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sábado, 4 de abril de 2009

Novo primeiro-ministro de Israel toma posse

Benjamim Netanyahu assumiu como novo primeiro-ministro de Israel nesta terça-feira. Ele afirmou que um dos pontos principais do governo será a busca pela paz com os palestinos na região.

quinta-feira, 26 de março de 2009

BAN CONDEMNS LEBANON TERRORIST ATTACK

New York, Mar 23 2009 6:10PM

Secretary-General Ban Ki-moon condemned today’s terrorist attack that killed Kamal Medhat, the deputy head of the Palestine Liberation Organization in Lebanon, and several of his bodyguards.

“He hopes that the perpetrators of this crime will be brought to justice promptly,” his spokesperson said in a <"statement'>http://www.un.org/apps/sg/sgstats.asp?nid=3749">statement.

“Such actions must not be allowed to endanger the climate of calm that currently prevails in Lebanon,” the statement added.

According to media reports, a roadside bomb exploded as Mr. Medhat’s convoy was leaving a Palestinian refugee camp in southern Lebanon.

There are more than 200,000 Palestinian refugees living in 12 camps throughout Lebanon.

They are assisted by the UN Relief and Works Agency for Palestine Refugees in the Near East (<"http://www.un.org/unrwa/english.html">UNRWA), which provides education, health and relief and social services to some 4.6 million Palestinian refugees in Jordan, Lebanon, Syria, the Gaza Strip and the West Bank, including East Jerusalem.

Mar 23 2009 6:10PM

segunda-feira, 23 de março de 2009

Presidente sírio visita Jordânia para aproximar países

AMÃ - O presidente sírio, Bashar Assad, e o rei da Jordânia, Abdullah, concordaram hoje que os árabes devem buscar uma postura unificada face aos desafios regionais. A informação é de um comunicado divulgado do palácio em Amã, após uma breve visita de Assad à Jordânia, em um esforço para reforçar os laços entre os países antes do encontro da Liga Árabe, ainda neste mês. Foi a primeira visita de Assad à Jordânia desde 2005 e ocorreu após encontros do presidente sírio na semana passada com líderes de Arábia Saudita, Egito e Kuwait.



A Síria tem divergências com Egito, Arábia Saudita e Jordânia sobre vários assuntos, especialmente sua aliança próxima com o Irã e com militantes palestinos e grupos libaneses. O comunicado do Palácio Real aponta também que o rei e Assad ressaltaram a importância da reconciliação entre as facções palestinas. Essa questão chegou a um impasse ontem, quando as conversas mediadas pelo Egito entre os lados terminaram sem um acordo sobre um governo de união nacional.



O comunicado também informa que Abdullah e Assad discutiram a iniciativa de paz árabe, que prevê a retirada de Israel de todas as terras árabes ocupadas e o estabelecimento de um Estado independente palestino. A iniciativa, apresentada pela Arábia Saudita, ganhou apoio de outras nações árabes. Assad já retornou a Damasco

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

John Mearsheimer & Steve Walt

Os renomados acadêmicos John Mearsheimer e Steve Walt falam sobre a política americana no Oriente Médio nesse especial da Universidade Berkeley, da Califórnia.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sarkozy vai ao Oriente Médio para pressionar cessar-fogo

O presidente francês e a União Europeia estão em missões de paz pelo fim dos combates na Faixa de Gaza. Bloco europeu lidera os esforços internacionais para enviar ajuda humanitária aos civis.


sábado, 31 de janeiro de 2009

Tensão no Oriente Médio reflete na França

NOISY-LE-GRAND – Em uma grande televisão de tela plana, os Chabchoubs, uma família de imigrantes da Tunísia, assistiam mães lamentando aflitas sobre corpos de crianças e pais chorando silenciosamente. As pilhas de pedregulhos, crianças mancando cobertas de cinzas – tudo isso televisionado diretamente de Gaza para suas salas de estar, em um subúrbio da classe trabalhadora de Paris.

Para os Chabchoubs, como muitos dos cerca de cinco milhões de muçulmanos que vivem na França, Gaza parece muito mais perto por causa de seus canais de língua árabe como a “Al Jazeera”, que tinha acesso à zona de guerra, diferentemente da mídia ocidental.

“É bom que o conflito tenha parado, mas isso não quer dizer que nós esqueceremos”, disse Enis Chabchoub, 29, técnico de computador que estava assistindo ao noticiário com seus pais, seus irmãos e sua cunhada. “Esta guerra será lembrada, e não apenas em Gaza”.

Governo

Na França, lar das maiores comunidades judaicas e muçulmanas da Europa Ocidental, o conflito entre o Hamas e Israel inflamou as emoções nas últimas três semanas. Fortemente expressadas em manifestações que levou milhares de pessoas às ruas, foi um fator que conduziu os esforços diplomáticos dos líderes franceses, incluindo o presidente Nicholas Sarkozy, a buscar um cessar-fogo duradouro.

“As emoções do Oriente Médio estão em nossas ruas”, disse Jean-David Levitte, consultor-chefe diplomático de Sarkozy, nesta semana.

Vinte e dois dias de conflito em Gaza também levantou antigas tensões, e em alguns casos, violência, entre duas comunidades cujos membros frequentemente vivem na mesma vizinhança e suportam a discriminação.

