domingo, 10 de maio de 2009
Programa do BM na África permite reinserção de 300 mil ex-combatentes
O responsável da instituição para os programas que fornecem apoio aos esforços de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração do PMDR, Marcelo Fabre, explicou algumas das conquistas do projeto à Agência Efe.
Ele informou, por exemplo, que o prazo será encerrado depois de US$ 560 milhões terem sido investidos em Angola, Burundi, República Centro-Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Ruanda e Uganda.
Ele é um dos 600 especialistas de 25 países que compartilham experiências em reinserção no 1º Congresso Internacional de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (CIDDR) que começou hoje na cidade colombiana de Cartagena das Índias, no Caribe.
O congresso será fechado na quarta-feira pelos presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da Guatemala, Álvaro Colom.
O PMDR desenvolvido na região dos Grandes Lagos contribuiu também para a libertação de 40 mil crianças-soldado que faziam parte de grupos armados em vários países da África Central, contou Fabre.
No entanto, os programas por país continuarão apoiados pelo BM e por alguns dos doadores do plano regional.
A diretora do PMDR, Maria Correia, assegurou que o programa alcançou em torno de 75% de sua meta inicial, e que os resultados obtidos são assombrosos, levando em conta a volatilidade da região e os objetivos ambiciosos da iniciativa.
"O PMDR foi o maior programa do tipo que se desenvolveu no mundo.
Foi criado em 2002 para dar uma resposta perante os conflitos que atingiram a região da África Central nos fins dos anos 90", indicou o BM. EFE fer/db
sábado, 25 de abril de 2009
HRW lança campanha contra utilização de crianças-soldado
A HRW lembrou hoje que há um tratado na ONU, ratificado por 126 países, que proíbe o recrutamento e o uso forçado de menores de 18 anos em conflitos armados.
"Jovens de todo o mundo uniram forças para manifestar sua indignação porque meninos e meninas continuam sendo usadas para combater em guerras", disse uma das organizadoras da campanha na HRW, Jo Becker.
A especialista ressaltou que a iniciativa busca "um maior compromisso dos líderes mundiais com o fim desta prática", que ainda ocorre em 15 países ou territórios, inclusive em alguns daqueles que ratificaram o tratado.
Os países ou territórios nos quais crianças ainda combatem são: Afeganistão, Mianmar, Chade, Colômbia, Filipinas, Índia, Iraque, República Centro-Africana, República Democrática do Congo (RDC), Somália, Sri Lanka, Sudão, Tailândia, territórios palestinos ocupados e Uganda.
Além disso, oito Governos - Mianmar, Chade, Índia, RDC, Ruanda, Sri Lanka, Sudão e Uganda - assinaram o tratado, mas continuam utilizando crianças em suas forças armadas ou apóiam grupos armados que recrutam menores em seus territórios ou em Estados vizinhos.
Em apoio à campanha, um grupo de ex-crianças-soldado e outros jovens de diferentes partes do mundo apresentaram hoje milhares de "mãos vermelhas" simbólicas ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, de quem cobraram ações mais contundentes contra o problema.
"O recrutamento forçado e o uso de crianças-soldado é um dos mais horríveis abusos dos direitos humanos hoje em dia", disse Ban, que lamentou o fato de milhares de crianças serem exploradas e se verem obrigadas a suportar a violência.
