sexta-feira, 22 de maio de 2009
UN AGENCY CALLS FOR THE INCLUSION OF FARMING IN TALKS ON NEW CLIMATE CHANGE TREATY
The United Nations Food and Agriculture Organization (FAO) today urged policy makers gathered in Germany to include farming in their negotiations on an ambitious new international greenhouse gas reduction pact which will replace the Kyoto Protocol.
More than 2,000 delegates from government, business and industry, environmental organizations and research institutions, are meeting in Bonn, for the first of a series of three sessions designed to culminate in a draft climate change treaty for discussion at the high-level UN-backed conference in Copenhagen in December.
Crop production and livestock release large amounts of greenhouse gas into the atmosphere, including methane from cattle and wetlands, nitrous oxide from fertilizer use and carbon from deforestation and soil degradation, according to a news release issued by <"http://www.fao.org/news/story/en/item/11356/icode/">FAO.
The agency warned that annual greenhouse gas emissions from farming – already accounting of 14 per cent of the world’s discharge while another 17 per cent comes from deforestation and soil degradation – are expected to increase in coming decades due to a rise in demand for food and shifts in diet.
“But millions of farmers around the globe could also become agents of change helping to reduce greenhouse gas emissions,” said Alexander Mueller, FAO Assistant Director-General on the occasion of the ongoing UN negotiations.
By keeping higher levels of carbon in the soil – a process known as “carbon sequestration” – farmers can help reduce carbon dioxide levels in the atmosphere, enhance the soil’s resilience and boost crop yields, according to FAO.
“Agricultural land is able to store and sequester carbon. Farmers that live off the land, particularly in poor countries, should therefore be involved in carbon sequestration to mitigate the impact of climate change,” said Mr. Mueller, who also noted that farmers and their families, particularly in poorer countries, will become victims of climate change.
Farmers can alleviate agriculture’s contribution to climate change by reducing tillage, increasing organic soil matter and soil cover, improving grassland management, restoring degraded lands, planting trees, altering forage and by sustainable use of animal genetic diversity, using fertilizer more efficiently, and improving water management.
However, Mr. Mueller said, “Current global funding arrangements, like the Clean Development Mechanism [CDM] under the Kyoto Protocol, are inadequate and are not offering sufficient incentives for farmers to get involved in climate change mitigation and adaptation.
“For example, soil carbon sequestration, through which nearly 90 per cent of agriculture’s climate change mitigation potential could be realized, is outside the scope of the Clean Development Mechanism under the Kyoto Protocol. Neither climate change mitigation, nor food security, nor sustainable development, benefit from this exclusion.”
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
O Brasil no combate às mudanças climáticas
Em seu último dia, a Conferência do Clima em Poznan três dominam os trabalhos dos delegados: o estabelecimento dos fundos de adaptação, a divisão de recursos para tais fundos e a incorporação de novas modalidades no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), como a captura e estoque de carbono (CCS).
O Brasil está ativamente discutindo tais questões e foi um importante ator nesse cenário. Grandes avanços nos compromissos de longo prazo dos países foram obtidos com a liderança de delegados brasileiros. Nesta quinta-feira, o ministro do Meio Ambiente lançou o Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas (PNMC) em evento paralelo à COP e, em seu discurso na plenária das Nações Unidas, apresentou as ações brasileiras.
Sobre o PNMC, é importante esclarecer que se trata de um esforço e um objetivo nacional. Não se deve confundir com a adoção de metas pelo Brasil no âmbito das negociações internacionais. A posição brasileira em relação à adoção de metas para países em desenvolvimento continua sendo a de não aceitá-las.
Apesar da evolução das negociações em Poznan, ainda há muito a se fazer, e olhando no ambiente global precisamos correr contra o tempo para que a COP 15 em Copenhague não naufrague por falta de entendimentos. Combater as mudanças climáticas só é possível com ação global. E a posição norte-americana ganha relevância nesse cenário.
Diversos eventos e discussões sobre a posição dos EUA sobre o tema ocorreram na conferência. Senadores, deputados e políticos norte-americanos vieram à Polônia para apresentar suas ações e discutiram os melhores modelos e compromissos a ser adotado pelo país, tudo muito interessante, mas os delegados norte-americanos continuam com a mesma posição dos últimos anos.
