sexta-feira, 20 de março de 2009
Crise dificulta Rodada de Doha, diz ex-chefe da Unctad
11/02/09
Ex-ministro Rubens Ricupero disse à Rádio ONU que momento não é propício a concessões por causa de emergências nas economias nacionais.
Investimentos em queda
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
O ex-chefe da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Rubens Ricupero, afirmou que a crise financeira atual deve dificultar ainda mais as negociações para conclusão da Rodada de Doha.
A rodada, interrompida no ano passado, pretende liberalizar o comércio mundial.
Debate Amplo
Numa entrevista à Rádio ONU para comentar um relatório da Unctad sobre regulação de investimentos internacionais, Ricupero disse que o momento de crise financeira impede um debate mais amplo para a conclusão da rodada.
"Não há um ambiente propício para que os países façam concessões comerciais para que possam afetar ainda mais este nível de emprego. Num mundo ideal, isso deveria ocorrer porque em algumas questões, sem dúvida, se houvesse avanço, se enviaria um sinal positivo à opinião pública. Mas eu acho difícil, mesmo porque não é uma grande prioridade dos países centrais", afirmou.
Relatório
Na segunda-feira, a Organização Mundial do Comércio, OMC, que dirige as negociações da Rodada de Doha, publicou um relatório comentando os efeitos da recessão global sobre o crescimento e o comércio mundial.
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, afirmou que a crise financeira obriga a toda a comunidade internacional a permanecer vigilante.
Segundo ele, a seriedade da situação demonstra que não existe muito tempo para consultas extensas com os países-membros e que a agência está pronta para ajudar a promover uma resolução para o problema.
Rádio ONU
domingo, 7 de setembro de 2008
ONU critica taxas de juros da América Latina
No estudo, economistas da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) afirmam que os juros dos países latino-americanos provocam baixas taxas de investimento. Isso fez com que a região crescesse em ritmo menor que o observado em outros locais nos últimos 20 anos. Em 1998, por exemplo, o juro real girava em torno de 20% na América Latina. Naquele ano, a economia da região cresceu perto de 2,5%. Na Ásia, o juro estava em torno de 5% e a economia avançou quase 10% no mesmo período.
O texto não cita o aumento dos juros iniciado em abril pelo Banco Central (BC) do Brasil. Mas a projeção para o crescimento da economia nacional já embute o aperto monetário. Para a entidade, o País deve crescer 4,8% em 2008, abaixo dos 5,4% de 2007. Em contraponto à estratégia dos países latino-americanos, a Unctad elogia a Ásia, onde são cobrados "juros baixos e há intervenção do governo nos mercados financeiros". Para a entidade, essa ação gera forte crescimento da economia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
terça-feira, 24 de junho de 2008
UNCTAD
UNITED NATIONS CONFERENCE ON TRADE AND DEVELOPMENT (UNCTAD, para os mais íntimos)
Você sabia?
- • No geral, a economia do mundo não está crescendo rápido o suficiente para gerar pleno emprego ou para aliviar a pobreza.
• Lapsos entre países desenvolvidos e em desenvolvimento estão aumentando em passos constantes.
• Insegurança no trabalho e na renda têm aumentado.
• Agricultura é a atividade econômica mais importante nos países menos desenvolvidos. 20 anos depois da "Revolução Verde" só alguns deles aumentaram sua produtividade agrícola.
• Em um tempo de prosperidade recorde, quase metade dos países menos desenvolvidos estão com menos o que comer do que há 10 anos atrás.
Em algumas horas
Emma Kalicki vive em Windhoek, Namíbia. Ela importa roupas da Alemanha as quais ela vende localmente. Uma tonelada de burocracia a espera no aeroporto quando ela tenta tirar seus bens da alfândega, em processos burocráticos desnecessários que podem levar semanas Graças ao Sistema Computadorizado de Dados Alfandegários (ASYCUDA), um software desenvolvido pela UNCTAD, seus bens são rastreados eletronicamente, utilizando procedimentos modernos que beneficiam grandes e pesquenos comerciantes, importadores e oficiais da alfândega. Emma conseguirá retirar seus bens em apenas algumas horas.
Através do ASYCUDA, procedimentos alfandegários em mais de 70 países foram melhorados, reduzindo o erro administrativo e a fraude.
Comercializando com o mundo... De Cuzco, Surbaya ou SfaxDonos de pesquenas empresas em diversos países em desenvolvimento não conseguem achar parceiros estrangeiros, e com acesso limitado a informações comerciais e a crédito, hoje usam o Trade Point como uma ponte com o Mercado Global. Através de informação computadorizada, esses comerciantes, antes isolados se tornal parte de redes de comércio mundial. Eles são assistidos na aprovação de empréstimos, no contato de seguradoras e empresas que fazem frete, além de ajudá-los a preencher os formulários alfandegários.
Um negócio em Cuzco no Peru, que produz casacos de lã de alpaca, outro em Surbaya, Indonésia que produz mobília tikki e um terceiro, em Sfx, Tunisia, produzindo tapetes, podem assim, utilizar o Trade Point para comercializar seus bens para todo o mundo.
"Rapidinha" UNCTAD
- • Criada em 1964 como um órgão permanente intergovernamental, a UNCTAD é o principal órgão da Assembléia Geral no que tange a comércio e desenvolvimento;
• Um dos seus maiores objetivos é maximizar as oportunidades de comércio e desenvolvimento em países em desenvolvimento e ajudá-los a superar os obstáculos provenientes da Globalização e integrá-los a economia mundial em bases mais equânimes. A UNCTAD busca esses objetivos através de pesquisa e análises políticas, deliberações intergovernamentais e atividades de cooperação técnica.
• Atualmente, 188 Estados são membros da UNCTAD. Muitas organizações intergovernamentais e não-governamentais, assim como representantes da sociedade civil participam como observadores.
United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD)
Palais des Nations
1211 Geneva 10
Switzerland
Tel.: (41-22) 907 1234
Website: http://www.unctad.org
quarta-feira, 19 de março de 2008
MIRIN News
Os biocombustíveis estiveram no centro das discussões sobre o modelo energético brasileiro nesta última semana.
A Agência Nacional do Petróelo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), agência regulatória do setor, anunciou que, a partir de Julho, o percentual de Biodiesel misturado ao diesel comum subirá de 2% para 3%. A medida visa não apenas incentivar a produção de biodiesel pelos produtores brasileiros, mas também diminuir a dependência nacional em relação ao petróleo internacional (que atingiu nos últimos meses seu pico histórico) e aliviar o impacto brasileiro no aquecimento global, afirmou o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
Já a edição desta semana da revista VEJA trouxe uma longa matéria com 70 perguntas e respostas sobre o Etanol, destacando o potencial brasileiro na produção da fonte energética.