Consequências

Algumas pessoas se preocupam com que a guerra tenha causado danos duradouros nas relações entre comunidades. Líderes judeus advertem dos riscos de um indesejável sentimento de anti-semitismo se estender na comunidade muçulmana. Já os islâmicos acusam pessoas da comunidade judaica de alimentar influências contra os muçulmanos ao deliberadamente estimular que suas diferenças são mais políticas do que religiosas.

Desde que começou a guerra de Gaza, em 27 de dezembro do ano passado, bombas foram jogadas em quatro sinagogas na França, embora a polícia diga que não há certeza de que os ataques tenham sido feitos por muçulmanos. Um estudante judeu foi atacado por jovens de origem árabe no subúrbio de Paris, e dois estuadntes muçulmanos foram atacados do lado de fora do colégio por atacantes a favor de Israel. Tanto as famílias muçulmanas como as judias disseram que houve um aumento na intimidação e no abuso verbal.

Richard Prasquier, chefe do Conselho Representativo das Instituições Judaicas francês, disse que ao menos 60 ações anti-semitas foram cometidas desde que o conflito começou, ou cinco vezes mais do que em um período normal de três semanas.

Anti-semitismo

“O anti-semitismo na comunidade muçulmana está se tornando mais ideológica, e eventos recentes poderiam reforçar isso”, disse Pasquier de seu escritório no posto de operações do conselho em Paris. “Eles não se veem como anti-semitas. Identificam-se com os palestinos que são vítimas de Israel. Mas usam praticamente os mesmos estereótipos do antigo anti-semitismo, dos judeus ricos que manipulam governos e são a origem de todo o mal.”

M’hammed Henniche da União de Associações Muçulmanas no bairro de Seine-St.-Denis no norte de Paris, que inclui o Noisy-le-Grand, viu isso de forma diferente. “Sim, há raiva, mas não é contra os judeus, é contra Israel”, disse. “O problema é que assim que você condena Israel, você é chamado de anti-semita. Para nós, não é questão de religião, mas de política”.

Mas ele também disse que o diálogo inter-religioso entre muçulmanos e judeus sofreu por causa da guerra, e em alguns casos, imediatamente, suspensos.

“Algo se rompeu”, disse.

Passado

As tensões entre muçulmanos e judeus não são novidade por aqui; uma onde de violência ocorreu durante a luta dos palestinos por um Estado, em 2000. Mas isso não é só na França, como mostrou os incêndios deliberados e ataques na Grã-Bretanha, na Dinamarca e em outros lugares da Europa. Mas o tamanho das comunidades na França tornou a tensão mais óbvia.

Além disso, há a dolorosa história colonial da França em países árabes e um pequeno, porém conhecido, movimento de impulsos tanto anti-semitas quanto xenófobos. E a relação entre franceses muçulmanos e judeus é complexa mesmo nas melhores épocas.

Afinidades

Pessoas em ambas as comunidades condenaram vigorosamente a violência recente, e ambos os lados enfatizam suas afinidades culturais.

Como a vasta maioria de muçulmanos que vivem na França, cerca de dois terços dos 600 mil judeus que moram no país, é de origem norte-africana. Os dois grupos compartilham de diversas características culturais, incluindo a culinária e os coloquialismos, e muitos muçulmanos e judeus se opõem à lei aprovada em 2004, que baniu qualquer tipo de símbolo religioso nas escolas públicas francesas, incluindo a burca muçulmana e o kipá.

Mas se muitos da geração passada ainda tiverem memórias boas da convivência pacífica entre os lados, outros se arrependem de que a atmosfera tem se acalmado gradualmente. Algumas pessoas culpam os conflitos como a guerra no Iraque ou a rixa com o Irã por causa de suas ambições nucleares por resultar no distanciamento entre as comunidades. Outros veem o surgimento dos canais de televisão por satélite como uma fonte de tensão, porque os eventos são informados de diversos e diferentes pontos de vistas políticos.

Bairros

A guerra em Gaza levantou sentimentos fortes mesmo no 19º Distrito de Paris, no extremo norte da cidade, uma das vizinhanças maiores, mais pobres e com maior diversidade étnica.

Açougueiros kosher e uma grande escola de Lubavitcher (judaísmo ortodoxo) ficam a poucos passos de uma mesquita e nenhum ataque contra judeus ou muçulmanos foram relatados na vizinhança nas últimas três semanas. Mesmo assim, as emoções estão bem fortes.

“Eles estão nos perseguindo na França, porque não podem nos pegar em Israel”, disse uma judia enquanto saía de uma sinagoga local. Ela falou sob condição de anonimato porque disse que temia por sua segurança.

A dois blocos de distância, Ahmed Bessa, 45, comerciante, disse que os judeus estão brincando com a violência na França e em vários lugares da Europa, porque a opinião pública europeia não compartilha da mesma visão da guerra em Gaza. “Eles querem se retratarem como vítimas aqui, mas sabem que não são vítimas lá”, disse.

Mas se um pensamento une pessoas de ambos os lados, essa é a esperança para uma mudança e uma resolução durável do conflito entre Hamas e Israel.

“A única forma de acabar com esse assunto”, disse Chabchoub em Noisy-le-Grand, “é se há um acordo de paz apropriado e durável.