A declaração do recém-eleito presidente dos EUA sobre o possível modelo de combate as mudanças climáticas do país também não agradaram muito. A proposta de Obama não traz compromissos sérios e está muito aquém do atual modelo de Kyoto, pois prevê que os EUA somente igualem suas emissões de 1990 em 2020. O que Kyoto prevê é redução de 5,2% das emissões até 2012 em relação a 1990.
Com isso não se espera que os EUA ratifiquem em breve o atual protocolo e voltem às negociações para combater o aquecimento global. Até Copenhague a pressão da opinião pública mundial poderá ajudar o novo governo a repensar suas posições em relação ao tema, mas será muito difícil os EUA tomarem uma posição firme em curto prazo.
Poznan não foi o lugar onde grandes decisões foram tomadas, mas o local onde elas estão em construção. A conferência apresentou grande progresso nas negociações e alcançou seu maior desafio que é trilhar um caminho seguro para um fecharmos um acordo positivo na Dinamarca em dezembro de 2009.
Ernesto Cavasin Neto é gerente de sustentabilidade da PricewaterhouseCoopers e membro da delegação brasileira na COP14
DiárioNet
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Carvão vegetal seqüestra 16 toneladas de CO2
Ambientalistas ainda não conseguem fazer projeções sobre o que vai representar a crise mundial para as emissões de gases que causam o aquecimento global. Se, por um lado, queda na economia pode significar redução nas emissões, via produção menor, por outro, há o risco de a busca por custos menores representar também a opção por fontes mais poluentes de energia, por exemplo, por serem mais baratas. O equilíbrio para países emergentes como o Brasil poderia vir da opção pela produção limpa, subsidiada por recursos advindos, por exemplo, de créditos de carbono.
Um estudo do professor Omar Campos Ferreira, anterior à crise financeira mundial, mas muito atual, é o exemplo que pode ser seguido, ao comparar as emissões de gases-estufa na siderurgia com uso de carvão vegetal, mais caro, mas altamente benéfico ao meio ambiente, e carvão mineral, mais barato, porém com graves danos, por não ser fonte renovável de energia e porque contribui muito para as mudanças climáticas.
"Há informações de que a cidade mineira de Sete Lagoas reduziu em 90% a produção de ferro-gusa, por causa da crise que atingiu fortemente a indústria siderúrgica", informa Ferreira, aposentado pela engenharia nuclear da Universidade Federal de Minas Gerais e hoje professor a PUC-MG. O carvão é componente básico na fabricação de gusa e a dúvida é se, diante de dificuldades financeiras, essas siderúrgicas vão escolher o carvão mineral como insumo. Hoje, calcula Ferreira, a produção se faz meio a meio, com queima do carvão vegetal e mineral.
No trabalho, Ferreira informa que enquanto o coque (carvão mineral) emite, desde sua extração até a queima nos fornos siderúrgicos, 1,65 tonelada de dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa, e fixa 1,53 tonelada oxigênio por tonelada de aço produzida, o carvão vegetal seqüestra 16,33 toneladas de CO2 e regenera a mesma quantidade de oxigênio por tonelada de aço. Adicionalmente, afirma, a rota do coque ainda libera 7 quilos de óxido de enxofre (SO2), emissão praticamente inexistente na rota do carvão vegetal.
O carvão vegetal a ser usado é o de florestas plantadas de eucalipto que, com cortes em 7, 14 e 21 anos, "sem necessidade de replantio (rebrota), mantém-se um estoque permanente de madeira em pé, enquanto perdura a produção da siderúrgica, correspondente aos 6 anos de crescimento da planta". Segundo o professor, as condições singulares do Brasil mostram que o País pode liderar "um movimento no sentido do estabelecimento do sistema de bônus pelo seqüestro de carbono¿.
O mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) previsto no Protocolo de Kyoto, acordo global para combater a emissão de gases de efeito estufa, contempla substituição de fontes de energia na produção siderúrgica, com a exigência de que o carvão vegetal tenha origem certificada, de florestas plantadas e não fruto de derrubada de matas nativas.
