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sexta-feira, 4 de junho de 2010

5 BEST STORIES YOU MIGHT HAVE MISSED THIS WEEK

Posted by Laura Heaton for ENOUGH

Here at Enough, we often swap emails with interesting articles and feature stories that we come across in our favorite publications and on our favorite websites. We wanted to share some of these stories with you as part of our effort to keep you up to date on what you need to know in the world of anti-genocide and crimes against humanity work.

In a counter-intuitive move, the Sudanese government ordered the country’s main daily newspapers to print additional pages in each issue. Sudan is notorious for its lack of press freedom, so what’s the deal? One conclusion journalists in Sudan are drawing, according to Alsanosi Ahmed in a blog post for the LATimes: the government is trying to boost the revenue for the printing houses, many of which are owned by wealthy Sudanese businessmen with ties to the ruling party.

Marking the passage of the LRA bill in the U.S. Congress, a group of human rights defenders from northeastern Congo sent a direct appeal to President Obama (via Human Rights Watch) for attention to mounting LRA violence. The authors bravely included their individual names, making a personalized and powerful plea: “Your Excellency, this letter is a cry for help. We know the goodness of your heart and we know that you alone can bring a concrete, rapid and decisive response before our women and children are wiped out.”

Jason Stearns relays some interesting insights about Congolese and Rwandan intelligence agencies, particularly in the role they may have played in the assassination of Congo’s previous president (and the father of the current), Laurent Kabila. Stearns also shares some amusing anecdotes about Congolese spooks he has met.

The new documentary Benda Bilili! got rave reviews at Cannes this year, and BBC arts editor Will Gompertz’s take is particularly colorful. The film tells the story of a group of musicians in Kinshasa called Staff Benda Bilili, which means ‘beyond appearances.’ The band’s original members are paraplegic street musicians, who are joined by two young boys who play the drums and a homemade instrument fashioned from a tin can, a stick, and string. (No word yet on wider distribution, but here’s an audio clip from the band’s appearance on NPR last year.)

NBC’s Ann Curry interviewed actor Ben Affleck about his new organization in eastern Congo that will seek out and support local organizations. Affleck seems to be on point with his idea of empowering people who are already in the region doing great work, and he makes some earnest remarks about how he wishes that he had gotten involved in this work years ago.

sábado, 25 de abril de 2009

HRW lança campanha contra utilização de crianças-soldado

Nações Unidas, 12 fev (EFE).- A ONG Human Rights Watch (HRW) lançou hoje a Campanha Mãos Vermelhas, na qual pede aos países e à ONU que aumentem seus esforços para acabar com a utilização de crianças-soldado em conflitos.



A HRW lembrou hoje que há um tratado na ONU, ratificado por 126 países, que proíbe o recrutamento e o uso forçado de menores de 18 anos em conflitos armados.



"Jovens de todo o mundo uniram forças para manifestar sua indignação porque meninos e meninas continuam sendo usadas para combater em guerras", disse uma das organizadoras da campanha na HRW, Jo Becker.



A especialista ressaltou que a iniciativa busca "um maior compromisso dos líderes mundiais com o fim desta prática", que ainda ocorre em 15 países ou territórios, inclusive em alguns daqueles que ratificaram o tratado.



Os países ou territórios nos quais crianças ainda combatem são: Afeganistão, Mianmar, Chade, Colômbia, Filipinas, Índia, Iraque, República Centro-Africana, República Democrática do Congo (RDC), Somália, Sri Lanka, Sudão, Tailândia, territórios palestinos ocupados e Uganda.



Além disso, oito Governos - Mianmar, Chade, Índia, RDC, Ruanda, Sri Lanka, Sudão e Uganda - assinaram o tratado, mas continuam utilizando crianças em suas forças armadas ou apóiam grupos armados que recrutam menores em seus territórios ou em Estados vizinhos.



Em apoio à campanha, um grupo de ex-crianças-soldado e outros jovens de diferentes partes do mundo apresentaram hoje milhares de "mãos vermelhas" simbólicas ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, de quem cobraram ações mais contundentes contra o problema.



"O recrutamento forçado e o uso de crianças-soldado é um dos mais horríveis abusos dos direitos humanos hoje em dia", disse Ban, que lamentou o fato de milhares de crianças serem exploradas e se verem obrigadas a suportar a violência.



