terça-feira, 3 de março de 2009

Em protesto em alto-mar, Greenpeace alerta: “Lula: ABRa os OLHOS”


Organização expõe vulnerabilidade de Abrolhos aos impactos da extração de petróleo e do aquecimento global




Abrolhos (BA), 02 de março de 2009 – Ativistas do Greenpeace utilizaram hoje uma placa flutuante para sinalizar, no meio do oceano, a ameaça climática representada pela exploração das reservas de óleo e gás localizadas no entorno do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia. A exploração de petróleo é uma ameaça direta à biodiversidade marinha da região e uma das principais causas do aquecimento global. Com a mensagem “Lula: ABRa os OLHOS.


Salve o Clima”, o Greenpeace exigiu do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a criação, via decreto, de uma Zona de Amortecimento (ZA) com 95 mil quilômetros quadrados para proteger o Parque Marinho e ajudar a manter a capacidade dos oceanos de atuarem como reguladores climáticos.


A região tem a maior biodiversidade do Atlântico Sul, com um mosaico de ambientes marinhos e costeiros margeados por remanescentes de Mata Atlântica, incluindo recifes de coral, fundos de algas, manguezais, praias e restingas. Lá podem ser encontradas várias espécies endêmicas (que só existem na região), incluindo o coral-cérebro, crustáceos e moluscos, além de tartarugas e mamíferos marinhos ameaçados, como as baleias jubarte.


A Zona de Amortecimento, quando criada, impedirá atividades econômicas como a instalação de plataformas de petróleo e fazendas de camarão na região. Em 2003, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) chegou a ofertar 243 blocos de exploração de óleo e gás no entorno do Parque de Abrolhos em rodada de licitação. Na época, a sociedade civil se mobilizou, a ANP retrocedeu e o Ibama editou a portaria 39 criando a ZA, mas a medida foi suspensa pela justiça em 2007.


“Em plena crise climática, Abrolhos, região mais rica em biodiversidade marinha e recifes de corais do Atlântico Sul, continua vulnerável à exploração de petróleo”, disse Leandra Gonçalves, da campanha de oceanos do Greenpeace. “Ou seja, a região está duplamente ameaçada – pelos vetores e pelos impactos do aquecimento global”.


Entre os impactos do aquecimento global que afetam os oceanos estão a elevação do nível do mar, o branqueamento dos corais, a acidificação das águas e a perda da biodiversidade. Na região de Abrolhos, especificamente, a exploração de petróleo e a carcinicultura ameaçam uma grande área de algas calcáreas, que funcionam como depósitos de carbono. São organismos como estes que tornam os oceanos os maiores sumidouros de carbono do planeta. “Os mares retiram cerca de 90% do CO2 lançado na atmosfera. No entanto, as águas cada vez mais ácidas por conta do aumento da temperatura e a degradação ambiental fazem com que os oceanos percam gradativamente sua função de reguladores climáticos do planeta”, afirma Leandra.


A ameaça da exploração de petróleo e gás em Abrolhos está ligada ao aumento da participação de combustíveis fósseis na matriz energética brasileira. Em dezembro de 2008, o governo brasileiro lançou o Plano Decenal de Energia Elétrica (PDEE), atualmente em consulta pública. Na contramão dos esforços globais de combate às mudanças climáticas, o plano prevê a instalação de 68 novas usinas termelétricas fósseis no país, das quais 41 utilizarão óleo combustível, um derivado do petróleo. A conseqüência será um crescimento de 172% das emissões de gases de efeito estufa do setor elétrico. As emissões do setor, que hoje somam 14,4 milhões de toneladas, saltarão para 39,3 milhões de toneladas em 2017.


O Greenpeace defende que uma das formas de o Brasil combater as mudanças climáticas é aumentar a participação de energias renováveis na matriz energética dos atuais 2% para 20%, até 2020, conforme consta de sua crítica ao PDEE apresentada em audiência pública realizada em Brasília em fevereiro. “As fontes limpas e renováveis de energia, como o vento, a biomassa e o sol, podem atender a demanda elétrica do país e gerar emprego e renda, além de desenvolvimento tecnológico. O que falta é uma lei nacional de incentivo às renováveis para que este mercado se desenvolva no Brasil com a mesma força com que vem crescendo em nível mundial, de cerca de 30% ao ano”, disse Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia do Greenpeace.


A ação na Bahia faz parte da expedição do navio do Greenpeace, Arctic Sunrise “Salvar o Planeta. É agora ou agora”, que desde o início de janeiro está pressionando o governo brasileiro a assumir a liderança nas negociações da ONU sobre clima, marcada para dezembro em Copenhagen, na Dinamarca. A COP 15, que reunirá mais de 200 países, deverá chegar a um compromisso internacional para a redução efetiva de emissões de gases do efeito estufa.


Para cumprir seu papel na COP 15, o governo brasileiro deve se comprometer com o desmatamento zero da Amazônia, o apoio às energias renováveis e a proteção dos oceanos. “Criar a Zona de Amortecimento em Abrolhos seria uma forte demonstração de compromisso com o clima do planeta”, conclui Rebeca Lerer.


