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domingo, 18 de janeiro de 2009

Desculpas Tchecas pela provocação

A República Tcheca pediu desculpas e garantiu que as ideias expressas na exposição “Entropa” não correspondem ao pensamento oficial do seu Governo.

Esta quinta-feira, o vice-primeiro-ministro checo, Alexandr Vondra aproveitou a cerimomia oficial de inauguração para, formalmente, desagravar a questão:

“Isto não é o que o governo checo, actualmente na presidência da União Europeia pensa de cada um dos estados-membros. “Entropa” é um tipo de provocação. Eu compreendo que alguns se possam sentir ofendidos e eu gostaria de lhes pedir desculpa”.

O vice-chefe do governo, ao abandonar o atrio do Conselho Europeu, cruzou-se com o autor da exposição, David Cerny e teve o cuidado de não lhe dirigir palavra.

Cerny falou, mas Alexandr Vondra já não o ouviu:


“Eu sinceramente… nós sinceramente esperamos que isto seja visto como uma brincadeira, como uma peça de arte agradável, como uma instalação agradável, e nada mais. Eu não fiz isto para ter um grande sucesso. Falamos agora das partes mais polêmicas da escultura, mas eu pensei sempre na obra, no seu conjunto”, disse o autor.


Um Reino Unido desaparecido do conjunto europeu, uma França sempre em greve, uma Itália associada ao sexo e ao futebol, uma Polônia feita de padres e homossexuais, uma Espanha de cimento armado, ou um Portugal a braços com o seu passado colonial são algumas das visões de David Cerny que já lhe valeram estes momentos da glória.

domingo, 26 de outubro de 2008

Centenas de milhares protestam contra Berlusconi na Itália


Centenas de milhares de pessoas participaram de uma manifestação em Roma
para protestar contra o governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
A oposição a Berlusconi acusa o primeiro-ministro de levar o país para a direita com
uma série de políticas que cobrem educação, imigração e combate ao crime.
Os organizadores da marcha em Roma afirmam que cerca de 2,5 milhões de pessoas
participaram.
Mas, o correspondente da BBC Duncan Kennedy afirma que as estimativas variam muito.
O líder da oposição, Walter Veltroni, participou do protesto e disse à multidão que a Itália
está se transformando em um país mais fascista sob o governo de Berlusconi.
Segundo Kennedy, desde as eleições de abril que levaram Berlusconi de volta ao poder,
Veltroni era considerado relativamente invisível na política italiana.
Mas, na manifestação deste sábado, Veltroni acusou o primeiro-ministro de governar a Itália
como se fosse um empreendimento privado e acrescentou que Berlusconi era incapaz de lidar
com as crises.
As políticas do primeiro-ministro italiano contra o crime e a imigração ilegal foram as que
levaram aos bons números em pesquisas de opinião, de acordo com o correspondente da BBC.
Mas, estas medidas e outras no setor de educação - como corte de verbas para universidades
e classes separadas para crianças imigrantes que não falam italiano - começaram a unir a
oposição novamente no país.
Os opositores do governo podem não ter os números necessários para enfrentar Berlusconi
no Parlamento, mas ainda conseguem levar muitos italianos às ruas, de acordo com Kennedy.