequate to the task of coping with the climate change crisis.

In this regard what he does not like are risk management approaches which concentrate on worst case scenarios; green emphases on localism, de-centralisation and participatory democracy and, of course, he doesn't like a typically green distrust of corporate interests - though he is obliged to acknowledge the existence of greenwash.

Just as his book "The Third Way" provided the ideological clothing for what would otherwise have been a naked New Labour emperor, now Giddens provides a list of new "ideas" for an establishment realpolitik approach to climate change. On the book cover Bill Clinton hails the book as a "landmark".

If you look closely however the "ideas" are either pretty shallow or have already been around a long time. For example, the idea of convergence (hitching action on climate change to energy security, to improving economic competitiveness, to actions to improve social relations in other respects) has been around for ages.

But let's have a look at one or two ideas in particular. Giddens huffs and puffs about risk management. He is right, of course, that the precautionary principle, as a generalisation, does not provide a detailed way of assessing each individual case of potential environmental danger. You have to look at the detail.

But he wants to go further than this. For him there is public policy problem of how to deal with people who say that climate change might be advancing faster than the scientists think. (Or rather the scientists that he prefers to listen to).

In the politics of climate change according to Anthony Giddens there is a Goldilocks path which is neither too alarmist and nor too reassuring which one needs to walk along, inducing the public and business to change its ways, seducing them with the offer of "convergent benefits" that they will also reap if they adopt a lower carbon way of doing thing. This will allow an "ensuring state" to go a little further along a path to achieve that middle range "just right" targets are met.

Now, of course, there is a danger to this complacent vision - this is that the alarmist scenarios requiring tougher targets prove to be closer to the unfolding reality in the climate science. The cosy viewpoint leaves unexplored what happens if the climate science shows a need for more radical measures than what the politicians feel they can deliver with public opinion as it is.

In this circumstance the inclination of Giddens is to attack the messengers bringing the bad climate news rather than squaring up to the scale of the challenge and asking the question: how is the political system going to rise to the challenge? You can see this clearly in the way that Giddens reacts to authors like Fred Pearce of the New Scientist.

In some of his writings Pearce focuses on more alarming scenarios which will "very probably" take place, where he uses the metaphor of Nature taking revenge, of violent and sudden changes.

This causes Giddens to ask what should be the response of public policy "to those who claim that climate change is advancing more quickly than the majority of scientists think. How does Pearce know that 'nature will take revenge' for our influence? What is the force of 'very probably'? Concentrating on worse-case scenarios is rarely, if ever, the best way, to deal with risks. On the contrary, it will provoke exaggerated reactions which paralyse policy rather than furthering it." (p34)

There are three issues here.

Firstly is it, or is it not, true that the latest climate science corresponds to Pearce's metaphors? This is a question about the recent trend in the climate science to emphasise reinforcing feedbacks in the climate system and hence runaway processes. If the science is finding evidence for this then Pearce's metaphors are fully justified. So what is the situation? Certainly some very high profile and well respected climate scientists fully endorse the Pearce viewpoint. Take James Hansen for example:

"The earth's climate is very sensitive to global forcings. Positive feedbacks predominate. This allows the entire planet to be whipsawed between climate states ... Recent greenhouse gas emissions place the earth perilously close to dramatic climate change that could run out of our control with great dangers for humans and other animals" (18th Feb 2007)

It is important to note that when Hansen writes on these topics he does so as part of a group and gets his ideas peer reviewed. It is more than just journalistic rhetoric. Indeed, at the recent science conference at Copenhagen the overall message was that climate has been changing faster than the previous model estimates - in other words that "those who claim that climate change is advancing more quickly than the majority of scientists think" have been right and the scientists are adjusting their thinking accordingly. In a recent New Scientist James Lovelock forsaw a century in which population collapsed to 1 billion people. Inconveniently for Giddens the worst case scenarios are becoming mainstream science.

Second is it true that concentrating on worst case scenarios is "not the best way to deal with climate risks"? A common way of assessing potential dangers if to multiply the probability of something happening, if known, by some measure of the scale of the impact (be it general ‘disutility' or a more specific measure such as potential fatalities). Thus if there is a 50% chance of at least two fatalities (0.5 x 2 = 1) and a 1% chance of 100,000 fatalities (0.01 x 100,000 = 1,000) one definitely would have to look at the worst case scenario. Climate impacts have these enormous magnitudes. The last time the worlds temperature rose by six degrees Celsius 95% of all species became extinct.

There are passages in his book where Giddens writes about "Doomsaying". He describes how people typically overestimate the chance of very low probability events happening - like being the victim of murder. Are these parts of his book, we wonder, intended to leave us with the feeling that worst case scenarios in the climate science may also be very tiny probabilities? If that is Gidden's intention then he is misconceived. In a lecture a year ago Nicolas Stern quoted estimates that there is a 7% probability of temperatures rising more than five degrees Celsius at his chosen stabilisation level for CO2eq of 550ppm, and this is a conservative estimate by more recent standards. Hans Joachim Schellnhuber, Germany's leading climate scientist was recently reported as saying that nothing currently on the political agenda for the Copenhagen climate summit provides more than a 50% chance of even stabilising the climate.

An Australian ecologist called Philip Sutton has expressed these issues more succinctly like this: would we get on a plane which we knew has a 1% chance of crashing? If not then should we not at least be as careful with the planet? All the above is a convoluted way of saying that worst case scenarios should be taken seriously and justify very costly abatement strategies.

But how costly? Giddens warns us against "exaggerated reactions" - presumably meaning policy reactions which would involve risk abatement costs greater than those he assumes that the public (and vested commercial interests?) would be prepared to accept. However, discourses involving the real possibility of extinction are outside of the range of normal political discourse and it would be better to look for the nearest comparable situations to see what societies are prepared to put up when they have to face the truth about desperate survival situations:

Resources allocated to war effort (% of GDP)
1939 1940 1941 1942 1943
UK 8% 31% 41% 43% 47%
Soviet Union 20% 66%



Part of the problem for Giddens appears to be that he does not think it is possible to organise really strong initiatives involving very big costs. In turn this is because he does not believe that any element of compulsion is possible (other than of the sort that we already have, like taxes). Because climate change occurs with a time lag and the public do not experience it fully in the here and now, this make it difficult to motivate them to do enough about it in sufficient time. This idea he baptizes "The Giddens Paradox" after a great man with a seat in the House of Lords.

