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quarta-feira, 8 de abril de 2009

France and Nato

President Nicolas Sarkozy has announced that France is to rejoin Nato's integrated military structure, which it left in 1966.

What is the integrated military structure?

It is the organisation that plans and commands Nato's military forces. Nato has its military headquarters in Mons, in Belgium, under the supreme allied commander, currently General John Craddock of the United States. There are commands for land, sea and air forces and rapidly deployable headquarters units.

The concept was created in the early 1950s when it was felt that Nato, facing the Soviet Union, needed a proper military command structure of its own rather than rely on a variety of national forces. At that time France was part of this structure.

Why did France leave the military command?

Because General de Gaulle felt that Nato was dominated by the United States and Britain and he wanted France, while remaining a member of Nato, to have greater independence.

Stage by stage, he withdrew France's forces from Nato's command, starting with its Mediterranean fleet in 1959. In 1966, all French forces were removed from the integrated command and all foreign forces told to leave France. Since Nato's military headquarters were near Paris, these had to be moved to Belgium.

How could France withdraw its forces yet remain in Nato?

Because Nato is also a political organisation. France remained part of this and at the same time reassured its Nato partners that it would take part in the defence of Western Europe in the event of a Soviet attack. It retained forces in West Germany for this purpose. Nato accepted this compromise.

Why is President Sarkozy taking France back in?

He is far more sympathetic to the United States than many of his predecessors and feels in the post-Soviet era that France no longer needs to display its independence in this way. He argues that in fact France is losing out by not being in the command structure. It takes part in Nato military operations anyway (it has air and land forces in Afghanistan) so wants to be more closely involved in the planning and command process.

He has chosen Nato's 60th anniversary, to be celebrated at meetings in France and Germany in April, to do so.

Does this mean that France will be forced to take part in Nato operations?

No, because Nato acts only by consensus and each member is free to act as it sees fit. However, being part of the command and control organisation will make it easier for France to participate if it chooses to do so.

What difference will this decision make?

Not a great deal in practice. France is already committed under the Nato treaty to joint action if a member is attacked and it is taking part in Nato's war against the Taleban in Afghanistan.

However, the move has considerable political, diplomatic and symbolic importance, as it signals an end to an era of French separation. It ends the anomaly of the country contributing the fourth largest number of troops (after the US, UK and Germany) being outside the command structure

Does France have a price for this decision?

France wants some senior commands to be filled by French officers but beyond that it wants the United States to accept the idea of a European defence policy. Such a policy is allowed for in the EU's Maastricht Treaty of 1992 which laid down that the EU should develop policies that "might in time lead to a common defence."

However that time is a long way off and it remains to be seen if European countries are ever willing to commit sufficient forces for that defence without the US. The EU does have a mini force of 1500 with a military staff in Brussels and this could be developed.

What about France's nuclear weapons?

France has its own nuclear force, the Force de Frappe, with warheads carried by submarines, aircraft and missiles. The force was built to retain French independence in the event of a major threat and as an insurance policy in case the US did not defend Europe successfully. This force has never been under Nato command and will not be so now.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sarkozy anuncia volta da França a comando militar da Otan

A França está fora do comando desde 1966 e o presidente afirmou que 'independência não estará em questão'

AP e Efe


Sarkozy anuncia volta da França ao comando da Otan

AP

Sarkozy anuncia volta da França ao comando da Otan

PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta quarta-feira que "chegou o momento" da reintegração plena da França à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) com seu retorno ao comando militar, como um passo necessário para enfrentar condições de segurança que mudaram "radicalmente". O país está fora desse comando desde 1966 e Sarkozy ressaltou que "a independência não estará em questão", em uma clara mensagem aos críticos segundo os quais o governo francês estaria abrindo mão de parte de sua soberania nacional em prol da aliança. O líder francês também ressaltou que o país manterá o controle sobre seu arsenal nuclear.

O presidente Charles de Gaulle retirou a França do comando da Otan nos anos 1960, como forma de assegurar a soberania do país nos anos da Guerra Fria. Porém nesse período o país se manteve como membro da Otan.

"A França não é mais ameaçada por uma invasão militar", as ameaças atuais são muito diferentes, segundo o chefe do Estado francês, que ressaltou que "uma nação solitária é uma nação que não tem nenhuma influência".

Segundo Sarkozy, as novas ameaças exigem maior cooperação militar internacional. "Chegou a hora de por um fim a essa situação", afirmou ele em Paris, referindo-se ao fato de a França não fazer parte do comando militar da aliança.

