PARIS - omitê Internacional de Bioética da Unesco (CIB) analisa, a partir desta terça-feira, 28, se a clonagem terapêutica pode se diferenciar da reprodutiva, considerada como "contrária à dignidade humana" pela organização.
Durante dois dias, os 36 analistas internacionais que compõem o CIB, presidido pelo mexicano Adolfo Martínez Palomo, apreciarão os estudos e as diferentes opiniões sobre a questão, informou em comunicado a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
A Declaração Universal sobre o genoma humano e os direitos humanos, aprovada pela Unesco em 1997, considera que a clonagem com fins reprodutivos é uma prática "contrária à dignidade humana".
Cinqüenta países adaptaram este princípio a suas legislações nacionais, mas no meio científico surgem vozes que pedem que a clonagem terapêutica seja tratada de forma diferente.
"A pedido do diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, um grupo de trabalho do CIB começou a refletir sobre esta questão para determinar se os últimos avanços científicos, éticos, sociais, políticos e jurídicos justificam uma nova iniciativa em escala internacional", assinalou a organização.
Na sexta-feira, os analistas do CIB manterão uma reunião conjunta com o Comitê Intergovernamental de Bioética (CIGB), composto por representantes de 36 países-membros
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domingo, 26 de abril de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Unesco debate clonagem humana
2008-10-29
Outra questão em debate prende-se com a responsabilidade social e a saúde
Espera-se declaração que proíba clonagem para fins reprodutivos
A clonagem humana e a possibilidade de elaboração de uma declaração que proíba a clonagem humana para fins reprodutivos vão estar em debate nos próximos dias em Paris, no âmbito da UNESCO. Segundo Ana Sofia Carvalho, que representa Portugal nas discussões, o debate segue-se à aprovação, no ano passado, de um relatório sobre clonagem humana pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade das Nações Unidas.
"A questão é pouco consensual, sobretudo devido à ligação entre a clonagem dita reprodutiva e a não reprodutiva", explicou a directora da Unidade de Bioética da Universidade Católica e assessora do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.
A Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos, em 1997, considerava a clonagem com fins reprodutivos uma prática "contrária à dignidade humana", mas a comunidade científica tem defendido desde então um tratamento diferente para a clonagem terapêutica. Em causa está saber-se se os desenvolvimentos científicos, éticos, sociais, políticos e jurídicos dos últimos anos sobre clonagem humana justificam uma nova iniciativa a nível internacional, ou, em vez disso, o lançamento de uma análise ética e científica da questão da clonagem humana.
Outra questão em debate prende-se com a responsabilidade social e a saúde, na sequência da aprovação da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, em 2005. Trata-se também de um tema bastante complexo, segundo Ana Sofia Carvalho, que elaborará um relatório da reunião para o Ministério da Saúde/Alto Comissariado para a Saúde. E isso porque "vivemos em sociedades multiculturais, com valores muito diferentes e que implicam a uma maior responsabilização da parte dos governos".
Estes temas serão abordados a partir de hoje pelo Comité Internacional de Bioética da UNESCO, composto por peritos independentes, a que se seguirá na sexta-feira uma reunião conjunta com o Comité Intergovernamental de Bioética, constituído por representantes de 36 países membros.
Outra questão em debate prende-se com a responsabilidade social e a saúde
Espera-se declaração que proíba clonagem para fins reprodutivos
A clonagem humana e a possibilidade de elaboração de uma declaração que proíba a clonagem humana para fins reprodutivos vão estar em debate nos próximos dias em Paris, no âmbito da UNESCO. Segundo Ana Sofia Carvalho, que representa Portugal nas discussões, o debate segue-se à aprovação, no ano passado, de um relatório sobre clonagem humana pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade das Nações Unidas.
"A questão é pouco consensual, sobretudo devido à ligação entre a clonagem dita reprodutiva e a não reprodutiva", explicou a directora da Unidade de Bioética da Universidade Católica e assessora do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.
A Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos, em 1997, considerava a clonagem com fins reprodutivos uma prática "contrária à dignidade humana", mas a comunidade científica tem defendido desde então um tratamento diferente para a clonagem terapêutica. Em causa está saber-se se os desenvolvimentos científicos, éticos, sociais, políticos e jurídicos dos últimos anos sobre clonagem humana justificam uma nova iniciativa a nível internacional, ou, em vez disso, o lançamento de uma análise ética e científica da questão da clonagem humana.
