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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Amazônia em risco, contacte o Lula HOJE

Caros amigos,

Quarta-feira passada o Senado brasileiro passou a Medida Provisória (MP) 458 que regulariza terras ocupadas de forma ilegal na Amazônia. Isso significa que milhões de acres de terra da Amazônia que são hoje um patrimônio da união estimado em 70 bilhões de Reais, serão privatizados. A maior parte destas terras irão parar nas mãos de grileiros, os grande responsáveis por violentas disputas por terra e pelo desmatamento da Amazônia.

O governo brasilieiro está enviando uma mensagem perigosa que aqueles que ocupam a Amazônia de forma ilegal e violenta serão beneficiados. A projeto de regularização da Amazônia não começou mal - a idéia era proteger pequenos agricultores que precisavam do título legal de suas terras. Porém, no meio de caminho ele foi corrompido pelos interesses do poderoso agronegócio, incluindo assim provisões perigosas que garantiriam a eles a maior parte das terras beneficiada pelo programa.

Nós só temos até esta quarta-feira para pedir para o Presidente Lula vetar estes pontos da MP, garantindo assim a proteção da Amazônia. Somente uma mobilização coordenada e massiva de pessoas de todos os estados brasileiros poderá convencer o Presidente Lula a vetar os pontos cruciais da MP. Só dependemos de um pequeno esforço de cada um de nós – ligue para o gabinete do Presidente Lula agora mesmo e diga para ele:

1. Nós não queremos que grandes empresas se beneficiem da MP 458 pois são elas as responsáveis por grande parte do desmatamento e queimadas da Amazônia

2. Nós queremos que o Presidente diferencie pequenos agricultores de grande proprietários, portanto pedimos uma mudança em três pontos da MP:

  • Vetar os incisos II e IV do artigo 2º que permite a “ocupação e exploração indireta”, garantindo assim que apenas as pessoas que moram na terra tem direito ao título legal.

  • Vetar artigo 7º que permite título à empresas privadas. Somente terras de indivíduos devem ser regularizadas

  • Incluir um artigo que proiba a comercialização das terras regulamentadas por 10 anos, para evitar a especulação comercial das terras

    • Gabinete do Presidente:
      (61) 3411.1200 (61) 3411.1201


Nos próximos dois dias será garantida a privatização de uma grande parte da Amazônia, dando início a um perigoso e irreversível processo de desmatamento. Enquanto o mundo aumenta as suas preocupações ambientais, buscando uma economia livre de carbono e um maior respeito pelos nossos recursos naturais, nós não podemos deixar que o nosso governo venda a Amazônia. Nós só temos 2 dias! Ligue para o Gabinete do Lula hoje, depois encaminhe este email para todos os seus amigos e familiares!

Depois de ligar clique no link para registrar o seu nome, para que possamos acompanhar o número de participantes desta campanha:

http://www.avaaz. org/en/nao_ privatize_ a_amazonia/

Com esperança,

Alice, Graziela, Ricken, Ben, Luis, Paula, Pascal, Iain, Brett, Paul, Raluca e toda a equipe Avaaz

Ruralistas privatizam a Amazônia:
http://www.greenpea ce.org/brasil/ amazonia/ noticias/ ruralistas- privatizam- a-amaz-n

Carta aberta da senadora Marina Silva ao presidente da República:
http://www.greenpea ce.org/brasil/ amazonia/ noticias/ carta-aberta- da-senadora- marin

MP 458: Marina Silva alerta para legalização de terras griladas:
http://www.senado. gov.br/agencia/ verNoticia. aspx?codNoticia= 91856&codAplicativo= 2

MP 458 é prêmio ao crime de apropriação ilegal da Amazônia:
http://www.correioc idadania. com.br/content/ view/2993/ 9/

A Amazônia na mesa do Presidente:
http://www.socioamb iental.org/ nsa/detalhe? id=2894

Marina resiste, Kátia defende a grilagem:
http://www.greenblo g.org.br/ ?p=1390

Brazil: Land reform or deforestation boost for the Amazon?:
http://globalvoices online.org/ 2009/06/04/ brazil-land- reform-or- deforestation- boost-for- the-amazon/


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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Para Brown, domínio de países ricos na economia global acabou

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown (centro), com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (esq.) e o ex-jogador Sócrates (dir.) na capital paulista

Na passagem por São Paulo, Brown visitou o Estádio do Pacaembu

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse, em uma palestra em São Paulo nesta quinta-feira, que a era na qual os países mais ricos dominavam a economia mundial chegou ao fim, e que os países emergentes precisam ter mais influência nas decisões econômicas globais.

