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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eleições em Serra Leoa

domingo, 2 de novembro de 2008

Rupiah Banda assume presidência da Zâmbia

LUSAKA - O experiente diplomata Rupiah Banda tomou posse como novo presidente da Zâmbia depois de vencer por estreita margem seu principal rival em um pleito convocado depois da morte do líder do país africano.

Banda, de 72 anos, havia assumido interinamente a presidência do país em agosto, quando morreu o presidente zambiano Levy Mwanawasa.

Ele foi empossado imediatamente após a divulgação dos resultados e governará pelos três anos restantes do mandato de cinco anos de Mwanawasa.

Banda promete dar seqüência às políticas de abertura de mercado de seu antecessor, que encorajou investimentos estrangeiros e estabeleceu boas relações com a China.Os resultados oficiais do pleito mostram que Banda obteve 40% dos votos.

O líder de oposição Michael Sata conseguiu 38%. Outros dois candidatos estavam na disputa, mas terminaram bem atrás. Sata, que tem amplo apoio em bairros pobres das zonas urbanas, disse que contestará o resultado por causa de irregularidades no processo, inclusive a impressão de votos extras. Observadores internacionais declararam-se satisfeitos com a condução do processo eleitoral.
As informações são da Associated Press.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Eleições em Belzonte

Lacerda e Quintão mantém troca de farpas durante debate em BH Seg, 20 Out, 07h10 Reuters
BELO HORIZONTE (Reuters) - Depois de uma semana de tiroteio mútuo, Leonardo Quintão (PMDB) e Marcio Lacerda (PSB), candidatos à prefeitura da capital mineira, voltaram a trocar farpas durante debate promovido pela TV Record na noite de domingo. O clima de animosidade permaneceu durante todo o evento e nem mesmo a semelhança entre diversas propostas apresentadas pelos candidatos foi suficiente para reduzir a tensão.
A própria condição partidária dos candidatos foi motivo de ataques. Lacerda afirmou que o PMDB do adversário segue a linha do coronelismo ao ser comandado por caciques regionais e que tem integrantes "não muito honrados". Quintão, por sua vez, afirmou que, caso seja eleito, fará parceria com o governador Aécio Neves (PSDB), mas "sem submissão", em referência à articulação de Aécio e do prefeito Fernando Pimentel (PT) em torno de Lacerda.
Quintão também afirmou que a aliança montada para apoiar a candidatura socialista, integrada por 12 legendas além do PSDB e PPS que participam informalmente da coligação, é composta por "partidos de aluguel".
O peemedebista, no entanto, evitou ataques diretos ao PT --o candidato a vice de Lacerda é o deputado estadual petista Roberto Carvalho-- e afirmou que não vai desmontar a estrutura da prefeitura de Belo Horizonte, comanda pelo Partido dos Trabalhadores e pelo PSB há 16 anos. "O PT vai estar junto comigo. Não vou mandar ninguém embora", disse.
Além disso, Quintão também voltou a citar os ex-prefeitos Célio de Castro (eleito duas vezes pelo PSB mas já filiado ao PT quando morreu, em julho passado) e Patrus Ananias, atual ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, como exemplos de gestão, a exemplo do que fez em programas veiculados no horário eleitoral gratuito.
Lacerda rebateu e disse que o peemdebista não tem o apoio de Patrus nem do chefe da Secretaria-Geral da Presidência, ministro Luiz Dulci, também citado nos programas de Quintão. Dulci e Patrus foram contrários ao acordo entre petistas e tucanos na capital mineira, mas não declararam apoio a Quintão, como fizeram outros dissidentes do PT na cidade.
Lacerda, no entanto, também fez referência ao trabalho de Patrus à frente do Executivo municipal. "Belo Horizonte vem sendo bem governada nos últimos 15 ou 20 anos", disse, sem citar explicitamente o nome do ministro.
(Edição de Renato Andrade)

Eleições Salvador

taques marcam o primeiro dia de campanha em Salvador Seg, 13 Out, 06h39 Agência Estado
Os concorrentes no segundo turno da eleição à prefeitura de Salvador (BA), João Henrique Carneiro (PMDB), candidato à reeleição, e Walter Pinheiro (PT), passaram os últimos dias prometendo mudar suas propagandas eleitorais, deixando de lado a briga em torno da amizade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar "propostas reais". O primeiro dia da campanha dos candidatos no rádio e na televisão, porém, deu mostras de que nada mudou.
O primeiro a entrar no ar no horário eleitoral gratuito foi Carneiro. No programa, tirando o início, no qual o atual prefeito agradeceu pelos votos recebidos, o que se viu foi uma série de tentativas de atrelar o mandato dele ao presidente e ataques ao candidato petista. O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, principal cabo eleitoral de Carneiro, deu seu testemunho. Afirmou que votar no candidato concorrente seria "uma aventura" e garantiu que o repasse de recursos federais está garantido - por ele - em caso de vitória do peemedebista.
Impedido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia de usar imagens de Lula em seu programa, o PMDB lançou mão de uma tática curiosa. Depois de o apresentador dizer que Carneiro "não precisa se apoiar na imagem do presidente", porque tem uma "forte parceria" com Lula, foi veiculada uma série de imagens de obras feitas pelo prefeito na cidade. "Olha aí: Lula com João... Lula com João... Lula com João", disse o narrador, enquanto as imagens eram trocadas.
O programa terminou com ataques a uma suposta "tentativa de enganar a população" que Pinheiro tem usado em seu programa. Por meio de uma mixagem de imagens, o candidato petista mostra trechos de dois comícios em Salvador: um dele, recente, e outro no qual Lula participou, em 2006, quando concorria à reeleição. Para o PMDB, Pinheiro quer convencer os eleitores de que Lula esteve em algum ato de campanha dele - o que não ocorreu. "Você confia em um candidato que engana a população?", disse o narrador do programa do atual prefeito.
Nos 10 minutos seguintes, foi a vez de Pinheiro voltar ao tema "parceria verdadeira" com o governo federal. O petista também agradeceu a confiança da população e falou que gostaria de fazer uma campanha de propostas durante o horário eleitoral no segundo turno. A intenção durou pouco.
O governador Jaques Wagner (PT), que chegou a propor a não-participação dos governos federal e estadual na eleição soteropolitana logo após a divulgação dos resultados do primeiro turno, também foi à TV pedir votos para seu candidato, em nome de "uma renovação na prefeitura e uma maior parceria com o governo federal".
O clipe com as imagens dos discursos de Lula e Pinheiro, atacado pelo programa de Carneiro, voltou ao ar. E o tema musical da campanha do segundo turno petista não deixa dúvidas sobre as intenções dos marqueteiros da campanha: "Lá em casa todo mundo é 13/É Lula, é Pinheiro, é de coração".

Eleições em Porto Alegre

Maria do Rosário recebe apoio de cinco prefeitos do RS

Seg, 13 Out, 07h53

Agência Estado
A candidata do PT à prefeitura de Porto Alegre, Maria do Rosário, recebeu o apoio de cinco prefeitos de cidades da região metropolitana eleitos pelo partido em ato de campanha na Esquina
Democrática, no centro da capital gaúcha, hoje. Nos discursos, os aliados defenderam os benefícios que um "eixo de integração" de projetos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva traria à região metropolitana.

Se o partido eleger Maria do Rosário em Porto Alegre e Jairo Jorge no município de Canoas assumirá seis cidades em seqüência territorial, na faixa mais movimentada da região metropolitana, até Novo Hamburgo, passando por Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo.

"Nessas cidades vive 25% da população do Rio Grande do Sul, o que dá aos municípios, integrados, uma força extraordinária para negociar com o governo federal e também com o governo estadual", disse Ary Vanazzi, prefeito reeleito de São Leopoldo.

Como promessa de governo, Maria do Rosário afirmou a criação de uma Agência Metropolitana de Desenvolvimento, para buscar soluções para problemas comuns com os municípios da região, como transporte, saúde, meio ambiente e recolhimento de lixo. "Nosso projeto de desenvolvimento tem que olhar para além das fronteiras dos nossos municípios", afirmou a candidata da coligação "Frente Popular" (PSL-PTC-PRB-PT).

Embora possa contar com as declarações de apoio dos prefeitos eleitos, Maria do Rosário ainda não conseguiu comemorar a adesão do PCdoB, da candidata Manuela D'Ávila - coligação "Porto Alegre é Mais" (PCdoB-PPS-PR-PTdoB-PMN-PSB-PTN) -, derrotada no primeiro turno, à sua campanha. Dirigentes municipais dos dois partidos se reuniram hoje, mas o acordo ainda não foi fechado.

Fogaça

O prefeito José Fogaça (PMDB), que concorre à reeleição pela coligação "Cidade Melhor - Futuro Melhor" (PTB-PSDC-PMDB-PDT), tem encontrado menos dificuldades para conquistar novos apoios para o segundo turno. Hoje, foi a vez do DEM confirmar o que já era tido como certo e anunciar que vai recomendar o voto no peemedebista. O PPS, que estava com Manuela, tende a ficar com Fogaça, mas a decisão só deve ser anunciada na quinta-feira.

