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sábado, 17 de janeiro de 2009

As Mudanças Climáticas e um novo cenário para as crianças

Por Efraim Neto*


Em tempos de crise social, ambiental e tecnológica, é sempre vigente a necessidade de se reafirmar a tão inquieta busca por um desenvolvimento que venha satisfazer as nossas necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprias as suas necessidades, como proclamou o documento intitulado Nosso Futuro Comum. Como podemos construir uma sociedade melhor se não cuidamos das bases sociais desta construção? Quais as possíveis conseqüências das mudanças climáticas, dos bolsões de calor e do aumento de temperatura, na fase da vida em que se está mais vulnerável, a infância?

Está mais do que comprovado o quanto o atual modelo de crescimento econômico gerou enormes fissuras sociais e ambientais; se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a desigualdade aumentam dia-a-dia. Diante desta constatação, surge a idéia do Desenvolvimento Sustentável, buscando conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, ainda, ao fim da pobreza no mundo.

É neste cenário sombrio que a juventude e as crianças aparecem como grandes instrumentos para a mudança. Não que estejamos colocando sob eles a grande responsabilidade sobre os acontecimentos globais, mas pelo simples ato de reconhecer o quão importante é a instituição de uma nova consciência. Essa construção será guiada pelos mais jovens. Para tanto, ainda precisamos aprender muito sobre as mudanças climáticas e sobre as suas conseqüências.

Necessidades Básicas: A grande conseqüência, não só da falta de informação, mas também de uma incompetência exagerada sobre os fatos referentes ao desenvolvimento social e econômico, são 10 milhões de mortes infantis, menores de 5 anos, por ano. A busca exacerbada por um desenvolvimento cego, sempre provoca conseqüência irreversíveis à natureza de uma criança; por conseqüência, ao ecossistema e, também, a uma cultura.

Em 2000, a Organização Mundial da Saúde (OMS), apontou que as mudanças climáticas foram responsáveis por 2,4% dos casos de diarréia, e por 6% de paludismo (malária). A malária é uma das doenças mais freqüente nas crianças africanas. Ainda podemos aqui apontar duas outras temáticas que abocanham a saúde de nossas crianças: a poluição do ar e da terra, em especial, problemas relacionados à chuva, seja por sua abundância ou por sua falta.

Uma perspectiva assinalada pela Unicef aponta que, caso ações não sejam tomadas, em 2020 poderemos ter cerca de 75 milhões de pessoas, na África, sem acesso a água. A baixa capacidade de adaptação pode vir a fazer com que famílias sejam expulsas de suas casas, criando um entorno propício para delinqüência e para o tráfico de pessoas. Uma família faminta não educa as crianças. Será até natural a venda de crianças, o seu tráfico e a sua exploração, como já ocorre no Camboja.

Responsabilidades: As mudanças climáticas deixaram de ser uma questão somente ambiental. Passou a ser um problema que requer a composição de uma experiência coletiva em questões como o desenvolvimento sustentável, desenvolvimento socioeconômico, segurança energética e bem-estar, em especial da infância.

Carecemos de um cenário que aponte para as necessidades políticas das crianças. É nossa responsabilidade, projetar e constituir programas eficazes de conscientização nas escolas, bairros e comunidades. Constituir ações que fomentem a manutenção de uma cultura da preservação e aumente a autonomia das crianças.

Um clima frágil, pouca comida e a falta de água potável impulsionam a ocupação inadequada do solo. As crianças mais pobres são as mais vulneráveis. Também são as primeiras a sentir o aumenta da má alimentação e, conseqüentemente, as suas desordens, o que prejudica no seu crescimento e desenvolvimento, inviabilizando a sua saúde. Segundo a OMS, 4,5 mil crianças morrem por dia devido a alguma doença de via hídrica.

A crescente contaminação, a exploração excessiva das fontes hídricas e a degradação nas zonas de captação de água, agravam a situação. Se espera que o falecimento por asma, a enfermidade mais comum entre as crianças, aumente em 20% até 2016. Para conhecer o “risco-criança”, veja essa reportagem do site da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI).

Conseqüências: De certa maneira mil e uma conseqüências ser relacionam à falta de segurança ambiental e às crianças. Destacam-se: a suscetibilidade a efeitos físicos (fome, doenças, enchentes, focos de calor). A vulnerabilidade: sensibilidade de alguns países, na parte física, econômica, social e do sistema político. Além da questão da agricultura e do trabalho escravo e infantil.

