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terça-feira, 25 de maio de 2010

Especialistas discutem impacto dos biocombustíveis sobre a produção de alimentos e habitats naturais

Convenção Latino-Americana do projeto Global Sustainable Bioenergy (GSB) aconteceu na FAPESP, em São Paulo

A substituição de 25% da gasolina utilizada no planeta por biocombustíveis - dos quais o mais cotado é o etanol de cana-de-açúcar - poderá se tornar uma realidade, satisfazendo boa parte da demanda energética no futuro. Mas muita pesquisa ainda é necessária para calcular com exatidão o impacto desse novo cenário nas mudanças de uso da terra e, consequentemente, na economia.

Essas foram algumas das conclusões apresentadas nesta quarta-feira (24/3) por especialistas em bioenergia na Convenção Latino-Americana do projeto Global Sustainable Bioenergy (GSB), realizada na sede da FAPESP, em São Paulo.

O principal desafio proposto pelo GSB consiste em responder, de forma consistente, se é possível substituir 25% do petróleo utilizado no setor de transportes por biocombustíveis, sem comprometer a produção de alimentos e os habitats naturais.

Para Roldolfo Quintero, professor da Universidade Autônoma Metropolitana (México), um grande número de estudos, levando em conta diferentes cenários, indica que é possível realizar a substituição de 25% de biocombustíveis em todo o mundo.

"Acredito ser mesmo possível atingir essa marca com um esforço científico que aumente a produtividade dos insumos utilizados para fazer o biocombustível. É necessário, no entanto, que nos afastemos das culturas empregadas na alimentação. Entre os biocombustíveis, o etanol é a melhor opção, mas o etanol feito de milho não é, definitivamente, uma boa resposta para o problema", disse.

Segundo Quintero, há um consenso geral em relação à capacidade dos biocombustíveis para contribuir com a segurança energética, com a mitigação das mudanças climáticas e com o desenvolvimento social e rural.

"Na minha opinião, o foco deve ser o etanol, que hoje corresponde a 77% da produção de biocombustíveis. Essa produção é liderada pelos Estados Unidos e pelo Brasil, que, juntos, dominam 81% dos biocombustíveis e 91% do etanol. No entanto, precisamos observar que a porcentagem de redução de gases de efeito estufa obtida com o etanol de cana-de-açúcar é expressivamente maior do que a obtida com o etanol de milho", disse.

Os questionamentos relacionados às mudanças no uso da terra provocadas pelo etanol - cuja produção poderia substituir o uso da terra para agricultura - são decorrentes unicamente do uso de milho para fabricação do biocombustível, na opinião do mexicano. "Só o etanol de milho ameaça a agricultura e a segurança alimentar", afirmou.

Segundo ele, os Estados Unidos são os maiores exportadores do mundo de milho, vendendo o produto para mais de 90 países. "Esses países importadores podem sofrer as consequências se a produção de etanol de milho tentar suprir a demanda mundial de etanol", disse.

O México, segundo Quintero, importa dos Estados Unidos 10 milhões de toneladas anuais de milho - o equivalente a um terço do consumo mexicano do cereal. "Em 2009, os Estados Unidos produziram 10,6 bilhões de galões de etanol, o que necessitou de 18 milhões de acres de plantio de milho, ou cerca de 21% da área total dedicada à cultura", afirmou.

Quintero acrescentou que o desenvolvimento tecnológico terá um papel crucial no futuro dos biocombustíveis. "A tecnologia tem muito potencial nesse campo. Se a segunda geração de biocombustíveis entrar em cena nos próximos anos, o cenário será consideravelmente alterado. Há grande progresso nesse sentido. O número de patentes relacionadas a biocombustíveis cresceu de 147, em 2002, para 1.045 em 2007. Já existem mais de 60 plantas piloto para testes com etanol celulósico em países como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Alemanha, Dinamarca, Suécia e Japão", destacou. Relevância da economia

Para André Meloni Nassar, diretor-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), a utilização de modelos econômicos é absolutamente necessária para avaliar de forma eficiente as mudanças de uso da terra que serão causadas pela futura produção em larga escala de biocombustíveis.