Por KATRIN BENNHOLD

Médio Oriente: União Europeia tenta trégua em Gaza a várias vozes

Bruxelas, 05 Jan (Lusa) - Os esforços da União Europeia (UE) para conseguir uma trégua entre Israel e o Hamas em Gaza estão a ser feitos a várias vozes, como atesta a presença, na região, do presidente cessante do conselho europeu, Nicolas Sarkozy.

O chefe de Estado francês, que deixou a presidência do Conselho Europeu no passado dia 31 de Dezembro, chegou hoje ao Egipto para um périplo pela região para tentar conseguir um cessar-fogo em Gaza.

A visita do Presidente francês acontece um dia depois do apelo da troika europeia, também presente no Cairo, para uma trégua entre Israel e o movimento islamista, que controla Gaza desde Junho de 2007.

Sarkozy esteve reunido na cidade turística de Sharm el-Sheikh, na Península do Sinai, com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, segundo a agência oficial egípcia Mena.

A agência acrescentou que o líder francês abordou com o seu homólogo egípcio a possibilidade de alcançar uma trégua em Gaza e também "restabelecer a tranquilidade entre israelitas e palestinianos para retomar as negociações de paz" naquela região.

Os dois líderes não prestaram declarações depois do encontro.

A breve visita ao Egipto de Sarkozy será seguida por outras escalas na Cisjordânia, para se reunir com as autoridades palestinianas, e esta noite deve chegar a Jerusalém.

Terça-feira, Sarkozy reunir-se-á, sucessivamente, com responsáveis da Síria e do Líbano.

A missão oficial da UE, no Cairo desde domingo, é liderada pelo ministro checo dos Negócios Estrangeiros, Karel Schwarzenberg, cujo país assegura a presidência europeia rotativa, integrando ainda o Alto Representante para a Política Externa e Segurança Comum da UE, Javier Solana, e a comissária europeia para os Assuntos Exteriores, Benita Ferrero-Waldner.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, e sueco, Carl Bildt, também integram a comitiva.

Por outro lado, o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair, actual enviado especial do quarteto para o Médio oriente, também se encontra em consultas na região.

Um porta-voz da Comissão Europeia, Amadeu Altafaj, já fez saber, em reacção ao périplo de Sarkozy pelo Médio Oriente, que "qualquer contribuição é bem-vinda", salientando que "o mais importante" é passar a mesma mensagem.

O porta-voz comunitário esclareceu que a visita do Presidente francês já estava programada, assegurando que se os esforços de Sarkozy para conseguir transmitir a mensagem unânime da UE forem bem sucedidos "ficaremos mais satisfeitos".

"A questão não é quem leva a mensagem, mas sim a sua eficácia", disse Amadeu Altafaj, destacando, no entanto, que a missão oficial da UE "é o centro da acção europeia".

O objectivo dos 27 Estados-membros, segundo ficou acordado na reunião extraordinária de Paris do passado dia 30, é obter um cessar-fogo permanente em Gaza, o acesso imediato da ajuda humanitária à população civil do território e a intensificação do processo de paz.

O porta-voz recordou que a missão europeia não tem previsto um encontro com uma das partes envolvidas no conflito, uma vez que o Hamas integra a lista de organizações terroristas da UE.
O primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, o presidente em exercício da UE desde 01 de Janeiro, afirmou hoje ter um plano que deverá permitir conseguir uma trégua nos combates em Gaza.

"Temos um cenário (que permite) agir mais activamente para, pelo menos, suspender os combates", declarou, sem acrescentar pormenores sobre o conteúdo do plano, durante uma conferência de imprensa.

Topolanek indicou ter debatido este cenário com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, estando ainda previsto debater a questão, durante o dia, com o ainda Presidente norte-americano, George W. Bush, e o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert.

Também hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Gianfranco Frattini, propôs ao seu homólogo espanhol, Miguel Ángel Moratinos, a possibilidade de encetar um diálogo com "as partes interessadas" no conflito em Gaza sob a mediação da União do Mediterrâneo.

Frattini contactou telefonicamente Moratinos, mas também a ministra dos Negócios Estrangeiros grega, Dora Bakoyannis, "em virtude dos intensos esforços diplomáticos da Itália para promover uma solução para a crise", referiu um comunicado divulgado pela diplomacia italiana.

Os apelos para um cessar-fogo também foram hoje reforçados em Moscovo.

Os Presidentes russo, Dmitri Medvedev, e palestiniano, Mahmoud Abbas, mantiveram hoje uma conversa telefónica, onde "discutiram o agravamento da situação na Faixa de Gaza, que já fez numerosas vítimas entre a população civil e que está a conduzir o território para uma difícil situação humanitária", informou hoje o Kremlin, em comunicado.

"As duas partes sublinharam a necessidade de um cessar-fogo imediato", concluiu a mesma nota.
Israel lançou a 27 de Dezembro uma operação aérea contra a Faixa de Gaza, à qual se seguiu, a partir de sábado, uma operação terrestre.

Em dez dias, pelo menos 517 palestinianos morreram e cerca de 2.500 ficaram feridos.
Do lado israelita, os `rockets` (foguetes) lançados pelo Hamas fizeram até agora quatro mortos.
O primeiro balanço oficial israelita desde a ofensiva terrestre, divulgado domingo, dá conta de um soldado morto e outros 30 feridos.
SCA.
Lusa/Fim

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

União Europeia inicia missão diplomática no Oriente Médio

A presidência tcheca de UE classificou a investida terrestre de Israel na Faixa de Gaza como "defensiva, não ofensiva". Na Europa e na Alemanha, dividem-se as opiniões sobre o novo clímax do conflito no Oriente Médio.

