sexta-feira, 22 de maio de 2009
ONU aponta Brasil como um dos maiores devedores da organização
"O secretário-geral (da ONU, Ban Ki-moon) e todos nós estamos cientes da difícil situação econômica internacional que muitos países enfrentam, mas a saúde financeira desta organização depende de seus membros", disse a diretora do Departamento Administrativo da ONU, a alemã Angela Kane.
Segundo Kane, no que se refere ao orçamento regular das Nações Unidas, que é de US$ 4,171 bilhões para o biênio 2008-2009, 76 países pagaram sua cota dentro do prazo, que venceu em 7 de maio.
Entretanto, apenas 16 honraram todos os seus compromissos com a organização, que incluem ainda o financiamento de missões de paz e de tribunais internacionais.
Por conta do atraso no pagamento das cotas, a ONU trabalha atualmente com um rombo de US$ 1,5 bilhão em suas contas. E os maiores responsáveis por isso são Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Irã, Coreia do Sul, China, Noruega e México.
"Esta situação nos deixa com um panorama financeiro obscuro", disse a funcionária da ONU.
Com o orçamento regular, a organização cobre suas despesas gerais, como a manutenção de instalações e os salários do pessoal de seus quatro sedes, que ficam em Nova York, Genebra, Viena e Nairóbi.
Quanto ao financiamento das missões de paz, Kane disse "que a situação melhorou em relação ao ano passado". Porém, não apresentou números específicos. EFE
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Irã pratica subversão na América Latina, dizem EUA
Bruno Garcez
Da BBC Brasil em Washington
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, afirmou nesta terça-feira que o Irã está promovendo "atividades subversivas" na América Latina.
Os comentários foram feitos durante o depoimento de Gates no Senado americano - a primeira aparição do titular da Defesa desde que ele manteve o posto na transição entre a gestão do ex-presidente George W. Bush e o atual líder americano, Barack Obama.
O secretário de Defesa afirmou estar "preocupado com o grau de atividades francamente subversivas que os iranianos estão realizando em diferentes partes da América Latina e, em particular, na América do Sul e América Central".
"Eles (os iranianos) estão abrindo uma série de escritórios e diversas frentes através das quais eles interferem no que está se passando nestes países".
O secretário de Defesa não deu maiores detalhes sobre sua acusação contra o Irã.
Contatos
Em 2007, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, fez um giro pela Venezuela, Equador e Nicarágua.
Durante a viagem, o líder do Irã firmou uma série de acordos com seu colega venezuelano, Hugo Chávez.
O Irã, quarto maior produtor mundial de petróleo, e a Venezuela, o quinto, estão realizando explorações petrolíferas conjuntas na região venezuelana de Orinoco.
O país sul-americano pretende também comprar petroleiros iranianos e firmou tratados para operações conjuntas na construção de moradias de baixo custo e de tratores e bicicletas.
O Irã também abriu há poucos anos representações diplomáticas em países como a Bolívia e a Nicarágua, cujos governos são de esquerda e faziam oposição à política americana durante a gestão de George W. Bush.
Recentemente, inclusive, representantes do governo americano acusaram a representação diplomática do Irã na Nicarágua de contar com centenas de funcionários, o que, na visão dos Estados Unidos, caracterizaria a realização de operações que iriam além das de uma embaixada tradicional.
A informação foi negada pelo Irã, que disse operar com um número normal de funcionários em sua embaixada no país.
Sem preocupações
Gates fez menções ao suposto papel do Irã na América Latina quando respondia a uma pergunta sobre os recentes exercícios navais conjuntos realizados pela Marinha da Rússia e a da Venezuela, no país sul-americano.
Mas o titular da Defesa disse não se preocupar com a manobra militar russa.
''Se não fosse pelos eventos na Geórgia, em agosto, eu provavelmente teria persuadido o presidente a convidar as naves russas a realizarem uma passagem por Miami, porque eles teriam se divertido mais do que em Caracas'', ironizou Gates.
