terça-feira, 7 de abril de 2009
Obama promete liderar discussão climática; UE mantém cautela
"Juntos, nós precisamos confrontar a mudança climática para dar fim à dependência mundial de combustíveis fósseis, utilizando o poder de novas fontes de energia como o vento e o sol, e apelando a todas as nações para que façam sua parte", afirmou Obama em um discurso para a multidão do lado de fora do castelo medieval de Praga.
"Eu prometo a vocês que os Estados Unidos agora estão prontos para liderar os assuntos neste esforço global."
Obama tomou uma posição mais agressiva em relação ao aquecimento global do que o seu antecessor George W. Bush. Cientistas dizem que o aquecimento é causado pela liberação de gases como o dióxido de carbono.
No mês passado, ele convidou as 16 "maiores economias", incluindo a União Europeia, para fazer parte de um fórum sobre as mudanças climáticas com o objetivo de ajudar a garantir que um pacto da Organização das Nações Unidas sobre o aquecimento global seja alcançado em uma conferência em Copenhague em dezembro.
"Os Estados Unidos serão um parceiro ativo no processo de Copenhague e em outros", disse Obama a 27 líderes da União Europeia no encontro dos EUA com a Europa.
"Nós precisamos não apenas alcançar um acordo entre nós, mas também apresentar os interesses comuns que irão trazer outros países ao diálogo."
Jose Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, disse que os Estados Unidos e a Europa estão agora mais próximos para um acordo nestas questões.
"Nós saudamos os passos tomados pela nova administração norte-americana e o aumento da convergência entre as posições dos europeus e dos Estados Unidos neste assunto", afirmou ele a repórteres após o encontro em Praga, mas acrescentou que há mais coisas a fazer.
"As declarações do presidente Obama são mais claras e mais ambiciosas...vamos trabalhar nisso."
A discussão sobre a mudança climática em Copenhague poderá levar a um novo acordo na luta contra o aquecimento global, substituindo o protocolo de Kyoto.
(Reportagem de Matt Spetalnick)
segunda-feira, 2 de março de 2009
Líderes da UE rejeitam protecionismo para enfrentar crise
BRUXELAS - Os líderes dos países da União Europeia (UE), reunidos neste domingo, 1, em Bruxelas, concordaram que a adoção de medidas protecionistas não deve ser o caminho para enfrentar os efeitos da crise econômica sobre o bloco. "O protecionismo não é a resposta à crise atual", afirmaram os 27 Estados-membros do bloco em comunicado conjunto ao término de uma breve cúpula extraordinária realizada em Bruxelas.
No encontro, prevaleceu o discurso de que os países do bloco precisam se manter unidos para enfrentar as dificuldades financeiras.
Todos prometeram "utilizar ao máximo o mercado único como motor da recuperação para respaldar o crescimento e o emprego", e expressaram publicamente sua "confiança nas perspectivas em médio e longo prazo de todas as economias da UE".
"Houve um consenso quanto à necessidade de evitar medidas protecionistas unilaterais", disse o português José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, o órgão executivo da UE.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, reforçou a mensagem. "Nós enfrentamos a ameaça de uma volta ao protecionismo", disse. "Hoje foi o início de um consenso europeu no tocante a todos esses temas importantes que a comunidade mundial está enfrentando."
A reunião ocorreu depois de o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ter lançado um pacote de três bilhões de euros para as montadoras do país, a fim de garantir que não haverá cortes de vagas de trabalho.
O pacote de Sarkozy gerou temores de que um movimento protecionista nos países-membros possa ameaçar a recuperação do bloco como um todo.
Sarkozy negou acusações de protecionismo, mas disse que, se os Estados Unidos estão agindo para defender suas indústrias, a Europa deveria ter o mesmo direito.
"Nós precisamos de uma Europa sem barreiras, mas também justa", disse Mirek Topolanek, presidente da Republica Checa, que detém a presidência rotativa da UE.
Muitos dos mais recentes membros da UE no centro e no leste da Europa têm sido duramente afetados pela crise financeira.
A Hungria e a Letônia são dois exemplos. Amargando a falta de liquidez no mercado, os dois países já estão recebendo bilhões de euros de um fundo de emergência do bloco.
Os presentes à cúpula de Bruxelas rejeitaram uma proposta apresentada pela Hungria para a criação de um pacote de ajuda de emergência, de US$ 230 bilhões, para ajudar os países do centro e do leste europeu que enfrentam dificuldades.