Sarkozy fez estas declarações no encerramento de um colóquio sobre a França, a defesa europeia e a Otan, com a participação, entre outras autoridades, do secretário-geral da Aliança, Jaap de Hoop Scheffer, e do alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Javier Solana.

O presidente francês aproveitou a ocasião para explicar sua decisão de que França volte a participar plenamente do comando militar da Otan e para rebater as críticas de que isso implica em perda de soberania.

Sarkozy disse que é justamente o afastamento da França da Otan que limita sua independência nacional.

O porta-voz da Otan, James Appathurai, disse que a organização considera que o anúncio francês do retorno à estrutura militar integrada da organização beneficia a França, a Aliança e a União Europeia.

É uma situação na qual "todos ganham", disse Appathurai, em declarações antes do anúncio feito pelo presidente francês.

Para a França, significa o reconhecimento de sua "contribuição significativa" à Aliança, já que está entre os quatro países que oferecem mais meios e efetivos para as missões da organização, acrescentou o porta-voz.

A decisão de Sarkozy de voltar à estrutura militar da Aliança deve se concretizar durante a cúpula que a Otan realizará no início de abril por ocasião dos 60 anos de sua criação, nas cidades de Estrasburgo (França) e Kehl (Alemanha).

sábado, 31 de janeiro de 2009

Tensão no Oriente Médio reflete na França

NOISY-LE-GRAND – Em uma grande televisão de tela plana, os Chabchoubs, uma família de imigrantes da Tunísia, assistiam mães lamentando aflitas sobre corpos de crianças e pais chorando silenciosamente. As pilhas de pedregulhos, crianças mancando cobertas de cinzas – tudo isso televisionado diretamente de Gaza para suas salas de estar, em um subúrbio da classe trabalhadora de Paris.

Para os Chabchoubs, como muitos dos cerca de cinco milhões de muçulmanos que vivem na França, Gaza parece muito mais perto por causa de seus canais de língua árabe como a “Al Jazeera”, que tinha acesso à zona de guerra, diferentemente da mídia ocidental.

“É bom que o conflito tenha parado, mas isso não quer dizer que nós esqueceremos”, disse Enis Chabchoub, 29, técnico de computador que estava assistindo ao noticiário com seus pais, seus irmãos e sua cunhada. “Esta guerra será lembrada, e não apenas em Gaza”.

Governo

Na França, lar das maiores comunidades judaicas e muçulmanas da Europa Ocidental, o conflito entre o Hamas e Israel inflamou as emoções nas últimas três semanas. Fortemente expressadas em manifestações que levou milhares de pessoas às ruas, foi um fator que conduziu os esforços diplomáticos dos líderes franceses, incluindo o presidente Nicholas Sarkozy, a buscar um cessar-fogo duradouro.

“As emoções do Oriente Médio estão em nossas ruas”, disse Jean-David Levitte, consultor-chefe diplomático de Sarkozy, nesta semana.

Vinte e dois dias de conflito em Gaza também levantou antigas tensões, e em alguns casos, violência, entre duas comunidades cujos membros frequentemente vivem na mesma vizinhança e suportam a discriminação.

Consequências

Algumas pessoas se preocupam com que a guerra tenha causado danos duradouros nas relações entre comunidades. Líderes judeus advertem dos riscos de um indesejável sentimento de anti-semitismo se estender na comunidade muçulmana. Já os islâmicos acusam pessoas da comunidade judaica de alimentar influências contra os muçulmanos ao deliberadamente estimular que suas diferenças são mais políticas do que religiosas.

Desde que começou a guerra de Gaza, em 27 de dezembro do ano passado, bombas foram jogadas em quatro sinagogas na França, embora a polícia diga que não há certeza de que os ataques tenham sido feitos por muçulmanos. Um estudante judeu foi atacado por jovens de origem árabe no subúrbio de Paris, e dois estuadntes muçulmanos foram atacados do lado de fora do colégio por atacantes a favor de Israel. Tanto as famílias muçulmanas como as judias disseram que houve um aumento na intimidação e no abuso verbal.

Richard Prasquier, chefe do Conselho Representativo das Instituições Judaicas francês, disse que ao menos 60 ações anti-semitas foram cometidas desde que o conflito começou, ou cinco vezes mais do que em um período normal de três semanas.

Anti-semitismo

“O anti-semitismo na comunidade muçulmana está se tornando mais ideológica, e eventos recentes poderiam reforçar isso”, disse Pasquier de seu escritório no posto de operações do conselho em Paris. “Eles não se veem como anti-semitas. Identificam-se com os palestinos que são vítimas de Israel. Mas usam praticamente os mesmos estereótipos do antigo anti-semitismo, dos judeus ricos que manipulam governos e são a origem de todo o mal.”

M’hammed Henniche da União de Associações Muçulmanas no bairro de Seine-St.-Denis no norte de Paris, que inclui o Noisy-le-Grand, viu isso de forma diferente. “Sim, há raiva, mas não é contra os judeus, é contra Israel”, disse. “O problema é que assim que você condena Israel, você é chamado de anti-semita. Para nós, não é questão de religião, mas de política”.

Mas ele também disse que o diálogo inter-religioso entre muçulmanos e judeus sofreu por causa da guerra, e em alguns casos, imediatamente, suspensos.

“Algo se rompeu”, disse.

Passado

As tensões entre muçulmanos e judeus não são novidade por aqui; uma onde de violência ocorreu durante a luta dos palestinos por um Estado, em 2000. Mas isso não é só na França, como mostrou os incêndios deliberados e ataques na Grã-Bretanha, na Dinamarca e em outros lugares da Europa. Mas o tamanho das comunidades na França tornou a tensão mais óbvia.

Além disso, há a dolorosa história colonial da França em países árabes e um pequeno, porém conhecido, movimento de impulsos tanto anti-semitas quanto xenófobos. E a relação entre franceses muçulmanos e judeus é complexa mesmo nas melhores épocas.

Afinidades

Pessoas em ambas as comunidades condenaram vigorosamente a violência recente, e ambos os lados enfatizam suas afinidades culturais.

Como a vasta maioria de muçulmanos que vivem na França, cerca de dois terços dos 600 mil judeus que moram no país, é de origem norte-africana. Os dois grupos compartilham de diversas características culturais, incluindo a culinária e os coloquialismos, e muitos muçulmanos e judeus se opõem à lei aprovada em 2004, que baniu qualquer tipo de símbolo religioso nas escolas públicas francesas, incluindo a burca muçulmana e o kipá.

Mas se muitos da geração passada ainda tiverem memórias boas da convivência pacífica entre os lados, outros se arrependem de que a atmosfera tem se acalmado gradualmente. Algumas pessoas culpam os conflitos como a guerra no Iraque ou a rixa com o Irã por causa de suas ambições nucleares por resultar no distanciamento entre as comunidades. Outros veem o surgimento dos canais de televisão por satélite como uma fonte de tensão, porque os eventos são informados de diversos e diferentes pontos de vistas políticos.

Bairros

A guerra em Gaza levantou sentimentos fortes mesmo no 19º Distrito de Paris, no extremo norte da cidade, uma das vizinhanças maiores, mais pobres e com maior diversidade étnica.

Açougueiros kosher e uma grande escola de Lubavitcher (judaísmo ortodoxo) ficam a poucos passos de uma mesquita e nenhum ataque contra judeus ou muçulmanos foram relatados na vizinhança nas últimas três semanas. Mesmo assim, as emoções estão bem fortes.

“Eles estão nos perseguindo na França, porque não podem nos pegar em Israel”, disse uma judia enquanto saía de uma sinagoga local. Ela falou sob condição de anonimato porque disse que temia por sua segurança.

A dois blocos de distância, Ahmed Bessa, 45, comerciante, disse que os judeus estão brincando com a violência na França e em vários lugares da Europa, porque a opinião pública europeia não compartilha da mesma visão da guerra em Gaza. “Eles querem se retratarem como vítimas aqui, mas sabem que não são vítimas lá”, disse.

Mas se um pensamento une pessoas de ambos os lados, essa é a esperança para uma mudança e uma resolução durável do conflito entre Hamas e Israel.

“A única forma de acabar com esse assunto”, disse Chabchoub em Noisy-le-Grand, “é se há um acordo de paz apropriado e durável.


Por KATRIN BENNHOLD

domingo, 18 de janeiro de 2009

Desculpas Tchecas pela provocação

A República Tcheca pediu desculpas e garantiu que as ideias expressas na exposição “Entropa” não correspondem ao pensamento oficial do seu Governo.

Esta quinta-feira, o vice-primeiro-ministro checo, Alexandr Vondra aproveitou a cerimomia oficial de inauguração para, formalmente, desagravar a questão:

“Isto não é o que o governo checo, actualmente na presidência da União Europeia pensa de cada um dos estados-membros. “Entropa” é um tipo de provocação. Eu compreendo que alguns se possam sentir ofendidos e eu gostaria de lhes pedir desculpa”.