Após Abrolhos, o navio Arctic Sunrise, que já esteve em Manaus, Belém, Fortaleza e Recife, segue para Salvador, Rio de Janeiro e Santos.


Abrolhos – Por sua biodiversidade ímpar, a região de Abrolhos recebeu, em 1983, o primeiro parque nacional marinho da América do Sul. São mais de 56 mil quilômetros quadrados na costa sul da Bahia compostos pelas ilhas: Siriba, Redonda, Guarita, Sueste e Santa Bárbara, que pertence à Marinha. Além do arquipélago, o Parque inclui dois grandes blocos de recifes de corais: o Parcel dos Abrolhos e o Recife das Timbebas.

Georgia's perspective

Georgia suffered under Soviet rule from the early 1920s to the declaration of independence in April of 1991. Even before independence, Georgia engaged in conflict, as the Georgian region of South Ossetia engaged in a breakaway war, which has flared up over the past two decades. Several Civil Wars and Army rebellions have plagued Georgia since 1989 (While still a part of the Soviet Union). In August, 2008, the South Ossetia issue again flared into warfare, though this time, Georgia's old ruler, Russia, intervened and the war is now (as of August 9, 2008) escalating rapidly.

Below is a list of wars and conflicts involving the nation of Georgia.

Georgian-South Ossetian War (1989-1992)

Military Coup d'etat (December 21, 1991 - January 6, 1992)--Zviad Gamsakhurdia is overthrown and goes into exile. Violence kills 113 people.

Abkahzia-Georgia War (1992-1993)

Georgian Civil War [Gamsakhurdia Rebellion] (1992-1993)--Former President Zviad Gamsakhurdia seizes control of his native Samegrelo province, which is just south of Abkahzia, and attempts to overthrow President Eduard Shevardnadze. In desperation, Shevardnadze requests aid from Russia, which supplies weapons, logistical aid, and troops to help the Georgian government defeat Gamsakhurdia.



Lee, R. "Georgian Military Wars and Conflicts"
http://www.historyguy.com/Georgian_Military_Revolt.html.

Discursos dos países membros da OMC em Doha

Clique aqui para lê-los ou no link abaixo.


http://www.wto.org/english/thewto_e/minist_e/min01_e/min01_statements_e.htm

Engenharia Genética

Já se pode escolher o sexo dos bebês e selecionar embriões sem distúrbios graves.

Daqui a algum tempo será viável até alterar as suas características genéticas. Para o bem ou mal, a humanidade está se tornando capaz de decidir como serão os novos habitantes do planeta.

Por Ivonete D. Lucírio

Daqui para a frente a vontade de ter um menino ou uma menina não é mais um mero desejo. É uma ordem. Em setembro, a clínica americana Genetics & IVF Institute anunciou ter conseguido separar os espermatozóides com o cromossomo X - que geram garotas – dos que carregam o Y e fazem nascer rapazes. Uma fecundação artificial foi feita apenas com os espermatozóides X. Aí, dos quatorze casais que haviam pedido bebês do sexo feminino, treze conseguiram. Agora a Genetics promete, em alguns meses, tornar o método acessível a todo papai e toda mamãe ansiosos por burlar a seleção natural Inclusive famílias brasileiras. Embora a empresa não divulgue quanto vai cobrar pela satisfação paterna, sabe-se que, nos testes realizados, cada par de pais desembolsou 2.500 dólares.

Isso é bom para a humanidade? “As novidades chegam tão depressa que não temos tempo de digeri-las”, disse à Super o biólogo americano Lee Silve, da Universidade de Princeton. Um dos mais respeitados microbiologistas do mundo, ele é autor de um livro importante sobre o assunto, Remaking Eden (algo como “refazendo o Éden”, ainda não traduzido para o português), no qual analisa como os novos conhecimentos da Biologia “poderão transformar a família americana”. Silver explica que a escolha do sexo é apenas o começo, pois, não demora muito, os médicos vão aprender a mexer diretamente nos genes dos embriões e, assim alterar os seus traços hereditários. Os pais vão poder decidir se querem que seus filhos nasçam mais resistentes a infecções, mais bonitos ou mais inteligentes. ”Esse tipo de manipulação genética estará disponível dentro de uns vinte anos”, avalia outro craque da microbiologia, o americano Gregory Stock, da Universidade da Califórnia. Nas próximas páginas você vai entender o que já está sendo feito o que vai ser possível fazer e os profundos dilemas éticos envolvidos nessas descobertas.


PARA ESCOLHER O SEXO, BASTA FILTRAR O SÊMEN.

Em 1993, a clínica americana Genetics & IVT Institute começou a recrutar casais que queriam escolher o sexo do bebê. Todos os inscritos estavam na faxina dos 30 anos e tinham interesse em ter uma menina. Dos catorze que fizeram o teste, só um não conseguiu o que queria, nascendo um garoto. Já se sábia, desde o início, que havia essa possibilidade de falha, pois a eficiência da técnica não é de 100% . A clínica americana chegou bem perto disso, com 92,9% de sucesso.