"O tempo em que poucas pessoas mandavam na economia mundial acabou, o próximo presidente do Banco Mundial não precisa ser americano nem o diretor do FMI, europeu. Estas instituições devem representar os países em desenvolvimento", disse o premiê.

"Temos que entender que nunca retornaremos às velhas ortodoxias do passado, mas sim construiremos uma nova sociedade ao reformular as instituições financeiras, confiando no livre comércio e nos valores que acreditamos."

"A hora do Brasil, de juntar-se à mesa para liderar também a economia mundial, chegou", afirmou.

G20

A visita do premiê britânico ao Brasil antecede a reunião de cúpula do G20 (grupo que reúne os países mais ricos e as principais nações emergentes), que acontece em Londres no próximo dia 2 e deve ser marcada por discussões sobre como combater a crise econômica mundial.

Precedendo a palestra de Brown, o ministro de Negócios, Empreendimentos e Reforma Regulatória da Grã-Bretanha, Peter Mandelson, disse que o maior desafio do encontro do G20 é tomar medidas corajosas para a recuperação do sistema financeiro global.

O ministro britânico defendeu a ideia de que a crise atual apresse a mudança no equilíbrio de forças econômicas globais.

"Em termos de liderança da economia mundial, a era do G8 acabou. O que vai substituí-lo, no final, vai nos oferecer, tanto no Brasil como na Grã-Bretanha, com um desafio político de primeira grandeza", disse ele. "O Brasil e outros países em desenvolvimento estão sendo vistos como possíveis líderes."

Mas Mandelson disse que o encontro em Londres não deve produzir "respostas em um único dia". "É um processo no qual estamos no início e não no fim. Talvez os resultados do G20 só sejam sentidos dentro de um ano."

Também em sua palestra, Gordon Brown disse que tanto ele como o presidente Lula se comprometeram em rejeitar o protecionismo e apostar no comércio para reaquecer a economia mundial.

Ele também reafirmou seu "apoio total" ao desejo brasileiro de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, como hoje ocupam Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e França.


terça-feira, 7 de abril de 2009

Ma Maan!

Não podia faltar aqui no nosso blog, o cumprimento do político mais popular da terra falando que o nosso político é o político mais popular da terra, o que possivelmente torna ele (o nosso) um dos políticos mais populares da terra

Prestem atenção no "handshake" inicial, próprio de líderes de estado com estilo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Fórum de Davos começa nesta quarta com crise no centro das discussões

Encontro será aberto pelo primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.Presidentes Lula e Obama não irão participar de reunião na Suíça.

Tem início nesta quarta-feira (28) a edição 2009 do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), encontro que reúne cerca de 2.500 dirigentes políticos e empresariais na cidade de Davos, na Suíça. Segundo analistas, o encontro deve ser dominado pelas discussões sobre a crise financeira que teve início no mercado imobiliário americano e se espalhou pelo mundo.

O presidente e fundador do WEF, Klaus Schwab, disse que o encontro terá que debater meios de "reconstruir a arquitetura financeira mundial" e "reativar a economia do planeta". "Ainda estamos no meio da crise", admitiu Schwab.

O discurso inaugural será feito pelo primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, que estará em Davos pela primeira vez. Ao seu lado, estarão alguns peso-pesados, como Jean-Claude Trichet, presidente do BC europeu, e Ban Ki-moon, secretário-general da Organização das Nações Unidas (ONU).

Também devem participar Pascal Lamy, diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, além de políticos como o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao e o inglês Gordon Brown. A chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro japonês Taro Aso também deverão estar presentes.

Ausências

No entanto, o encontro terá também algumas ausência notáveis. A mais sentida deverá ser a do novo presidente dos EUA, Barack Obama, que não tem presença prevista no evento, segundo os organizadores do Fórum Mundial.

A delegação norte-americana deve ser representada por Valerie Jarret, conselheira econômica de Obama, e por outros nomes como o do ex-presidente Bill Clinton e do ex-vice Al Gore. Outra ausência deverá ser a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Presidência da República, até a última sexta-feira (23) não estava prevista a participação de Lula no evento. Ao invés de Davos, Lula deverá estar em Belém, onde participará do Fórum Social Mundial.

Na Suíça, a comitiva brasileira será encabeçada pelo chanceler Celso Amorim e pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Quem também deve comparecer é o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).

Reformas financeiras

Outro tema que deverá ser discutido no evento é a reforma de instituições globais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.