É interessante sinalizar que 96% das doenças relacionadas às mudanças climáticas, estão em países em desenvolvimento. Articular ações para combater as conseqüências ambientais às crianças exige perspectivas que abracem o combate ao aumento do número de mortes por doenças infectocontagiosas; estimular a construção de sistema que vise a segurança em caso de injurias devido ao aquecimento global, enchentes, queimadas e fortes secas.

Ainda é importante sinalizar que as crianças podem pagar um preço alto ao conviver com o aumento de diarréias, aumento e proliferação da dengue e de doenças de via hídrica. As conseqüências ambientais apontam principalmente para os atentados à saúde, infelizmente.

19% - Infecções respiratórias
Até 5 anos: 17% - Diarréia
8% - Malária

Cerca de 5 mil crianças por dia morrem devido a falta de saneamento e à poluição das águas. De 300 milhões acometidas com a malária, 1 milhão morrem. E aproximadamente 50 mil morrem todos os anos devido à dengue. Poderemos ter até 2080 uma população de 3,5 bilhões em áreas de risco. Atualmente 1,1 bilhão possui acesso inadequado à água e 2,6 bilhões sem saneamento básico.

Esperança: Para a mudança deste cenário assombroso é necessário que façamos um investimento pesado em educação e formação de pessoas. Conhecer e difundir os direitos das crianças. Conheça os Direitos das Crianças em relação às Mudanças Climáticas (http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/199).

A disponibilidade de séricos modernos de energia melhora o acesso das crianças à educação e contribui para a permanência nas escolas. É vital que se promova a capacidade destes jovens para vivam em harmonia com a natureza nos lugares onde a sua conservação e preservação seja fundamental.

É mais do que fundamental que as crianças se sintam incluídas no processo de construção de um mundo melhor. Na plantação e colheita de sua árvore dos sonhos. E não basta que a criança aprenda a importância de preservar o meio ambiente. É necessário que ela tome como exemplo as atitudes dos adultos de seu convívio. Não precisamos esperar pelo pior para que as crianças aprendam na vivência o que há de mais importante neste mundo. A esperança continua sendo a última que morre.

* Efraim Neto é jornalista e moderador da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Crianças que vivem em lixões, em Serra Leoa

Claudio von Planta, Cameraman from Ewan McGregor's Long Way Round, shoots shocking footage of children living on a rubbish dump in Sierra Leone for the new Hull Freedom Trail project www.hullfreedomtrail.com



domingo, 19 de outubro de 2008

Crianças de favelas do Rio têm risco dez vezes maior de morrer, diz Save the Children

Crianças de favelas do Rio têm risco dez vezes maior de morrer, diz ONG
Favela da Rocinha
Crianças de favelas são mais vulneráveis a doenças, diz relatório
Crianças moradoras de favelas do Rio de Janeiro têm dez vezes mais chances de morrer antes dos cinco anos do que as que moram em outras áreas da cidade, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela organização Save The Children.

De acordo com o estudo State of the World's Mother ("Situação das mães no mundo", em tradução livre), crianças brasileiras que moram nas favelas têm pouco acesso aos tratamentos de saúde.

"Altos níveis de concentração populacional em áreas urbanas tornam as crianças pobres vulneráveis a doenças contagiosas, como diarréia, problemas respiratórios e meningite", afirma o relatório.

Ainda segundo a organização, que avaliou a situação de crianças com até cinco anos em 55 países em desenvolvimento, as crianças mais pobres do Brasil têm três vezes mais chances de morrer do que as oriundas de famílias com melhores condições financeiras.

Outros 11 países estão na mesma situação: Azerbaijão, Bolívia, Camboja, Egito, Índia, Indonésia, Marrocos, Nigéria, África do Sul e Filipinas.

Sistemas de saúde

O Brasil ainda ocupa a sexta posição em um ranking que lista os dez países com maior número de crianças que não contam com tratamentos de saúde adequados.

Com base em dados de 2006, a organização aponta que a população brasileira de crianças com menos de cinco anos contabilizava cerca de 18 milhões, das quais 7,9 milhões (44%) não tinham acesso aos sistemas de saúde.

No topo da lista está a Índia, com 67 milhões de crianças sem os tratamentos médicos necessários, seguida pela Nigéria (16 milhões) e Bangladesh (62 milhões).

Ainda de acordo com as conclusões do estudo, 200 milhões de crianças em todo mundo não contam com acesso a tratamentos básicos de saúde.

