Mostrando postagens com marcador ilhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ilhas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ameaçadas pelo mar, ilhas pedem redução profunda no CO2

quinta-feira, 2 de abril de 2009 22:00 BRT

Por Alister Doyle,

Bonn, Alemanha (Reuters) - Pequenos Estados insulares elevaram o tom dos seus apelos para que os países ricos façam cortes profundos nas emissões de gases do efeito estufa, alertando para o risco de extinção de atóis de baixa altitude.

Uma aliança de 43 Estados insulares, com apoio de mais de 12 países da África e da América Latina, pediu na quinta-feira aos países desenvolvidos durante as negociações climáticas da ONU em Bonn que reduzam suas emissões até 2020 em pelo menos 45 por cento abaixo dos níveis de 1990.

"As descobertas científicas sobre a mudança climática são assustadoras", disse à Reuters M.J. Mace, consultor jurídico da Micronésia, responsável por apresentar o apelo à conferência da ONU, que vai de 29 de março a 8 de abril.

No mês passado, um grupo de cientistas previu uma aceleração do aumento dos mares neste século, que ficaria em cerca de 1 metro, praticamente o dobro das projeções apresentadas pelo Painel Climático da ONU em 2007.

Em dezembro de 2009, na conferência climática de Poznan (Polônia), as ilhas haviam defendido uma redução de "mais de 40 por cento" nas emissões de gases do efeito estufa (principalmente o dióxido de carbono, ou CO2) pelos países industrializados.

"Por que os pequenos Estados insulares ficariam felizes com um nível de ambição que irá destruir seus países?", disse Mace.

Em muitas ilhas do Pacífico, do Caribe e do Índico, as altitudes máximas são de poucos metros acima do nível do mar. O avanço do oceano, portanto, cobriria grande parte dos escassos territórios dos países numa lista que vai de Antigua a Vanuatu.

Muitos outros países, como China e Índia, defenderam em Bonn uma redução de pelo menos 40 por cento nas emissões dos países ricos. Entre os países que apoiaram o apelo das ilhas estão Quênia, Tanzânia, Argentina e Peru.

Mas as propostas levadas à conferência ficam bem aquém das metas aceitas pelos países desenvolvidos. O governo dos EUA, por exemplo, planeja reduzir as emissões até 2020 para o mesmo nível de 1990, o que representaria um corte de cerca de 16 por cento sobre os níveis atuais. A União Europeia aceita reduzir suas emissões de 2020 para 20 por cento abaixo do nível de 1990, ou para 30 por cento se outros países desenvolvidos seguirem seu exemplo.

O Painel Climático da ONU diz que as nações desenvolvidas teriam de reduzir suas emissões em 25 a 40 por cento em relação a 1990 para evitar os piores efeitos da mudança climática,

"Achamos que a faixa de 25 a 40 por cento insuficiente", disse Mace, que defendeu que até 2050 a redução das emissões nos países ricos atinja 95 por cento em comparação com os níveis de 1990.

"Temos ouvido as palavras 'realista' e 'pragmático' aqui (nas discussões de Bonn)", afirmou ele. "Vejamos pelo outro lado: o que é realista e pragmático para esses pequenos países insulares?"

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Países localizados em ilhas pedem acordo climático mais duro

Por Alister Doyle e Gabriela Baczynska

POZNAN (Reuters) - Um grupo de 43 países pequenos localizados em ilhas pediu nesta quarta-feira metas mais rígidas para o combate ao aquecimento global do que aquelas cogitadas no encontro da ONU sobre o clima, dizendo que a elevação dos níveis dos mares pode varrê-las do mapa.

"Não estamos preparados para assinar um acordo suicida que pode fazer ilhas-Estado desaparecerem", disse Selwin Hart, de Barbados, coordenador da aliança de pequenas ilhas-Estado, à Reuters no encontro de 187 nações.

A reunião entre os dias 1o e 12 de dezembro em Poznan, na Polônia, analisa o progresso do estágio intermediário de uma iniciativa de dois anos por um novo tratado da ONU que sucederá o Protocolo de Kyoto. Espera-se um acordo em torno do novo tratado até o final de 2009 em Copenhagen.

As 43 nações, incluindo atóis de coral do Oceano Pacífico até o Índico, dizem que o aquecimento global deveria ser limitado a um máximo de 1,5 graus Celsius acima da época pré-industrial, abaixo da meta de 2 graus Celsius da União Européia.

As temperaturas médias subiram cerca de 0,7 graus Celsius no último século e muitos cientistas dizem que mesmo a meta da UE, a mais rígida sendo amplamente cogitada, já pode ser inatingível por causa das crescentes emissões de gases de efeito estufa resultantes da queima de combustíveis fósseis.

Hart disse que é a primeira vez que a aliança estabelece uma meta comum de temperatura. A elevação das temperaturas e dos mares danificaria corais, causaria a erosão das costas, perturbaria o regime de chuvas e aumentaria a incidência de doenças, dizem eles.

Estados baixos, como Tuvalu e Kiribati, dizem correr o risco de ser submersos pela elevação dos mares, já que o aumento das temperaturas poderia derreter o gelo na Groenlândia e na Antártica. A água mais quente também ocupa mais espaço do que a fria, elevando seus níveis.

"Um aumento de 2 graus Celsius comparado com os níveis pré-industriais teria conseqüências devastadoras em pequenas ilhas-Estado em desenvolvimento", dizem as nações em comunicado conjunto.

"Meu país está realmente sofrendo", disse Amjad Abdulla, das Ilhas Maldivas. Ele conta que algumas pessoas ali já vivem em casas parcialmente inundadas.

Bernaditas Muller, das Filipinas, disse que um aumento de 2 graus Celsius varreria um terço do território de seu país. A elevação dos mares também encharcaria as costas de Bangladesh à Flórida. também encharcaria as costas de Bangladesh à Flórida. de cerca de 40 por cento abaixo dos níveis de 1990 até 2020 e mais de 95 por cento até 2050.

Esses cortes são muito mais severos do que aqueles cogitados pelos países industrializados, que enfrentam problemas adicionais para realizar novas reduções devido à crise financeira global.

Para mais informações: http://www.abril.com.br/noticias/mundo/paises-localizados-ilhas-pedem-acordo-climatico-mais-duro-200839.shtml