Comentando o impacto da crise, o primeiro-ministro húngaro, Ferenc Gyurcsany, advertiu que existe o risco de surgir uma nova "cortina de ferro" na Europa - uma referência à fronteira imaginária que dividia os países do bloco comunista dos países da Europa Ocidental durante os anos da Guerra Fria.
Apesar disso, a proposta defendida por Gyurcsany esbarrou na resistência da chanceler da Alemanha, Angela Merkel.
Neutralidade
Os 27 países-membros colocaram em sua declaração uma frase na qual expressam sua "confiança na função da Comissão como guardiã dos tratados", ou seja, em sua capacidade para examinar com neutralidade a ajuda a todos.
Cinco países ainda esperam pelo sinal verde da CE a seus respectivos planos de ajuda para o setor automobilístico.
A CE também está antecipando 11 bilhões de euros dos fundos estruturais que tinha previsto desembolsar até 2013. Desse valor, 7 bilhões serão para os novos Estados-membros.
(Com EFE)
Texto atualizado às 19h20
BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Oxfam critica proposta européia para novo acordo climático
"A menos que os países em desenvolvimento vejam dinheiro sobre a mesa, existe o risco de que saiam da mesa de negociações", adverte a Oxfam.
Segundo a organização, "parece que a Comissão quis ir a favor dos países membros, aqueles que espera-se que sintam-se relutantes de colocar dinheiro sobre a mesa, preocupados como estão pelo impacto da recessão."
Oxfam recorda que há um ano, a UE fixou um mínimo para as negociações ao propor uma redução entre 20 e 30% das emissões de efeito estufa, mas agora não estabelece um objetivo para financiar os cortes que deverão ser adotados também pelos países em desenvolvimento.
A Oxfam calcula que sejam necessários pelo menos US$ 38 milhões para financiar a adaptação dos países pobres a essas reduções e à Europa correspondem pelo menos US$ 12 milhões dessa cifra.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Cooperação entre UE e OTAN
Paris, 4 fev (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, consideram hoje que a colaboração entre a União Europeia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em matéria de defesa "não está à altura do esperado" e apostam em "uma autêntica cooperação fundada sobre a necessária complementaridade".
"Em nossa opinião, o acordo estratégico entre Otan e UE não está à altura de nossas esperanças, devido aos desacordos persistentes entre certas nações. Pensamos que isso deve evoluir", afirmam os dois líderes em uma coluna conjunta publicada no site do jornal francês "Le Monde".O que chamam de "autêntica cooperação" entre UE e Otan em defesa é uma das prioridades que Sarkozy e Merkel estabelecem para a reforma da Aliança Atlântica por ocasião do 60º aniversário de sua criação.
O texto dos líderes diz que França e Alemanha aguardam "um novo conceito estratégico" da Otan, que deve ter "novas orientações e ser transformada de forma crível".
"Frente aos riscos do século XXI, é necessário reforçar a colaboração transatlântica de segurança e defesa e adaptá-la aos novos desafios", assinalam.
Para isso, Sarkozy e Merkel acham que os Estados Unidos e a UE devem "analisar juntos as situações, tomar decisões comuns e colocá-las em andamento em colaboração", o que é "contraditório" com "decisões unilaterais".
Os dois líderes consideram o programa nuclear iraniano "o maior desafio" da história do tratado de não-proliferação. Ambos se dizem determinados a impedir "o acesso do Irã ao armamento nuclear porque isso seria uma grave ameaça para a paz mundial".
Segundo Sarkozy e Merkel, a chegada de Barack Obama à Casa Branca "está já marcada por novas ações em matéria de política externa e de segurança" e estão convencidos de que "a colaboração euro-atlântica em segurança permitirá que enfrentem juntos riscos e ameaças".
"Trabalhando em um espírito de confiança, com vontade e coesão, construiremos, se não o melhor dos mundos, um mundo no qual progredirão a paz e a segurança para todos", concluíram
domingo, 1 de fevereiro de 2009
UE disposta a participar de missão de paz no Oriente Médio
Após encontro em Bruxelas, nesta segunda-feira (17/07), a União Européia declarou estar, em princípio, disposta a participar de uma missão no Oriente Médio, junto às tropas de paz da ONU. O ministro finlandês das Relações Exteriores, Erkki Tuomioja, anunciou que, já nesta terça-feira, conversará com o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, sobre o assunto. Tuomioja declarou: "Tenho confiança de que a União Européia e seus países-membros, que no passado participaram de missões de tipo, estarão prontos a agir, se as condições para tal forem criadas".