Segundo a organização, os 55 países analisados contabilizam 60% da população mundial com menos de cinco anos e respondem por 83% das mortes de crianças.

A Save the Children define tratamentos de saúde como um pacote de medidas que incluem pré-natal, cuidados especiais na hora do parto, imunização e tratamentos para diarréia e pneumonia.

"A chance de uma criança comemorar seu quinto aniversário não deveria depender do país ou da comunidade onde ela nasce", disse Charles MacCormack, presidente da Save the Children.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Mundo... Estranho Mundo...

No blog teremos duas seções de notícias: uma de notícias relacionadas aos comitês do V MIRIN, ou a discussões que gostaríamos de trazer pro blog... E outra de notícias mais, digamos, peculiares, buscando mostrar a complexidade e estranheza desse nosso mundo. Esse é o MUNDO... ESTRANHO MUNDO...



Motorista atropela 36 crianças pra desviar de gato


Motorista atropela 36 crianças para desviar de gato no JapãoTóquio, 27 out (EFE).- Um motorista atropelou hoje 36 crianças e um adulto ao desviar de um gato na cidade japonesa de Shizuoka.Cinco das crianças ficaram gravemente feridas quando o carro invadiu a calçada onde alunos de uma creche faziam fila para ir a um museu, informou a Polícia local, citada pela agência Kyodo.

As crianças atropeladas têm entre quatro e cinco anos, e o adulto que também foi atropelado quando as acompanhava é um jovem de 23 anos.A Polícia de Shizuoka, ao sudoeste de Tóquio, deteve o motorista do carro, de 59 anos, por negligência. "Um gato apareceu na minha frente e tentei desviar dele. Foi então que dei uma virada à esquerda no volante e bati", disse o motorista, segundo a Polícia.

Fonte:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2005/10/27/ult1807u22863.jhtm





Médicos operam bebê chinês que nasceu com 27 dedos


Um bebê de um ano, nascido com 27 dedos (15 nas mãos e 12 nos pés) e abandonado pela família, foi operado com sucesso na cidade de Changsha, no centro da China, segundo a agência de notíciais estatal Xinhua.A criança tinha oito dedos na mão direita, sete na esquerda e seis em cada pé, além de deformações nos lábios, na língua e nos genitais. Segundo os jornalistas locais, o bebê podia movimentar "com grande destreza" os 15 dedos de suas mãos e não mostrava problemas para segurar mamadeiras e outros objetos.

A equipe médica acredita que em duas semanas ele está completamente recuperado. O procedimento cirúrgico, realizado no Hospital Popular, foi financiado pelo Ministério de Assuntos Civis, através de um programa para ajudar crianças abandonadas que sofrem de problemas físicos ou psicológicos. Estima-se que ainda sejam necessárias mais 16 mil cirurgias pediátricas em casos de bebês com deformidades.

De acordo com as notícias, 66 mil crianças chinesas vivem em orfanatos e centros de atendimento em todo o país, e cerca de metade delas, apresenta problemas físicos ou psicológicos, que podem ter motivado o seu abandono.



Fonte: http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_print.asp?cod_noticia=2171





Mulher pega ônibus errado e volta 25 anos depois


BANGCOC, Tailândia - Uma senhora de 76 anos que pegou um ônibus errado finalmente conseguiu achar o caminho de volta pra casa... 25 anos depois. Em 1982, a muçulmana nascida na Malásia Jaeyaena Beuraheng embarcou em um ônibus que deveria levá-la para Narathiwat, uma província de maioria muçulmana no sul da Tailândia. Mas a pobre senhora entrou no ônibus errado, e foi parar 1.200 quilômetros ao norte de Bangcoc. Jaeyaena juntou o que restava de seu dinheiro e comprou uma passagem de volta. Mas novamente pegou o ônibus errado, e foi parar mais 700 quilômetros ao norte.

Sem saber falar, ler ou escrever na língua local, ela sobreviveu pedindo esmolas durante cinco anos, até ser presa e encaminhada para um centro de desabrigados. Lá ela viveu de 1987 até hoje sem emitir uma única palavra, apenas murmurando sons que ninguém entendia. "Foi só quando estudantes vestidos como muçulmanos a visitaram e ela começou a conversar com eles que nós percebemos que ela não era muda", disse o diretor do centro, Jintana Satjang. Depois de 25 anos de silêncio e solidão, ela contou sua história aos estudantes, que a ajudaram a finalmente reencontrar o caminho de casa e ir ao encontro de seus oito filhos.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL4508-6091,00.html



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