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quarta-feira, 18 de março de 2009

Banco Mundial pede que G20 lute contra protecionismo

WASHINGTON - O Banco Mundial clamou às nações desenvolvidas e em desenvolvimento integrantes do G20 que fortaleçam suas posições contra o protecionismo, concordando em relatar qualquer caso de novo subsídio ou restrição comercial à Organização Mundial do Comércio (OMC), a cada três meses.

"O isolacionismo econômico pode levar a uma espiral negativa de eventos como vimos na década de 1930, que tornou a situação muito, muito pior", afirmou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. A instituição observou ainda que os países do G20 adotaram 47 novas restrições comerciais desde que prometeram evitar o protecionismo.

Líderes do G20, em encontro em Washington em novembro, em meio à crescente crise financeira global, prometeram não impor nenhuma nova medida de restrição ao comércio por 12 meses. Mas desde então 17 membros do G20 e outros países implementaram um total de 47 medidas que restringem o comércio, mostrou o relatório de acordo com o banco. O aumento de tarifas responde por cerca de um terço das novas medidas, que incluem a elevação, pela Rússia, de taxas para automóveis usados, além de maiores tarifas pelo Equador para mais de 600 itens, disse o banco.

A Argentina impôs novas "barreiras não-tarifárias" à importações de peças para automóveis, têxteis, TVs, brinquedos, calçados e artigos em couro, e a Indonésia anunciou que a entrada de certos produtos estrangeiros --incluindo vestuário, calçados, brinquedos, eletrônicos, alimentos e bebidas-- será permitida apenas por cinco portos e aeroportos, segundo o banco.

"Subsídios propostos para a indústria automobilística se espalharam e chegam a cerca de 48 bilhões de dólares em todo o mundo, grande parte (42,7 bilhões de dólares) em países ricos", disse o banco.

Isso inclui um subsídio direto dos EUA de 17,4 bilhões de dólares a suas três grandes montadoras e outros subsídios oferecidos pelo Canadá, França, Alemanha, Reino Unido, China, Argentia, Brasil, Suécia e Itália, disse o banco.

No próximo encontro dos líderes do G20 em Londres no início de abril, países deveriam se comprometer em entregar à Organização Mundial do Comércio relatórios trimestrais sobre novas restrições ao comércio e subsídios agrícolas e industriais, afirmou o banco.

(Reportagem de Doug Palmer)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Lula critica o protecionismo em entrevista ao WSJ

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em entrevista ao Wall Street Journal, realizada ontem, que uma crescente onda de protecionismo das nações mais ricas do mundo ameaça as economias emergentes. Lula criticou duramente as recentes medidas protecionistas tomadas por nações que normalmente promovem o livre comércio. Entre as medidas citadas por Lula está a cláusula "Buy America" do último pacote de estímulo aprovado no Congresso americano, apesar de ter sido modificada para garantir que os EUA cumpram as regras do comércio internacional.



Lula alertou que a crise financeira mundial ameaça o crescimento econômico que foi reduzindo a pobreza nos países em desenvolvimento, e apelou por ajuda financeira e outras medidas a fim de impedir a propagação dos efeitos da crise. "Nós não podemos aceitar a ideia de que, por causa da irresponsabilidade dos banqueiros e de alguns dirigentes, que não fiscalizaram e não regulamentaram, o resto do mundo acabe pagando a conta e, sobretudo, os seus pobres", afirmou o presidente.



Lula destacou que o controle do protecionismo será o tema prioritário a ser debatido na reunião agendada com o presidente Barack Obama no próximo sábado. "O protecionismo pode parecer benéfico num primeiro momento, mas, no longo prazo, ele afeta os países, sobretudo as nações pobres que têm de vender as suas mercadorias para os países ricos." O presidente brasileiro tem cada vez mais se posicionado como um defensor mundial dos países emergentes em fóruns, como a reunião de líderes do G-20, que ocorrerá em abril, em Londres.



Na reunião com Obama, Lula disse que pretende discutir propostas que poderão ser abordadas na reunião do G-20. Entre elas estão a retomada das negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), novas medidas a fim de evitar políticas comerciais protecionistas, diretrizes mais rigorosas para regular as instituições financeiras, incluindo os limites de alavancagem, e a promessa das nações ricas de aumentar o crédito para exportação e outras atividades nas nações em desenvolvimento.



Ele prometeu também tentar influenciar os EUA a adotar um acordo de livre comércio com a Colômbia, mesmo que isso possa prejudicar algumas das exportações do Brasil para mercado americano. As informações são da Dow Jones.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Brasil e quatorze países alertam na OMC contra o protecionismo

Da France Presse

original do G1 alterada

TÓQUIO, 9 Fev 2009 (AFP) - Quinze países, entre eles Brasil, México e Japão, apresentaram à OMC (Organização Mundial do Comércio), uma advertência contra o protecionismo, dizendo-se preocupados com as medidas adotadas em resposta à crise econômica, anunciou Tóquio nesta segunda-feira.


O grupo enviou um comunicado de emergência à AMC, em Genebra, anunciou a chancelaria japonesa.


"Dada a crise econômica sem precedentes, e o aumento potencial do protecionismo, os membros da OMC devem ser conscientes de um possível aumento das ações anti-dumping e evitar o uso sem garantias de tais medidas", dizia o comunicado.


Entre as medidas recentemente criticadas por serem consideradas protecionistas está o plano de apoio ao setor automobilístico francês, que deve ser revelado nesta segunda-feira, e à cláusula "Compre americano" inicialmente incluída no plano de estímulo americano, que foi reconsiderada.


Os outros signatários do texto, assinado semana passada em Genebra, são Chile, Colômbia, Costa Rica, Hong Kong, Israel, Noruega, Cingapura, Suíça, Tailândia, Coreia do Sul, Taiwan e Turquia", segundo a chancelaria japonesa.