O vice-chefe do governo, ao abandonar o atrio do Conselho Europeu, cruzou-se com o autor da exposição, David Cerny e teve o cuidado de não lhe dirigir palavra.

Cerny falou, mas Alexandr Vondra já não o ouviu:


“Eu sinceramente… nós sinceramente esperamos que isto seja visto como uma brincadeira, como uma peça de arte agradável, como uma instalação agradável, e nada mais. Eu não fiz isto para ter um grande sucesso. Falamos agora das partes mais polêmicas da escultura, mas eu pensei sempre na obra, no seu conjunto”, disse o autor.


Um Reino Unido desaparecido do conjunto europeu, uma França sempre em greve, uma Itália associada ao sexo e ao futebol, uma Polônia feita de padres e homossexuais, uma Espanha de cimento armado, ou um Portugal a braços com o seu passado colonial são algumas das visões de David Cerny que já lhe valeram estes momentos da glória.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sarkozy e Brown defendem mudança no Conselho de Segurança da ONU

Por François Murphy

PARIS (Reuters) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse na sexta-feira que seu país e a Grã-Bretanha vão pressionar no próximo mês por uma reforma temporária do Conselho de Segurança.

Sarkozy disse que a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em fevereiro, deve estudar a questão.

O caso da reforma do órgão máximo de segurança mundial, cuja composição reflete em grande medida o equilíbrio de poder global logo após a 2o Guerra Mundial, está parado há muito tempo.
"Juntamente com o Reino Unido, a França vai pedir uma solução interina que, a meu ver, é a única capaz de desbloquear esta questão, que não apenas não vem avançando, mas vem retrocedendo", disse Sarkozy em discurso a diplomatas estrangeiros.

Atualmente o Conselho de Segurança tem cinco membros permanentes: Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e China.

Sarkozy disse que os membros permanentes do conselho devem incluir um Estado africano, um latino-americano e a Índia, acrescentando que a participação da Alemanha e do Japão poderia ser discutida, e que uma reforma temporária possibilitaria que fossem testadas diferentes opções.

"Não me parece muito razoável que não haja um único país árabe que seja membro permanente deste organismo", disse Sarkozy, que teve um jantar reservado com o premiê britânico Gordon Brown em Paris na quarta-feira.

Sarkozy também reiterou seu chamado para que o Grupo dos Oito países industrializados (G8) seja ampliado para incluir países emergentes como China e Índia.

Num discurso que cobriu vários tópicos, Sarkozy falou de vários temas delicados, mas manteve um tom incomumente diplomático.

Ele disse que é do interesse do mundo regulamentar o preço de commodities, incluindo o petróleo, e que os países ricos devem trabalhar para garantir preços "aceitáveis" aos produtores.
"Aproveitemos o momento atual para estender uma mão aos países produtores de petróleo, enquanto o barril de Brent é vendido a 45 dólares, para lhes dizer que nós, países desenvolvidos, concordamos em discutir com eles, os países produtores, como lhes garantir um nível médio aceitável de preços do petróleo", disse Sarkozy.

Desde o pico do ano passado, quando estava a 147 dólares o barril, o preço do barril de óleo cru leve americano caiu para menos de um quarto desse valor.

Sarkozy também pediu que sejam repensadas as negociações comerciais globais da Organização Mundial do Comércio, que estão paradas mais uma vez, na espera da chegada da nova administração americana.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

ONGs pedem que Sarkozy mobilize a Europa para proteger civis na RDC

Paris, 25 nov (EFE).- Diversas ONGs solicitaram hoje ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, cujo país está na Presidência rotativa da União Européia (UE), uma urgente mobilização na Europa e na França para proteger a "população civil vítima do conflito na República Democrática do Congo (RDC)".


Em comunicado, a Federação Internacional de Direitos Humanos, a Human Rights Watch, a Anistia Internacional França, a Oxfam France e a Ação dos Cristãos pela Abolição da Tortura ressaltaram a necessidade de reforçar imediatamente a Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monuc).


"O reforço da Monuc foi votado, mas levarão meses para que as tropas suplementares estejam mobilizadas no terreno de maneira efetiva", disseram as ONGs no comunicado, acrescentando que "garantir a proteção das populações civis implica em reforçar a presença militar".