Outra questão em debate prende-se com a responsabilidade social e a saúde, na sequência da aprovação da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, em 2005. Trata-se também de um tema bastante complexo, segundo Ana Sofia Carvalho, que elaborará um relatório da reunião para o Ministério da Saúde/Alto Comissariado para a Saúde. E isso porque "vivemos em sociedades multiculturais, com valores muito diferentes e que implicam a uma maior responsabilização da parte dos governos".
Estes temas serão abordados a partir de hoje pelo Comité Internacional de Bioética da UNESCO, composto por peritos independentes, a que se seguirá na sexta-feira uma reunião conjunta com o Comité Intergovernamental de Bioética, constituído por representantes de 36 países membros.
sábado, 21 de março de 2009
Para ONU, anúncio do nascimento de clone não será aceito como fato
da France Presse, em Nova York (EUA)
O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, "não enviará flores" aos raelianos, disse hoje o porta-voz da ONU, Fred Eckhard, após o anúncio do nascimento do primeiro bebê clonado, feito pela empresa Clonaid.
Eckhard afirmou que "na ausência de dados científicos, este anúncio não pode ser aceito automaticamente como um fato".
A aprovação de um texto proibindo a clonagem humana com fins reprodutivos, levantado por França e Alemanha, foi adiada há alguns meses na ONU, por causa da pressão dos Estados Unidos e do Vaticano.
Os Estados Unidos querem incluir na proposta, além da clonagem reprodutiva, restrições também à chamada clonagem terapêutica, isto é, à utilização de técnicas de clonagem para obter células em princípio capazes de proporcionar novos tratamentos para uma série de moléstias.
Ontem, a química Brigitte Boisselier, 46, diretora da empresa Clonaid, anunciou o nascimento do primeiro clone humano, uma menina chamada Eve. Os esforços dos raelianos para clonar um ser humano foram realizados em completo segredo, o que não permite confirmar a veracidade da informação.
O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, "não enviará flores" aos raelianos, disse hoje o porta-voz da ONU, Fred Eckhard, após o anúncio do nascimento do primeiro bebê clonado, feito pela empresa Clonaid.
Eckhard afirmou que "na ausência de dados científicos, este anúncio não pode ser aceito automaticamente como um fato".
A aprovação de um texto proibindo a clonagem humana com fins reprodutivos, levantado por França e Alemanha, foi adiada há alguns meses na ONU, por causa da pressão dos Estados Unidos e do Vaticano.
Os Estados Unidos querem incluir na proposta, além da clonagem reprodutiva, restrições também à chamada clonagem terapêutica, isto é, à utilização de técnicas de clonagem para obter células em princípio capazes de proporcionar novos tratamentos para uma série de moléstias.
Ontem, a química Brigitte Boisselier, 46, diretora da empresa Clonaid, anunciou o nascimento do primeiro clone humano, uma menina chamada Eve. Os esforços dos raelianos para clonar um ser humano foram realizados em completo segredo, o que não permite confirmar a veracidade da informação.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Resenha de Filme - O Clone
Título Original: À Ton Image
Um médico, Thomas (Christopher Lambert), ao tentar ajudar uma motoqueira, Mathilde (Nastassja Kinski), faz bem mais do que isto. Ele se envolve com ela e logo estão casados. Thomas quer um filho dela, mas Mathilde, que já tivera um filho que morrera em circunstâncias trágicas, agora não pode mais ter filhos. Thomas conhece um grande especialista em clonagem e, sem saber, Mathilde acaba tendo uma filha, Manon (Jeanne Buchard), que na verdade é um clone da mãe. Através dos anos os desdobramentos desta experiência têm resultados bastante imprevisíveis.
Um médico, Thomas (Christopher Lambert), ao tentar ajudar uma motoqueira, Mathilde (Nastassja Kinski), faz bem mais do que isto. Ele se envolve com ela e logo estão casados. Thomas quer um filho dela, mas Mathilde, que já tivera um filho que morrera em circunstâncias trágicas, agora não pode mais ter filhos. Thomas conhece um grande especialista em clonagem e, sem saber, Mathilde acaba tendo uma filha, Manon (Jeanne Buchard), que na verdade é um clone da mãe. Através dos anos os desdobramentos desta experiência têm resultados bastante imprevisíveis.
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terça-feira, 17 de março de 2009
China proíbe clonagem terapêutica com células-tronco
da Efe, em Pequim
O Ministério da Saúde chinês impôs uma proibição "temporária" às técnicas de clonagem terapêutica que utilizam células-tronco embrionárias, segundo informa em uma circular publicada em seu site.
De acordo com o comunicado, a proibição entrará em vigor em 1º de maio e afeta a "clonagem terapêutica para uso clínico de células-tronco heterogêneas, genes heterogêneos e células do corpo humano".