A União Europeia iniciou sua missão de intermediação no Oriente Médio. O ministro tcheco do Exterior, Karel Schwarzenberg, partiu neste domingo (04/01) para o Cairo, acompanhado por seus colegas de pasta Bernard Kouchner e Carl Bildt, da França e da Suécia, respectivamente, assim como pela comissária de Relações Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner.

Chefe da diplomacia tcheca, Karel SchwarzenbergChefe da diplomacia tcheca, Karel Schwarzenberg

A missão durará três dias, estendendo-se a Israel, Cisjordânia e Jordânia. Pouco antes da partida, Schwarzenberg – cujo país preside a UE no primeiro semestre de 2009 – voltou a atribuir a culpa da escalada ao Hamas. Antes, ele classificara a operação de Israel como "defensiva, não ofensiva". O secretário-geral da Liga Árabe, Amre Mussa, declarou-se horrorizado pelo fato de políticos europeus justificarem as investidas contra os palestinos como autodefesa israelense.

"Perigosa escalada militar"

Porém, entre os demais chefes da diplomacia europeia, a condenação à ofensiva terrestre de Israel na Faixa da Gaza é praticamente unânime.

Bernard Kouchner disse considerar esta última fase da violência "uma perigosa escalada militar", dificultando os esforços da comunidade internacional para dar fim aos combates, levar auxílio imediato aos civis e alcançar um cessar-fogo permanente. "A França condena a ofensiva terrestre contra Gaza, assim como condena a continuação dos ataques de mísseis", declarou o ministro das Relações Exteriores.

Para o ministro britânico do Exterior, David Miliband, "o desdobramento dos eventos demonstra a necessidade urgente do cessar-fogo imediato pelo qual apelamos".

Soldados israelenses marcham sobre a Faixa de GazaSoldados israelenses marcham sobre a Faixa de Gaza

Seu homólogo espanhol, Miguel Ángel Moratinos, que já representou a União Europeia no processo de paz do Oriente Médio, instou tanto o Hamas a suspender o lançamento de mísseis como Israel a cessar sua operação terrestre. O governo da Espanha declarou-se "profundamente preocupado" com a atual situação, urgindo ambos os lados a "dar ouvidos aos apelos da comunidade internacional e parar os choques".

Já antes do início da ofensiva terrestre, o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, apelara às nações islâmicas para que colaborassem para o fim dos ataques com mísseis pelo Hamas. Segundo comunicado do Ministério do Exterior, Steinmeier conversou no sábado (03/01) com seu homólogo turco antes de um encontro na Arábia Saudita, reunindo os 57 membros da Organização da Conferência Islâmica. Steinmeier reiterou seu apoio a um "cessar-fogo humanitário", que simplificaria o abastecimento da população civil em Gaza e abriria o caminho para a diplomacia.

"Interceder é tarefa dos países árabes"

Na Alemanha, as opiniões sobre a nova situação no Oriente Médio dividem até mesmo a coalizão de governo de social-democratas (SPD) e conservadores cristãos (CDU/CSU).

O porta-voz para assuntos externos da bancada da CDU/CSU no Parlamento, Eckart von Klaeden, expressou compreensão pela ofensiva israelense. De seu ponto de vista, quase não havia alternativa para o governo de Tel Aviv proteger sua população dos mísseis do Hamas. Ele considera irrealista o apelo por um armistício, enquanto o fogo dos rebeldes palestinos não cessar.

Segundo Von Klaeden, o alvo político do Hamas é aniquilar Israel. A tarefa de trazer o grupo militante à razão caberia sobretudo aos políticos e governos árabes, já que nem a Europa nem os Estados Unidos possuiriam o necessário acesso aos dois polos políticos palestinos, Hamas e Fatah, entre os quais se desenrolaria o verdadeiro conflito.

Não "Israel ou palestinos", mas sim "guerra ou negociação"

Sob bandeira palestinaSob bandeira palestina

O especialista para o Oriente Médio da bancada social-democrata, Rolf Mützenich foi bem mais crítico em relação ao procedimento de Tel Aviv, que considerou desproporcional ao dever de defender a população israelense. Mesmo que vença rapidamente a situação militar, não há garantia de que isso traga segurança a Israel, afirmou.

"No Líbano demonstrou-se que a luta contra o Hisbolá não levou a um enfraquecimento [da milícia xiita], que, pelo contrário, saiu militarmente fortalecida. E temo que o mesmo ocorrerá com o Hamas."

Num ponto, Von Klaeden e Mützenich estão de acordo: nenhum dos dois deposita grandes esperanças na missão de mediação da UE.

Por sua vez, os partidos de oposição representados na câmara baixa do parlamento alemão (Bundestag) exigem um papel mais ativo da Europa e da Alemanha no conflito. O porta-voz do partido A Esquerda para assuntos externos, Wolfgang Gehrke, enfatizou que ninguém precisa optar entre Israel ou os palestinos. A alternativa agora é: guerra ou negociações de paz.