A margem de erro existe porque a separação dos espermatozóides depende de uma diferença muito sutil entre eles: dentro dos que carregam o cromossomo X, há 2,8% mais de DNA, em comparação com os que carregam o Y. É por trabalhar com uma disparidade tão pequena que a técnica nem sempre acerta. E a falha teria sido ainda maior se, em vez de meninas, a Genetics tentasse escolher meninos, pois é mais difícil separar os espermatozóides que têm uma quantidade muito reduzida de DNA do que aqueles que têm excesso.


VACAS E CAVALOS FORAM OS PIONEIROS.

A técnica de separação de espermatozóides já é conhecida há alguns anos. Ela foi criada por cientistas do Ministério de Agricultura americano para fazer seleção de sexo em sêmen de bois e cavalos. Nesses animais, a quantidade de DNA varia mais do espermatozóide X para o Y do que nos humanos. Portanto a separação é mais fácil. Os cientistas da clínica americana conseguiram aperfeiçoar essa técnica. Mas, por motivos comerciais, eles não revelam qual foi à alteração que levou à possibilidade de separar espermatozóides humanos com eficiência.

Dentro de alguns meses, depois de ajustes na técnica, os futuros papais interessados, em qualquer canto do mundo, terão acesso ao serviço. “Basta contratar um médico que tenha convênio com o Genetics & IVF Institute”, diz Susanne Seitz, assessora de imprensa da empresa. O esquema terá de ser congelado e enviado, por um simples malote, para Fair fax, no Estado da Virgínia. Feita a filtragem, ele toma o caminho de volta. O pacote conterá um filho virtual de sexo pré-definido que dará origem a uma criança de verdade.


DA SELEÇÃO ARTIFICIAL À ALTERAÇÃO GENÉTICA.

Não é apenas o sexo que já pode ser pré-definido. O desejo de evitar o nascimento de crianças com males incuráveis levou à criação de outras duas técnicas de escolha. Por meio da primeira, é possível enxergar os cromossomos dentro das células de um embrião. Com isso, verifica-se a presença de algum defeito causador de doença grave, como a síndrome de Down, que provoca retardamento mental. “O exame dos cromossomos também é usado para contornar males como hemofilia”, acrescenta o médico Eduardo Motta, do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva, em São Paulo.

A doença pode ser detectada nos genes maternos e afeta apenas os filho homens. Aí, basta observar os cromossomos os cromossomos do embrião, dois dias depois da fecundação, para saber o sexo do futuro bebê. Se ficar claro que vai nascer menina, não há problema. Senão, o embrião é descartado. Aliás, só em casos terapêuticos a legislação brasileira autoriza a seleção de embriões.

A Segunda técnica consiste em examinar não os próprios cromossomos, mas a molécula de DNA que está dentro deles. Pode-se ver, dessa maneira, se há incorreções genéticas que levam a diversas enfermidades, como a fibrose cística e a adenoleucodistrofia. Se houver, corta-se o mal pela raiz. “Optamos por implantar embriões saudáveis e descartamos os que apresentam problemas”, diz o médico Thomaz Gollop, do Instituto de Medicina Fetal e Genética Humana, em São Paulo. Até agora, os médicos conseguem apenas enxergar as características dos embriões, mas estão aprendendo a modificá-las, mexendo diretamente nos genes. “Assim, vai ser possível intervir e corrigir os defeitos” anima-se o geneticista Marcos Aurélio Sampaio, da Clínica Origem, em Belo Horizonte (MG).


UM GATILHO CONTRA O CÂNCER

É a terapia genética aplicada aos que vão nascer. Ela poderá eliminar doenças de diversos tipos. O biologista molecular John Campbell, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, imagina que seria possível poupar um futuro cidadão de ter câncer quando ele ainda estiver no estágio de um ovo – que é um óvulo já fertilizado. A solução seria introduzir nesse ovo um gene capaz de interromper o crescimento de qualquer tumor. O gene ficaria desligado até o câncer se manifestar e só então seria ativado por uma substância – gatilho a ser tomada na ocasião.

A hipótese impressiona pelo benefício que traria, mas também pela complicação que acarreta. É que, ao introduzir um gene num ovo, ele passaria a agir não apenas no bebê gerado por esse ovo, mas também nos filhos dessa criança e nos filhos desses filhos. Em outras palavras, estaria dando o primeiro passo para criar uma geração de seres alterados geneticamente.

Tudo bem, Campbell está pensativo numa cura. Mas e se o objetivo fosse criar uma geração mais bonita, mais inteligente ou meramente mais adequada a certos padrões de comportamento?


O QUE DÁ PARA EVITAR.

Distrofilia de Duchenne Degeneração dos músculos.
Síndrome de Turner Mulheres com estatura baixa, pescoço curto e infeteis.
Talassemia Anemia e atraso no crescimento.
Adenoleucodistrofia Perda da visão e da coordenação muscular
Síndrome de Edwards Musculatura tensionada, dificuldade em abrir a mão e a boca.
Síndrome de Patau Cabeça grande, lábio leporino e número anormal de dedos.
Coréia de Huntington Perda precoce de memória e da coordenação motora.
Fibrose cística O pulmão e o pâncreas funcionam mal.

SÓ EMBRIÃO SAUDÁVEL TEM DIREITO DE NASCER?

Até que ponto um homem ou uma mulher devem intervir nas características dos seus filhos e filhas? Para o geneticista Osvaldo Frota Pessoa, da Universidade de São Paulo, não há limite. “Não vejo nada de errado na idéia de produzir indivíduos mais bonitos e mais saudáveis”, afirma ele. “Todo mundo quer ter filhos maravilhosos e esse será o futuro”. Em teoria, a questão parece simples. Mas, na prática, a legislação brasileira proíbe qualquer intervenção sobre o patrimônio genético sem fins terapêuticos. Imagine que você queira mexer nos genes de seu filho para torna-lo mais bonito, como disse Frota Pessoa. Não pode. Pela lei, só estão autorizadas as alterações nos genes humanos destinadas a eliminar defeitos que causem problemas à saúde.

Acontece que a lei, nesse caso, reflete a profunda preocupação que causa, em muitos setores da sociedade, o uso indiscriminado dos novos conhecimentos científicos. “Há quem considere imoral descartar embriões para evitar o nascimento de crianças doentes, da mesma forma como se acredita ser imoral fazer um aborto”, diz Tristam Engelhardt, do Centro de Ética Médica do Baylor College of Medicine, no Texas, Estados Unidos.


IGREJA É CONTRA DISPENSAR EMBRIÕES DOENTES.

É uma objeção que a Igreja Católica assina embaixo. “O fato de escolher o sexo ou a condição de saúde de uma criança significa deixar de aceitá-la encondicionalmente como pessoa”, diz o padre Márcio Fabri, diretor do instituto Alfonsianum de Ética. O seu ponto de vista se baseia nos ensinamentos da encíclica Sobre o Valor e a Inviolabilidade da Vida Humana, divulgada em março de 1995 pelo papa João Paulo II. Mas a Igreja Católica não é refratária a qualquer tipo de intervenção. A mesma encíclica aceita que se manipulem os genes do embrião para evitar um mal. Em compensação, não admite nem a fertilização de proveta nem que algum embrião mesmo se fecundado por meios naturais, seja eliminado para outro nasça perfeito. “Tal atitude seria vergonhosa e profundamente repreensível porque presume medir o valor da humana”, diz a encíclica.

Diante das várias maneiras de ver a questão, Marco Segre, presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, parece procurar uma forma de conciliação. “Nenhuma tecnologia, em si mesma, é ética ou antiética”, argumenta ele tudo depende do uso que dermos a ela.

“E, enquanto visarmos o bem-estar da humanidade estaremos no caminho certo”.


FONTE DE CONTROVÉRSIAS

Principais argumentos contra e a favor da seleção de espermatozóides, da seleção de embriões e da manipulação genética.

ESCOLHA DO SEXO DAS CRIANÇAS
CONTRA
A FAVOR
Pode ocorrer um desequilíbrio entre homens e mulheres, aumentado o número de uns ou de outros.
Se a população de um dos gêneros começar a diminuir, ele passará a ser mais valorizado, voltando-se ao equilíbrio.
SELEÇÃO DE EMBRIÕES SAUDÁVEIS
CONTRA
A FAVOR
O sucesso da durabilidade da raça humana está na diversidade de suas características inclusive doenças.
Pouca gente opta por essa técnica (apenas 0,5% nos Estados Unidos) e, por isso, ela não vai afetar a diversidade.
As crianças pobres, em longo prazo, serão menos saudáveis porque seus pais não poderão pagar pela técnica, que é cara.
As crianças com maior poder aquisitivo têm acesso aos melhores planos de saúde e ninguém contesta esse direito.
MANIPULAÇÃO DOS GENES DOS EMBRIÕES
CONTRA
A FAVOR
Há risco de alguém tentar criar uma “raça superior”, com características que se acreditam ser melhores do que outras da espécie humana.
É uma possibilidade bastante remota, já que todas as pesquisas de hoje se voltam para questões de saúde.
Sabe-se pouco sobre a modificação dos genes Por isso, ela pode trazer conseqüências imprevisíveis para a humanidade.
Antes que a engenharia genética passe a ser usada em humanos, serão realizados exaustivos testes em animais.

Fonte: Brasil-Escola

segunda-feira, 2 de março de 2009

Por que ir ao MIRIN, segundo a professora Lúcia Naegeli...

Líderes da UE rejeitam protecionismo para enfrentar crise

Em Bruxelas, prevaleceu o discurso de que bloco precisa se manter unido para enfrentar as dificuldades.



BRUXELAS - Os líderes dos países da União Europeia (UE), reunidos neste domingo, 1, em Bruxelas, concordaram que a adoção de medidas protecionistas não deve ser o caminho para enfrentar os efeitos da crise econômica sobre o bloco. "O protecionismo não é a resposta à crise atual", afirmaram os 27 Estados-membros do bloco em comunicado conjunto ao término de uma breve cúpula extraordinária realizada em Bruxelas.