A proibição temporária, que não ainda tem data para terminar, também estabelece novas limitações a outro tipo de operações, como as de mudança de sexo e transplantes.
Até agora, a China não tinha imposto limitações de caráter ético ou religioso ao uso da clonagem terapêutica e ao uso de células-tronco, embora nos últimos meses tenha sido proposto investigar técnicas para obter as ditas células a partir da pele, ao invés de embriões.
As poucas limitações tinham permitido o surgimento no país de clínicas que anunciavam revolucionários tratamentos contra doenças degenerativas, o que chegou a levar estrangeiros à China especialmente para se tratar.
O Ministério da Saúde chinês impôs uma proibição "temporária" às técnicas de clonagem terapêutica que utilizam células-tronco embrionárias, segundo informa em uma circular publicada em seu site.
De acordo com o comunicado, a proibição entrará em vigor em 1º de maio e afeta a "clonagem terapêutica para uso clínico de células-tronco heterogêneas, genes heterogêneos e células do corpo humano".
A proibição temporária, que não ainda tem data para terminar, também estabelece novas limitações a outro tipo de operações, como as de mudança de sexo e transplantes.
Até agora, a China não tinha imposto limitações de caráter ético ou religioso ao uso da clonagem terapêutica e ao uso de células-tronco, embora nos últimos meses tenha sido proposto investigar técnicas para obter as ditas células a partir da pele, ao invés de embriões.
As poucas limitações tinham permitido o surgimento no país de clínicas que anunciavam revolucionários tratamentos contra doenças degenerativas, o que chegou a levar estrangeiros à China especialmente para se tratar.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Unesco: comitê discute mudanças nas regras sobre clonagem
O Comitê Internacional de Bioética (CIB) da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) debate até amanhã se as "mudanças espetaculares" produzidas na área científica da clonagem justificam uma reforma da convenção da entidade que trata desta questão, disse nesta quinta seu presidente, Adolfo Martinez Palomo.
"Não podemos ignorar que aconteceram mudanças espetaculares" na clonagem, disse Martinez Palomo, que afirmou que a reunião do CIB iniciada na última terça em Paris pretende definir "se a caixa de Pandora será aberta" e se a Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos, de 1997, será modificada.
Esta declaração da Unesco considera, entre outras coisas, que a clonagem com fins reprodutivos é uma prática "contrária à dignidade humana".
O presidente do CIB confirmou que foi aberto o debate sobre que tipo de experiência deve ser autorizada à luz da experiência em diversos países, mas admitiu que, por enquanto, não há consenso científico sobre se isto justifica introduzir mudanças nos textos da Unesco.
Martinez Palomo afirmou que, em Paris, está acontecendo uma "discussão muito interessante sobre a clonagem" e que ontem foram apresentados os pontos de vista de vários países, como o Brasil, onde se trabalhou notavelmente nos últimos anos.
Também foram conhecidos pontos de vista de outros países como Indonésia e Madagascar, o que, segundo Martinez Palomo, permite enriquecer a discussão, pois a concepção da vida não é a mesma do Ocidente, por exemplo, do que em lugares de cultura muçulmana e na Ásia.
O presidente do CIB contou que, "curiosamente", os países mais avançados estão entre os mais interessados em colocar mais restrições internacionais à clonagem para não se virem adiantados por outros.
Também disse que, "por enquanto", não está nesta instância a questão do "turismo de clonagem", ou seja, o deslocamento de pessoas para vários países para recorrer a alternativas não autorizadas em suas nações de origem.
No entanto, lembrou que há países que têm uma legislação mais flexível na matéria.
Um segundo ponto que concentra o trabalho dos especialistas internacionais reunidos em Paris até amanhã é a saúde e a responsabilidade social para lançar uma mensagem em escala internacional.
"Ainda não encontramos a fórmula para uma recomendação clara" que incida na idéia de que os indivíduos e a sociedade devem ser mais responsáveis sobre práticas de saúde ou sobre comportamentos que afetam diretamente a saúde, como fumar, levar uma vida sedentária ou ter uma alimentação pouco saudável, reconheceu Martinez Palomo.
O princípio de responsabilidade social é abordado na Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, de 2005 e elaborada pela Unesco.
"Não podemos ignorar que aconteceram mudanças espetaculares" na clonagem, disse Martinez Palomo, que afirmou que a reunião do CIB iniciada na última terça em Paris pretende definir "se a caixa de Pandora será aberta" e se a Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos, de 1997, será modificada.