"A análise econômica é imprescindível para a análise da mudança do uso da terra, porque não é possível explicar as causas e efeitos dessas mudanças sem considerar as alterações dos preços dos produtos em questão. Por outro lado, é preciso dispor de dados locais para alimentar os modelos econométricos. Se usarmos dados genéricos de organizações internacionais, teremos um número tão grande de hipóteses que dificilmente será possível estimar as mudanças no uso da terra", afirmou.

Sob coordenação de Nassar, o Icone desenvolveu um novo modelo econométrico que, ao contrário dos utilizados anteriormente, leva em conta a realidade brasileira no que diz respeito à modificação do uso da terra pelo aumento da demanda de produção de etanol.

O modelo demonstrou que o etanol brasileiro reduz as emissões de gases de efeito estufa em 61% - e não em 26%, como estabeleciam os cálculos anteriores -, convencendo a Agência Norte-Americana de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) a reconsiderar sua avaliação sobre o etanol de cana-de-açúcar, classificando o produto brasileiro como "biocombustível avançado".

A questão dos preços, segundo Nassar, é crucial. "No caso do Brasil, a discussão sobre o impacto do aumento de produção de biocombustíveis sobre a disponibilidade de alimentos, em longo prazo, não é tão importante como parece, porque mesmo que haja substituição do uso da terra há ainda disponibilidade de terras agricultáveis e a produção de alimentos pode ser transferida. O verdadeiro problema nessa questão são os efeitos de curto prazo dessa dinâmica, decorrentes dos preços."

De acordo com Nassar, para que os modelos sejam bem-sucedidos, é preciso combinar a análise econômica a dados geoespaciais. "Construir um modelo não é tão difícil - com uma equipe de quatro pessoas conseguimos fazer em apenas dois anos um modelo bem-sucedido", disse.

"O mais difícil é conseguir os dados para explicar os padrões de mudanças do uso da terra. O principal desafio é que não se pode usar dados globais. E fazer isso em nível nacional exige grande esforço, com uso de imagens de satélite e informações georreferenciadas", afirmou.

Leia um relatório interessante da FGV sobre o tópico aqui.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Comissão Européia avalia impacto dos biocombustíveis na agricultura

A Comissão Européia publicou um relatório sobre o impacto dos biocombustíveis no preço dos alimentos e na agricultura do continente. O estudo toma como base a meta de uso de 10% de biocombustíveis em 2020. As conclusões do relatório, elaborado pelo Diretório Geral para Agricultura e Desenvolvimento Rural (DG AGRI), indicam que a meta não deve aumentar muito a necessidade de área nem o preço dos alimentos.

Para elaborar o estudo, o DG AGRI assumiu sete premissas:

:: Adoção da segunda geração de tecnologia para biocombustíveis. Segundo o estudo, em 2020, 30% do biocombustíveis usados no Velho Continente serão de 2ª geração.
:: Terra arável disponível. Assume-se que terra não usada para produção de alimentos e ração pode ser usada para a produção de biocombustíveis, embora atualmente exista legislação que limite este uso. A premissa tecnológica também tem impacto direto sobre o uso da terra, pois com as novas técnicas, a mesma área deve produzir de 30% a 40% a mais de energia.
:: Participação do diesel e da gasolina no mercado europeu. O DG AGRI assumiu 55% do total para o diesel em 2020.
:: Política comercial para importação de matéria-prima e biocombustível. O estudo leva em conta que as atuais políticas irão permanecer, com mercado liberado para importação de oleaginosas, óleos e biodiesel. O mercado de etanol deve continuar protegido. O relatório considera que para a segunda geração de biocombustíveis, o custo de transporte e não as tarifas serão o fator limitador da oferta.
:: Localização das indústrias de biocombustíveis. Este fator tem impacto nos sub-produtos da indústria de biocombustíveis. O DG AGRI considera que a demanda por biodiesel continuará a ser suprida pela produção local.
:: Mercado global de commodities. O relatório considera a competitivadade da indústria de biocombustíveis em relação aos derivados de petróleo e à produção de combustíveis renováveis para outros fins como aquecimento e refrigeração.
:: Preço do petróleo. O preço do barril foi estimado em € 45 (US$ 51,75, pela cotação do dólar usada no estudo).