''Com o barril de petróleo a US$ 40, a Marinha russa não me incomoda tanto assim. É preciso levar em conta a capacidade deles'', afirmou.
De acordo com Gates, ''estas ações por parte dos russos não precisam nos preocupar. Mas, por outro lado, o envolvimento iraniano é uma preocupação''.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Irã presidirá comitê de duas agências desenvolvimento da ONU
Teerã, 20 jan (EFE).- O Irã anunciou hoje que presidirá pela primeira vez o comitê executivo conjunto das agências de Desenvolvimento e População da ONU em 2009.
Segundo a emissora local "Presstv", o representante do Irã nas Nações Unidas foi escolhido para o posto, apesar da oposição de países como Estados Unidos, França e Reino Unido.
O comitê executivo que administra as ações do Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (Pnud) e do Fundo de População da ONU (UNFPA, em sua sigla em inglês) é integrado por 36 Estados, que se revezam na Presidência.
A UNFPA é uma agência de cooperação internacional para o desenvolvimento, cujo objetivo é promover o direito de desfrutar de uma vida sadia, com igualdade de oportunidades.
O PNUD é uma agência que trabalha com 166 países para ajudá-los a encontrar soluções aos desafios nacionais e mundiais gerados pelo desenvolvimento.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Brasil e Irã têm pensamentos semelhantes sobre Gaza, diz iraniano
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
O iraniano Mohammad Abbasi, que foi enviado pelo Irã ao Brasil para discutir o conflito na Faixa de Gaza (Foto: Janine Moraes/ABr)
Para Abbasi, a situação internacional é contra a posição de Israel. “Atualmente, a situação internacional é contra o sionismo. O que é importante em nossas conversas mostrou posição semelhante do Brasil e do Irã."
O Irã deseja também que Israel seja julgado por crimes de guerra. “Desejamos que o violador seja condenado na corte internacional”, disse o representante iraniano.
Sobre o Hammas, Abbasi afirma que o grupo está apenas defendendo o povo palestino. “Com certeza eles têm direito de apoiar seu povo. Quem votou para eles está esperando que os defenda. Como vocês sabem, o Hamas é um governo legítimo e tem direitos legais."
Além do Brasil, outros países latino-americanos recebem a visita de representantes iranianos. Venezuela, Cuba, Bolívia e Equador são alguns dos países-alvo da diplomacia iraniana.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
União Européia impõe novas sanções ao Irã por programa nuclear
08/08/2008
da Efe, em Bruxelas
A União Européia (UE) aprovou novas sanções ao Irã, principalmente na área econômica, dentro do marco estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas) para punir o país por seu programa nuclear.
A decisão, divulgada nesta sexta-feira, amplia as restrições estipuladas pelos 27 países-membros do bloco anteriormente e fará com que as nações da UE limitem o apoio público a empresas européias que façam comércio com o Irã.
Além disso, os Estados-membros supervisionarão mais cuidadosamente os grupos financeiros que têm acordos com bancos iranianos, especialmente com o Saderat.
A decisão também representa a imposição de novas inspeções em aviões e navios que viajem para o Irã ou que venham do país, especialmente os das companhias Iran Air Cargo e Islamic Republic of Iran Shipping Line, para assegurar que não serão introduzidos produtos de contrabando no país.
As sanções introduzem na UE as restrições incluídas na resolução 1.803 do Conselho de Segurança da ONU, que foi aprovada em 3 de março, e endurecem as punições vigentes com base em medidas anteriores estipuladas nas Nações Unidas.
Desde junho, as entidades bancárias iranianas não podem realizar atividades econômicas na UE, devido às sanções do bloco.
Além disso, várias pessoas envolvidas nos programas iranianos de enriquecimento nuclear e desenvolvimento de mísseis balísticos estão proibidas de entrar nos países do bloco.