Hamas confirma em Damasco trégua oferecida a Israel

Damasco, 26 jan (EFE).- Fontes do Hamas em Damasco confirmaram hoje à Agência Efe que o movimento islamita ofereceu um ano de trégua a Israel em troca do fim do bloqueio à Faixa de Gaza e da reabertura de suas fronteiras.

Em uma conversa por telefone, a fonte, que pediu para não ser identificada, explicou que a oferta foi apresentada ontem às autoridades egípcias, que trabalham como mediadoras nas conversas indiretas entre o Hamas e Israel.

Fontes do grupo na Faixa de Gaza tinham informado mais cedo à Efe sobre a proposta de trégua.
O Hamas aceitará uma trégua "que garanta que Israel se comprometa a interromper o bloqueio e abrir totalmente os cruzamentos fronteiriços", declarou à Efe um representante do Hamas que pediu para não ser identificado.

"A delegação que está no Cairo está autorizada não apenas a abordar assuntos da trégua e a reabertura dos cruzamentos, mas também outros como a reconciliação interna palestina", declarou.

As negociações que acontecem na capital egípcia são lideradas pelo enviado do Ministério da Defesa israelense, Amos Gilad, pelo chefe da Inteligência egípcia, Omar Suleiman, e pelo representante do Hamas, Ayman Taha.

A imprensa palestina disse que o Hamas poderia se comprometer a um período de cessar-fogo temporário de até 18 meses, enquanto Israel estaria apostando em uma calma de até dez anos.
Segundo informações dadas por Taha à emissora "Al Arabiya", o objetivo das conversas é conseguir uma trégua que tenha "melhores garantias" que a que se desenvolveu nos últimos seis meses de 2008.

"Israel sugeriu que poderia aceitar uma trégua de 18 meses em troca de reabrir as passagens fronteiriças e interromper parcialmente o bloqueio, mas o Hamas o rejeita: o bloqueio deve terminar completamente", declarou Taha.

O líder do Hamas Ismail Raduan disse ontem aos jornalistas em Gaza que "as conversas no Cairo têm por objetivo conseguir um cessar-fogo limitado que não exceda um ano".

"Não aceitaremos uma trégua longa que acabe com a resistência armada, pois a resistência é um direito legal do povo palestino enquanto existir a ocupação", declarou Raduan.

O Hamas também não aceitará "nada menos que a reabertura de todos os postos fronteiriços entre Gaza e Israel e também da passagem de Rafah entre Egito e Gaza. Simplesmente, não aceitaremos uma trégua que não acabe com a agressão (israelense)", declarou.

Por outro lado, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse hoje: "Acho que estamos ante o início de um longo período de calma no sul (de Israel), que é resultado da dissuasão que alcançamos".

Barak também expressou sua confiança de que "haverá um estímulo no processo para trazer Gilad Shalit (soldado israelense preso em Gaza desde junho de 2006) para casa".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Esforços das UE pela estabilidade no Oriente Médio

O primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen, cujo país está na presidência rotativa semestral da União Européia (UE), pediu nesta sexta-feira (11/08) que os membros do Conselho de Segurança da ONU e os governos israelense e libanês façam "juntos o esforço necessário" para definir o mais rápido possível uma resolução que coloque fim "ao desastre humanitário" no Líbano.

Em carta dirigida ao primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, o presidente rotativo do Conselho Europeu fez uma chamada pessoal a favor de uma "solução rápida e viável", sob a autoridade do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

"Todas as partes envolvidas, incluindo os membros do Conselho de Segurança da ONU, assim como os governos libanês e israelense, são chamados a fazer juntos o esforço necessário para alcançar rapidamente um acordo sobre uma primeira resolução para pôr fim ao desastre humanitário em seu país e proporcionar a base para uma solução duradoura", afirmou Vanhanen.

 

O primeiro-ministro finlandês afirmou que a União Européia reivindica o imediato fim das hostilidades seguido de um cessar-fogo durável. "Apoiamos plenamente o secretário-geral da ONU e o Conselho de Segurança em seus esforços para definir rapidamente o marco político para uma solução duradoura aceita por todas as partes", continuou Vanhanen.

 

Esse marco, acrescentou, é "uma condição prévia ao posicionamento de uma força da ONU para apoiar essa solução política e o exército libanês. Muitos Estados-membros da UE anunciaram sua intenção de contribuir com soldados para essa operação".

 

Vanhanen avaliou também o plano de sete pontos oferecido pelo governo libanês para resolver a crise. Na carta, o primeiro-ministro finlandês insistiu que a UE "está comprometida com o Líbano, com sua plena soberania e associação com a Europa".

 

"Estamos dispostos a reconstruir seu país. A UE também participa ativamente da assistência humanitária. A ajuda aprovada ou prometida pela Comissão Européia e pelos Estados-membros para o Líbano sobe para mais de 115 milhões de euros", ressaltou Vanhanen, que afirmou também estar acompanhando o desenvolvimento das hostilidades com "grande dor".

 

A "Finlândia, como presidente da União Européia, está gravemente preocupada com as vítimas civis, o sofrimento humano e a destruição de infra-estruturas civis no Líbano", afirmou o primeiro-ministro finlandês.

 

O encarregado de Segurança e de Política Externa da União Européia, Javier Solana, está no Oriente Médio, onde pretende manter contatos no Líbano, em Israel e com a Autoridade Palestina.