Diante deste cenário, a adição de biodiesel nos países da União Européia deve ser de 9,5% em 2020, enquanto a do etanol será de cerca de 8%. Assim, o consumo de biocombustíveis totalizaria cerca de 35 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (mtoe).

As importações previstas pelos países da UE para 2020 são as seguintes:

:: Trigo: 5 milhões de toneladas;
:: Milho: 2,5 milhões de toneladas;
:: Canola: 12,26 milhões de toneladas;
:: Girassol: 1,94 milhões de toneladas;
:: Soja, 17,53 milhões de toneladas;
:: Açúcar: 2,12 milhões de toneladas;
:: Óleo de canola: 0,09 milhões de toneladas;
:: Óleo de girassol: 0,39 milhões de toneladas;
:: Óleo de soja: 0,80 milhões de toneladas;
:: Óleo de dendê (palma): 3,62 milhões de toneladas.

Relatório da União Européia sobre impacto dos biocombustíveis nos alimentos. (Em inglês, PDF).

sexta-feira, 20 de março de 2009

Amazônia perdeu 17% de floresta

Relatório de agência da ONU é o primeiro a abranger a situação nos oito países amazônicos desde 1975.
19/02/09


Relatório de agência da ONU é o primeiro a abranger a situação nos oito países amazônicos desde 1975; documento menciona ações governamentais e civis para combater desmatamento.


Relatório mostra degradação

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, sugere que a Amazônia perdeu 17% de mata nas últimas três décadas.

O estudo, lançado nesta quarta-feira em Nairóbi, no Quênia, revela que o tamanho da perda equivale a 94% do território da Venezuela.

Causas

Cerca de 150 especialistas participaram da produção do "Panorama Meio Ambiente na Amazônia: GEO Amazônia".

É a primeira vez que a pesquisa abrange os oito países da região incluindo o Brasil.

O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, disse à Rádio ONU, antes da divulgação do relatório, que é importante discutir as causas do desmatamento com os setores público e privado.

"Os dados mais importantes são que o sistema da Amazônia continua numa situação de degradação. Mas em todos os países, incluindo o Brasil, existem programas por parte do governo e da sociedade civil que nos dão idéias para a solução deste problema", afirmou.

Moradores

Nesta entrevista exclusiva à Rádio ONU, de São Paulo, o governador do estado do Amazonas, Eduardo Braga, afirmou que seu governo tem priorizado o desenvolvimento sustentável com os moradores da região.

"O homem e a mulher que vive na floresta possa ser o principal beneficiário desta política de valorização da floresta em pé. Com isso, criamos o Bolsa Floresta, um programa de sustentabilidade chamado Zona Franca Verde. E ao mesmo tempo, começamos a fazer investimentos de 0,5% do PIB do estado do Amazonas em ciência e tecnologia. Resultado disso: seis anos depois, o Amazonas teve uma redução no seu desmatamento da ordem de 70%", afirmou.

Ação Coordenada

O relatório do Pnuma recomenda uma ação coordenada de todos os países amazônicos para ajudar a região a enfrentar os desafios de manutenção da floresta.

Segundo o documento, nos últimos 30 anos, o número de estradas na Amazônia brasileira foi multiplicado por 10, o que levou a maior concentração de pessoas.

O relatório afirma que os governos da região têm feito esforços concretos para combater o problema, e diz que o aquecimento global está aumentando a pressão sobre os ecossistemas da floresta.