A HRW informou que jovens de 101 países recolheram mais de 250 mil "mãos vermelhas", o símbolo dos esforços internacionais pela erradicação das crianças-soldado, para apoiar a campanha. EFE

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Small Arms Survey 2007 - As armas e a cidade

Inimigo interior: desvio de munição em Uganda e no Brasil

Em outubro de 2006, os guerreiros da região de Karamoja ao norte de Uganda mataram a tiros 16 soldados ugandenses que estavam dirigindo operações de desarmamento compulsório na região (New Vision, 2006). As revelações deste capítulo sugerem que alguns desses soldados podem ter sido mortos por balas que eram destinadas para seu próprio uso. No Rio de Janeiro, Brasil, 52 policiais foram mortos em serviço no ano de 2004 (AI, 2005). A evidência apresentada neste estudo indica que alguns deles podem ter sido mortos por balas originalmente fornecidas para suas próprias forças.

Recentemente, a munição ganhou destaque na pauta internacional. Este capítulo investiga a mecânica da sua proliferação no nível local em Karamoja e no Rio de Janeiro. De forma mais notável, ele se volta para o problema do desvio de munição dos estoques das forças de segurança do estado por atores não-estatais.1 Karamoja hospeda diversos grupos pastoris cujos combates e roubos de animais aumentaram nos últimos anos com a proliferação de fuzis modernos. O estudo revela que a munição que deve ter sido fabricada exclusivamente para as forças de segurança do Estado está nas mãos dos guerreiros Karimojong.

O Brasil é um exemplo bem documentado de taxas muito altas de crimes e de homicídios relacionados a armas pequenas. A complexidade do comércio de munição que abastece essa dinâmica é bem menos documentada. O estudo revela que uma quantidade significativa de munição apreendida pela polícia com os criminosos é do mesmo tipo da usada pela polícia do Rio de Janeiro.

As descobertas dos estudos apresentadas neste capítulo foram geradas através de amostras de munição de atores não-estatais. É importante destacar que os dois estudos usam métodos de coleta e análise de dados ligeiramente diferentes. No caso de Karamoja, um pesquisador do Small Arms Survey recolheu munição diretamente dos estoques particulares dos guerreiros na região.2 Esses dados foram então comparados com os dados sobre os estoques de munição das forças de segurança do Estado, que foram registrados da mesma forma. No Rio de Janeiro, a polícia tinha apreendido a munição com criminosos.

Em ambos os casos, uma seleção da munição tomada como amostra foi comparada com as tendências da munição da força de segurança de mesmo calibre e mesma origem. Cada estudo utiliza as marcações em cartuchos individuais de munição para determinar o ano de fabricação e a fábrica em que a munição foi produzida. Os dados neste "carimbo"são então usados para criar perfis de munição nas mãos dos diversos grupos de atores e para fazer comparações entre eles. Os resultados dessas análises são revisados à luz das descobertas qualitativas da pesquisa, incluindo pesquisa de campo, entrevistas, documentos do governo e relatórios jornalísticos.

Em Karamoja e no Rio de Janeiro, a semelhança entre os estoques estatais e não-estatais de munição de fuzil sugere que o tráfico internacional desse tipo de munição pode não ser o principal canal para o comércio ilícito. As descobertas específicas do capítulo são as seguintes:

- Em Karamoja e no Rio de Janeiro, atores não-estatais possuem munição que é produzida quase exclusivamente para as forças de segurança do Estado de cada país.

- Em ambos os casos, esses tipos de munição, nas mãos de atores não-estatais, correspondem em volume e em origem aos tipos usados por suas forças de segurança do Estado.

- Em cada estudo de caso, os atores estatais e os não-estatais exibem estoques de munição muito “nova”, sugerindo uma cadeia de abastecimento curta.

- Outras fontes de informações reforçam as descobertas dos dados de munição. Essas fontes incluem casos de desvio e outra evidência de comércio entre grupos estatais e não-estatais.

O capítulo conclui que as metodologias de rastreamento de munição apresentadas aqui são ferramentas de pesquisa vitais para compreender os fluxos ilícitos de munição. Os casos de Karamoja e do Rio de Janeiro re-enfatizam o papel das forças de segurança do Estado na aquisição de munição por grupos armados não-estatais. Há uma clara necessidade de tratar esse problema se as forças que são empregadas para diminuir a violência armada não contribuem para isso.

1 O termo ‘forças de segurança do estado’ é usado neste capítulo para indicar as forças armadas e as forças e agências armadas estatais de execução da lei.
2 O pesquisador era James Bevan, que também fez todas as entrevistas em Karamoja.

Leia a íntegra do capítulo (arquivo compactado em formato PDF)

Mais informações: http://www.comunidadesegura.org/?q=pt/taxonomy_menu/15/156

http://www.smallarmssurvey.org/