 

O presidente da Comissão Executiva da União Européia (UE), José Manuel Durão Barroso, pediu nesta sexta-feira (11/08) às partes do conflito entre Israel e o grupo terrorista libanês Hisbolá que permitam acesso seguro à ajuda humanitária, pois é "crítico" ajudar às "centenas de milhares" de famílias deslocadas pelas hostilidades.

 

Declaração do Conselho Europeu sobre o Médio Oriente

I.18. A paz no Médio Oriente constitui um imperativo. O Conselho Europeu apela aos povos israelita e palestiniano para que ponham termo ao interminável ciclo da violência. Reitera a sua condenação, veemente e inequívoca, de todos os atos de terrorismo. Os ataques suicidas causam danos irreparáveis à causa palestina. A União Europeia apoia os esforços dos palestinianos que procuram fazer avançar o processo de reforma e pôr fim à violência. Apela a Israel para que facilite esses esforços. Reconhecendo embora as preocupações legítimas de Israel com a sua segurança, o Conselho Europeu apela a este país para que ponha termo ao uso excessivo da força e aos assassinatos extrajudiciais, que não trazem a segurança à população israelita.

A violência e o confronto devem ceder o lugar às negociações e ao compromisso. A comunidade internacional, incluindo as partes, partilha uma visão comum de dois Estados - Israel e uma Palestina independente, viável, soberana e democrática - vivendo lado a lado em paz e segurança com base nas fronteiras de 1967. Todos os esforços devem agora orientar-se no sentido de transpor esta visão para a realidade.

Nesta conformidade, o Conselho Europeu atribui a mais alta prioridade à adopção, em 20 de Dezembro deste ano, pelo Quarteto do Médio Oriente, de um roteiro conjunto com um calendário preciso para a criação de um Estado palestiniano até 2005. A execução do roteiro deve assentar na realização de progressos paralelos em matéria de segurança e nos domínios político e económico e deve ser acompanhada de perto pelo Quarteto.

Neste contexto, o Conselho Europeu manifesta a sua grande apreensão pela prossecução de actividades ilegais no que respeita aos colonatos, que ameaça tornar fisicamente inexequível a solução da existência de dois Estados. A expansão dos colonatos e as actividades de construção com ela relacionada - extensamente documentada, nomeadamente pelo Observatório da União Europeia para os Colonatos - viola o direito internacional, agrava uma situação já de si instável e reforça o receio dos palestinianos de que Israel não esteja verdadeiramente empenhado em pôr termo à ocupação, e constitui um obstáculo à paz. O Conselho Europeu insta o Governo de Israel a inverter a sua política de colonatos e, como primeiro passo, a decretar o congelamento integral e efectivo de todas as actividades de expansão dos colonatos. Apela a que seja posto termo ao confisco de novas terras para construção da chamada barreira de segurança.

Têm de ser dados passos decisivos para inverter a grave deterioração da situação humanitária na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, que está a tornar cada vez mais insuportável a vida da população palestiniana e a fomentar o extremismo. Devem ser garantidos o acesso para fins humanitários, assim como a segurança do pessoal de auxílio humanitário e das suas instalações.

Em apoio das reformas nos territórios palestinianos, a União Europeia irá continuar a prestar auxílio orçamental à Autoridade Palestiniana, no quadro de condições e objectivos claros. A União Europeia apela aos demais dadores internacionais para que se lhe associem, tendo também em vista esforços coerentes para a reconstrução. Por seu lado, Israel deve reatar as transferências mensais referentes às receitas fiscais palestinianas.

A União Europeia está decidida a prosseguir os trabalhos com os seus parceiros do Quarteto, a fim de ajudar tanto israelitas como palestinianos a caminharem no sentido da reconciliação, da realização de negociações e de uma solução definitiva, justa e pacífica para o conflito.

Feito em Bruxelas por CE, em 12/12/2003 às 18:34

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Oriente Médio e Iraque em debate na UE

Chefes de governo e Estado da UE debatem a situação do Oriente Médio frente à morte iminente de Arafat, discutem as regras de asilo político nos países do bloco e definem o papel da Europa na reconstrução do Iraque.

eunidos em Bruxelas nesta sexta-feira (5/11), os representantes dos países-membros da União Européia contaram com uma visita extra: a do primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi. Com seu pronunciamento de que "os espectadores na Europa" precisariam se envolver mais no processo de reconstrução do Iraque, Allawi esbarrou na resistência de vários governantes europeus, entre eles Gerhard Schröder.

"Estamos dispostos a conceder uma moratória substancial das dívidas do país, para que a reconstrução possa ser financiada. Vou lembrá-lo disso", afirmou o premiê alemão. Segundo ele, a Alemanha contribui intensamente na formação de forças de segurança iraquianas, capacitadas nos territórios dos Emirados Árabes.

Papel da Europa no Iraque

Primeiro-ministro iraquiano Iyad AllawiPrimeiro-ministro iraquiano Iyad AllawiDurante o encontro, os representantes da UE reafirmaram a oferta de um acordo sobre livre comércio e baixas taxas alfandegárias entre os países do bloco e o Iraque. Além disso, o país deverá receber uma ajuda no valor de 30 milhões de euros para a realização das eleições, agendadas para janeiro próximo.