Sob o comando das Nações Unidas, os líderes da União Européia se esforçam para encontrar uma solução diplomática para o conflito armado no Oriente Médio. Previamente a uma visita do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, a Bruxelas nesta segunda-feira, os ministros do Exterior dos 25 países-membros se reuniram para avaliar sua postura em relação à crise entre Israel e o grupo guerrilheiro libanês Hisbolá.
O ministro finlandês do Exterior, Erkki TuomiojaO ministro finlandês das Relações Exteriores, Erkki Tuomioja, que recentemente assumiu a presidência do Conselho da UE, pediu a todos que apóiem os recentes esforços diplomáticos da ONU. Muitos dos presentes disseram temer que o conflito venha a se expandir na região.
Israel: defesa, mas com limites
No documento apresentado, Israel é intimado a "não agir de maneira desmedida" e a respeitar o Direito Humanitário Internacional. "Medidas injustificadas só piorarão o círculo vicioso de violência e retaliação", consta, embora a UE reconheça as preocupações de Israel e seu direito à autodefesa.
Merkel (dir.) e Blair no encontro de cúpula da UE em São PetersburgoA UE condenou igualmente o seqüestro dos dois soldados israelenses e exigiu sua libertação imediata e incondicional pelo Hisbolá, assim como a suspensão dos bombardeios a cidades israelenses. A UE espera também que o Líbano faça o que puder para manter seu território sob controle e evitar ataques terroristas a Israel.
Recém-chegado de Beirute, o encarregado de Política Externa e Segurança Comum da União Européia, Javier Solana, assegurou que o governo do primeiro-ministro libanês Fuad Siniora merece todo apoio.
"O importante é que esse conflito não se espalhe pela região", disse o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank Walter Steinmeier – preocupação que foi compartilhada por seus homólogos europeus. "Se isso continuar assim por mais um ou dois dias, o conflito poderá tomar conta de toda a região", teme Jean Asselborn, de Luxemburgo.
Líder Hisbolá Hassan Nasrallah fala na TV, enquanto mísseis israelenses destroem infra-estrutura libanesaTambém o chefe da diplomacia sueca, Jan Eliasson, lembra que o conflito põe em risco não só a população e o governo libanês, mas a estabilidade de toda a região. O finlandês Tuomioja advertiu ainda que "lá se encontram milhares de cidadãos europeus".
No entanto, Tuomioja eliminou as esperanças de que a UE pudesse contribuir com uma rápida solução do conflito.
G8 propõe envio de tropas de estabilização
Annan elogiou a reivindicação feita pelo G8, o grupo composto pelos sete maiores países industrializados do mundo e a Rússia, de que fossem enviadas tropas internacionais de estabilização para controlar a região fronteiriça entre Israel e o sul do Líbano.
Para o premiê britânico, Tony Blair, isso ajudaria a amortizar os conflitos, que, segundo ele, "não cessarão se não criarmos as condições necessárias". Na sua opinião, a escalada da violência na região "não é um mero acaso".
No domingo (16/07), os chefes de Estado e de governo do G8 conclamaram Israel, o grupo guerrilheiro libanês Hisbolá e o palestino Hamas a cessar fogo, em uma declaração que, segundo a chanceler federal alemã, Angela Merkel, "foi de extrema importância".
França considera ataques "aberrantes"
Chirac e MerkelO presidente francês, Jacques Chirac, também aprovou a solução apresentada pelo G8 e enviou o primeiro-ministro Dominique de Villepin à região como intermediador. "Não haverá solução, se Israel e Líbano não se comunicarem", disse.
Antes do encontro de ministros em Bruxelas, Chirac condenara os ataques israelenses como "violentos e aberrantes" e cobrara medidas diplomáticas urgentes para agilizar o cessar-fogo. Para ele, os ataques criaram uma "situação dramática" que implicará esforços custosos de reconstrução da infra-estrutura no Líbano, além de terem afetado a população civil.
Segundo o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, "pela primeira vez, começamos a nomear claramente as causas do conflito, ou seja, as atividades terroristas do Hisbolá".
Israel, no entanto, alerta que ainda é cedo para avaliar a possibilidade de tropas internacionais monitorarem a fronteira meridional do Líbano. "Por enquanto, queremos ter certeza de que o Hisbolá não ultrapassou nossa fronteira setentrional", disse o porta-voz do governo.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Acordo detalha missão de monitores internacionais na crise do gás
O objetivo do mecanismo de observação será facilitar o trânsito de gás natural fornecido pela Gazprom a seus clientes na UE, assinala o documento com os termos estipulados, divulgado pela Comissão Européia (CE).
A criação do sistema de observação tem "efeito imediato" e os observadores começarão "imediatamente" a supervisionar o trânsito de gás através da Ucrânia.
O grupo de observadores será formado por até 25 pessoas de cada uma das partes, e seu trabalho será recolher dados sobre o fluxo de gás em pontos-chave de Rússia e Ucrânia.
As três partes garantem "o acesso completo e sem restrições" a todos os pontos relevantes para o controle do fluxo, especialmente os armazéns subterrâneos e estações de medição na Ucrânia, assinala o texto.
Os monitores internacionais também estarão presentes nos países da UE que fazem fronteira com a Ucrânia, e deverão ter acesso à informação necessária para conhecer o fluxo de gás russo através do território ucraniana com destino ao bloco.
A informação recolhida pelos observadores será transmitida em tempo real às autoridades competentes em Bruxelas, Kiev e Moscou.
O documento estabelece que as autoridades ucranianas e russas facilitarão o trabalho dos monitores, e que o custo de suas atividade será pago pela parte que representam.
Os observadores serão enviados pela CE, os ministérios de Energia da Rússia e Ucrânia, as empresas Gazprom (russa) e Naftogaz (ucraniana), e por 12 companhias de 11 países, nove deles membros da UE (França, Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, Áustria, Itália, Hungria, Bulgária e Grécia), além de dois extracomunitários (Noruega e Moldávia)
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
UE fará reunião com autoridades russas sobre fornecimento de gás
MOSCOU/KIEV (Reuters) - A União Européia programou conversações com a Rússia para pressionar por uma resolução rápida de uma disputa com a Ucrânia que vem prejudicando o fornecimento de gás a países do sul e leste da Europa, que enfrentam temperaturas geladas.
A empresa russa que detém o monopólio do gás no país, Gazprom, cortou o suprimento de gás à Ucrânia em 1o de janeiro, devido a uma disputa sobre dívidas e preços que não dá sinais de chegar ao fim.
A iniciativa preocupa alguns países europeus, que recebem um quinto de seu gás de gasodutos que atravessam a Ucrânia.
Uma missão de investigação de fatos da UE vai se reunir com representantes da Gazprom na terça-feira, apesar de não haver perigo imediato aos consumidores da UE decorrente da disputa, disse um porta-voz da Comissão da UE.
A Comissão disse que a reunião acontecerá numa capital européia, mas o local ainda não foi confirmado.
"Como somos o mercado principal para o gás russo ... temos interesse evidente em pressionar as partes para chegarem o mais rapidamente possível a um acordo que seja definitivo", disse Johannes Laitenberger.
Empresas de energia disseram que os problemas no fornecimento de gás, que já tinham atingido a Turquia, Polônia, Romênia, Bulgária e Hungria, chegaram à Croácia e à Grécia na segunda-feira.
Um representante da empresa de gás grega DEPA disse à Reuters: "Fomos informados hoje de que vamos receber apenas 4 milhões de metros cúbicos de gás natural da Rússia, quando havíamos pedido 6 milhões de metros cúbicos."
Na República Tcheca, que ocupa a presidência rotatória da UE, o fornecimento de gás diminuiu no fim de semana, mas voltou ao normal na segunda, de acordo com a principal fornecedora do país.
A disputa do gás, que espelha outra crise semelhante de três anos atrás que prejudicou o fornecimento à Europa via Ucrânia, ameaça os laços de Moscou com o Ocidente, já sob tensão devido à guerra de Moscou com a Geórgia em agosto.
O Kremlin se opõe há muito tempo à ambição da Ucrânia de ingressar na Otan, e alguns políticos ocidentais enxergam paralelos entre o conflito na Geórgia e o tratamento dado pela Rússia à Ucrânia.
O executivo-chefe da Gazprom, Alexei Miller, vai se reunir na segunda-feira com o premiê russo, Vladimir Putin, para discutir a disputa, disse uma porta-voz do governo.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
União Européia impõe novas sanções ao Irã por programa nuclear
08/08/2008
da Efe, em Bruxelas
A União Européia (UE) aprovou novas sanções ao Irã, principalmente na área econômica, dentro do marco estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas) para punir o país por seu programa nuclear.
A decisão, divulgada nesta sexta-feira, amplia as restrições estipuladas pelos 27 países-membros do bloco anteriormente e fará com que as nações da UE limitem o apoio público a empresas européias que façam comércio com o Irã.
Além disso, os Estados-membros supervisionarão mais cuidadosamente os grupos financeiros que têm acordos com bancos iranianos, especialmente com o Saderat.
A decisão também representa a imposição de novas inspeções em aviões e navios que viajem para o Irã ou que venham do país, especialmente os das companhias Iran Air Cargo e Islamic Republic of Iran Shipping Line, para assegurar que não serão introduzidos produtos de contrabando no país.
As sanções introduzem na UE as restrições incluídas na resolução 1.803 do Conselho de Segurança da ONU, que foi aprovada em 3 de março, e endurecem as punições vigentes com base em medidas anteriores estipuladas nas Nações Unidas.
Desde junho, as entidades bancárias iranianas não podem realizar atividades econômicas na UE, devido às sanções do bloco.
Além disso, várias pessoas envolvidas nos programas iranianos de enriquecimento nuclear e desenvolvimento de mísseis balísticos estão proibidas de entrar nos países do bloco.
Na última quarta-feira (6), os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China) e Alemanha concordaram em promover novas sanções contra o Irã diante da recusa deste país em abandonar o programa nuclear.
As potências do grupo consideram que Teerã não ofereceu uma "resposta clara" a sua proposta de incentivos para descartar o projeto atômico.
O plano apresentado por estes países oferecia ao Irã entrar em um período de pré-negociação de seis semanas, durante o qual poderia continuar com a atividade nuclear ao nível atual, mas se comprometeria a não colocar novas centrífugas em funcionamento.
Em troca, os países negociadores não adotariam novas sanções contra o Irã e, depois disso, as negociações passariam a uma outra fase, de discussões formais, durante as quais Teerã aceitaria encerrar seu programa nuclear.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Presidente turco acredita que país pode entrar na UE em 7 anos
"Acho que, uma vez que tenhamos acabado o processo de negociação - pode ser que em cinco, seis ou sete anos, não sei, depende também de nós -, teremos uma Turquia muito diferente da de hoje, e estou convencido de que, então, os membros da UE compreenderão que a Turquia é um triunfo para a União", destacou Gül.
Ele assegurou que o país fez "reformas verdadeiramente radicais" e elogiou o processo de modernização na nação, na qual está convencido de que "o germe de um golpe de Estado não está à ordem do dia", coincidindo com o julgamento da rede ultranacionalista Ergenekon.
O grupo é acusado de tentar criar o caos à base de assassinatos políticos e buscar justificar, assim, um golpe de Estado militar contra o Governo islâmico moderado de Recep Tayyip Erdogan.
Em relação à crise financeira, o presidente advertiu de que este "será, sem dúvida, um dos principais problemas econômicos deste século", porque "é a primeira crise do mundo globalizado".
Gül defendeu uma segunda conferência de Bretton Woods para "criar uma nova ordem econômica mundial", e afirmou que a crise pode afetar o comércio mundial, que se desaceleraria, e também pode causar o retorno das práticas protecionistas
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Enquanto isso, em Moscou...
Ameaçada de sofrer sanções, Rússia provoca os Estados Unidos
33 minutos atrás
MOSCOU (AFP) - O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, acusou nesta quinta-feira os Estados Unidos de terem fabricado o conflito na Geórgia, com o objetivo de favorecer sua política interna, no momento em que possíveis sanções contra Moscou são mencionadas pela União Européia.
O primeiro-ministro russo Vladimir Putin afirmou que o conflito desencadeado pela Geórgia na república separatista da Ossétia do Sul havia sido orquestrado por Washington.
"O fato é que os cidadãos americanos estavam realmente na área de conflito durante o período de hostilidades. Deveriam admitir que só poderiam fazê-lo seguindo as ordens diretas de seus líderes", disse Putin.