Unfortunately, "the Giddens Paradox" has the potential to be a self-fulfilling prophecy. If politicians believe it then they will do nothing to challenge public opinion with the climate science. Whether or not it is true can only be tested by a real political experiment in which a responsible political leadership tries to explain the long term nature of this problem to the public and then sees what the public is prepared to put up with by going for policies on the scale and in the time frame necessary, resigning if it cannot push through what is necessary. If the government could face down hostile public opinion to go to war in Iraq, why can they not face down hostile public opinion to "go to war" against climate change?

Without the necessary political will and resolution it seems clear that one of the key "new ideas" invented by Giddens, "the ensuring state", is empty. If Giddens is to be our climate policy adviser we will either get targets that are easy to achieve but which do not really address the gravest dangers, or we will get targets which the state will not actually "ensure" at all. (For example by promising changes in 2050 and meanwhile doing nothing now - so that it will then become impossible to achieve these targets later.)

In fact there are ways that compulsion could be made palatable - it is just that Giddens appears to be too ignorant to know about them. It is, for example, noteworthy that for all his advocacy of "polluter pays" in half a chapter discussing the European Unions Emissions Trading System, Giddens does not notice that the EU ETS is not based on a "polluter pay" principle. The EU ETS is based on a "pay the polluter" system. It was set up that way as a result of regulatory capture - carbon interests took over the system designed to regulate them. Their opposition was bought off. As permits are given out for free to the main polluters the scarcity value of carbon accrues to the polluters. If, however, the carbon revenue were to go directly to the population then we would have an entirely different political dynamic.

Actually an ensuring state would operate like this. It would declare all fossil fuels to be climate-toxic and not to be sold without a permit. It would declare that it was going to phase out their sale as soon as possible. Permits to sell fossil fuels would be denominated in the greenhouse gas content of the fuel when burned. The permits would be limited and subjected to a rapidly declining cap. The permits would have to be purchased. And the revenue from the sales of the permits would go back to the electorate per capita.

Of course, there would still need to be a host of policies to help people cope with and adapt to a rapidly reducing cap - which needs to go rapidly to zero and into measures to take CO2 out of the atmosphere. The policy needs to be supplemented by policies for land use and deforestation - a field which Giddens has absolutely nothing to say about. It needs to be supplemented by policies to withdraw CO2 from the atmosphere. But the cap and share approach here would get the process started - to lock in the gains made in the other policies. It would give teeth to the ideas of an "ensuring state", at least at the start of the process.

However, it requires political will to rise to the challenge posed by the climate science. It is this political will, to push for whatever is necessary, in the time scale that is required, that is just what we don't get from Giddens. For him "climate politics" is a bag of not terribly original ideas with which he walks away from what the climate science seems to be saying, towards what he thinks is achievable. In the space that opens up he suggests that we must simply hope that things turn out for the best. Yet if this uninspiring realpolitik becomes mainstream climate politics, hope is just what it kills.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Another one bites the dust, literally: Bolivia’s 18,000 year-old Chacaltaya glacier is gone

May 8th, 2009

Chacaltaya has disappeared. It no longer exists,” said Dr. Edson Ramirez, head of an international team of scientists that has studied the glacier since 1991.

Like the Wicked Witch of the West, the world is melting — and fast.

The University of Zurich’s World Glacier Monitoring Service reported earlier this year, “The new data continues the global trend in accelerated ice loss over the past few decades.” The rate of ice loss is twice as fast as a decade ago. “The main thing that we can do to stop this is reduce greenhouse gases” said Michael Zemp, a researcher at the University of Zurich’s Department of Geography.

This is all sadly consistent with other recent research (see Another climate impact comes faster than predicted: Himalayan glaciers “decapitated” and AGU 2008: Two trillion tons of land ice lost since 2003 and links below).

And this country isn’t being spared — see “Another climate impact coming faster than predicted: Glacier National Park to go glacier-free a decade early.”

But the story of the week, from the Miami Herald, is Chacaltaya, which means ”cold road” — and like our Glacier National Park, it is gonna need a new name [maybe "not-so-cold cul-de-sac"]:

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pelé, Charles, dalai lama e até sapo fazem alerta climático

LONDRES - O príncipe Charles, da Grã-Bretanha, chamou Pelé, o dalai lama e até um sapo para sua campanha para salvar as florestas e combater a mudança climática.

Os seguidores da iniciativa, que incluem também os atores Harrison Ford, Daniel Craig e Robin Williams, aparecem junto com a animação de um sapo num vídeo divulgado na terça-feira pelo herdeiro da coroa britânica e disponível no site http://www.rainforestsos.org/.

"Robin - comediante, ciclista e tradutor de sapos", diz William, imitando o sapo de animação que ele parece segurar. Os príncipes William e Harry, filhos de Charles, também aparecem segurando o sapo. Outro "convidado especial" é o personagem Caco, o Sapo.

Charles, ambientalista convicto, diz que pretende construir uma comunidade on-line para exigir medidas urgentes em prol das florestas tropicais antes da conferência climática de dezembro em Copenhague.

No vídeo, o príncipe fala da importância das florestas para o clima, e lembra que "elas estão sendo destruídas ao ritmo de um campo de futebol a cada quatro segundos".

"A não ser que as protejamos, certamente perderemos a batalha contra a catastrófica mudança climática", acrescentou.

(Reportagem de Adrian Croft)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

China terá que provar que pode crescer sem destruir meio ambiente, dizem analistas

Rogerio Wasserman

Enviado especial da BBC Brasil a Pequim

Poluição durante as Olimpíadas de Pequim foi teste para autoridades chinesas A degradação ambiental foi um dos resultados do desenvolvimento acelerado da China desde a abertura econômica do país há 30 anos. Mas, para chegar a 2020 como liderança respeitada pelo, a China terá que provar ao resto do mundo que pode se desenvolver sem destruir o planeta.

O país se tornou recentemente o maior emissor mundial de dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global, ultrapassando os Estados Unidos.

O crescimento econômico também multiplicou a demanda do país por energia, grande parte dela altamente poluente. Hoje, a China é o maior consumidor de carvão, forma mais barata, mas também mais poluente, de obter energia.

Com isso, a China queima um quarto de todo o carvão no mundo, e depende dele para mais de dois terços de suas necessidades de energia.

O rápido crescimento também alterou hábitos chineses que terminavam preservando o meio ambiente. Hoje, nas cidades chinesas, as bicicletas perderam seu lugar como principal meio de transporte para os carros. Somente na capital do país, Pequim, a frota de veículos quase triplicou nos últimos dez anos, com mais de mil carros novos chegando às ruas a cada dia.

Alvo dos ambientalistas

Tudo isso fez do país um dos principais alvos dos ambientalistas em todo o mundo, que cobram da China a adoção de um modelo de desenvolvimento que leve em conta a proteção ambiental.

Um dos principais pontos de crítica à China é a relutância do país em se comprometer com metas obrigatórias para a redução de suas emissões de gases do efeito estufa.

Nas discussões para o chamado acordo internacional pós-Kyoto para o combate às mudanças climáticas, a China admite a adoção de metas obrigatórias, mas condiciona isso a metas mais rígidas aos países desenvolvidos.

"A China não é mais um país fechado. Para manter seu crescimento econômico e sua posição como um ator importante no cenário internacional, precisa reconhecer o que os outros países estão dizendo sobre a China", afirma Tom Wang, porta-voz da ONG Greenpeace em Pequim.

Wang diz que o direito dos países em desenvolvimento crescerem deve ser respeitado, mas contesta a noção de que os danos ambientais são inevitáveis em uma economia em expansão como a China.

Segundo ele, o país perde anualmente entre 3% e 5% de seu PIB com os custos provocados pelos danos ambientais.

Danos

Os próprios chineses são as maiores vítimas dos danos ambientais causados pelo desenvolvimento do país.

Segundo dados do Banco Mundial, a China tem hoje 20 das 30 cidades mais poluídas do mundo. A cada ano, mais de 400 mil pessoas morrem em decorrência de doenças relacionadas à poluição.

Muitos dos rios do país estão poluídos por metais pesados, prejudicando o uso da água para irrigação ou contaminando a cadeia alimentar.

Cerca de um terço do território chinês é afetado pela chuva ácida provocada pela poluição, com um impacto direto na produção de alimentos.

O governo da China já começa a agir, principalmente por causa da ameaça que a degradação ambiental traz ao crescimento econômico do país.

As Olimpíadas de Pequim, no ano passado, serviram como uma grande vitrine para o governo chinês tentar mostrar ao mundo que está preocupado com o ambiente.

Todas as construções destinadas às competições contavam com itens como energia solar, mecanismos de captação da água da chuva e outras características "verdes".

Além disso, medidas como limitações às indústrias poluentes e um rodízio de carros que retirou de circulação metade da frota a cada dia, conseguiram o que parecia impossível: céu azul durante as duas semanas de competições.

As medidas adotadas durante as Olimpíadas, apesar de terem tido um alcance limitado, mostraram que o país é capaz de combater seus problemas ambientais se tiver vontade política.

Para o diretor do Banco Mundial na China, David Dollar, o país tem conseguido avanços nessa área, apesar de os problemas que enfrenta ainda serem sérios.

"Se tivéssemos esta conversa há um ano, diria que os problemas ambientais eram o maior desafio que a China enfrentava e a maior ameaça ao crescimento do país no longo prazo", diz.

"O que é menos conhecido, porém, é que tem havido muito progresso no campo ambiental nos últimos dez anos. A China é um dos poucos países do mundo que vem aumentando rapidamente sua cobertura florestal, tem conseguido reduzir a poluição do ar e também a poluição das águas", afirma Dollar.

Se o país conseguir realmente ampliar suas medidas de controle, alterar suas fontes de energia e conter suas emissões de poluentes, poderá até 2020 servir de exemplo para mostrar ao mundo que desenvolvimento econômico e proteção ambiental podem vir lado a lado.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Nanopartículas presentes em produtos causam danos ao meio ambiente

Redação do Site Inovação Tecnológica

03/04/2009 Jingguang G. Chen

Usando micróbios aquáticos como cobaias, cientistas da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, descobriram que as nanopartículas que estão sendo adicionadas aos cosméticos, protetores solares e centenas de outros produtos, causam danos ao meio ambiente.

Produtos com nanotecnologia

Já existem centenas de "produtos nanotecnológicos" no mercado e muitos mais estão prestes a serem lançados. Mas os efeitos das nanopartículas - partículas minúsculas, capazes até mesmo de entrar no interior das células - ainda não foram adequadamente estudados e os cientistas estão correndo contra o relógio para descobrir os seus prováveis impactos sobre a saúde humana, principalmente dos trabalhadores que lidam com elas, e sobre o meio ambiente.

O estudo, conduzido pela Dra. Cyndee Gruden, focou apenas um tipo de nanopartícula - as nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2) - que está sendo utilizado em cosméticos e outros produtos de beleza pessoal, na criação de janelas autolimpantes e em produtos bactericidas.

As nanopartículas de dióxido de titânio bloqueiam os raios ultravioleta da luz solar, sendo eficazes na melhoria das funções desses produtos. Mas, uma vez lavadas da pele ou do material onde estão aplicadas, elas seguem o mesmo caminho de todas as águas servidas, indo parar no meio ambiente.

Resultado desconhecido

"Quando elas entram em um lago, o que acontece? Será que elas entram nos microorganismos ou se ligam a eles? Será que isto poderia matá-los ou é algo inócuo?," pergunta a pesquisadora.

"Estas são questões importantes para determinar os efeitos que as nanopartículas têm no meio ambiente. Hoje, nós realmente não estamos certos das respostas," explica ela, referindo-se à falta de pesquisas exaustivas e a um melhor conhecimento na área.

Impacto veloz

Usando a bactéria Escherichia coli (E. Coli) como cobaia, a Dra. Gruden descobriu grandes reduções na sobrevivência do microorganismo em amostras expostas as concentrações mínimas das nanopartículas de titânio por períodos de menos de uma hora.

A morte das bactérias deu-se por que as nanopartículas danificam a membrana externa dos micróbios.

"A rapidez do impacto me surpreendeu," disse ela. A descoberta abre as portas para pesquisas futuras, incluindo estudos que possam determinar como esses efeitos se dão no meio ambiente. Os estudos da Dra. Gruden foram feitos em laboratório.

Biossensor

Em uma outra pesquisa relacionada, cientistas da Universidade de Utah, desenvolveram um biossensor que poderá ajudar nessas futuras pesquisas de campo - o biossensor emite luz quando entra em contato com nanopartículas presentes no meio ambiente.

O grupo da Dra. Anne Anderson fez alterações genéticas em linhagens de Pseudomonas putida (P. Putida), um micróbio benéfico encontrado no solo, para que os animais emitam luz quando entram em contato com nanopartículas de metais pesados.

"A novidade do biossensor é que nós podemos obter respostas muito, muito rapidamente," disse Anderson, argumentando que os métodos atuais podem levar até dois dias para fornecerem os resultados.

Toxicidade

O grupo de Anderson descobriu que a P. putida não tolera nanopartículas de prata, óxido de cobre e óxido de zinco. A toxicidade ocorre em níveis de microgramas por litro, o que é equivale a duas ou três gotas de água em uma piscina olímpica.

Os produtos com nanotecnologia têm chegado ao mercado com grande apelo para os consumidores, como sendo o estado da arte da tecnologia. Contudo, o público não está ciente desses riscos.

"É trabalho dos cientistas fazer boas pesquisas e deixar que as descobertas falem por si mesmas. E as promessas da nanotecnologia precisam ser melhor avaliadas. Até o momento, não está claro se os benefícios da nanotecnologia superam os riscos associados com a exposição e a liberação das nanopartículas no meio ambiente," conclui a pesquisadora.

Links desta notícia

American Chemical Society
http://portal.acs.org/portal/acs/corg/content

G-20 apoia redução de carbono, mas frustra ambientalistas

Ativistas se queixaram do caráter vago do compromisso dos líderes mundiais contra o aquecimento global.

LONDRES - A cúpula do G20 em Londres frustrou nesta quinta-feira, 2, os grupos ambientalistas que se queixaram do caráter vago do compromisso dos líderes mundiais no combate ao aquecimento global.

Os participantes da cúpula reafirmaram um compromisso anterior de assinar ainda neste ano um novo tratado climático da ONU, algo que o chefe de questões climáticas da entidade global, Yvo de Boer, disse ser útil, embora ele ache que o ideal fosse a adoção de ações concretas.

O objetivo principal da cúpula é buscar saídas para a crise global, o que resultou na promessa de um pacote de 1 trilhão de dólares para salvar a economia mundial e estimular a confiança dos consumidores e empresários.

A respeito das questões ambientais, os líderes reafirmaram um compromisso de 15 meses atrás, relativo à aprovação de um novo tratado que substitua o Protocolo de Kyoto, e resolveram "acelerar a transição" para um modelo econômico de baixa emissão de carbono.

"Ao mobilizar as economias do mundo para reagirem à recessão, estamos resolvidos a ... promover um crescimento com baixo carbono e criar empregos 'verdes', dos quais depende a nossa prosperidade futura", disse o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, na qualidade de anfitrião do encontro.

"Estamos comprometidos a ... trabalharmos juntos para buscar um acordo sobre um regime de mudança climática pós-2012 na conferência da ONU em Copenhague, em dezembro."

Ambientalistas desejavam sinais mais firmes na direção de uma economia mais enxuta, alimentada à base de energia solar e eólica, de modo a evitar uma futura crise climática e uma escassez energética com efeitos ainda piores que os da crise financeira.

"Para fazer a transição para uma economia 'verde' não há dinheiro sobre a mesa, apenas vagas aspirações", disse o diretor-executivo da ONG Greenpeace, John Sauven.

De Boer, da ONU, disse à Reuters que "é sempre útil reiterar o compromisso, melhor (seria) realmente fazê-lo." Ainda assim, qualificou como "bom" o resultado da cúpula. "Este é um bom exemplo das grandes economias do mundo se unindo e desenvolvendo uma compreensão comum."

A cúpula não se destinava a assumir metas para os gastos com o meio ambiente, estimados em até 15% dos atuais planos de recuperação - mas que, segundo os analistas ligados ao setor, deveriam representar 20-50% do total.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Degelo dos Andes ao Ártico pode apressar pacto climático da ONU

Por Alister Doyle

TROMSOE, Noruega (Reuters) - O derretimento acelerado do gelo do Himalaia ao Círculo Polar Ártico é um sinal de alerta para que os governos trabalhem por um novo e forte tratado climático sob a chancela da Organização das Nações Unidas a fim de combater a mudança climática, disse o ex-vice presidente dos EUA Al Gore nesta terça- feira.

"O gelo está derretendo mais rápido do que as piores projeções de apenas alguns anos atrás no Ártico e na Groenlândia", disse Gore, que dividiu o prêmio Nobel da Paz de 2007 com o Painel Climático da ONU, durante conferência na Noruega sobre o degelo.

"O gelo também está derretendo na Antártida Ocidental e em regiões de montanha ao redor do mundo", acrescentou.

Na abertura de um encontro de dois dias com cientistas e oito países do Ártico na cidade de Tromsoe, no norte do país, o ministro das Relações Exteriores norueguês, Jonas Gahr Stoere, acrescentou que o gelo estava desaparecendo da terra ao redor do planeta com o aumento das temperaturas e o aumento do nível dos oceanos.

"Esse é um fenômeno global refletindo o aquecimento global", afirmou ele em uma entrevista coletiva, referindo-se ao degelo em locais como "o Himalaia, os Alpes, os Andes, Kilimanjaro, Groenlândia, Pólo Sul ou Pólo Norte".

Stoere afirmou que ele e Al Gore planejam organizar uma força-tarefa com especialistas para estudar o derretimento e relatá-lo à conferência da ONU em Copenhague em dezembro, na qual deverá ser aprovado um novo pacto climático.

As evidências mais recentes do degelo seriam uma "mensagem de alerta para Copenhague", afirmou ele.

Muitas geleiras estão sofrendo retração, mas até agora a relação entre o degelo nas montanhas nos trópicos e o Ártico não foi suficientemente ressaltado, afirmou.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

BNDES vai investir US$100 mi contra desmatamento amazônico

Quinta-feira, 2 de abril de 2009, 19:03

Até 2015, valor do Fundo da Amazônia pode superar o US$ 1 bilhão, proveniente de doação da Noruega

Eduardo Nunomura, de O Estado de S. Paulo

Cuiabá - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já tem em caixa US$ 110 milhões para gastar em ações que previnam ou reduzam o desmatamento amazônico. Até 2015, esse valor pode superar o US$ 1 bilhão, proveniente de doação da Noruega. E é de olho nessa montanha de dinheiro que pela primeira vez governos, organizações não-governamentais (ONGs) e iniciativa privada começam a falar o mesmo idioma.

O Fundo da Amazônia, criado a partir de doações de países, empresas e até pessoas físicas, deve permitir que a lógica da ocupação ilegal do solo amazônico e a consequente destruição da biodiversidade mude para o modelo de receber para manter a floresta em pé.

Na conferência Katoomba, encerrada nesta quinta-feira, 2, em Cuiabá, o chefe do departamento de gestão do fundo do BNDES, Eduardo Bandeira de Mello, saiu carregado de cartões de visitas. Eram produtores rurais, secretários municipais de ambiente e ONGs interessados em se aproximar do "gerente do banco amazônico". Em quase todos, surgiu a palavra REDD, embora nem todos soubessem bem o que estavam falando.

REDD é a sigla para Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação. Funciona mais ou menos assim: um poluidor do outro lado do mundo poderá compensar suas emissões comprando créditos REDD de quem ainda tem a oferecer. A Amazônia pode ofertar muitos desses créditos. E esse vai ser um dos principais instrumentos de barganha do governo brasileiro nas discussões, que ocorrerão em dezembro em Copenhague, do novo acordo climático que substituirá o protocolo de Kyoto.

"Não estamos pedindo esmola, mas um reconhecimento do esforço que a sociedade brasileira tem feito ao tomar a decisão de reduzir seu desmatamento e seguir com a matriz energética limpa", afirma Paulo Moutinho, coordenador científico do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia. "Não podemos perder a última chance de salvar a Amazônia."

O BNDES recebeu até agora 25 consultas para projetos de REDD, entendidos no sentido mais amplo. Inclui não só ações para redução de desmatamento, mas também programas que ajudem a conservar a floresta. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, por exemplo, deve ser contemplado com verba do Fundo da Amazônia para antecipar o lançamento de dois satélites de monitoramento ambiental.

No noroeste do Mato Grosso, o Instituto Centro de Vida (ICV) elabora com sete prefeituras a criação de um projeto de REDD para uma área de 8,6 milhões de hectares, onde ocorre a maior pressão pelo desmatamento. Segundo o coordenador-adjunto do ICV, Laurent Micol, é imprescindível a formação de um pacto com os municípios e produtores. "Se os produtores reduzirem seu desmatamento, mas só um deles continuar destruindo, não haverá crédito para ninguém", alerta.

"Todo mundo vai ter projetos REDD", afirma Tasso Azevedo, do Serviço Florestal Brasileiro, órgão do Ministério do Meio Ambiente. A partir da próxima semana, ele vai assessorar o ministro Carlos Minc nas discussões do REDD e do Fundo Amazônia. Tasso estava na delegação brasileira na reunião do G-20, em Londres, onde surgiu um consenso mundial de que será preciso doar entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões aos países detentores de floresta tropical pelos próximos dez anos. A parte que caberá ao Brasil deverá ser direcionada para o Fundo Amazônia.

"Os Estados querem participar ativamente desse debate e não é possível que ele seja feito só pelo governo federal", cobrou o secretário de meio ambiente do Pará, Valmir Ortega. Já para a ambientalista Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental, o Brasil saiu na frente com a criação do Fundo Amazônia. Mas ressaltou a importância de que essa enorme quantia de dinheiro chegue aos que estão preservando a floresta. "Não pode ser um método de cima para baixo, tem de ir para os projetos de seringueiros, dos indígenas, das comunidades locais."

Para o engenheiro agrônomo Ricardo Arioli, da Associação de Produtores de Soja do Mato Grosso, os produtores rurais também devem participar da partilha desses recursos. Mas questionou se no futuro, ironicamente, não serão cobrados por preservar em vez de produzir. "Seremos pagos para não aumentar a produção, mas o mundo precisa de mais alimentos. Isso é ético? Não queremos que esta outra acusação recaía sobre nós", disse.

Repórter viajou a convite do Instituto Centro de Vida

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Four Essential Steps to the Copenhagen Agreement

The United Nations Climate Change Conference in Copenhagen this year will be the moment in history when humanity can rise to the challenge and decisively deal with the issue. It is beyond the shadow of a doubt that greenhouse gas emissions must be radically reduced to prevent climate change from sliding into climate chaos.

Yvo de Boer, Executive Secretary of the United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC) 30/03/2009 11:20

In 2007, in Bali, the 192 Parties of the UN Framework Convention on Climate Change committed themselves to launching negotiations on strengthened action against climate change. This process is to culminate in an ambitious negotiated outcome at the end of 2009, which needs to enter into force before January 2013.

This leaves just nine months to conclude one of the most complicated international negotiating processes in the world today. Last year, negotiators developed a better understanding of what they want from the different aspects of the action plan they agreed in Bali, and they gathered ideas and proposals. The political process has now reached a phase at which areas of convergence are emerging. These areas will form the basis of an initial draft agreement, to be presented in Bonn in June.

In order to enter into force around the world before 2013, the Copenhagen agreement must meet the political requirements of all participating countries. For this to happen, clarity on four key political points is needed this year.

First, clarity is needed on ambitious, legally binding emission-reduction targets for industrialized countries. Without such targets, the international community will not take the necessary action to address climate change, and developing countries will not have confidence that industrialized countries are willing to take the lead on solving a problem that they caused.

There are some positive signals in this direction. For example, the European Union has agreed to a climate and energy package with which it will be able to reach its target of a 20% emission reduction over 1990 levels by 2020 (30% if other industrialized countries follow suit. within the United States, President Barack Obama has indicated his intention to achieve an 80% reduction of greenhouse gas emissions by 2050, and to return US emissions to 1990 levels by 2020. Other countries, such as Russia and Japan, will announce their mid-term targets in the course of this year.

Second, clarity is essential on the extent to which major developing countries can undertake nationally appropriate mitigation actions beyond what they are already doing. For many industrialized countries, particularly the US, it will be very difficult to conclude an agreement unless their citizens see that major developing countries are also willing to engage further.

A number of developing countries, such as China, India, Brazil, and South Africa, have already developed national climate change or energy strategies that indicate the extent to which they feel that they are able, given their economic constraints, to address the issue. Many developing countries are coming forward with ideas for further nationally appropriate mitigation measures that they could take.

Third, clarity is essential on financing. The magnitude of action by developing countries will largely depend on the effective delivery of finance and clean technology through international cooperative action. We need to know how significant financial resources will be generated to help developing countries both limit the growth of their emissions and adapt to the effects of climate change.

Some interesting ideas have been floated. For example, industrialized countries have suggested auctioning emission rights and using part of the revenue for international cooperation – something that Germany is already doing. The concept also features in the Liebermann-Warner bill, an example of draft legislation on climate change for the US. Norway has put forward a proposal to monetize a portion of industrialized countries’ emissions budgets, generating revenue for international cooperation.

Emissions trading and market-based mechanisms will continue to play a role. However, the Bali action plan addresses the need for developing countries to adopt nationally appropriate mitigation actions. Because the carbon market cannot be the sole instrument, government-to-government cooperation will be needed as well.

Finally, clarity is essential on the governance structure under the convention. If significant financial resources are to be generated for mitigation and adaptation, developing countries will want a representative say in how that money is to be allocated and spent. The governance structures have to function according to democratic principles, founded on equity.

Many other important concerns will feature in this year’s intense negotiations. But clarity in these four areas will be essential for success at Copenhagen.

Yvo de Boer is Executive Secretary of the United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC).

The above commentary was published as part of an exclusive series of commentaries called "From Kyoto to Copenhagen", published by Project Syndicate, with cooperation from the Danish government.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

WWF critica posição de países ricos em Bonn

A Rede WWF critica a lentidão que marca a reunião preparatória sobre clima, em Bonn, na Alemanha. Para a organização, é preciso estabelecer estímulos econômicos que ajudem na conclusão de um acordo global sobre clima, em dezembro, em Copenhague. A organização entende que um pacote de recuperação, que incluísse o financiamento dos esforços para redução de emissões e a adoção de medidas urgentes de adaptação nos países em desenvolvimento, poderia acabar com o impasse entre as nações que participam das negociações.

"Se as negociações climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) envolvessem um banco em perigo, os bilhões, provavelmente, já estariam sendo despejados no mercado", afirma Kim Carstensen, representante da Iniciativa Global de Clima da WWF. "No entanto, embora as negociações estejam prestes a fracassar, o dinheiro necessário para financiar um novo acordo global de clima ainda não está a caminho. Para garantir o êxito em Copenhague, é preciso obter agora um pacote de recuperação do clima."

Para a WWF, cada país industrializado deve se comprometer com uma parcela anual de um volume total de 145 bilhões de euros, para financiar medidas de adaptação e de redução dos impactos do aquecimento global nos países em desenvolvimento. No cálculo dos ambientalistas, por ano, 100 bilhões de euros seriam destinados à mitigação (inclusive para medidas de redução de emissões oriundas do desmatamento e da degradação florestal), 40 bilhões para ações de adaptação e 5 bilhões para mecanismos de risco e seguro.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Liderança climática dos EUA atrairá China e Índia, diz Obama

LONDRES - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na quinta-feira que os Estados Unidos irão "liderar pelo exemplo" no combate à mudança climática, de modo a ser seguido por grandes países emergentes, como China e Índia.

Falando na cúpula do G20, Obama usou sua estreia no cenário mundial para contrastar as suas políticas com as do seu antecessor, George W. Bush, que rejeitava ações para reduzir as emissões de gases do efeito estufa alegando que os países em desenvolvimento também deveriam fazer sua parte.

"China e Índia (...) justificavelmente se irritam com a ideia de que de alguma forma deveriam sacrificar seu desenvolvimento em prol dos nossos esforços para controlar a mudança climática", disse Obama em entrevista coletiva ao final da cúpula do G20 (grupo de países desenvolvidos e emergentes).

Ele afirmou a jornalistas que havia prometido, durante encontro com o premiê indiano, Manmohan Singh, que os EUA assumiriam a liderança na questão climática.

"Conversamos a respeito... de quão importante é para os Estados Unidos liderar pelo exemplo para reduzir nossa pegada de carbono, de modo que possamos ajudar a forjar acordos com países como China e Índia."

Obama afirmou ainda que países em desenvolvimento, como a China, maior emissor global de carbono, precisam agir a respeito do clima, mas usou um tom ameno, o que pode ser um bom prenúncio para as discussões no âmbito da ONU sobre um novo tratado climático a ser aprovado em dezembro em Copenhague.

"Se a China e a Índia, com suas populações, tivessem o mesmo uso de energia que o norte-americano médio, já teríamos todos derretido a esta altura", afirmou.

A emissão de carbono por fontes industriais e pela queima de combustíveis fósseis é o principal fator humano por trás do aquecimento global. Os países em desenvolvimento dizem que o mundo desenvolvido acumulou sua riqueza ao longo de mais de dois séculos de industrialização, e que por isso cabe às nações ricas agirem primeiro e pagarem a conta pelos cortes nas emissões dos pobres.

Durante a cúpula do G20, os líderes reafirmaram o compromisso com a definição de um novo tratado climático neste ano, e prometeram acelerar a transição para uma economia mais "limpa".

O principal foco do encontro foi a busca de saídas para a atual crise global, o que resultou em uma promessa de 1 trilhão de dólares para estimular a economia mundial.

(Reportagem de Gerard Wynn)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Documentos da ONU com princípios para sustentabilidade

Para orientar as transformações sociais, culturais, políticas, econômicas, institucionais, tecnológicas que permitam pessoas, comunidades e povos ter um mundo ambientalmente saudável, pacifico, justo e seguro, ocorreram nas últimas décadas vários encontros da ONU – Organização das Nações Unidas nos quais seus participantes aprovaram declarações de princípios, acordos internacionais e planos de ações. Entre eles citamos:

  • Declaração da ONU sobre Direitos Humanos (1948)

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  • Declaração da ONU sobre o Ambiente Humano (1972)

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  • Declaração da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992)

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  • Agenda 21

Global

Brasileira

  • Declaração de Joanesburgo e Plano de Implementação (2002).