Esta declaração da Unesco considera, entre outras coisas, que a clonagem com fins reprodutivos é uma prática "contrária à dignidade humana".
O presidente do CIB confirmou que foi aberto o debate sobre que tipo de experiência deve ser autorizada à luz da experiência em diversos países, mas admitiu que, por enquanto, não há consenso científico sobre se isto justifica introduzir mudanças nos textos da Unesco.
Martinez Palomo afirmou que, em Paris, está acontecendo uma "discussão muito interessante sobre a clonagem" e que ontem foram apresentados os pontos de vista de vários países, como o Brasil, onde se trabalhou notavelmente nos últimos anos.
Também foram conhecidos pontos de vista de outros países como Indonésia e Madagascar, o que, segundo Martinez Palomo, permite enriquecer a discussão, pois a concepção da vida não é a mesma do Ocidente, por exemplo, do que em lugares de cultura muçulmana e na Ásia.
O presidente do CIB contou que, "curiosamente", os países mais avançados estão entre os mais interessados em colocar mais restrições internacionais à clonagem para não se virem adiantados por outros.
Também disse que, "por enquanto", não está nesta instância a questão do "turismo de clonagem", ou seja, o deslocamento de pessoas para vários países para recorrer a alternativas não autorizadas em suas nações de origem.
No entanto, lembrou que há países que têm uma legislação mais flexível na matéria.
Um segundo ponto que concentra o trabalho dos especialistas internacionais reunidos em Paris até amanhã é a saúde e a responsabilidade social para lançar uma mensagem em escala internacional.
"Ainda não encontramos a fórmula para uma recomendação clara" que incida na idéia de que os indivíduos e a sociedade devem ser mais responsáveis sobre práticas de saúde ou sobre comportamentos que afetam diretamente a saúde, como fumar, levar uma vida sedentária ou ter uma alimentação pouco saudável, reconheceu Martinez Palomo.
O princípio de responsabilidade social é abordado na Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, de 2005 e elaborada pela Unesco.
domingo, 15 de março de 2009
Clonagem reprodutiva divide comunidade internacional
da France Presse, em Nova York
A comunidade internacional permanece dividida a respeito da adoção de uma convenção que proíba a clonagem humana com fins reprodutivos, no momento em que o movimento raeliano anunciou o nascimento de um bebê clonado.
A comissão das Nações Unidas que devia estabelecer os itens da resolução dissolveu-se no final de setembro, em Nova York, Estados Unidos, sem conseguir um acordo sobre o texto proposto por Alemanha e França. A adoção deste texto aceleraria o processo e permitiria que a convenção fosse adotada até o fim de 2004.
O bloqueio oscila entre a oposição dos partidários de uma proibição imediata da clonagem reprodutiva e aqueles que, como Estados Unidos ou o Vaticano, querem que sejam proibidas todas as práticas de clonagem humana, seja com fins reprodutivos ou terapêuticos.
Alguns países que declararam ilegal a clonagem reprodutiva deixaram a porta aberta para a clonagem com fins terapêuticos, pois ela permitiria o tratamento de várias enfermidades até agora incuráveis.
Washington e o Vaticano são os principais defensores desta proibição, porque consideram o embrião como um ser humano. Em pesquisas com embriões, eles podem ser destruídos, como ocorre na retirada de células-tronco.
Ao contrário de outras questões referentes à reprodução humana, como aborto ou controle da natalidade, os dois Estados estão sozinhos em sua oposição.
Para os países islâmicos, por exemplo, o início da vida de um ser humano começa 40 dias depois da concepção --os embriões com fins terapêuticos, fabricados para usar algumas de suas células, são "eliminados" antes desse período.
Trinta países, de Austrália ao Japão, passando pela maioria dos países europeus e a África do Sul, adotaram a legislação que proíbe a aplicação da clonagem reprodutiva. Neste mês, o presidente francês Jacques Chirac pediu à ONU proibir "o mais rápido possível" a clonagem reprodutiva.
O Conselho da Europa adotou um protocolo que proíbe "qualquer intervenção que tenha por fim criar um ser humano geneticamente idêntico a outro ser humano vivo ou morto". Firmado por 29 Estados e ratificado por mais oito, o protocolo entrou em vigor em março de 2001.
Mas, devido à ausência de uma convenção internacional obrigatória, esses países temem ver o aparecimento de "paraísos" onde a prática se desenvolveria.
A comunidade internacional permanece dividida a respeito da adoção de uma convenção que proíba a clonagem humana com fins reprodutivos, no momento em que o movimento raeliano anunciou o nascimento de um bebê clonado.