As ONGs colocarão um cartaz na Esplanada dos Direitos Humanos, em Paris, com o lema: "O tempo está acabando para a população da República Democrática do Congo. O senhor Sarkozy tem que reagir já!".


Simultaneamente, membros da Anistia Internacional e da Oxfam Reino Unido se reunirão em frente ao escritório do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, para pedir a mesma mobilização. EFE

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A Campanha da Rússia

CAAAAAAAALMA, eu sei que o Medvedev ganhou, eu sei que isso tudo faz parte do passado. Não é dessa campanha da Rússia que eu estou falando. Falo da invasão do Napoleão a Russia, em 1812. Essa Campanha foi gigantesca, perpetrada Franceses e seus aliados, sob o comando de Napoleão em 1812, e que teve grande impacto sobre o desenrolar das chamadas Guerras Napoleônicas. Afinal, as forças de invasão, ao final, foram reduzidas a 2% do seu contingente inicial.

Eu gosto muito desse tema porque uma das minhas músicas favoritas e meu nome não existiriam se essa campanha não existisse... Eu explico, mas primeiro, o que foi a campanha?

Ela começou na madrugada do dia 24 de junho de 1812, quando o grande exército napoleônico cruzou o Nemen e invadiu a Rússia sem avisos ou declarações formais de guerra, e a 17 de Agosto atacava Smolensk. A ação foi um golpe nos planos de Alexandre I, que desde maio vinha montando seu próprio grande exército. Incluindo cossacos e milícias populares, chegava-se à espantosa cifra de 900 mil homens. O problema é que essa massa militar estava sendo reunida na Moldávia, na Criméia, no Cáucaso, na Finlândia e em regiões do interior do império, longe demais do local de entrada do exército francês. Por isso, em junho de 1812 os russos só conseguiram colocar cerca de 280 mil homens e 934 canhões na fronteira ocidental.

Ao todo, eram três exércitos cuidando da fronteira. O 1° Exército, com 160 mil homens, combateria sob as ordens do general e ministro da guerra, Mikhail Bogdanovich Barclay de Tolly, posicionado em direção a São Petersburgo. O 2° Exército, de Pyotr Bagration, general e príncipe da Geórgia, tinha 62 mil homens e se fixara entre os rios Nemen e Bug, ao norte dos pântanos de Pripet. Já o Terceiro Exército, do general Pyotr Alexander Tormasov, tinha cerca de 58 mil homens e olhava para o sul, em direção a Kiev. Sem condições de contra-atacar, os russos começaram a se retirar para o interior da pátria-mãe. Era uma necessidade para oferecer combate aos invasores. Em 8 de julho, a Rússia saiu às ruas para ouvir um manifesto de Alexandre I que conclamava o povo a combater os franceses. As milícias populares vieram por causa do chamado, apoiado pela Igreja Ortodoxa. Cossacos, camponeses e até ciganos se alistaram aos milhares.

Mesmo assim, no dia 23 de julho o marechal Davout bloqueou a passagem do general Bagration em Mogilev (na atual Bielorrússia) e impediu sua reunião com Barclay e, por extensão, a reação russa. Os problemas, entretanto, já começavam a rondar a brigada francesa. Sem ter lutado nenhuma batalha decisiva, a grand armée havia sido reduzida em cerca de 2/3 por causa de fadiga,fome, deserção e morte. A vantagem, porém, continuava ao lado de Napoleão. No lado oposto, o czar reclamava da incompetência de Barclay em interromper o avanço francês e o substituiu pelo general Mikhail Illarionovich Kutuzov em 20 de agosto. Este, contudo, após tomar ciência da situação, continuou a estratégia de seu antecessor. Na época, ele disse o seguinte a seus homens: "Os franceses vieram para cá sozinhos e sozinhos voltarão". É preciso entender que essa retirada russa escondia um mecanismo perverso. Quanto mais os franceses avançavam, mais sofriam com a falta de comida e armamentos. Em paralelo, as fileiras de Alexandre I engordavam. Preocupado em conseguir suprimentos, Napoleão rumou para a capital russa, onde tinha a certeza de poder se reabastecer. Não foi bem o que aconteceu.


Kutuzov na Batalha de Borodino.