No encontro, prevaleceu o discurso de que os países do bloco precisam se manter unidos para enfrentar as dificuldades financeiras.





Todos prometeram "utilizar ao máximo o mercado único como motor da recuperação para respaldar o crescimento e o emprego", e expressaram publicamente sua "confiança nas perspectivas em médio e longo prazo de todas as economias da UE".





"Houve um consenso quanto à necessidade de evitar medidas protecionistas unilaterais", disse o português José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, o órgão executivo da UE.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, reforçou a mensagem. "Nós enfrentamos a ameaça de uma volta ao protecionismo", disse. "Hoje foi o início de um consenso europeu no tocante a todos esses temas importantes que a comunidade mundial está enfrentando."



A reunião ocorreu depois de o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ter lançado um pacote de três bilhões de euros para as montadoras do país, a fim de garantir que não haverá cortes de vagas de trabalho.



O pacote de Sarkozy gerou temores de que um movimento protecionista nos países-membros possa ameaçar a recuperação do bloco como um todo.

Sarkozy negou acusações de protecionismo, mas disse que, se os Estados Unidos estão agindo para defender suas indústrias, a Europa deveria ter o mesmo direito.

"Nós precisamos de uma Europa sem barreiras, mas também justa", disse Mirek Topolanek, presidente da Republica Checa, que detém a presidência rotativa da UE.

Muitos dos mais recentes membros da UE no centro e no leste da Europa têm sido duramente afetados pela crise financeira.

A Hungria e a Letônia são dois exemplos. Amargando a falta de liquidez no mercado, os dois países já estão recebendo bilhões de euros de um fundo de emergência do bloco.

Os presentes à cúpula de Bruxelas rejeitaram uma proposta apresentada pela Hungria para a criação de um pacote de ajuda de emergência, de US$ 230 bilhões, para ajudar os países do centro e do leste europeu que enfrentam dificuldades.

Comentando o impacto da crise, o primeiro-ministro húngaro, Ferenc Gyurcsany, advertiu que existe o risco de surgir uma nova "cortina de ferro" na Europa - uma referência à fronteira imaginária que dividia os países do bloco comunista dos países da Europa Ocidental durante os anos da Guerra Fria.

Apesar disso, a proposta defendida por Gyurcsany esbarrou na resistência da chanceler da Alemanha, Angela Merkel.



Neutralidade



Os 27 países-membros colocaram em sua declaração uma frase na qual expressam sua "confiança na função da Comissão como guardiã dos tratados", ou seja, em sua capacidade para examinar com neutralidade a ajuda a todos.



Cinco países ainda esperam pelo sinal verde da CE a seus respectivos planos de ajuda para o setor automobilístico.



A CE também está antecipando 11 bilhões de euros dos fundos estruturais que tinha previsto desembolsar até 2013. Desse valor, 7 bilhões serão para os novos Estados-membros.



(Com EFE)



Texto atualizado às 19h20



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Guiné-Bissau no caos após mortes de presidente e chefe militar

Dacar, 2 mar (EFE).- Os assassinatos do presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, e do chefe do Estado-Maior do Exército, general Tagme Na Wai, colocaram o país, um dos mais instáveis e pobres de África Ocidental, em uma situação de confusão e um futuro até mais incerto.



Vítima de um atentado a bomba que derrubou parcialmente a sede do Estado-Maior, o general Tagme Na Wai morreu na noite de domingo, enquanto Vieira foi assassinado nesta madrugada por um grupo de militares que o balearam quando ele tentava fugir da residência presidencial em Bissau, capital do país.



Segundo os comentaristas, os homicídios cometidos entre ontem e hoje não foram mais do que o desenlace de uma profunda rivalidade entre Vieira e Tagme Na Wai, que nos últimos meses haviam travado relações muito tensas.



Na Wai denunciou em janeiro a guarda do presidente da ex-colônia portuguesa de ter tentado matá-lo, ao abrir fogo contra seu veículo quando ele passava em frente ao Palácio Presidencial.



Já em 23 de novembro do ano passado, um grupo de militares atacou durante a noite a residência de Vieira, em um atentado que matou duas pessoas.



A União Africana (UA) e a Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao) condenaram energicamente os assassinatos.



Em comunicado emitido em Adis-Abeba (Etiópia), o presidente da Comissão da UA, Jean Ping, afirmou que "estas mortes violentas ocorrem em um momento de renovados esforços da comunidade internacional para apoiar a construção da paz na Guiné-Bissau e a consolidação dos avanços no processo político do país após as eleições legislativas realizadas em novembro de 2008".



Por sua vez, o presidente da Comissão da Cedeao, Mohammed Ibn Chambas, afirmou de Abuja, capital federal da Nigéria e sede da organização regional, que os atentados na Guiné-Bissau são "o assassinato da democracia" no país.



O presidente da Nigéria e titular de turno da Cedeao, Umaru Yar'Adua, disse por sua vez os assassinatos como "horríveis atos que solapam a democracia, a paz e a estabilidade da Guiné-Bissau", um dos 15 membros do organismo.



Em Dacar, o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, solicitou um minuto de silêncio durante o ato inaugural de uma conferência preparatória do Festival Mundial das Artes Negras (Fesman), previsto para 2010 na capital senegalesa.



Wade anunciou ainda que a viúva do presidente, Isabel Vieira, ferida no ataque em que morreu seu marido, encontra-se refugiada na sede da ONU em Bissau, e viajará em breve para Dacar.



Enquanto isso, o Estado-Maior do Exército da Guiné afirma de Bissau que "as forças armadas respeitam a constituição vigente no país", o que significa a manutenção das instituições, incluindo o atual Governo, e a convocação de novas eleições em três meses.



Segundo as leis da Guiné-Bissau, o presidente do Senado, Raimundo Pereira, assumirá interinamente a Presidência até estas eleições.



As autoridades militares da Guiné-Bissau ordenaram o fechamento da fronteira do país com o Senegal e o reforço do dispositivo de segurança no alerta máximo decretado pelas forças armadas.



Segundo as emissoras de rádio regionais, Bissau havia recuperado a tranquilidade ao meio-dia, embora seus habitantes permaneçam reclusos em suas casas, em cumprimento às ordens dos militares.



O presidente Vieira ocupou durante quase 23 anos o poder, que recuperou em 2005, após ganhar as eleições, pouco depois de retornar de um exílio de seis anos em Portugal.



Dois anos de guerra civil e um golpe de estado militar protagonizado pelo então chefe do Estado-Maior, o já falecido general Ansoumana Emane, haviam afastado Vieira da Presidência em 1999.



Desde sua independência de Portugal, em 1974, a Guiné-Bissau sofreu uma série de golpes de estado e confrontos entre facções rivais do Exército.



Além disso, o país transformou-se, nos últimos anos, em rota do tráfico de cocaína procedente da América do Sul com destino à Europa. EFE

Rodada Doha: Entenda o impacto do fracasso das negociações

Depois de mais de uma semana de reuniões em Genebra, na Suíça, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, confirmou nesta terça-feira o fracasso das negociações para um acordo de liberalização do comércio mundial no âmbito da Rodada Doha.

A reunião em Genebra era considerada decisiva para a Rodada Doha, que foi lançada há sete anos com o objetivo de diminuir os entraves ao comércio internacional, mas estava paralisada devido a divergências sobre o nível de abertura em setores de interesse de países ricos e pobres. Entenda o que está em jogo nas discussões em Genebra e as conseqüências de um fracasso nas negociações.

Há quanto tempo as negociações da Rodada Doha vêm sendo realizadas? A Rodada Doha da OMC foi lançada em novembro de 2001, na capital do Catar, com o objetivo de obter maior liberalização do comércio mundial. Quase sete anos depois, os países envolvidos nas discussões ainda não conseguiram chegar a um acordo.

Até agora, as discussões têm esbarrado principalmente no tamanho dos cortes de subsídios à agricultura por parte dos países desenvolvidos e no quanto o comércio de serviços pode ser liberalizado. Nos últimos dias, representantes de mais de 30 países participaram das discussões em Genebra.

Quais as principais dificuldades nas negociações? Um dos pontos mais polêmicos é o quanto os países ricos aceitam remover suas barreiras a produtos agrícolas exportados pelos países pobres. Também há divergências sobre o quanto as nações em desenvolvimento aceitam abrir seus mercados para bens manufaturados e serviços.

Os países em desenvolvimento criticam o que consideram políticas protecionistas, principalmente por parte dos Estados Unidos e da União Européia. Eles querem provas concretas de que os países desenvolvidos estão dispostos a abrir seus mercados com cortes expressivos em suas tarifas de importação e nos subsídios à agricultura.

O principal problema é que o livre comércio em agricultura tem se mostrado bem mais difícil de ser negociado do que em bens manufaturados. Em que ponto estão as negociações agora?

O fracasso das negociações em Genebra foi anunciado pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy. Segundo fontes diplomáticas, o principal motivo do fracasso foi a falta de consenso entre China, Índia e Estados Unidos sobre um mecanismo de salvaguarda que permitiria aos países em desenvolvimento voltar a subir tarifas frente a um aumento excessivo nas importações.

Na semana passada, as negociações pareciam estar à beira de um colapso, mas na noite de sexta-feira Lamy conseguiu uma proposta de acordo entre o Grupo dos Sete (Brasil, Índia, Estados Unidos, União Européia, Japão, China e Austrália).

A proposta prevê reduzir em 80% o limite de subsídios à agricultura e em 70% os subsídios americanos, para cerca de US$ 14,5 bilhões.

No entanto, isso não significaria que os Estados Unidos teriam de reduzir seu gasto real em subsídios aos agricultores, que totalizou US$ 9 bilhões no ano passado.

A proposta também prevê cortes nas tarifas de importação de produtos agrícolas e em bens industriais.

No entanto, países em desenvolvimento como a China e a Índia afirmam que esta proposta obriga os emergentes a oferecer condições especiais em determinados setores estratégicos, enquanto os países ricos mantêm o direito de proteger produtos agrícolas sensíveis.