Na última quarta-feira (6), os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China) e Alemanha concordaram em promover novas sanções contra o Irã diante da recusa deste país em abandonar o programa nuclear.
As potências do grupo consideram que Teerã não ofereceu uma "resposta clara" a sua proposta de incentivos para descartar o projeto atômico.
O plano apresentado por estes países oferecia ao Irã entrar em um período de pré-negociação de seis semanas, durante o qual poderia continuar com a atividade nuclear ao nível atual, mas se comprometeria a não colocar novas centrífugas em funcionamento.
Em troca, os países negociadores não adotariam novas sanções contra o Irã e, depois disso, as negociações passariam a uma outra fase, de discussões formais, durante as quais Teerã aceitaria encerrar seu programa nuclear.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Irã testa novo míssil terra-terra, dizem TVs oficiais

REUTERS
TEERÃ - O Irã testou um míssil terra-terra de uma nova geração, afirmaram meios de comunicação oficiais do país na quarta-feira, e o presidente iraniano voltou a dizer que a República Islâmica vai esmagar qualquer potência que agir contra ela.
As Forças Armadas iranianas realizaram vários exercícios nos últimos meses, período durante o qual houve especulação sobre a possibilidade de os norte-americanos ou os israelenses atacarem a República Islâmica devido a seu polêmico programa nuclear.
O ministro da Defesa do Irã, Mostafa Mohammad Najjar, disse que o míssil, fabricado no Irã e chamado Sejil, tem 'capacidades extremamente altas' e alcance de 2 mil quilômetros. Segundo ele, o míssil foi fabricado com pretensões meramente defensivas.
- Esse teste de míssil está dentro da estrutura de dourtrina de disuassão do Irã - disse o ministro segundo a agência de notícias IRNA. De acordo com o ministro, o teste não tem relação com eventos internacionais recentes.
A emissora iraniana Press TV, que realiza suas transmissões em inglês, disse que o míssil é de um tipo que usa combustível sólido misto e mostra a capacidade do Irã de 'defender seu solo'.
Imagens da emissora mostraram a míssil saindo de uma plataforma deixando para traz um longo rastro de fumaça.O teste acontece um dia depois de a Guarda Revolucionária, segundo reportagens, haver testado um novo míssil, chamado Samen, perto da fronteira com o Iraque.
- Eles fazem isso (testes com mísseis) o tempo todo. É o machismo iraniano - disse Tim Ripley, analista da publicação especializada Jane's Defence Weekly.
Os EUA e seus aliados do Ocidente suspeitam que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares, uma acusação negada pelo governo iraniano.O Irã prometeu responder a quaisquer ataques a seu território investindo contra alvos norte-americanos e israelenses, bem como fechando o estreito de Ormuz, importante rota de passagem de carregamentos de petróleo.
domingo, 2 de novembro de 2008
Irã e Iraque vão trocar os restos de soldados mortos durante a guerra
"O governo iraquiano através do ministério dos Direitos Humanos entrou no acordo com o governo iraniano para trocar os restos de soldados mortos durante a guerra Irã-Iraque", indicou Al-Dabbagh, em um comunicado publicado na noite de sexta-feira.
"A troca foi marcada para 15 de novembro na fronteira. Receberemos os corpos de 200 iraquianos e entregaremos os de 41 iranianos", acrescentou. A guerra deixou um milhão de pessoas mortas dos dois lados.
"O governo iraquiano dará continuidade a seus esforços junto à parte iraniana para encontrar soluções aos problemas mais graves, principalmente sobre os aspectos humanitários", disse.
O Comitê internacional da Cruz Vermelha (CICR) anunciou em agosto ter assinado um acordo com o Iraque e o Irã para esclarecer o destino dos desaparecidos, 20 anos após o fim da guerra.
"A sorte de dezenas de milhares de iraquianos e iranianos que pertenceram ao Exército, entre eles prisioneiros, continua sendo uma incógnita", disse o CICR.