Por razões de segurança, a UE se nega a enviar pessoal ao Iraque. E a Alemanha continua excluindo a possibilidade de mandar soldados ao país. "O que acontece lá não é apenas problema dos iraquianos. É uma luta mundial. É preciso combater os terroristas, para que a democracia possa ser realmente implementada", afirmou Allawi, repetindo um discurso de ataque à UE que pode ter suas origens na Casa Branca.

O premiê britânico, Tony Blair, aliado dos EUA na guerra contra o Iraque, também exigiu de seus colegas europeus que participem mais ativamente na reconstrução do país. O presidente francês, Jacques Chirac, simbolicamente ausente do encontro com Allawi, salientou a necessidade de fortalecer a influência européia nos planos de estabilização da economia do Iraque. Chirac vê a UE como o contraponto à postura defendida pelos EUA.

Oriente Médio pós-Arafat

Yasser ArafatYasser ArafatOutro assunto em debate no encontro da UE foi a situação do Oriente Médio, tendo em vista a morte iminente do líder palestino Yasser Arafat. Os 25 chefes de governo e Estado presentes em Bruxelas demonstraram preocupação frente ao vácuo no poder que se dará nos territórios palestinos. Uma situação que, segundo as previsões dos europeus, poderá facilmente provocar uma escalada da violência na região.

O encarregado do Conselho Europeu para política externa, Javier Solana, procura no momento alinhavar um pacote de medidas destinadas a manter as autoridades palestinas em atividade após a morte de Arafat. Entre as propostas, estão a capacitação da polícia local, o auxílio em caso de eleições e a ajuda financeira imediata. "O mais importante agora é o processo eleitoral, que deve acontecer para que uma nova liderança possa assumir a responsabilidade a partir das bases", analisa Solana.

Dos cofres da UE flui o maior montante de verbas em direção aos territórios autônomos palestinos. As contribuições anuais perfazem um total de 100 milhões de euros, destinados a diversos projetos de ajuda humanitária. Na opinião do premiê dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, a morte de Arafat e o início do segundo mandato de George W. Bush devem ser vistos "como uma boa oportunidade de reavivar o processo de paz na região".

Imigração ilegal e controle de fronteiras

Imigrantes ilegais detidos na costa espanholaImigrantes ilegais detidos na costa espanholaAlém de Iraque e Oriente Médio, os chefes de governo e Estado reunidos em Bruxelas debateram ainda questões relacionadas à política interna, como a unificação do sistema de asilo político a partir de 2010, a introdução de programas de controle da imigração ilegal e das fronteiras externas dos países do bloco.

Um sistema comum de informação sobre a concessão de vistos nas 25 nações deverá "facilitar a cooperação entre a polícia e a Justiça". O presidente holandês do Conselho da UE, Jan Peter Balkenende, defendeu ainda o fim do "shopping de asilo político", uma prática que permite ao requerente optar pelo país que oferece as melhores condições para seu caso.

Novo nome na Comissão

Franco FrattiniFranco FrattiniNa noite da quinta-feira (4/11), o futuro presidente da Comissão Européia, João Manuel Durão Barroso, havia anunciado que o atual ministro italiano do Exterior, Franco Frattini, deverá assumir o cargo de comissário de Justiça e Política Interna da Comissão. Pôs desta forma um fim nas controvérsias que envolveram o nome de Rocco Buttiglione – uma escolha que não havia encontrado ressonância no Parlamento Europeu.

"Encontramos agora uma boa saída. Espero contar com o apoio de todos", afirmou Durão Barroso. Pouco antes da prevista votação pelo Parlamento, na última semana, Durão Barroso optou por retirar sua lista de nomes para a Comissão, devido às resistências desencadeadas pela indicação de Buttiglione para o cargo que deverá agora ser ocupado por Frattini.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Diretor da Cruz Vermelha avalia crise em Gaza

Ofensiva aérea e terrestre continua; número de mortos passa de 900

O presidente da Cruz Vermelha Internacional, Jakob Kellenberger, visitou a Faixa de Gaza nesta terça-feira (13), durante uma breve trégua de três horas no conflito entre Israel e militantes palestinos, para avaliar a extensão da crise humanitária no território.
Nesta manhã, Kellenberger foi até o principal hospital do território, e também se encontrou com funcionários da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
Ainda nesta terça-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, chega ao Oriente Médio para um giro que deve incluir encontros com líderes de Israel, Egito, Jordânia e Síria, além de uma reunião com o presidente palestino Mahmoud Abbas na Cisjordânia.
Ele fez um apelo para que Israel e o movimento palestino, Hamas, suspendam os combates na Faixa de Gaza imediatamente.
"Minha mensagem é simples, direta e precisa: os combates têm que parar", afirmou. "Em Gaza, as próprias bases da sociedade estão sendo destruídas: as casas das pessoas, a infra-estrutura civil, as instalações de saúde pública e escolas."

Novos ataques

O Exército de Israel disse ter atacado mais de 60 alvos em Gaza durante a noite e na manhã desta terça-feira, inclusive túneis e locais que seriam utilizados para o lançamento de foguetes pelo grupo palestino Hamas.

Em solo, tropas israelenses continuam avançando pelos subúrbios do sul e do leste da Cidade de Gaza. A região oeste da cidade foi atacada por navios israelenses.

Já o Hamas diz ter destruído dois tanques israelenses - o que Israel negou.