A idéia, já discutida nas reuniões do G20 - grupo que reúne países ricos e em desenvolvimento - é aumentar a representatividade das nações emergentes, de modo que essas organizações ganhem mais força para tomar medidas de alcance global contra a crise.

Rodada de Doha
Também podem acontecer encontros para avançar nas negociações da Rodada de Doha – as discussões para facilitar o comércio mundial, que se arrastam há vários anos sem chegarem a uma conclusão.

A presença do chanceler brasileiro Celso Amorim pode ser um indicativo que esse tema será abordado, uma vez que ele é um dos principais incentivadores das negociações. Davos também terá a presença do ministro indiano que foi considerados um dos responsáveis pelo colapso das últimas negociações sobre Doha, no segundo semestre do ano passado.

(Com informações da France Presse)

sábado, 24 de janeiro de 2009

Lula apela ao fecho das negociações da Ronda de Doha

Brasília - O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu hoje que o presidente dos Estados Unidos que amanhã toma posse, Barack Obama, inicie um esforço no sentido de concluir a Ronda de Doha para a liberalização do comércio global.
Segundo Lula da Silva os países que integram a Organização Mundial do Comércio (OMC) estiveram muito próximo de fechar um acordo, no entanto, George W. Bush, revelou-se indisponível uma vez que estava no fim do mandato. O desentendimento de países desenvolvidos e em desenvolvimento sobre o comércio de produtos agrícolas levou as negociações da Ronda de Doha a um impasse em meados do ano passado.

«Era importante que o presidente Obama tomasse outra vez a iniciativa para que nós pudéssemos concluir o acordo de Doha, porque seria uma ajuda enorme neste momento de crise para os países mais pobres, sobretudo para aqueles que têm a agricultura como base da sua economia», afirmou Lula da Silva no seu programa semanal de rádio, «Café com o Presidente».

O presidente brasileiro encerrou o seu programa semanal de rádio falando sobre a questão das alterações climáticas e, após lembrar que os Estados Unidos não são signatários do protocolo de Quioto, afirmou que anseia uma mudança de direcção nas acções do governo norte-americano, sob o comando de Barack Obama, no campo ambiental. «Nós temos que diminuir a emissão de gases que provocam o efeito estufa, nós precisamos fortalecer a matriz energética limpa e o Brasil tem um potencial extraordinário com o etanol», declarou Lula.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Notícias mais Ortodoxas II

Rice e Lula discutem ampliação do conselho da ONU
13/03 - 9:00 am


A secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, faz hoje, em Brasília, uma das mais importantes reuniões envolvendo o Brasil e os Estados Unidos. A agenda entre os dois países está dividida em assuntos de consulta em alto nível, como a discussão sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU, e questões diplomáticas de rotina, como o acerto de ponteiros para a reunião de segunda-feira da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, onde o organismo tentará pôr um ponto final na crise envolvendo Equador, Colômbia e o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O debate sobre o Conselho de Segurança (CS) não deve chegar a nenhuma posição definitiva, mas para o Brasil é um dos pontos mais importantes na relação com os EUA, pois a questão - concordaram duas fontes, do Itamaraty e da embaixada americana em Brasília - tem tido 'avanços pequenos, mas sensíveis'.
O desempenho diplomático e militar do Brasil no Haiti e na recente crise envolvendo Equador e Colômbia está 'amolecendo' a posição dos EUA sobre o Conselho de Segurança. Em público, nos fóruns internacionais, o governo americano ainda resiste à idéia de uma ampla reforma do CS e apóia apenas a inclusão do Japão como novo membro permanente. No bastidor, há sinais de que o governo americano poderá aceitar a ampliação do número de membros plenos.
A discussão prática do encontro bilateral vai ficar mesmo por conta da crise sul-americana deflagrada com a operação de militares colombianos, na madrugada do dia 1º, que invadiram o território equatoriano para atacar um acampamento das Farc. No bombardeio, 24 guerrilheiros foram mortos, entre eles Raúl Reyes, número 2 do grupo rebelde.
O chanceler Celso Amorim e a secretária de Estado americana tratarão ainda da instabilidade política e social no Timor Leste, da situação no Haiti, da cooperação trilateral (Brasil, EUA e Guiné-Bissau; Brasil, EUA e São Tomé e Príncipe...), além de trocar informações sobre as viagens que os dois, separadamente, fizeram no mês passado por vários países do Oriente Médio. A parte comercial está fora da agenda de Condoleezza.


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo