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quinta-feira, 19 de março de 2009

Japão compra direitos de emitir CO2 da Ucrânia

TÓQUIO - O Japão fechou nesta quarta-feira um acordo para comprar direitos de emissão de carbono da Ucrânia, em seu primeiro acordo do gênero feito entre governos sob o Protocolo de Kyoto e abrindo caminho para outros negócios similares em breve.

O governo ucraniano entregará ao Japão 30 milhões de toneladas de AAUs (sigla em inglês para as unidades correspondentes à redução da emissão de gazes que provocam o efeito estufa).

A venda está atrelada a seis projetos ambientais específicos na Ucrânia, alguns ligados a energia renovável, informou o governo japonês em comunicado.

Os outros incluem conservação energética, mudança para combustíveis mais limpos, e a redução da emissão de outros gases causadores do efeito estufa, além do dióxido de carbono.

O valor do negócio não foi divulgado.

O Japão afirmou que espera completar outro acordo entre governos em abril, com outro país do leste europeu, com estimativa de envolver também dezenas de milhões de toneladas de AAUs, para ajudar a cumprir sua meta de emissão de gases estabelecida no Protocolo de Kyoto.

De acordo com o protocolo, países industrializados confortáveis com suas metas de redução podem vender seus direitos de emissão de gases, ou AAUs, para outros governos.

O número de AAUs a que cada nação tem direito é calculado com base nos níveis de emissões de 1990, ano-base para Kyoto. Cada AAU representa uma tonelada de CO2 equivalente.

Diversos países que formavam a antiga União Soviética possuem um excesso de AAUs depois que suas pesadas indústrias foram ao colapso na década de 1990, e têm oferecido a venda desses direitos a países que estão acima da meta de Kyoto, incluindo o Japão.

Depois que o segundo acordo japonês for anunciado, o país terá assegurado a maior parte dos créditos de compensação de 100 milhões de toneladas que planeja comprar durante o período de 2008 a 2012, disse uma fonte do governo.

Uma outra fonte disse à Reuters que as conversas com a Polônia e a Hungria foram adiadas, aumentando as chances de um negócio com a República Tcheca.

Uma autoridade do governo tcheco disse em 17 de fevereiro que o país estava prestes a vender metade de suas AAUs ao Japão.

O país tem um saldo de 150 milhões de toneladas em créditos e, segundo o governo, pode vender até 100 milhões de toneladas.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Acordo detalha missão de monitores internacionais na crise do gás

Bruxelas, 12 jan (EFE).- O acordo firmado hoje por União Européia (UE), Rússia e Ucrânia sobre o envio de observadores que certifiquem o reatamento do bombeamento de gás russo através do território ucraniano estabelece os detalhes sobre o desdobramento e a missão dos monitores.

O objetivo do mecanismo de observação será facilitar o trânsito de gás natural fornecido pela Gazprom a seus clientes na UE, assinala o documento com os termos estipulados, divulgado pela Comissão Européia (CE).

A criação do sistema de observação tem "efeito imediato" e os observadores começarão "imediatamente" a supervisionar o trânsito de gás através da Ucrânia.

O grupo de observadores será formado por até 25 pessoas de cada uma das partes, e seu trabalho será recolher dados sobre o fluxo de gás em pontos-chave de Rússia e Ucrânia.

As três partes garantem "o acesso completo e sem restrições" a todos os pontos relevantes para o controle do fluxo, especialmente os armazéns subterrâneos e estações de medição na Ucrânia, assinala o texto.

Os monitores internacionais também estarão presentes nos países da UE que fazem fronteira com a Ucrânia, e deverão ter acesso à informação necessária para conhecer o fluxo de gás russo através do território ucraniana com destino ao bloco.

A informação recolhida pelos observadores será transmitida em tempo real às autoridades competentes em Bruxelas, Kiev e Moscou.

O documento estabelece que as autoridades ucranianas e russas facilitarão o trabalho dos monitores, e que o custo de suas atividade será pago pela parte que representam.

Os observadores serão enviados pela CE, os ministérios de Energia da Rússia e Ucrânia, as empresas Gazprom (russa) e Naftogaz (ucraniana), e por 12 companhias de 11 países, nove deles membros da UE (França, Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, Áustria, Itália, Hungria, Bulgária e Grécia), além de dois extracomunitários (Noruega e Moldávia)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

UE anuncia acordo com Rússia e Ucrânia para enviar monitores em crise do gás

(atualiza com declarações do premiê tcheco).

Praga, 7 jan (EFE).- A União Européia (UE) alcançou um acordo com a Rússia e a Ucrânia para enviar monitores a ambos os países e controlar o fornecimento de gás natural para a Europa, anunciou hoje o presidente da Comissão Européia (órgão executivo do bloco), José Manuel Durão Barroso.

Os detalhes concretos serão fechados amanhã, em Bruxelas, em reuniões do comissário europeu de Energia, Andris Piebalgs, com a estatal de gás russa Gazprom e com autoridades da Ucrânia.

Essas reuniões vão fixar as condições técnicas e o estabelecimento da comissão de controle que verificará as alegações dos dois lados, explicou o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, em entrevista coletiva conjunta com Barroso.

Topolanek acrescentou que a criação dessa comissão de controle não garante que as conversas entre Rússia e Ucrânia tenham êxito, e disse que se a provisão não for retomada "de forma imediata e fluente", a UE realizará na segunda-feira uma reunião extraordinária de Ministros de Energia.

Barroso exigiu que o fornecimento de gás "seja imediatamente retomado", e afirmou que o caso contrário pode significar uma crise de credibilidade para a Rússia.

Topolanek e Barroso não quiseram detalhar em que poderiam consistir as "medidas mais severas" que tinham sido anunciadas pouco antes pelo premiê tcheco para o caso de não haver um reatamento imediato da provisão de gás russo para a UE através da Ucrânia.

O presidente da CE se esforçou para mostrar imparcialidade, mas advertiu que "se a provisão não for retomada completamente, a UE terá que começar a considerar que o transporte de gás natural russo através da Ucrânia não é confiável".

Além da reunião técnica de amanhã em Bruxelas, os ministros de Exteriores comunitários analisarão a situação em reunião informal em Praga.

Barroso assinalou que o Grupo de Coordenação do Gás da UE se reunirá na sexta-feira, em Bruxelas, para debater, entre outras questões, o início de mecanismos de solidariedade entre os países comunitários "se houver falta (de gás)".

Mesmo assim, o presidente da CE reconheceu que os mecanismos atuais de solidariedade "não são suficientes", já que falta maior infra-estrutura de conexão, e lamentou que uma proposta da Comissão para destinar 5 bilhões de euros para ampliá-las não foi ainda aprovada pelo Conselho da UE.

"Uma lição que aprendemos desta situação é de que precisamos iniciar interconexões confiáveis e reais", acrescentou.

Barroso lembrou que falou pela manhã de hoje com os primeiros-ministros da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Yulia Timoshenko, e assinalou que ambos lhe alegaram que não estão causando problemas com a provisão.

"Ambos disseram que não querem tornar nossa vida mais difícil", acrescentou.

Por isso, disse que se isso se cumprisse na realidade "não deveria haver problemas" no fornecimento à Europa, por isso insistiu -sem querer inclinar-se por nenhum lado- que a UE espera que "Rússia ponha gás na rede e que a Ucrânia não o interrompa".

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

UCRÂNIA