Funcionários dos serviços de saúde palestinos dizem que pelo menos 920 pessoas foram mortas desde o início da ofensiva, há 18 dias - cerca de 30% delas são crianças.

O grupo palestino de defesa dos direitos humanos Al-Mizan, que atua em Gaza, afirmou que mais de 90 mil pessoas deixaram suas casas para tentar fugir dos bombardeios israelenses.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Israel e Hamas rejeitam resolução da ONU de cessar-fogo

O governo israelense disse que vai continuar sua campanha militar na Faixa de Gaza, apesar da resolução do Conselho de Segurança da ONU que pede um cessar-fogo imediato e durável. O grupo palestino Hamas também rejeitou a proposta da ONU.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que é impossível negociar sob a resolução do Conselho de Segurança, já que, segundo ele, as "organizações palestinas assassinas" não vão aderir a ela.

A resolução, esboçada pela Grã-Bretanha e aprovada por 14 dos 15 membros do órgão, pede, além do cessar-fogo, o livre acesso de agências de auxílio humanitário a Gaza e que os países-membros intensifiquem os esforços para fazer com que se alcance uma trégua duradoura.

Este foi o primeiro posicionamento oficial do Conselho de Segurança da ONU em relação ao conflito desde o início da ofensiva israelense, em 27 de dezembro.

Na noite de quinta-feira e na manhã desta sexta-feira, mais de 50 ataques israelenses atingiram a Faixa de Gaza. Os palestinos continuaram lançando foguetes contra Israel.

Uma trégua de três horas foi decretada na Faixa de Gaza, para permitir que ajuda humanitária entre na região.

As estimativas são de que, em quase duas semanas, o conflito tenha matado 770 palestinos e 14 israelenses.

Investigação

A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, está defendendo uma investigação independente de violações do direito internacional durante o conflito na Faixa de Gaza.

Em um discurso durante uma reunião de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Pillay pediu acesso irrestrito de equipes de ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Na reunião, a ONU expressou preocupação especial com um ataque de Israel nesta semana que deixou 30 mortos.

Testemunhas dizem que mais de cem palestinos foram colocados por soldados israelenses em um prédio. Os soldados teriam pedido que as pessoas não deixassem o local. No dia seguinte, o prédio foi atacado.

Ajuda humanitária

Nesta sexta-feira, a ONU anunciou que irá retomar suas operações de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, após ter recebido garantias do governo israelense sobre a segurança de seus funcionários.

Na quinta-feira, a ONU havia decidido interromper suas operações no território devido ao perigo que seus funcionários correm com os bombardeios israelenses, depois que um motorista da agência foi morto em um ataque contra um comboio.

"A ONU recebeu garantias de que a segurança de seu pessoal, suas instalações e operações humanitárias será totalmente respeitada", disse a porta-voz Michelle Montas, em Nova York.

Segundo a porta-voz, a ONU recebeu a garantia de que haverá uma "coordenação interna mais eficaz" dentro do Exército israelense.

"Com base nisso, a movimentação de pessoal das Nações Unidas, suspensa ontem (quinta-feira), será retomada o mais rápido possível", afirmou Montas.

A porta-voz disse ainda que a ONU irá manter as condições de segurança de seus funcionários em Gaza sob constante avaliação.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

República Tcheca, próxima a presidir a UE, apóia ofensiva israelense

da Reuters, em Praga

A República Tcheca, que assumirá a próxima Presidência rotativa da União Européia (UE) na quinta-feira (1º), apoiou a grande ofensiva militar de Israel contra alvos do movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza, que já deixam 340 mortos.

A defesa da ofensiva contradiz a opinião do Executivo da UE, que pediram também nesta terça-feira o fim dos ataques entre Hamas e Israel.

O ministro de Relações Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg, afirmou que Israel tem o direito de se defender. "Vamos pensar uma coisa: Hamas aumentou o número de foguetes lançados em Israel desde que a trégua acabou, em 19 de dezembro. Isso não é aceitável", disse Schwarzenberg, em entrevista.

Desde sábado (27), Israel lança bombardeios aéreos contra ao menos 16 pontos da faixa de Gaza em uma grande ofensiva contra o movimento radical islâmico Hamas. Os bombardeios já causaram mais de 340 mortes e deixaram ao menos 1.400 feridos.

Segundo Israel, a ofensiva é uma resposta à suposta violação --e lançamento de foguetes-- do Hamas da trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou oficialmente no último dia 19. Trata-se da pior ofensiva realizada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Schwarzenberg, aliado fiel dos Estados Unidos, afirmou que Hamas se excluiu de um debate político sério graças aos ataques com foguetes contra território de Israel. O ministro tcheco culpou indiretamente o grupo pelo número crescente de mortos ao dizer que eles estabelecem suas bases e depósitos de armas em locais populosos.

"Por que eu sou um dos poucos que expressaram entendimento por Israel? Eu estou aproveitando a luxúria de dizer a verdade", disse Schwarzenberg.

O ministro tcheco afirmou, contudo, que quando o país assumir a Presidência rotativa da UE, tentará impor uma política que leve a paz na região. "Eu ficaria muito feliz de ajudar os palestinos".

Apesar da defesa de Israel, que vai contra os pedidos de cessar-fogo da comunidade internacional, Schwarzenberg diz que trabalharia como um mediador das negociações de paz na região e não defenderia nenhum lado.