"Então, atuaram seguindo estas ordens, fazendo o que lhes foi recomendado, e a única pessoa que pode ter dado estas ordens foi seu líder", acrescentou.
"Se eu entendi bem, isso permite pensar que alguém nos Estados Unidos criou esse conflito especialmente para que a situação piore e para dar uma vantagem em favor de um dos candidatos (...) à eleição presidencial (americana)", acrescentou em referência velada ao republicano John McCain.
A Casa Branca rechaçou a acusação de Putin, considerando-a "não racional".
Um alto funcionário militar russo acusou a Geórgia de continuar a "enviar" forças militares para a Ossétia do Sul e de restabelecer a capacidade de combate de suas forças com a ajuda de países estrangeiros.
Os Estados Unidos, que anunciaram uma revisão des suas relações com a Rússia, evocaram uma possível anulação de seu acordo bilateral de cooperação nuclear civil, considerando qualquer anúncio como prematuro.
Já a presidência francesa da União Européia mencionou pela primeira vez desde o início da crise georgiana a possibilidade de sanções contra a Rússia, na perspectiva da reunião extraordinária da UE que será realizada na segunda-feira em Bruxelas.
"Sanções serão discutidas, assim como outros meios", declarou o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner. A UE, entretanto, parece dividida em relação a essa questão e suas opções são limitadas.
Essas ameaças, ao que parece, impressionaram pouco o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, que ironizou afirmando que a União Européia estava "simplesmente irritada" com as decepções da Geórgia, "queridinha" do Ocidente.
Ele fez essa declaração durante a reunião de cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), em Douchanbé, onde a Rússia recebeu um apoio não muito firme da China e de outros aliados asiáticos, após a sua decisão de reconhecer as repúblicas separatistas georgianas.
Os seis países da OCS - Rússia, China, Cazaquistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Quirguistão - declararam que apóiam "o papel ativo da Rússia nas operações de paz e cooperação na região".
A Organização de Xangai se manteve muda em relação à questão da independência dos dois territórios pró-russos e insistiu sobre a necessidade de se "preservar a unidade dos Estados e sua integridade territorial", já que a própria China enfrenta ameaças separatistas.
Já o presidente bielo-russo Alexandre Loukachenko, fiel aliado de Moscou, declarou que a Rússia "não tinha outra escolha" a não ser reconhecer as duas repúblicas, com seu embaixador em Moscou levando a crer que Minsk poderá fazer o mesmo em breve.
Belarus se tornaria então o primeiro país, depois da Rússia, a reconhecer a Ossétia do Sul e a Abkházia.
O presidente russo, Dmitri Medvedev, muito criticado pelos ocidentais, se disse "seguro" de que a "posição unida dos Estados-membros da OCS teria uma repercussão internacional".
Em um novo desafio aos Estados Unidos e a seu projeto de escudo antimísseis, a Rússia anunciou a realização bem-sucedida de um teste com um míssil Topol, capaz de enganar uma defesa antimísseis.
Por sua vez, o presidente George W. Bush anunciou nesta quinta-feira que entregará 5,75 milhões de dólares para ajudar a Geórgia a arcar com as "necessidades mais básicas dos refugiados" do conflito com a Rússia.
Ainda nesta quinta-feira, o Parlamento da Geórgia conclamou o governo a cortar relações diplomáticas com a Rússia por sua "ocupação do território georgiano".
segunda-feira, 17 de março de 2008
Energia Renovável
quinta-feira, 13 de março de 2008
Notícias Mais Ortodoxas III
Negociação de adesão da Croácia a UE poderá terminar em 2009
BRUXELAS, 13 Mar 2008 (AFP) - A Croácia poderá concluir com êxito suas negociações de adesão à União Européia em 2009, informou nesta quinta-feira o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, ao citar pela primeira vez uma data concreta para o final desse processo.
"Tenho plena confiança de que será possível concluir as negociações no ano que vem, de preferência antes do final do mandato desta Comissão", ou seja, antes de novembro de 2009, declarou Durão Barroso em uma entrevista coletiva à imprensa ao lado do primeiro-ministro croata, Ivo Sanader.
Se as negociações forem efetivamente concluídas em 2009, a Croácia poderá ingressar na UE em 2010, tornando-se desta forma o segundo país da antiga Iugoslávia (depois da Eslovênia) a entrar no bloco europeu.
abd-mar/dm
URL:http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL348902-5602,00.html
