Mostrando postagens com marcador TNP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TNP. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de maio de 2010

EUA revelam pela 1ª vez total de ogivas nucleares

Seg, 03 Mai, 06h56

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos divulgaram nesta segunda-feira pela primeira vez o tamanho do seu arsenal nuclear: 5.113 ogivas operacionalmente mobilizadas, mantidas na reserva ativa ou armazenadas de forma inativa.

PUBLICIDADE

Segundo os dados divulgados pelo Pentágono, o arsenal nuclear do país chegou a 31.225 ogivas no ano fiscal de 1967, e desde então foi reduzido em 84 por cento.

Analistas dizem que os Estados Unidos, ao divulgarem esses dados durante a revisão de conferência do Tratado de Não-Proliferação (TNP), estão tentando enfatizar a redução do seu arsenal, de modo a convencer outros países a reforçar o regime de não proliferação nuclear.

O total revelado pelo Pentágono não inclui ogivas "aposentadas" ou destinadas ao desmanche, cerca de 4.600, segundo a ONG Federação dos Cientistas Americanos.

Washington anteriormente havia divulgado o número de ogivas estratégicas operacionalmente instaladas em 1.968 no fim de 2009, bem menos que as 10 mil de 1991. Esta é a primeira vez, no entanto, que o total geral é revelado.

O TNP tem o objetivo de impedir a disseminação de armas nucleares e encorajar a eliminação de arsenais existentes.

"É enormemente importante para os Estados Unidos conseguirem dizer: 'Olhem, estamos cumprindo nossas obrigações sob o TNP'", disse Hans Kristensen, diretor do Projeto de Informação Nuclear da Federação dos Cientistas Americanos. Só assim, segundo ele, Washington conseguirá convencer outros países a adotar novas medidas para limitar a proliferação.

Outros analistas, no entanto, acham que a divulgação da cifra pode ter efeito contrário, demonstrando que, duas décadas após o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos ainda preservam milhares de armas nucleares.

"Acho que os Estados que estão mais preocupados com o desarmamento nuclear vão ficar mais focados no número que permanece, em vez do número (reduzido)", disse George Perkovich, diretor do Programa de Política Nuclear do Fundo Carnegie para a Paz Internacional.

Historicamente, o tamanho total do arsenal nuclear dos EUA era mantido em sigilo para impedir que adversários usassem essa informação para tentar neutralizá-lo de modo mais preciso. Para analistas, a manutenção dessa postura até agora era uma relíquia da Guerra Fria.

(Reportagem de Arshad Mohammed e de Phil Stewart)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Henry Kissinger: "Arms control is not a bi-partisan issue, it is a non-partisan issue"

(via Nukes of Hazard blog)


Senate Committee on Foreign Relations Hearing: The Role of Strategic Arms Control in a Post-Cold War World (The New START Treaty)
May 25, 2010


On Tuesday May 25, Former Secretary of State and National Security Advisor Henry Kissinger testified before the Senate Foreign Relations Committee on the New START Treaty, unequivocally recommending the treaty’s ratification.

Secretary Kissinger is experienced in the field of arms control and nuclear security—he is author of Nuclear Weapons and Foreign Policy, he negotiated the first agreement to limit U.S. and Soviet nuclear weapons through the SALT I accord, and in 2007 he became one of the most well known figures to endorse the goal of creating a world free of nuclear weapons...

He referred to the New START Treaty as a continuation of decades of work by previous administrations and “a modest step forward” in “somewhat” reducing the number of nuclear weapons in the world and stabilizing American and Russian relations, both of which improve transparency and stability and support the current administration’s objectives. He emphasized the importance in continuing dialogue with the Russians, without which the world would be subject to the greatest dangers, devoid of regulation. He said this cooperative relationship is important for success in arms control as well as in solving other global concerns.

Secretary Kissinger emphasized repeatedly that the consequences of non-ratification, saying that this would signal to both allies and enemies abroad a change in American polity and a new inclination to use of nuclear weapons.