Eleições em Curitiba

Prefeito
Candidatos
Votos
%
CARLOS ALBERTO RICHA (ganhou no primeiro turno)
Partido: PSDB
778.514
77,27%
GLEISI HELENA HOFFMANN
Partido: PT
183.027
18,17%
CARLOS AUGUSTO MOREIRA JUNIOR
Partido: PMDB
19.157
1,90%
MAURICIO PAULO SILVA FURTADO
Partido: PV
8.906
0,88%
RICARDO CRACHINESKI GOMYDE
Partido: PC do B
7.187
0,71%
FABIO DE SOUZA CAMARGO
Partido: PTB
5.366
0,53%
BRUNO CESAR DESCHAMPS MEIRINHO
Partido: PSOL
4.464
0,44%
LAURO ANTONIO FERNANDES RODRIGUES
Partido: PT do B
888
0,09%
Total de votos: 1.007.509

Eleições em São Paulo

Marta e Kassab usam dados imprecisos em debate

Ter, 21 Out, 08h53 Agência Estado

No debate da TV Record, anteontem, mais uma vez os candidatos Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM) apresentaram informações imprecisas sobre seus governos. Os ataques improvisaram-se com números arredondados, projetos arquivados e até um caso de apropriação de conceito de gestão.

Marta reivindicou a criação dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), moeda de troca para viabilizar operações urbanas na cidade, como Água Espraiada e Faria Lima.

No entanto, o Cepac teve origem em projeto de lei do então vereador Marcos Cintra, em 1995. O instrumento foi usado na Operação Urbana Faria Lima, ainda na gestão de Paulo Maluf (PP). Já Kassab levantou números que sua gestão ainda não aplicou ou não divulga à sociedade civil. Na saúde, o investimento de R$ 3,2 bilhões para este ano é uma previsão. Segundo último levantamento consolidado da Secretaria Municipal de Saúde, o prefeito gastou R$ 2,6 bi.
Com relação à habitação, Kassab apresentou uma informação que não disponibilizou ao Movimento Nossa São Paulo, principal ONG de fiscalização da administração paulistana. Assim como no debate anterior, Marta atacou o pedágio urbano - com mais um projeto arquivado. O documento encaminhado por Kassab à Câmara, que previa pedagiamento de duas novas faixas das marginais do Pinheiros e do Tietê foi retirado em maio de 2007.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Eleições na Angola

Denunciadas irregularidades nas eleições angolanas

A Human Rights Watch (HRW) denunciou, esta segunda-feira, que as recentes eleições legislativas em Angola, que acabaram com a vitória do MPLA, decorreram sob inúmeras irregularidades.



A HRW refere em nota divulgada esta segunda-feira, ter identificado irregularidades como a obstrução à creditação de observadores nacionais, por parte da Comissão Nacional Eleitoral, a falta de resposta da comissão à parcialidade dos órgãos de informação e a demora do governo em conceder os financiamentos devidos aos partidos.

A Organização Não-Governamental afirma ter provas destas três irregularidades que “sugerem que o pleito eleitoral não respeitou os princípios e directrizes reguladores de eleições democráticas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral”.

A HRW refere ainda que “as assembleias de voto em Luanda registaram graves problemas com a distribuição tardia de boletins de voto, o que obrigou a CNE a estender a votação para o dia seguinte”

A directora para a África da HRW, Georgette Gagnon, diz que Angola precisa de reformar a Comissão Nacional Eleitoral para esta não seja dominada pelo partido no poder e esteja pronta a responder a problemas eleitorais.

“Assegurar que não há impunidade para tais ataques é essencial para a realização de eleições presidenciais mais justas, no próximo ano”, segundo a organização.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Angolanos vão às urnas para 1ª eleição em 16 anos

05 de setembro, 2008 - 08h14 GMT (05h14 Brasília)


Angolanos vão às urnas para 1ª eleição em 16 anos
Os angolanos vão às urnas nesta sexta-feira para escolher membros da Assembléia Nacional na segunda eleição de sua história.

O último pleito, disputado em 1992, acabou trazendo de volta a guerra civil de 27 anos que atingiu o país desde sua independência de Portugal. O conflito só terminou depois da morte do ex-líder da Unita (União para a Independência Total de Angola), Jonas Savimbi, em 2002.