Rádio ONU

domingo, 29 de junho de 2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

A ONU em Nossas Vidas

Muitos acreditam que a ONU é um lugar distante, em que se discute assuntos que não nos afetam em nossos cotidianos. O Especial "A ONU em Nossas Vidas" vem exatamente para provar o contrário... Começaremos pelo PNUMA:

O PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO-AMBIENTE

Você sabia?
• Que hoje existem mais de 10 milhões de espécies animais no planeta;
• Um metro cúbico de água pode conter 212 milhões de plantas microscópicas;
• 13 mil epécies de peixe e 50 mil espécies de moluscos já foram identificados
• Desde que os dinossauros foram extintos não há tanta destruição na biodiversidade da Terra como há hoje;
•17 milhões de hectares de florestas tropicais (ou quatro vezes o tamanho da Suíça) são derrubadas todos os anos.

Ovelhas de Óculos Esculos?

Fernando Pinares cria ovelhas perto de Punta Arenas na ponta Sul do Chile. "Eu comecei a perceber, há alguns anos atrás, que algumas das minhas ovelhas estavam ficando cegas. Achei que fosse por causa de algum vírus, mas o veterinário me falou que existia um enorme buraco na camada de ozônio. A camada protege a vida do nosso planeta da danosa radiação ultravioleta do Sol, o que é muito assustador. O que eu devo fazer? Fazer com que minhas ovelhas usem óculos escuros como várias pessoas que vejo por aí?"

O Protocolo de Montreal de 1987 do PNUMA sobre Substâncias que Danificam a Camada de Ozônio resultou no fim da produção feita em países industrializados de todas as substâncias danosas a camada de Ozônio em 1996. O consumo mundial decrescente de substâncias danosas - quase 75% nos últimos 7 anos - levou ao declínio dessas substâncias na atmosfera e um aumento na taxa de restruturação da camada.

Sem olhares feios
Roger Levert é o Executivo Chefe de uma enorme compania de produtos químicos em Strasburgo, na França. "Há alguns anos atrás, a professore de geografia da minha filha, disse na turma dela que as indústrias químicas eram os grandes poluidores da Europa. Por anos, ela não quis contar aos amigos o que eu fazia porque temia os olhares de reprovação. Eu disse a ela qie as coisas mudaram aqui, nós progredimos muito na última década. A indústria química francesa conseguiu diminuir seus índices de poluição mesmo aumentando sua produção em 25%. E eu fico orgulhoso disso."

O Programa do PNUMA de "Produção Limpa" promove o uso de métodos industriais que não agridam o meio-ambiente e ajudou na redução dos níveis de poluição e consumo de energia de diversas nações industrializadas com aumento de produção.

A Polícia Animal

Desde 1970, mais de 90% dos rinocerontes do mundo desapareceram. Eles são mortos, primariamente, por seus chifres, os quais são usados em remédios orientais tradicionais para reduzir febres. Em alguns países, os chifres são talhados em forma de adagas cerimoniais. As outras partes do rinoceronte também são utilizadas em remédios e cerimônias tradicionais. Rinocerontes são protegidos contra caça e comércio ilegal na maioria dos países. Os países que consomem têm restrições quanto ao seu comércio. Essas proibições,entretanto, não são eficazes. Os países precisam fazer acordos regionais vinculantes que possam impedir o tráfico transfronteiriço que ameaça a existência dos rinocerontes.

O PNUMA levou a finalização do processo do recente Acordo Lusaka, entre Quênia, África do Sul, Suazilândia, Tanzânia, Uganda e Zâmbia, que estabeleceu uma força tarefa internacional para o combate do tráfico ilícito de animais silvestres africanos, o que inclui rinocerontes. O Acordo Lusaka tem sidoconstantemente referido como o único acordo sobre a vida animal que conseguiu estabelecer uma Interpol regional.