Secretary Kissinger brought up concerns that he said relate not to the text of the treaty, but to the international system in which the treaty will exist. He commented that when arms control started, the Soviet Union was a global enemy, but that today, war with Russia is a negligible danger. Similarly, when arms control began, the world was of a bipolar structure; today’s nuclear threat is multifaceted.

From these considerations, he gave two recommendations which he said should guide future nuclear discussions: today’s bilateral discussions should eventually be transformed into multilateral discussions, and tactical nuclear weapons must play a part of any future nuclear arms discussions.

Lastly he added that our goals should include: the elimination of the use of nuclear weapons by choice, the removal of any incentive to initiate nuclear war, and the elimination of the risk of war by miscalculation.

In response to Senate Committee member’s questions, substantive comments from Secretary Kissinger included:

•The treaty does not limit missile defense or modernization; “a robust program of modernization” should be part of these discussions.
•Modernization is a unilateral decision and taken by the Executive branch; as such, Republicans should not fear that this bilateral treaty limits our capacity to modernize.
•No one should ever envision a world with unlimited use of tactical nuclear weapons.
•We have enough nuclear weapons today to maintain deterrence.
•U.S. and Russian negotiations on nuclear weapons should become a pattern for the rest of the world.
•Agrees with Secretary Baker that we should not limit the flexibility of future Presidents in regard to missile defense, but in regards to the treaty this is “not important.”
•Agrees with Secretary Gates that the goal of our missile defense program is NOT to create an invulnerable defense, but to defend ourselves against rogue states and terrorist groups.
•In today’s international system, the U.S. would not gain by building more missiles than the Russians.
•In regards to Iran, the control of Iran’s behavior will be more important to Russian security than to American security, and Russia knows this.
•The argument for this treaty is not to placate Russia, but to improve American national security. It is in the American interest.
•The language in the NPR concerning the use of chemical and biological weapons by non-nuclear states is dangerous, and “incentivizes” states to pursue biological or chemical weapons programs.
•Arms control is not a bi-partisan issue, it is a non-partisan issue.

Secretary Kissinger concluded: “I recommend the ratification of this treaty.”

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Brasil no controle de armas nucleares

Em 08/05/2010

O encontro é motivado pela Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, será ouvido pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, em data a ser marcada, sobre a posição brasileira na Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). A Conferência começou na segunda-feira passada (3), em Nova York, e prossegue até o próximo dia 28.

As conferências são realizadas a cada cinco anos, reunindo delegados das 189 nações signatárias do tratado. Seu principal objetivo é impedir a proliferação de armas e da tecnologia nucleares, promover a cooperação para o uso pacífico desse tipo de energia e alcançar o desarmamento em geral, não só o nuclear.

Ao falar na abertura da conferência, no dia 3 deste mês, Amorim reafirmou a posição do governo brasileiro de que a melhor garantia para a não proliferação de armas nucleares é sua completa eliminação. "Enquanto alguns Estados possuírem armamentos nucleares, haverá outros tentados a adquiri-los ou desenvolvê-los", disse Amorim.

O ministro afirmou que o Tratado de Não Proliferação é a expressão dos desequilíbrios do sistema internacional. "É o produto de uma era na qual o poderio militar, principalmente o das armas nucleares, era a principal - senão a única - fonte de prestígio e de poder político. O próprio fato - lamentável - de que os membros permanentes do Conselho de Segurança são justamente os cinco Estados nucleares reconhecidos pelo tratado reforça a percepção de que armas nucleares são um meio para obter proeminência política".

Amorim lembrou que dez anos antes de aderir ao tratado, o Brasil já tinha proibido, por meio de dispositivo constitucional, atividades nucleares para fins não pacíficos. "Mesmo antes disso", acrescentou o ministro, "Brasil e Argentina haviam se engajado em processo sem precedentes de confiança, implementando um sistema abrangente de controle e contabilidade de materiais nucleares". Agência Brasil Versão para Impressão Enviar para um Amigo Comentar Compartilhar


Redação Guia com WSCom