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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Cooperação entre UE e OTAN

Paris, 4 fev (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, consideram hoje que a colaboração entre a União Europeia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em matéria de defesa "não está à altura do esperado" e apostam em "uma autêntica cooperação fundada sobre a necessária complementaridade".

"Em nossa opinião, o acordo estratégico entre Otan e UE não está à altura de nossas esperanças, devido aos desacordos persistentes entre certas nações. Pensamos que isso deve evoluir", afirmam os dois líderes em uma coluna conjunta publicada no site do jornal francês "Le Monde".

O que chamam de "autêntica cooperação" entre UE e Otan em defesa é uma das prioridades que Sarkozy e Merkel estabelecem para a reforma da Aliança Atlântica por ocasião do 60º aniversário de sua criação.

O texto dos líderes diz que França e Alemanha aguardam "um novo conceito estratégico" da Otan, que deve ter "novas orientações e ser transformada de forma crível".

"Frente aos riscos do século XXI, é necessário reforçar a colaboração transatlântica de segurança e defesa e adaptá-la aos novos desafios", assinalam.

Para isso, Sarkozy e Merkel acham que os Estados Unidos e a UE devem "analisar juntos as situações, tomar decisões comuns e colocá-las em andamento em colaboração", o que é "contraditório" com "decisões unilaterais".

Os dois líderes consideram o programa nuclear iraniano "o maior desafio" da história do tratado de não-proliferação. Ambos se dizem determinados a impedir "o acesso do Irã ao armamento nuclear porque isso seria uma grave ameaça para a paz mundial".

Segundo Sarkozy e Merkel, a chegada de Barack Obama à Casa Branca "está já marcada por novas ações em matéria de política externa e de segurança" e estão convencidos de que "a colaboração euro-atlântica em segurança permitirá que enfrentem juntos riscos e ameaças".

"Trabalhando em um espírito de confiança, com vontade e coesão, construiremos, se não o melhor dos mundos, um mundo no qual progredirão a paz e a segurança para todos", concluíram

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Desafios da França na União Européia

  Em um desses dias frios em Paris, fui tomar chocolate quente com uma amiga brasileira e outra mexicana em um café. Estávamos conversando sobre política, quando o dono do bar(que também é garçon e caixa) entrou na conversa.Perguntamos a ele o que achava do presidente Nicolas Sarkozy, e ele respondeu que tinha votado nele. Ele foi a primeira pessoa que me respondeu isso aqui em Paris. Todas as pessoas, quando indagadas sobre ele, respondem sempre a mesma coisa: que é horrível e que não aguentam mais ouvir falar sobre ele e a Carla Bruni. Os jornais chamam Sarkozy de presidente "bling-bling": esse termo é ligado a dinheiro, que tudo que ele pensa é dinheiro, que ele só quer dinheiro. E, freqüentemente em seus discursos, ele diz que o povo francês tem que trabalhar mais para ganhar mais.

  Mas, voltando ao bar, o dono do estabelecimento nos disse que a vida anda difícil na França; e isso não foi só ele que disse, várias outras pessoas que moram aqui, de diferentes classes, me disseram que a vida aqui anda cara, tudo aqui anda subindo de preço, e mesmo para os turistas esse aumento do custo de vida é perceptível.O preço de alimentação e de alojamento cresceu em praticamente toda a Europa.O que reclamam os franceses é que os preços aumentam mas o salário continua o mesmo,pelo motivo do atual “congelamento” dos salários na França, devido entre outros fatores,ao dinheiro que sai dos países membros da União Européia para ajudar os países que recentemente aderiram a União, como Bulgária e Romênia.E além desse problema,outro fator incomoda os franceses, a desigualdade dos países na União Européia faz com que países como a França, tenham várias taxas e salários altos, comparados aos dos países que entraram recentemente, fazendo assim, com que muitas empresas instaladas no país prefiram esses países.

  Nessa mesma conversa com o dono do bar, o indagamos sobre a vida pós-euro. A resposta foi rápida: pior. A vida com o euro ficou mais cara. Ele disse que com o euro a vida triplicou. O preço que ele pagava pelo pequeno estabelecimento que têm, agora é o triplo,1.200 euros por mês. E o futuro não traz melhoras para os franceses e os europeus em geral: pelo menos nos próximos 10 anos parte do dinheiro vai continuar sendo utilizado para que os novos países da U.E. possam crescer e se eqüalizar aos outros. Só posso desejar Bonne Chance aos franceses.