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No âmbito da sociedade civil surgiram também documentos importantes, como os citados abaixo:

  • Agenda Ya Wananchi (1991)

Acesse o site Oikoumene.net

  • Tratados das ONGs (1992).

Faça um dowload destes documentos no formato PDF:

  • Carta da Terra (2000)

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Rio, Seattle, Davos, Porto Alegre e Joanesburgo: rumos da sociedade civil e globalização
Autor: Rubens H. Born – Vitae Civilis
Ano: 2001

Versão resumida do texto do autor sobre o processo da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, que busca mostrar que a realização da mesma, ocorida em setembro de 2002 em Joanesburgo, é um acontecimento que não pode ser negligenciado pelas lideranças e pelas organizações da sociedade civil. Isso significa variadas posturas: da mera atenção passiva, passando pelo monitoramento sistemático até a participação crítica em mais um processo das Nações Unidas, deflagrado para uma avaliação global e re-afirmação dos compromissos em torno dos princípios e ações do desenvolvimento sustentável.

Palavras Chave: Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (WSSD), Governança, Rio+10, Rio-92 e sustentabilidade.

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Rapid Assessment of Brazilian Response to the IPF Plan of Action
Autores: Vitae Civilis – Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz
Ano: 2000

Este documento em Inglês é parte de uma grande iniciativa de um grupo de ONGs que trabalham com o tema floresta, particularmente com as negociações internacionais. Esta iniciativa atual lida com o monitoramento e a implementação do Plano de Ação (PA) elaborado pelo Painel Intergovernamental de Florestas (PIF), e aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável em 1997. Além do mais, essa iniciativa objetiva contribuir para a 4ª Sessão Intergovernamental do Fórum de Florestas (FIF), que substitui a PIF, com a função de promover diálogo internacional e ações para conservar globalmente florestas, enquanto monitora a implementação do PA e identifica acordos e mecanismos institucionais internacionais.

Palavras Chave: Florestas e desenvolvimento sustentável.

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Reportagens Rio+10 - Cúpula planetária para o desenvolvimento sustentável dez anos após a Eco-92

Matérias publicadas no site Carta Maior em parceria com o FBOMS e o Vitae Civilis, no período de 22 de agosto a 4 de setembro de 2002, sobre a Cúpula de Joanesburgo (Rio+10).

Palavras chave: desenvolvimento sustentável, Agenda 21, Rio+10

Clique para ler todas as reportagens

sexta-feira, 10 de abril de 2009

G-20 não apresenta planos para meio ambiente

As ações anunciadas para enfrentar a crise financeira foram inovadoras, ambiciosas e aplaudidas mundo afora, já para combater o aquecimento global sobrou apenas um discurso breve, vago e sem objetivos.

Ambientalistas previam que o encontro das maiores economias mundiais seria totalmente voltado para a crise financeira. E os líderes reunidos em Londres não desapontaram, realmente foi isso que aconteceu, uma grande estratégia de US$ 1 trilhão para salvar a economia foi anunciada e apenas umas poucas frases perdidas foram dedicadas ao aquecimento global.

O documento final do encontro possui nove páginas e apenas na penúltima delas, em dois itens, aparecem intenções com relação a uma economia de baixas emissões e às mudanças climáticas.

“Nós reafirmamos nosso compromisso para combater a ameaça de uma mudança climática irreversível, baseado no princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas e também para alcançar um acordo na conferência de mudanças climáticas em Copenhague em dezembro”, afirma a declaração final do evento.

O Secretário Executivo da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCC), Yvo de Boer, comentou que as palavras são bonitas, mas ações seriam mais bem vindas. “É sempre útil reiterar um compromisso, mas muito melhor é realmente colocar em prática.”

Já o diretor da ONG WWF, David Norman, disse que uma decisão mais concreta em relação ao clima era altamente improvável, mas mesmo assim havia esperança de que algo fosse anunciado.

“Foi outra oportunidade perdida pelos países mais ricos do mundo. Eles falharam, de novo, em colocar a sustentabilidade no centro dos esforços da reestruturação da economia mundial. Infelizmente os resultados dessa reunião de Londres foram vagos”, afirmou.

Economia verde

Os líderes parecem ao menos estarem chegando à conclusão que uma economia baseada em baixas emissões e em tecnologias limpas pode ser uma saída para a crise.

“Para lutar contra a recessão nós estamos decididos a promover um crescimento baseado em baixas emissões e criar empregos verdes, ações das quais depende nossa prosperidade no futuro”, disse em discurso o Primeiro-Ministro britânico, Gordon Brown.

Segundo o presidente Barack Obama está na hora dos Estados Unidos liderar pelo exemplo, e assim convencer a China, a Índia e outros países em desenvolvimento a se comprometer a assinar o tratado climático que substituirá Quioto em 2012.

“É muito importante que os EUA reduzam suas emissões para que os outros países também o façam. Entendemos o discurso daqueles que dizem que não querem comprometer seu desenvolvimento por causa de problemas gerados pelos ricos e faremos tudo para ajudá-los”, afirmou Obama.

Porém para a WWF já passou da hora dos países pararem de especular sobre as baixas emissões e realmente buscarem esse novo modelo econômico. “Já deveria estar bem claro que as crises climáticas e financeiras estão ligadas, e tentar resolver uma e deixar a outra para depois não tem como dar certo”, disse Norman.

“Nos próximos meses teremos outras oportunidades, por exemplo, a reunião do G8, para concretizar os estímulos financeiros e de comércio para a criação de uma economia verde. O mundo não pode deixar passar essas últimas chances”, concluiu o ambientalista.


(Envolverde/CarbonoBrasil)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

LATEST ROUND OF UN TALKS ON PACT TO COMBAT GLOBAL WARMING WRAPS UP IN BONN

The latest round of United Nations talks aimed at reaching an ambitious new treaty on the reduction of greenhouse gas emissions wrapped up today in Bonn, Germany, having achieved what the world body’s top climate change official called “important” progress.

“Countries have narrowed gaps in many practical areas, for example on how to strengthen action for adapting to the impacts of climate change,” said Yvo de Boer, Executive Secretary of the UN Framework Convention on Climate Change (<"http://unfccc.int/meetings/intersessional/bonn_09/items/4753.php">UNFCCC).