A HRW informou que jovens de 101 países recolheram mais de 250 mil "mãos vermelhas", o símbolo dos esforços internacionais pela erradicação das crianças-soldado, para apoiar a campanha. EFE
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Refugiados do Camboja têm sequelas de trauma dos anos 1970
Terça, 2 de agosto de 2005, 19h24 Refugiados do Camboja têm sequelas de trauma dos anos 1970 A maior parte dos refugiados vindos do Camboja e que vivem atualmente nos EUA sofrem de estresse pós-traumático, depressão profunda ou alcoolismo, mesmo depois de passadas décadas do genocídio no país asiático, revelou um estudo divulgado na terça-feira. Uma pesquisa com um grupo representativo dos 175 mil cambojanos refugiados nos EUA descobriu que quase todos possuem sequelas pelo fato de terem quase morrido de fome ou de terem visto parentes e amigos serem assassinados na década de 1970. Estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas tenham perdido a vida durante o governo do Khmer Vermelho, de 1975 a 1979, e nas guerras civis ocorridas antes e depois desse período. O grande número de distúrbios psicológicos encontrados entre os refugiados cambojanos é indício da existência de uma crise maior afetando os 42 milhões de refugiados do mundo, revelaram outras reportagens também publicadas pela revista Journal of the American Medical Association. Segundo uma análise de vários estudos anteriores sobre a situação dos refugiados, os que continuavam em seus países ao invés de emigrar sofreram problemas mentais relativamente piores. E os refugiados do sexo feminino apresentavam mais distúrbios que os do sexo masculino, disse o autor do estudo, Mathew Porter, do Columbia Presbyterian Medical Center (EUA). Outra pesquisa descreveu o impacto devastador sofrido por mulheres de Ruanda estupradas e contaminadas pela Aids durante o genocídio ocorrido no país. O estudo com 490 cambojanos que moram na Califórnia descobriu que dois terços deles sofrem de estresse pós-traumático, metade, de depressão profunda e um em cada 20 tem problemas com álcool ou drogas. Menos de um terço deles não apresentou problema nenhum.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
ONU: 200 mil tiveram de deixar suas casas no Congo
O Programa Mundial de Alimentação da ONU afirmou nesta sexta-feira (24) que os confrontos na província de North Kivu, no Congo, forçaram perto de 200 mil pessoas a deixarem suas casas desde agosto. Há confrontos no leste do país entre partidários do senhor da guerra Laurent Nkunda, milícias e também o Exército. Uma força da ONU com 18 mil soldados não conseguiu interromper o conflito na vasta região rural de montanhas e florestas.
Segundo a ONU, entre 1,4 e 2 milhões de pessoas foram desalojadas de suas casas em North Kivu desde 2007. O presidente da agência da ONU, Charles Vincent, denunciou que muitas dessas pessoas estão desnutridas e várias morreram de fome. Segundo ele é necessário US$ 46 milhões para comprar 33 mil toneladas de comida para o país até março.
Fonte: AE
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Ruanda será 1º país com maioria feminina no Parlamento
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| Ruanda já tem maior proporção de parlamentares mulheres |
Até o momento, segundo a Comissão Eleitoral Nacional, as mulheres garantiram 44 das 80 vagas no Parlamento, e o número pode aumentar se as três vagas reservadas para portadores de deficiência e representantes jovens forem para mulheres.
Ruanda tem uma Constituição, estabelecida depois do genocídio de 1994, que garante uma cota de 30% das vagas para parlamentares mulheres.
O atual Parlamento de Ruanda já tem 48,8% de presença feminina, a taxa mais alta do mundo. Agora, com os novos números, o Parlamento terá pelo menos 55% de representação feminina.
Sem partido
O partido de governo conseguiu 78% das cadeiras no Parlamento na votação da última segunda-feira.
O Partido Liberal e o Partido Social Democrata já admitiram a derrota, segundo o correspondente da BBC na capital Kigali, Geoffrey Mutagoma.
As eleições indiretas para a cota das mulheres no Parlamento foram realizadas na terça-feira, e a votação para os representantes jovens e portadores de deficiência ocorrem nesta quarta e quinta-feira.
As mulheres que ocupam vagas no Parlamento reservadas para a cota feminina não podem representar nenhum partido.
"As próprias mulheres podem compreender muito, muito melhor os problemas das outras mulheres", disse a eleitora Anne Kayitesi à BBC.
"Homens, especialmente em nossa cultura, costumam pensar que mulheres estão lá apenas para ficar em casa, cozinhar, cuidar dos filhos", acrescentou. "Mas os problemas reais de uma família são conhecidos por uma mulher."
Esta foi a segunda eleição parlamentar desde o genocídio de 1994, em que cerca de 800 mil pessoas, da minoria tutsi e hutus moderados, morreram nas mãos de milícias hutu em apenas cem dias.
O presidente Paul Kagame estabeleceu o partido Frente Patriótica de Ruanda (RPF, na sigla em inglês) como a força rebelde que tomou o poder e encerrou o genocídio.