Alguns países desenvolvidos, como a França, também manifestaram descontentamento com a proposta.

Qualquer acordo fechado em Genebra teria de ser aprovado por todos os 153 países-membros da OMC.

Qual o prazo final para se obter um acordo? Há uma corrida contra o relógio para se chegar a um consenso. Os envolvidos nas negociações gostariam de fechar um ajuste antes que o novo presidente americano assuma o poder, em 2009. O novo presidente dos Estados Unidos pode querer fazer mudanças na política comercial do país, e qualquer aliança sem a participação da maior economia do mundo seria bastante enfraquecido - ou mesmo inútil, segundo analistas.

Os atuais problemas na economia mundial afetam as negociações? A saúde da economia global se deteriorou desde a última reunião para discutir a Rodada Doha, com desaceleração no crescimento nos países desenvolvidos e aumentos do custo de vida. A alta mundial dos preços dos alimentos, que dobraram desde o ano passado, teve efeito maior sobre os países mais pobres, onde uma proporção maior da renda familiar é gasta em comida. Segundo analistas, isso levou a um aumento do protecionismo nos países exportadores de alimentos.

Os defensores de um acordo afirmam que ele iria ajudar a reduzir a pobreza e a criar empregos nos países em desenvolvimento, enquanto os países ricos podem se beneficiar se conseguirem exportar mais bens e serviços. Calcula-se que um acordo poderia injetar US$ 100 bilhões por ano na economia mundial.

Quais as conseqüências de um fracasso nas negociações? Um fracasso nas negociações significa o fim da Rodada Doha, já que as eleições americanas devem dominar a agenda política mundial a partir de agora. Isso enfraqueceria a realização de acordos multilaterais, já que os países negociariam acordos comerciais individuais entre si, o que colocaria os países menores em desvantagem.

Os maiores países em desenvolvimento, como Brasil e Índia, também perderiam com o fracasso nas negociações, porque precisam de mercados abertos para suas crescentes exportações. No entanto, algumas ONGs (organizações não-governamentais) afirmam que é melhor que não haja nenhum acordo do que um acordo que seja desfavorável aos países mais pobres.

Para a OMC, o fracasso em obter um acordo depois de sete anos de negociações significaria o maior revés de sua história.

domingo, 1 de março de 2009

Resenha de filme - Amor sem fronteiras (Beyond Borders)

A inexperiente americana Sarah Jordan, que leva uma vida cheia de mimos na Inglaterra de 1984, vê o seu mundo virar de cabeça para baixo quando o Dr. Nick Callahan invade um baile para levantar fundos e faz um apelo enraivecido em nome das crianças sob os seus cuidados na África. Atraída por Nick e pela sua causa, Sarah troca o conforto de Londres pela dura realidade da África, do Camboja e da Chechênia para poder trabalhar ao lado do médico e mergulhar na renovada paixão pela vida que ele ascendeu dentro dela.


Conheça... Serra Leoa


Geografia de Serra Leoa

Área: 71.740 km². Hora local: +3h.
Clima: equatorial chuvoso.
Capital: Freetown.
Cidades: Freetown (837.000) (aglomeração urbana) (2001), Koidu-Sefadu (82.474), Bo (59.768), Kenema (52.473) (1985).

População de Serra Leoa

5,2 milhões (2004); nacionalidade: leonesa; composição: mendes 34,6%, temnes 31,7%, limbas 8,4%, conos 5,2%, bulones 3,7%, peules 3,7%, corancos 3,5%, ialuncas 3,5%, quisis 2,3%, outros 3,4% (1983). Idiomas: inglês (oficial), crioulo, mende, limba, temne. Religião: islamismo 45,9%, crenças tradicionais 40,4%, cristianismo 11,5%, sem religião 2%, outras 0,3% (2000).

Economia de Serra Leoa

Moeda: leone; cotação para US$ 1: 2.500 (ago./2004).
PIB: US$ 783 milhões (2002).
Força de trabalho: 2 milhões (2002).

Relações exteriores

Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU, UA.
Embaixada: 1701, 19th Street NW, Washington D.C. 20009, EUA.

Governo

República presidencialista. Div. administrativa: 4 regiões. Presidente: Ahmed Tejan Kabbah (SLPP) (desde 1996, deposto em 1997, retorna em 1998, reeleito em 2002). Partidos: do Povo de Serra Leoa (SLPP), Congresso de Todo o Povo (APC), da Paz e da Libertação (PLP) e da Frente Revolucionária Unida (RUFP). Legislativo: unicameral - Parlamento com 112 membros. Constituição: 1991.

Descrição

Situada na costa oeste africana, Serra Leoa possui montanhas no norte e no leste, onde ficam as áreas de extração de diamante, a principal atividade econômica do país. O turismo - cujo atrativo são as reservas de animais selvagens - sofre os efeitos negativos dos recentes conflitos internos. A maioria da população pertence a duas etnias: os temnes, seguidores do islamismo, e os mendes, em geral animistas.

