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terça-feira, 26 de maio de 2009

Sri Lanka promete encerrar conflitos no fim de semana

COLOMBO - O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, prometeu ontem encerrar a guerra contra Exército de Libertação dos Tigres do Tamil Eelam (LTTE) neste fim de semana. "A liberdade dos civis tâmeis mantidos como reféns pelo LTTE está próxima e o resgate de todos os civis da pequena faixa de terra mantida pelo grupo será concluída em 48 horas", disse na quinta-feira. O Exército luta contra o grupo para tomar o controle total da pequena faixa costeira onde os rebeldes se encontram.



Hoje duas unidades do Exército estavam abrindo caminho na costa, uma a partir do norte e outra a partir do sul, com o objetivo de se encontrarem e cortar a última ligação dos rebeldes com o mar e cercá-los, disse o porta-voz militar brigadeiro Udaya Nanayakkara. Segundo ele, as unidades estavam separadas por um trecho de apenas 1,8 quilômetro. O ministro do Exterior, Rohitha Bogollagama, disse na Jordânia que os soldados cingaleses estavam provavelmente travando sua batalha final com os últimos combatentes rebeldes. Ele disse que havia indicações de que os parentes dos principais líderes rebeldes estavam fugindo da zona de guerra.



Também nesta sexta-feira a marinha interceptou um barco suspeito na costa noroeste. Foram detidos a mulher, o filho e a filha do líder do braço naval dos rebeldes, que estavam entre os 11 ocupantes da embarcação, disse Nanayakkara. Pelo menos 1.800 civis conseguiram sair da zona de conflito hoje, juntando-se ao mais de 3.700 que atravessaram uma lagoa um dia antes, informou Nanayakkara Said. Os rebeldes atiraram contra os que fugiram ontem, matando quatro pessoas e ferindo outras 14, disse ele.



Na medida em que os confrontos se intensificam, centena de refugiados desesperados escaparam da zona de conflito. Um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) foi enviado ao local com a missão urgente de proteger as dezenas de milhares de civis que continuam presos na zona de guerra em meio a fortes bombardeios. O governo expulsou os rebeldes do Estado que eles controlavam, no norte do país, e os encurralou numa faixa de 4 quilômetros quadrados na costa nordeste.



Os rebeldes negaram as acusações de que estejam mantendo os civis como escudos humanos e que tenham atirado contra os que tentam fugir. Os relatos dos confrontos são difíceis de serem verificados porque o governo proíbe a maioria dos jornalistas e trabalhadores humanitários de entrar na zona de conflito.

sábado, 25 de abril de 2009

HRW lança campanha contra utilização de crianças-soldado

Nações Unidas, 12 fev (EFE).- A ONG Human Rights Watch (HRW) lançou hoje a Campanha Mãos Vermelhas, na qual pede aos países e à ONU que aumentem seus esforços para acabar com a utilização de crianças-soldado em conflitos.



A HRW lembrou hoje que há um tratado na ONU, ratificado por 126 países, que proíbe o recrutamento e o uso forçado de menores de 18 anos em conflitos armados.



"Jovens de todo o mundo uniram forças para manifestar sua indignação porque meninos e meninas continuam sendo usadas para combater em guerras", disse uma das organizadoras da campanha na HRW, Jo Becker.



A especialista ressaltou que a iniciativa busca "um maior compromisso dos líderes mundiais com o fim desta prática", que ainda ocorre em 15 países ou territórios, inclusive em alguns daqueles que ratificaram o tratado.



Os países ou territórios nos quais crianças ainda combatem são: Afeganistão, Mianmar, Chade, Colômbia, Filipinas, Índia, Iraque, República Centro-Africana, República Democrática do Congo (RDC), Somália, Sri Lanka, Sudão, Tailândia, territórios palestinos ocupados e Uganda.



Além disso, oito Governos - Mianmar, Chade, Índia, RDC, Ruanda, Sri Lanka, Sudão e Uganda - assinaram o tratado, mas continuam utilizando crianças em suas forças armadas ou apóiam grupos armados que recrutam menores em seus territórios ou em Estados vizinhos.



Em apoio à campanha, um grupo de ex-crianças-soldado e outros jovens de diferentes partes do mundo apresentaram hoje milhares de "mãos vermelhas" simbólicas ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, de quem cobraram ações mais contundentes contra o problema.



"O recrutamento forçado e o uso de crianças-soldado é um dos mais horríveis abusos dos direitos humanos hoje em dia", disse Ban, que lamentou o fato de milhares de crianças serem exploradas e se verem obrigadas a suportar a violência.



A HRW informou que jovens de 101 países recolheram mais de 250 mil "mãos vermelhas", o símbolo dos esforços internacionais pela erradicação das crianças-soldado, para apoiar a campanha. EFE

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sri Lanka bombardeia indiscriminadamente áreas civis, diz HRW

Nova York, 24 mar (EFE).- O Exército do Sri Lanka bombardeia indiscriminadamente as chamadas "áreas seguras" nas quais se refugiam milhares de civis retidos no norte do país pelos rebeldes tâmeis, assegurou hoje a ONG Human Rights Watch (HRW).



A organização de direitos humanos assinalou em comunicado de imprensa que cerca de 2.700 civis perderam a vida nos dois últimos meses por causa dos combates entre o Exército e a guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).



"Recebemos denúncias de que todos os dias civis morrem e ficam feridos nas áreas seguras, enquanto o Governo cingalês continua negando estes ataques", disse o diretor para a Ásia da HRW, Brad Adams.



O uso dos civis como escudo humano contribui para esse derramamento de sangue, acrescentou.



Segundo o comunicado, um médico de um hospital improvisado em Putumattalan, uma das regiões declaradas seguras pelo Governo, informou à HRW que recebem diariamente dúzias de civis mortos e feridos.



A HRW ressaltou que é muito difícil receber informações precisas sobre a situação na área de conflito, porque o Governo impede o acesso da imprensa e de observadores independentes.



A ONG denunciou também que os LTTE continuam impedindo a fuga de cerca de 150 mil civis presos na frente de combate, e que são usados como escudo contra os ataques do Exército.



A HRW afirmou ainda que os civis apanhados pelo conflito também encontram muita dificuldade para conseguir alimentos e água, além de serviços sanitários e atendimento médico. EFE