A comissão das Nações Unidas que devia estabelecer os itens da resolução dissolveu-se no final de setembro, em Nova York, Estados Unidos, sem conseguir um acordo sobre o texto proposto por Alemanha e França. A adoção deste texto aceleraria o processo e permitiria que a convenção fosse adotada até o fim de 2004.
O bloqueio oscila entre a oposição dos partidários de uma proibição imediata da clonagem reprodutiva e aqueles que, como Estados Unidos ou o Vaticano, querem que sejam proibidas todas as práticas de clonagem humana, seja com fins reprodutivos ou terapêuticos.
Alguns países que declararam ilegal a clonagem reprodutiva deixaram a porta aberta para a clonagem com fins terapêuticos, pois ela permitiria o tratamento de várias enfermidades até agora incuráveis.
Washington e o Vaticano são os principais defensores desta proibição, porque consideram o embrião como um ser humano. Em pesquisas com embriões, eles podem ser destruídos, como ocorre na retirada de células-tronco.
Ao contrário de outras questões referentes à reprodução humana, como aborto ou controle da natalidade, os dois Estados estão sozinhos em sua oposição.
Para os países islâmicos, por exemplo, o início da vida de um ser humano começa 40 dias depois da concepção --os embriões com fins terapêuticos, fabricados para usar algumas de suas células, são "eliminados" antes desse período.
Trinta países, de Austrália ao Japão, passando pela maioria dos países europeus e a África do Sul, adotaram a legislação que proíbe a aplicação da clonagem reprodutiva. Neste mês, o presidente francês Jacques Chirac pediu à ONU proibir "o mais rápido possível" a clonagem reprodutiva.
O Conselho da Europa adotou um protocolo que proíbe "qualquer intervenção que tenha por fim criar um ser humano geneticamente idêntico a outro ser humano vivo ou morto". Firmado por 29 Estados e ratificado por mais oito, o protocolo entrou em vigor em março de 2001.
Mas, devido à ausência de uma convenção internacional obrigatória, esses países temem ver o aparecimento de "paraísos" onde a prática se desenvolveria.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Vaticano chama nascimento de clone de "mentalidade brutal"
da France Presse, no Vaticano
O Vaticano condenou hoje o anúncio feito pela química francesa Brigitte Boisselier sobre o nascimento do primeiro bebê clonado, que qualificou de "mentalidade brutal, privada de qualquer consideração ética e humana".
"O anúncio, sem qualquer elemento de prova, já recebeu a condenação moral de uma grande parte da comunidade científica internacional. Porém, o anúncio em si é a expressão de uma mentalidade brutal, privada de qualquer consideração ética e humana", declarou o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro-Valls.
Brigitte Boisselier, presidente da Clonaid, empresa ligada à seita raeliana, anunciou ontem, nos Estados Unidos, o nascimento de Eva, que seria o primeiro bebê clonado da história.
O Vaticano é contra qualquer tipo de clonagem.
O Vaticano condenou hoje o anúncio feito pela química francesa Brigitte Boisselier sobre o nascimento do primeiro bebê clonado, que qualificou de "mentalidade brutal, privada de qualquer consideração ética e humana".
"O anúncio, sem qualquer elemento de prova, já recebeu a condenação moral de uma grande parte da comunidade científica internacional. Porém, o anúncio em si é a expressão de uma mentalidade brutal, privada de qualquer consideração ética e humana", declarou o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro-Valls.
Brigitte Boisselier, presidente da Clonaid, empresa ligada à seita raeliana, anunciou ontem, nos Estados Unidos, o nascimento de Eva, que seria o primeiro bebê clonado da história.
O Vaticano é contra qualquer tipo de clonagem.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Unesco pede proibição da clonagem humana reprodutiva
da Folha de S.Paulo
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) pediu ontem que a comunidade internacional aprove o mais rápido possível um texto condenando a clonagem reprodutiva humana.
O anúncio foi motivado pelo nascimento de um suposto clone humano, a menina apelidada Eva, fabricada por uma firma ligada à seita Movimento Raeliano. "A notícia mostra a urgência para proibir tais experiências, inaceitáveis do ponto de vista ético, já que afetam de forma intolerável a dignidade humana", disse Koichiro Matsuura, diretor da Unesco.
A proibição mundial da clonagem reprodutiva foi discutida pelas Nações Unidas neste ano, mas o consenso entre os países não foi alcançado porque os Estados Unidos e o Vaticano queriam incluir na proibição a clonagem terapêutica, que usa células-tronco de embriões mas não produz bebês.
O japonês Matsuura, que dirige a Unesco desde 1999, condenou "toda pesquisa e prática que pretenda realizar a clonagem humana do ponto de vista reprodutivo" e chamou as ações dos raelianos de "atos criminosos".
"Clone" vai para casa
Nascida em local desconhecido, "Eva" teria voltado para casa ontem com sua mãe, uma americana, disse Brigitte Boisselier, bioquímica francesa que dirige a firma de clonagem, a Clonaid. O propósito da viagem é fazer um teste de DNA que possa provar que o bebê é um clone.
Jornais dos EUA questionaram o fato de que um bebê de quatro dias possa viajar de avião para o país, devido aos riscos para a saúde e à necessidade de um passaporte. "Não sei quem falou de avião e, além disso, ela não viaja necessariamente aos EUA. Só disse que ia para casa."
Um "especialista independente" deve retirar a amostra assim que o bebê chegar ao país com sua mãe, uma americana de 31 anos.
A validade do teste, contudo, já está sendo posta em dúvida por membros da comunidade científica. É que o encarregado de supervisioná-lo, o físico e ex-editor de ciência da rede americana ABC Michael Guillen, tem uma indesejada fama de crédulo.
Guillen já deu destaque a pesquisas pseudocientíficas envolvendo astrologia, capacidade de prever o futuro e de mover objetos com a força da mente.
"Ele é um homem com uma boa educação, mas não é muito esperto", disse James Randi, líder de uma fundação sem fins lucrativos que combate a pseudociência.
A Fundação Randi premiou Guillen em 1998 com o satírico Pigasus Award, dedicado "ao cientista que fez a coisa mais idiota em relação ao oculto, ao sobrenatural ou ao paranormal".
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) pediu ontem que a comunidade internacional aprove o mais rápido possível um texto condenando a clonagem reprodutiva humana.
O anúncio foi motivado pelo nascimento de um suposto clone humano, a menina apelidada Eva, fabricada por uma firma ligada à seita Movimento Raeliano. "A notícia mostra a urgência para proibir tais experiências, inaceitáveis do ponto de vista ético, já que afetam de forma intolerável a dignidade humana", disse Koichiro Matsuura, diretor da Unesco.
A proibição mundial da clonagem reprodutiva foi discutida pelas Nações Unidas neste ano, mas o consenso entre os países não foi alcançado porque os Estados Unidos e o Vaticano queriam incluir na proibição a clonagem terapêutica, que usa células-tronco de embriões mas não produz bebês.
O japonês Matsuura, que dirige a Unesco desde 1999, condenou "toda pesquisa e prática que pretenda realizar a clonagem humana do ponto de vista reprodutivo" e chamou as ações dos raelianos de "atos criminosos".
"Clone" vai para casa
Nascida em local desconhecido, "Eva" teria voltado para casa ontem com sua mãe, uma americana, disse Brigitte Boisselier, bioquímica francesa que dirige a firma de clonagem, a Clonaid. O propósito da viagem é fazer um teste de DNA que possa provar que o bebê é um clone.
Jornais dos EUA questionaram o fato de que um bebê de quatro dias possa viajar de avião para o país, devido aos riscos para a saúde e à necessidade de um passaporte. "Não sei quem falou de avião e, além disso, ela não viaja necessariamente aos EUA. Só disse que ia para casa."
Um "especialista independente" deve retirar a amostra assim que o bebê chegar ao país com sua mãe, uma americana de 31 anos.
A validade do teste, contudo, já está sendo posta em dúvida por membros da comunidade científica. É que o encarregado de supervisioná-lo, o físico e ex-editor de ciência da rede americana ABC Michael Guillen, tem uma indesejada fama de crédulo.
Guillen já deu destaque a pesquisas pseudocientíficas envolvendo astrologia, capacidade de prever o futuro e de mover objetos com a força da mente.
"Ele é um homem com uma boa educação, mas não é muito esperto", disse James Randi, líder de uma fundação sem fins lucrativos que combate a pseudociência.
A Fundação Randi premiou Guillen em 1998 com o satírico Pigasus Award, dedicado "ao cientista que fez a coisa mais idiota em relação ao oculto, ao sobrenatural ou ao paranormal".
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Nasce o primeiro clone humano, diz movimento raeliano
da France Presse, em Miami (EUA)
O primeiro clone humano nasceu ontem, afirmou a química francesa e integrante da seita raeliana Brigitte Boisselier.
Segundo Boisselier, 46, presidente do laboratório Clonaid, uma menina chamada Eve teria nascido de cesárea com 3,1 quilos às 14h55 (horário de Brasília) do dia 26, e suas condições são estáveis. Em novembro, ela disse que uma criança clonada nasceria nos Estados Unidos como cópia genética de sua mãe.