Dez partidos - que incluem a Unita, que é o principal da oposição, e o MPLA (Movimento para a Libertação de Angola), no poder - e quatro coligações disputam os votos de 8,3 milhões de eleitores registrados.

Na eleição de 1992, o MPLA garantiu 129 cadeiras no Parlamento, e a Unita ficou com 70. Os demais 21 assentos ficaram com partidos menores.

Há uma expectativa de que o MPLA mantenha a sua maioria no Legislativo, mas a Unita pode obter uma boa votação, especialmente entre a população do subúrbio de Luanda. A cidade teve um crescimento desordenado durante a guerra, recebendo refugiados das zonas rurais, que vivem em condições precárias, sem eletricidade e água encanada.

Os resultados desta eleição devem ser divulgados em, no máximo, 15 dias. O pleito está sendo encarado como um "ensaio" para as eleições presidenciais, previstas para 2009.

Campanha

A Unita fez campanha falando em "mudança". O MPLA, por sua vez, quer que os eleitores se apeguem ao "caminho seguro", e mantenham o partido no poder.

O período pré-eleitoral deixou alguns angolanos, que só conheceram guerra, apreensivos. Mas durante a campanha não foram registrados incidentes graves.

Políticos de todas as facções, inclusive o presidente José Eduardo dos Santos, no cargo há 29 anos, fizeram apelos por calma. A legislação eleitoral prevê punição para quem incitar a violência.

A União Européia (UE), a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, em inglês), os Estados Unidos e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, enviaram missões de observadores para verificar se há ou não fraude no pleito.

A chefe da Missão de Observadores da União Européia, Luisa Morgantini, disse estar "preocupada com alguma falta de imparcialidade da mídia".

"Há um problema de diferença entre os partidos grandes e os menores no espaço noticioso das televisões e rádios mas não no que concerne aos direitos de transmissão de propaganda eleitoral", afirmou.

Morgantini elogiou, contudo, a organização da eleição. "Apesar das dificuldades de logística, a Comissão Nacional Eleitoral trabalhou de forma eficiente e a campanha decorreu de uma forma pacífica e ordeira."

A febre eleitoral tomou conta das ruas de grandes cidades. Na capital, Luanda, bandeiras e cartazes de slogans e retratos de líderes políticos podem ser vistos em quase todas as ruas. Adolescentes gritam slogans de partidos das janelas de velhas combis que funcionam como lotação e são o grosso do transporte coletivo na cidade.

Simpatizantes de partidos se reúnem para cervejadas e churrasco em festas de rua, e em parques e estádios, são promovidos shows.

Petróleo

As grandes empresas internacionais, especialmente da área petrolífera, observam Angola com atenção. Elas contribuem para a produção de 2 milhões de barris por dia, que vem das vastas reservas do país africano.

Em meados deste ano, Angola superou a Nigéria como o maior produtor de petróleo da África Subsaariana e, com sua exportação de diamantes, vem emergindo como potência regional.

Mas apesar do sucesso econômico, 70% da população ainda vive com menos de US$ 2 por dia.

O MPLA rebate críticas internacionais dizendo que está fazendo o melhor que pode para reconstruir o país depois de tanto tempo de guerra e alega que dados de população estão desatualizados, dando uma impressão errônea sobre o país.

Mas o abismo óbvio entre ricos e pobres - reluzentes shopping centers ao lado de grandes favelas e mendigos sentados à calçada de concessionárias que vendem BMWs - atraiu críticas de grupos como o Human Rights Watch, que acusou o governo de embolsar bilhões de dólares da receita do petróleo.

Representantes do governo e executivos da área petrolífera negam estas alegações e explicam que "o sumiço de dinheiro" se deve é a uma contabilidade ruim feita nos anos de guerra.

Seis anos depois do acordo de paz, o país começa a se abrir para o investimento internacional, especialmente de China, Brasil e Portugal, e espera lançar sua própria bolsa de valores em meados de 2009.

O Quênia e o Zimbábue viveram períodos eleitorais conturbados este ano. Analistas não acreditam que possa haver violência generalizada nas eleições angolanas. Diplomatas ocidentais, contudo, vem evitando o uso do termo "livres e justas" quando se referem a este pleito, preferindo falar em "transparentes e com credibilidade". Para eles, a própria realização de eleições já é considerada um avanço.

A Unita acusou o Banco de Desenvolvimento Angolano, que é estatal, de dar US$ 42 milhões para a campanha do MPLA. A instituição negou esta alegação e ameaçou processar a Unita.