"Rapidinha" PNUMA

O PNUMA foi estabelecido como resultado da COnferência das Nações Unidas sobre o Meio-Ambiente Humano, mais conhecida como Conferência de Estocolmo, por sua sede, em 1972. Sua missão é prover liderança e encorajar parcerias na proteção ao meio-ambiente através da capacitação de nações e povos em como melhorar sua qualidade de vida sem comprometer as das futuras gerações. Em suas maiores prioridades podem ser incluídas:
• Monitoramento do meio-ambiente e avisos;
• Promoção de atividades ambientais em todo Sistema ONU;
• Concientização Pública sobre questões ambientais;
• Facilitação do intercâmbio de informações sobre tecnologias que não afetem o meio-ambiente;
• Prover conselho técnicos, legais e institucionais a governos;

United Nations Environment Programme (UNEP)
P.O. Box 30552NairobiKenya
Tel.: (254-2) 621234
Website: http://www.unep.org
E-mail: ipa@unep.org


http://www0.un.org/cyberschoolbus/ourlives/unep.asp

quarta-feira, 19 de março de 2008

PNUMA

Os Diretores do PNUMA passaram um videozinho pra alertar sobre o Consumo e o Desenvolvimento Sustentável:


quinta-feira, 13 de março de 2008

Notícias Mais Ortodoxas IV

Pnuma destaca vulnerabilidade ecológica na América Latina
(EFE, em Mônaco).20/02/2008 - 17h33

O estudo "GEO-4: Perspectivas do Meio Ambiente Mundial", do Pnuma (Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente), destacou em sua apresentação desta quarta-feira, em Mônaco, a vulnerabilidade da América Latina e do Caribe perante a mudança climática. "Aumento do nível do mar, mais precipitações, maior risco de secas, ventos e chuvas mais fortes associadas a furacões, secas e inundações" estão no resumo do GEO-4. "As florestas tropicais da América Central e na Bacia do Amazonas, os mangues e recifes de coral do Caribe e outras áreas tropicais, os ecossistemas montanhosos dos Andes e as várzeas litorâneas são alguns dos ecossistemas mais vulneráveis perante os efeitos da mudança climática", segundo o Pnuma. O relatório lembra que aumentaram o número e a força dos furacões nas regiões tropicais e dedica vários parágrafos à situação das geleiras andinas. O estudo afirma que a América Latina e o Caribe "carecem de sistemas básicos de informação, observação e controle, desenvolvimento do potencial e marcos políticos institucionais e tecnológicos apropriados."

terça-feira, 11 de março de 2008

Notícias Mais Ortodoxas I

PEQUIM 2008: GEORGE CLOONEY PROTESTA CONTRA CHINA POR DARFUR
LONDRES, 11 MAR (ANSA)

(ANSA). 11/03/2008 09:51

O ator George Clooney pediu à fabricante de relógios Omega, uma das principais patrocinadoras das Olimpíadas de Pequim, ajuda para sustentar sua campanha em defesa do Darfur junto ao governo chinês. "Conversei com a Omega por mais de um ano e continuarei a falar. Assim como continuarei a buscar ajuda (para Darfur)", disse Clooney, que é garoto-propaganda da marca de relógios. "No ano passado acompanhei alguns atletas, entre os quais Joey Cheek e Tegla Loroupe, a Pequim para um encontro com as autoridades chinesas. Continuarei a pedir à China que use suas consideráveis tropas contra o governo sudanês", disse o ator, em referência ao genocídio no país africano que já causou a morte de mais de 200 mil pessoas.

A china está sendo muito criticada pela comunidade internacional por seu apoio ao governo do Sudão, mesmo com o conflito em Darfur. A Omega preferiu não assumir atitudes "de caráter político" contra os organizadores das próximas Olimpíadas. "Respeitamos plenamente o esforço de Clooney por essa causa justa e dividimos sua opinião, mas não queremos ser envolvidos em questões políticas, porque a nossa missão é apoiar o esporte", declarou Nick Hayek, administrador geral do Swatch Group, que controla a linha esportiva da Omega. "Estávamos em Moscou em 1980, quando as Olimpíadas foram boicotadas pelos Estados Unidos, e quatro anos mais tarde em Los Angeles, onde não participaram as nações do bloco soviético. Somos patrocinadores dos atletas e do Comitê Olímpico Internacional (COI), não dos governos", concluiu o executivo.


segunda-feira, 10 de março de 2008

Meio-ambiente também é com a gente...

Para os interessados em ir no PNUMA ou que simplesmente gostam das questões ambientais, aí vai um vídeo sobre a "geração que mudou o mundo":