Os esforços dos raelianos para clonar um ser humano foram realizados em completo segredo, o que não permite confirmar a veracidade da informação divulgada por Boisselier.
Segundo a química, o jornalista Michael Guillen será encarregado de conduzir testes com amostras de tecido do bebê e da mulher clonada para confirmar o feito. Os resultados estariam disponíveis em oito ou nove dias.
Os raelianos, que garantem ter 55 mil seguidores em todo o mundo, acreditam que o homem foi introduzido na Terra por seres extraterrestres há 25 mil anos.
O movimento, criado pelo ex-jornalista francês Claude Vorilhon, autodenominado Rael, afirma que a clonagem permitirá ao ser humano obter a vida eterna.
Em novembro, o médico italiano Severino Antinori anunciou em Roma que o primeiro clone humano nasceria no início de 2003.
Discussão
O anúncio provocou ceticismo e indignação na comunidade médica e científica.
O especialista de reprodução Jacques Montaigut, membro do Comitê Nacional Francês de Ética, mostrou-se "indignado" com esse "anúncio duvidoso" e por esta "corrida fantástica em direção à imortalidade, aos bancos de órgãos e aos negócios".
"Precisamos proibir a clonagem reprodutiva em todo o mundo. É uma questão que envolve os direitos humanos", afirmou Montaigut, citando os "riscos inadmissíveis para o bebê".
Os cientistas advertem os perigos observados na clonagem de animais: anomalias no coração, nos pulmões, no sistema imunológico e no fígado, além de obesidade, alto índice de mortalidade antes ou imediatamente depois do nascimento, câncer e envelhecimento precoce.
A clonagem humana é proibida em cerca de 30 países, mas alguns Estados admitem sua utilização para fins terapêuticos, não reprodutivos.
O primeiro clone humano nasceu ontem, afirmou a química francesa e integrante da seita raeliana Brigitte Boisselier.
Segundo Boisselier, 46, presidente do laboratório Clonaid, uma menina chamada Eve teria nascido de cesárea com 3,1 quilos às 14h55 (horário de Brasília) do dia 26, e suas condições são estáveis. Em novembro, ela disse que uma criança clonada nasceria nos Estados Unidos como cópia genética de sua mãe.
| Marc Serato/Reuters |
![]() |
| A química Brigitte Boisselier, diretora da Clonaid |
Segundo a química, o jornalista Michael Guillen será encarregado de conduzir testes com amostras de tecido do bebê e da mulher clonada para confirmar o feito. Os resultados estariam disponíveis em oito ou nove dias.
Os raelianos, que garantem ter 55 mil seguidores em todo o mundo, acreditam que o homem foi introduzido na Terra por seres extraterrestres há 25 mil anos.
O movimento, criado pelo ex-jornalista francês Claude Vorilhon, autodenominado Rael, afirma que a clonagem permitirá ao ser humano obter a vida eterna.
Em novembro, o médico italiano Severino Antinori anunciou em Roma que o primeiro clone humano nasceria no início de 2003.
Discussão
O anúncio provocou ceticismo e indignação na comunidade médica e científica.
O especialista de reprodução Jacques Montaigut, membro do Comitê Nacional Francês de Ética, mostrou-se "indignado" com esse "anúncio duvidoso" e por esta "corrida fantástica em direção à imortalidade, aos bancos de órgãos e aos negócios".
"Precisamos proibir a clonagem reprodutiva em todo o mundo. É uma questão que envolve os direitos humanos", afirmou Montaigut, citando os "riscos inadmissíveis para o bebê".
Os cientistas advertem os perigos observados na clonagem de animais: anomalias no coração, nos pulmões, no sistema imunológico e no fígado, além de obesidade, alto índice de mortalidade antes ou imediatamente depois do nascimento, câncer e envelhecimento precoce.
A clonagem humana é proibida em cerca de 30 países, mas alguns Estados admitem sua utilização para fins terapêuticos, não reprodutivos.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Unesco analisa possibilidade de clonagem humana terapêutica
Unesco analisa possibilidade de clonagem humana terapêutica
Clonagem humana para fins reprodutivos já foi condenada pela ONU, mas cientistas defendem outra modalidade
PARIS - Comitê Internacional de Bioética da Unesco (CIB) analisa, a partir desta terça-feira, 28, se a clonagem terapêutica pode se diferenciar da reprodutiva, considerada como "contrária à dignidade humana" pela organização.