Em setembro, o general Kutuzov achou que chegara o momento de parar e lutar. Estacionou seus então 155 mil homens e 640 canhões na aldeia de Borodino, a menos de 150 km de Moscou. No dia 7 de setembro, às 6 horas da manhã, Napoleão deu início ao ataque com seus 135 mil homens e 587 canhões. O sangue jorrou até depois do pôr-do-sol. Foram cerca de 16 horas de confronto ininterrupto, transformando Borodino na maior batalha de um dia das Guerras Napoleônicas. Apesar de a vitória ter sido francesa, a armada de Napoleão amargou 58 mil mortos, incluindo 48 marechais. Os russos perderam quase metade de seu exército: 66 mil baixas, entre elas a do general Bagration. A demora na chegada do reforço e o massacre do dia anterior fizeram Kutuzov optar pela retirada. Enquanto Napoleão esperava a rendição do czar, o inimigo aumentava seus exércitos rapidamente.


O exército de Napoleão em Moscou.

Napoleão teve então de reavaliar as opções. Seu exército estava enfraquecido. As linhas de abastecimento foram cortadas. A rendição inimiga não dava mostras de acontecer. Após cinco semanas acampando sobre as cinzas da cidade, decidiu dar meia volta e iniciar o retorno à França em 19 de outubro. Junto aos soldados, seguiram uma lenta procissão de carroças carregadas de peles, prata, porcelana e seda — fruto de saques. Em 24 de outubro, 20 mil homens do marechal francês Delzons procuravam suprimentos em Maloyaroslavets, a 121 km de Moscou. Ao dar com os primeiros franceses, o general russo Kutuzov cometeu um erro. Acreditando se tratar de uma facção desgarrada, enviou apenas 12 mil homens para detê-la. Na Batalha de Maloyaroslavets, apesar da vitória tática de Napoleão, o imperador francês foi empurrado de volta ao caminho devastado usado na ida. No dia 4 de novembro, uma neve pesada começou a cair sobre os franceses desnutridos. No dia 9 de novembro, a temperatura caiu para cerca de -26°C e continuava baixando. O frio penetrava nas roupas esfarrapadas dos soldados e se somava à exaustão. Muitos mal conseguiam andar, quanto mais resistir aos constantes ataques dos cossacos liderados pelo chefe Matvey Ivanovich Platov. Quando essa multidão maltrapilha finalmente alcançou os suprimentos guardados em Smolensk, toda a disciplina militar desapareceu. Uma turba de soldados famélicos saqueou os armazéns e destruiu boa parte dos alimentos, que poderiam ter durado o inverno inteiro. Por volta do dia 16 de novembro, sob o frio de -32°C, a marcha tentava ir para casa.


O passo seguinte era atravessar o rio Berezina (na atual Bielorrússia). No dia 26 de novembro, os remanescentes da grande armée caíram numa armadilha. Pela frente os russos seguravam a ponte. Por trás pressionava o exército de Kutuzov. Em segredo, Napoleão enviou seu corpo de engenharia para construir uma ponte improvisada sobre o semicongelado Berezina. Quando os russos perceberam, abriram fogo. Cerca de 10 mil russos pereceram, contra 36 mil franceses, muitos dos quais só foram encontrados com o degelo da primavera. No dia 14 de dezembro de 1812, sob um frio de -38°C, apenas 10 mil homens conseguiram cruzar o rio Nemen de volta. A contagem das baixas do fracasso napoleônico: 550 mil homens mortos. No lado russo, 250 mil soldados efetivos e 50 mil entre milícias cossacas e populares. A campanha da Rússia mostrou que Napoleão não era invencível. Muitos países se rebelaram. Era o fim do sonho napoleônico de um domínio da Europa

Até 1941 a campanha era conhecida na Rússia sob o nome de Guerra Patriótica (em russo Отечественная война, Otechestvennaya Voyna). Atualmente, o termo russo Guerra Patriótica de 1812 a distingüe da Grande Guerra Patriótica, que designa a campanha levada à cabo pelos Soviéticos contra os Nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Mais do que isso, essa vitória marcou profundamente a cultura Russa, tanto que Leon Tolstoi escreveu seu clássico "Guerra e Paz" como essa Guerra de pano de fundo. Além disso temos o famoso 1812 Overture de Tchaikovsky que também retrata esse momento.





sábado, 30 de agosto de 2008

Resenha: O AMERICANO TRANQÜILO

Em 1952 Saigon está em plena guerra, envolvida na luta pela libertação do local do domínio francês. É nesta época que chega Alden Pyle (Brendan Fraser), um americano idealista que é enviado para ajudar as forças locais. Lá, ele conhece Thomas Fowler (Michael Caine), um veterano correspondente do jornal London Times, que lhe apresenta Phuong (Do Thi Hai Yen), uma bela vietnamita com quem está envolvido. Logo, as intensões de Pyle com Phuong e com o próprio país ficam claras e percebemos que nem tudo é o que parece. Adaptado do livro de mesmo nome de Graham Greene.



Acordo Estratégico entre FRANÇA-BRASIL

20h32 Nesta quarta-feira, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu os dois últimos aviões Mirage 2000, de um total de 12 já em uso, comprados da França. A entrega ocorreu na Base Aérea de Anápolis (GO).

Esses aviões farão a ponte até a chegada dos novos modelos que serão adquiridos através do projeto FX2 e que têm entrega prevista para 2015.

Durante o evento, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou que em dezembro os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy irão assinar um acordo estratégico que vai permitir a ampliação da base industrial de defesa do Brasil.

Depois de voar por cerca de 50 minutos num Mirage, o ministro afirmou que o Brasil não vai mais realizar compras de prateleira e que as novas aquisições serão feitas com a garantia de transferência de tecnologia por parte dos fabricantes.

“Significa a importância de nós encerrarmos um ciclo, que é o ciclo do Brasil comprador. Agora nós deveremos começar um novo ciclo, que é o ciclo do Brasil Parceiro”, afirmou.

Jobim explicou que o Brasil deverá adquirir um pequeno lote inicial do avião escolhido e passar a desenvolver uma plataforma que participe da produção das unidades seguintes.

Segundo ele, “a nova estratégia de Defesa significa que nós seremos produtores”.

Participam da disputa do FX2 as empresas norte-americanas Boeing (F/A-18 E/F Super Hornet) e Lockheed Martin (F-35 Lightning II), a francesa Dassault (Rafale), a russa Rosoboronexport (Sukhoi SU-35), a sueca Saab (Gripen) e o consórcio europeu Eurofighter (Typhoon).

O ministro deixou claro que a transferência de tecnologia será fundamental na definição do modelo que vai operar no Brasil e lembrou que recentemente o governo dos Estados Unidos dificultou a remessa de componentes adquiridos para o Super Tucano, da Embraer.

Nelson Jobim elogiou a transparência da França e sua disposição de avançar neste projeto da mesma maneira que avançou no acordo para a transferência de tecnologia destinada à produção de um submarino brasileiro de propulsão nuclear.

No entanto, negou que haja decisão tomada em relação aos franceses para a aquisição dos novos aviões. “A partir de janeiro nós vamos abrir a discussão em relação ao FX. Evidentemente os franceses estão na concorrência, agora, tudo vai depender das conveniências ao Brasil”, afirmou.

Para o ministro, é fundamental que o Brasil tenha autonomia tecnológica e industrial para a consolidação da defesa. “O país que tem a capacitação nacional tem poder dissuasório real”, destacou.

Ele também fez questão de esclarecer que o fortalecimento da defesa do país não tem nenhuma causa específica.
“Não estamos organizando e transformando as Forças Armadas pela perspectiva de um inimigo ou de uma ameaça. Estamos transformando na perspectiva da capacitação”, afirmou.

O ministro lembrou que o país tem muitas riquezas a defender, como as áreas juridicionais de sua plataforma marítima, que somam 3,5 milhões de km2, e que deverão subir para 4,5 milhões. “São grandes riquezas. Só os leigos é que acreditam que não precisam estar capacitados para responder a qualquer ameaça”.

IV Frota

Nesta quinta-feira, Nelson Jobim participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional do Senado, sobre a reativação da IV Frota da Marinha dos Estados Unidos.

Ele fez questão de afirmar que não há qualquer vínculo entre o fortalecimento da Defesa brasileira e a criação da IV Frota.

“Não vamos nos conduzir da perspectiva de que os Estados Unidos estejam nos conduzindo. Nós vamos nos conduzir dentro das nossas condições e da nossa perspectiva de capacitação”, ressaltou o ministro.

Ele explicou que a decisão do governo norte-americano não preocupa.

Segundo Jobim, “isso é uma decisão americana. O americano toma as decisões que bem quer. Nós não gostaríamos que as decisões que o Brasil está tomando agora no Plano de Defesa fossem objeto de objeções americanas. A autodeterminação dos povos é vital, e eu não vejo nenhuma dificuldade em relação à IV Frota. Fica nítido e claro que as relações com o Brasil continuarão sendo amistosas”.

Pré-sal

Nelson Jobim explicou que as Forças Armadas devem estar preparadas para defender a área do pré-sal, mas que não há preocupação exclusiva da Defesa com as reservas.

“Nós temos que nos lembrar que a América do Sul é a maior reserva de energia do mundo hoje, é a maior reserva de produção de alimentos e a maior reserva de água doce. Nós temos a Amazônia e o aqüífero Guarani. Isto basta para que nós tenhamos capacitação”, esclareceu.


"É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte"
Fonte: www.inforel.org

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O wi-fi sobre vigilância

Cada dia mais, a tecnologia wi-fi(internet sem fio) vem se expandindo, e com ela, aumentam o número de discussões sobre suas consequências para a saúde.
Em quase todas as capitais européias é muito fácil encontrar um ponto de internet wi-fi.Mas na França, problemas começam a surgir com a expansão dessa tecnologia.Agora que 260 pontos municipais já estão equipados com internet sem fio, na chamada operação "Paris wi-fi", os empregados das bibliotecas estão preocupados com a super-exposição às ondas eletromagnéticas.Estudos estão em andamento para aprofundar sobre essa questão e descobrir se há realmente algum risco para a população, e paralelamente , uma conferência sobre o tema "Ondas e saúde" deverá ser organizada.O Comitê de higiene e segurança fará em breve um pronunciamento sobre a questão.

domingo, 18 de maio de 2008

Como comprovar o nacionalismo francês

Uma maneira simples e prática de sentir o nacionalismo do povo francês:
1a etapa - Vá a uma rua durante a madrugada em Paris;
2a etapa - Procure 2 grupos distintos de pessoas;
3a etapa - Pergunte a elas aonde fica o Mc Donald mais próximo;
4a etapa - Não espere uma resposta.

Acredite se quiser, isso aconteceu.12:30. Rue de L'Opéra.

Resposta do 1o grupo:"Mc. Donald?Isso é proibido em Paris.Não tem nenhum aqui não.Mas tem um restaurante francês muito bom perto daqui."

Resposta do 2o grupo:"Mc.Donald?Porque você come essa porcaria!?Eu odeio Mc.Donald em Paris!Eu amo comida francesa."

Tente você também.


quarta-feira, 30 de abril de 2008

Desafios da França na União Européia

  Em um desses dias frios em Paris, fui tomar chocolate quente com uma amiga brasileira e outra mexicana em um café. Estávamos conversando sobre política, quando o dono do bar(que também é garçon e caixa) entrou na conversa.Perguntamos a ele o que achava do presidente Nicolas Sarkozy, e ele respondeu que tinha votado nele. Ele foi a primeira pessoa que me respondeu isso aqui em Paris. Todas as pessoas, quando indagadas sobre ele, respondem sempre a mesma coisa: que é horrível e que não aguentam mais ouvir falar sobre ele e a Carla Bruni. Os jornais chamam Sarkozy de presidente "bling-bling": esse termo é ligado a dinheiro, que tudo que ele pensa é dinheiro, que ele só quer dinheiro. E, freqüentemente em seus discursos, ele diz que o povo francês tem que trabalhar mais para ganhar mais.

  Mas, voltando ao bar, o dono do estabelecimento nos disse que a vida anda difícil na França; e isso não foi só ele que disse, várias outras pessoas que moram aqui, de diferentes classes, me disseram que a vida aqui anda cara, tudo aqui anda subindo de preço, e mesmo para os turistas esse aumento do custo de vida é perceptível.O preço de alimentação e de alojamento cresceu em praticamente toda a Europa.O que reclamam os franceses é que os preços aumentam mas o salário continua o mesmo,pelo motivo do atual “congelamento” dos salários na França, devido entre outros fatores,ao dinheiro que sai dos países membros da União Européia para ajudar os países que recentemente aderiram a União, como Bulgária e Romênia.E além desse problema,outro fator incomoda os franceses, a desigualdade dos países na União Européia faz com que países como a França, tenham várias taxas e salários altos, comparados aos dos países que entraram recentemente, fazendo assim, com que muitas empresas instaladas no país prefiram esses países.

  Nessa mesma conversa com o dono do bar, o indagamos sobre a vida pós-euro. A resposta foi rápida: pior. A vida com o euro ficou mais cara. Ele disse que com o euro a vida triplicou. O preço que ele pagava pelo pequeno estabelecimento que têm, agora é o triplo,1.200 euros por mês. E o futuro não traz melhoras para os franceses e os europeus em geral: pelo menos nos próximos 10 anos parte do dinheiro vai continuar sendo utilizado para que os novos países da U.E. possam crescer e se eqüalizar aos outros. Só posso desejar Bonne Chance aos franceses.