“This is important progress given the very limited time negotiators have to get to an agreed outcome in Copenhagen in December this year,” Mr. de Boer added, referring to the climate change conference at which countries are expected to adopt an agreement to succeed the Kyoto Protocol, whose first commitment period for reducing greenhouse gas emissions ends in 2012.

More than 2,000 delegates from government, business and industry, environmental organizations and research institutions, participated in the Bonn meeting, which began on 29 March and is the first of three sessions planned ahead of the Copenhagen conference.

Negotiations on greenhouse gas emissions reductions to be achieved by industrialized countries after 2012 centred on issues related to the scale of the reductions, improvements to emissions trading and the Kyoto Protocol’s carbon offset mechanisms, as well as concerns relating to land-use change and forestry.

“There have been positive discussions on a range of issues, including on technology cooperation between industrialized and developing countries, as well as on the specificities of reducing emissions from deforestation in developing countries,” noted Michael Zammit Cutajar, Chair of the Ad hoc Working Group on Long-term Cooperative Action under the Convention (AWG-LCA).

Mr. Cutajar added that countries have the opportunity to provide input to the draft for the negotiating text ahead of the next round of talks in June.

“I invite countries to forward their input to the climate change secretariat by 24 April 2009, so that their views on how to shape the text and what to include in the text can be incorporated,” he said.

Some 192 States have signed on to the UNFCCC, the parent treaty of the 1997 Kyoto Protocol, which has 184 parties and legally binds 37 highly industrialized nations and countries transitioning to a market economy to limit and reduce their greenhouse gas emissions.

The objective of both treaties is to stabilize greenhouse gas concentrations in the atmosphere at a level that will prevent dangerous human interference with the climate system.

Apr 8 2009 5:10PM

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ritmo de negociações climáticas desagrada países emergentes

As conversas em Bonn devem levar apenas a novas negociações sobre o texto de um pacto sobre o clima.

GERARD WYNN - REUTERS

BONN, ALEMANHA - Os países em desenvolvimento disseram nesta quarta-feira estar decepcionados com a falta de uma definição sobre as metas de cortes nas emissões de gases estufa dos países industrializados, após 11 dias de conversas patrocinadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a mudança climática.

As conversações envolvendo 175 países, que se encerram em Bonn, na Alemanha, nesta quarta-feira, 8, foram as mais recentes em uma série de encontros prévios com o intuito de estabelecer as bases para um acordo em Copenhague, em dezembro, que substitua ou amplie o Protocolo de Kyoto.

As conversas em Bonn devem levar apenas a novas negociações sobre o texto de um pacto sobre o clima, um resultado decepcionante para os países em desenvolvimento, que terão de esperar pelo menos até junho para um comprometimento dos países ricos.

"Estamos muito decepcionados neste ponto dos acontecimentos", disse à Reuters o embaixador da China para o clima, Yu Qingtai.

"Viemos a Bonn desta vez esperando que finalmente fôssemos focar no mandato central deste grupo de trabalho", afirmou ele, referindo-se à observação das variações dos futuros cortes dos países desenvolvidos. "Há uma falta de interesse muito consistente em se comprometer."

Os países em desenvolvimento esperavam que o encontro de Bonn definisse metas de redução nas emissões para o grupo de países industrializados como um todo.

Mas os países ricos preferiram aguardar os resultados de um debate maior, por exemplo, sobre o quanto suas emissões podem ser compensadas e como contabilizar o efeito do plantio de árvores.

O ritmo das negociações em Bonn também decepcionou ambientalistas e organizações verdes.

"O nível de ambição proveniente de todos os países está muito distante do exigido para limitar o aquecimento a 2 graus Celsius", disse William Hare, do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre o Impacto Climático, referindo-se ao nível de aquecimento considerado pela União Européia como um possível gatilho para uma mudança "perigosa".

Já o Greenpeace qualificou como inadmissível o resultado do encontro sobre o clima e apelou "aos chefes de estado de todo o mundo que se assumam pessoalmente a responsabilidade sobre as negociações pelo clima." A ONG qualificou ainda o papel do Brasil nas negociações como fundamental, pedindo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressione os países desenvolvidos a adotarem metas de redução de emissão.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Obama promete liderar discussão climática; UE mantém cautela

PRAGA - Os Estados Unidos estão prontos para liderar uma discussão na questão das mudanças climáticas, disse o presidente Barack Obama neste domingo, recebendo uma saudação cautelosa dos anfitriões europeus em um encontro em Praga, capital da República Tcheca.

"Juntos, nós precisamos confrontar a mudança climática para dar fim à dependência mundial de combustíveis fósseis, utilizando o poder de novas fontes de energia como o vento e o sol, e apelando a todas as nações para que façam sua parte", afirmou Obama em um discurso para a multidão do lado de fora do castelo medieval de Praga.

"Eu prometo a vocês que os Estados Unidos agora estão prontos para liderar os assuntos neste esforço global."

Obama tomou uma posição mais agressiva em relação ao aquecimento global do que o seu antecessor George W. Bush. Cientistas dizem que o aquecimento é causado pela liberação de gases como o dióxido de carbono.

No mês passado, ele convidou as 16 "maiores economias", incluindo a União Europeia, para fazer parte de um fórum sobre as mudanças climáticas com o objetivo de ajudar a garantir que um pacto da Organização das Nações Unidas sobre o aquecimento global seja alcançado em uma conferência em Copenhague em dezembro.

"Os Estados Unidos serão um parceiro ativo no processo de Copenhague e em outros", disse Obama a 27 líderes da União Europeia no encontro dos EUA com a Europa.

"Nós precisamos não apenas alcançar um acordo entre nós, mas também apresentar os interesses comuns que irão trazer outros países ao diálogo."

Jose Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, disse que os Estados Unidos e a Europa estão agora mais próximos para um acordo nestas questões.

"Nós saudamos os passos tomados pela nova administração norte-americana e o aumento da convergência entre as posições dos europeus e dos Estados Unidos neste assunto", afirmou ele a repórteres após o encontro em Praga, mas acrescentou que há mais coisas a fazer.

"As declarações do presidente Obama são mais claras e mais ambiciosas...vamos trabalhar nisso."

A discussão sobre a mudança climática em Copenhague poderá levar a um novo acordo na luta contra o aquecimento global, substituindo o protocolo de Kyoto.

(Reportagem de Matt Spetalnick)