Durante dois dias, os 36 analistas internacionais que compõem o CIB, presidido pelo mexicano Adolfo Martínez Palomo, apreciarão os estudos e as diferentes opiniões sobre a questão, informou em comunicado a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
A Declaração Universal sobre o genoma humano e os direitos humanos, aprovada pela Unesco em 1997, considera que a clonagem com fins reprodutivos é uma prática "contrária à dignidade humana".
Cinqüenta países adaptaram este princípio a suas legislações nacionais, mas no meio científico surgem vozes que pedem que a clonagem terapêutica seja tratada de forma diferente.
"A pedido do diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, um grupo de trabalho do CIB começou a refletir sobre esta questão para determinar se os últimos avanços científicos, éticos, sociais, políticos e jurídicos justificam uma nova iniciativa em escala internacional", assinalou a organização.
Na sexta-feira, os analistas do CIB manterão uma reunião conjunta com o Comitê Intergovernamental de Bioética (CIGB), composto por representantes de 36 países-membros.
Cientistas chineses fazem clonagem manual de porcos
Os cientistas chineses clonaram oito leitões através de um método simplificado, comparado com a clonagem tradicional.
Os leitões nasceram em 30 de agosto por clonagem manual, uma alternativa à operação convencional, que requer de uma equipe de alto custo, disse o cientista do Instituto da Genomía de Beijing (BGI, sigla em inglês) em Shenzhen, Yang Huanming, que desenvolveu a tecnologia para a clonagem manual, durante uma entrevista coletiva.
A clonagem manual, que reduz os gastos e aumenta a eficiência, necessita somente de uma navalha de metal e mãos hábeis.
Yang, também um acadêmico da Academia Chinesa de Ciências, disse que os leitões poderão se reproduzir de forma natural.
Especialistas do BGI praticaram a clonagem manual com cientistas dinamarqueses em 2006. Os especialistas chineses trouxeram a tecnologia em 2007 e atingiram o êxito depois de um ano de esforços.
A clonagem de porcos poderia oferecer órgãos para transplante humano e também é uma forma importante para conservação e melhoria de espécies raras, afirmou.
Clonagem humana para fins reprodutivos já foi condenada pela ONU, mas cientistas defendem outra modalidade
PARIS - Comitê Internacional de Bioética da Unesco (CIB) analisa, a partir desta terça-feira, 28, se a clonagem terapêutica pode se diferenciar da reprodutiva, considerada como "contrária à dignidade humana" pela organização.
Durante dois dias, os 36 analistas internacionais que compõem o CIB, presidido pelo mexicano Adolfo Martínez Palomo, apreciarão os estudos e as diferentes opiniões sobre a questão, informou em comunicado a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
A Declaração Universal sobre o genoma humano e os direitos humanos, aprovada pela Unesco em 1997, considera que a clonagem com fins reprodutivos é uma prática "contrária à dignidade humana".
Cinqüenta países adaptaram este princípio a suas legislações nacionais, mas no meio científico surgem vozes que pedem que a clonagem terapêutica seja tratada de forma diferente.
"A pedido do diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, um grupo de trabalho do CIB começou a refletir sobre esta questão para determinar se os últimos avanços científicos, éticos, sociais, políticos e jurídicos justificam uma nova iniciativa em escala internacional", assinalou a organização.
Na sexta-feira, os analistas do CIB manterão uma reunião conjunta com o Comitê Intergovernamental de Bioética (CIGB), composto por representantes de 36 países-membros.
Cientistas chineses fazem clonagem manual de porcos
Os cientistas chineses clonaram oito leitões através de um método simplificado, comparado com a clonagem tradicional.
Os leitões nasceram em 30 de agosto por clonagem manual, uma alternativa à operação convencional, que requer de uma equipe de alto custo, disse o cientista do Instituto da Genomía de Beijing (BGI, sigla em inglês) em Shenzhen, Yang Huanming, que desenvolveu a tecnologia para a clonagem manual, durante uma entrevista coletiva.
A clonagem manual, que reduz os gastos e aumenta a eficiência, necessita somente de uma navalha de metal e mãos hábeis.
Yang, também um acadêmico da Academia Chinesa de Ciências, disse que os leitões poderão se reproduzir de forma natural.
Especialistas do BGI praticaram a clonagem manual com cientistas dinamarqueses em 2006. Os especialistas chineses trouxeram a tecnologia em 2007 e atingiram o êxito depois de um ano de esforços.
A clonagem de porcos poderia oferecer órgãos para transplante humano e também é uma forma importante para conservação e melhoria de espécies raras, afirmou.
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