Serra Leoa é uma das nações mais pobres do mundo e tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano. Na década de 1990, o país mergulhou na guerra civil entre o governo e a Frente Revolucionária Unida (RUF), que obtinha recursos para comprar armas explorando as minas de diamante sob seu controle. Em 2001, governo e guerrilheiros chegam a acordo de paz, com a presença no país de tropas da Organização das Nações Unidas (ONU).

História de Serra Leoa

Em meados do século XV, os portugueses chegam à região, então habitada pelos temnes, com os quais passam a comerciar escravos. O território é ocupado pela Inglaterra no século XVII. Em 1786, uma companhia comercial britânica funda a cidade de Freetown (cidade livre), que recebe ex-escravos refugiados do Canadá e do Reino Unido. No início do século XIX, a Coroa Britânica adquire parte do território, transformando-o em colônia. Após a proibição do tráfico de escravos, em 1807, milhares de africanos interceptados em navios negreiros são levados a Serra Leoa, onde passam a enfrentar os temnes, numa luta que se prolonga até o fim do século XIX. Apoiados pelos ingleses na luta contra os nativos, os ex-escravos compõem a elite do país.

Em 1960, sir Nilton Margai, secretário do Partido do Povo de Serra Leoa (SLPP), que lutava pela independência, torna-se o primeiro-ministro, mas mantém os laços com o Reino Unido. A independência, obtida em 1961, não traz grandes alterações à política da nação. A situação se transforma em 1967, quando Siaka Stevens, do Congresso de Todo o Povo (APC), torna-se primeiro-ministro. No mesmo ano, ele é derrubado por um golpe militar, mas um contragolpe em 1968 o reconduz ao poder. Em 1971, Stevens rompe definitivamente os laços com os britânicos, proclamando a República e tornando-se presidente.

Redemocratização

Um regime de partido único é aprovado em plebiscito em 1978. Em 1985, Joseph Saidu Momoh, ministro de Stevens, toma o poder em meio à grave crise política e econômica. Uma nova Constituição, aprovada em plebiscito, marca a redemocratização em 1991. No ano seguinte, porém, novo golpe leva o capitão Valentine Strasser ao poder. Começa, no sudeste do país, a guerrilha da Frente Revolucionária Unida (RUF), que assume o controle de parte do território. Strasser é deposto em janeiro de 1996 pelo chefe das Forças Armadas, Julius Maada Bio.

Eleições e guerra civil Eleições realizadas em 1996 dão vitória ao SLPP, que havia dominado a vida política entre 1961 e 1967. Seu líder, Ahmed Tejan Kabbah, torna-se presidente. O primeiro governo civil em quase duas décadas inicia diálogo com a guerrilha. Em maio de 1997, um golpe militar liderado pelo major Jonny Paul Koroma - aliado da RUF - depõe Kabbah. Forças de paz da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas) intervêm no país e conseguem derrubar Koroma em fevereiro de 1998. Kabbah volta a Serra Leoa e reassume o governo, mas no fim do ano as tropas rebeldes tomam a capital. A RUF lança campanha de terror contra a população civil, promovendo amputações em massa. Um acordo de paz assinado em 1999 leva o novo líder dos rebeldes, Foday Sankoh, à Vice-Presidência. A ONU anuncia, em outubro, o envio de 6 mil soldados de uma força internacional (Unamsil) para garantir a pacificação. Em 2000, contudo, reiniciam-se os combates, com o seqüestro de 500 integrantes da Unamsil pela RUF. A ONU decide dobrar o contingente da força de paz. O Exército de Serra Leoa parte para a ofensiva, e Sankoh é preso na capital. Issa Sesay assume a liderança dos rebeldes, e os combates se intensificam.

Fatos recentes

Em março de 2001, os ministros da RUF são presos. A ONU decide ampliar a Unamsil para até 17,5 mil homens, tornando-se a maior força de paz do mundo. Em maio, o governo e os rebeldes chegam a um acordo de paz. Nos meses seguintes, a Unamsil vai desarmar 70 mil combatentes das forças pró e contra o governo. Em dez anos, a guerra civil matou 50 mil pessoas.

Pós-guerra

No começo de 2002, Kabbah anuncia, com a ONU, a instalação de um tribunal de crimes de guerra. O Fundo Monetário Internacional (FMI) anula 80% da dívida externa (950 milhões de dólares) e reescalona o pagamento do resto. Kabbah é reeleito presidente, com 70% dos votos. Em 2003, o tribunal da ONU anuncia o indiciamento de 13 líderes dos dois lados em conflito por crimes de guerra. Entre eles, um ministro de Estado e o líder da RUF, Foday Sankoh, que morre em julho, de causa natural. O presidente Kabbah declara em agosto que não sabia das atrocidades das milícias pró-governo.

A nação realiza, em maio de 2004, suas primeiras eleições locais em mais de três décadas. No mês seguinte, o tribunal de guerra inicia os julgamentos, mas, até o fim do ano, não chega a nenhum veredicto. A ONU reduz progressivamente seu contigente no país, passando a segurança de Freetown para as mãos das forças do governo, em setembro, e mantendo 5 mil soldados no país em dezembro de 2004.

Fonte: www.casadasafricas.org.br